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O que fazer com quem não responde aos novos medicamentos na hepatite C? - Hepatologia do Milênio 2016

26/07/2016

O texto a seguir foi relatado pela Dra. Renata de Mello Perez (RJ) na mesa "Manejo dos não respondedores aos DAAs usados no Brasil em 2015/2016" o qual estou reproduzindo fazendo pequenas alterações nos termos médicos, marcadas em vermelho, para uma melhor interpretação pelos pacientes.

As principais estratégias para o retratamento são a troca de classe de drogas, a extensão do tempo de tratamento e a associação de ribavirina. A troca de classe de drogas é extremamente importante e deve ser realizada sempre que possível. Desta forma, a abordagem dos pacientes não-respondedores aos esquemas dos novos medicamentos orais livres de interferon atualmente disponíveis no Brasil deve começar pela avaliação de qual foi o esquema inicialmente utilizado.

Os pacientes não-respondedores a sofosbuvir e ribavirina podem ser retratados com sofosbuvir em combinação com outra droga, como daclatasvir ou simeprevir, conforme o genótipo.

Os pacientes não-respondedores a sofosbuvir + simeprevir podem ser retratados com sofosbuvir + daclatasvir (ou outro inibidor de NS5A).

Nos pacientes não-respondedores a sofosbuvir + daclatasvir, o retratamento depende do genótipo. Pacientes com genótipo 1 podem ser retratados com sofosbuvir + simeprevir.

Pacientes com genótipo 3 não possuem no momento opção de retratamento com outra classe de drogas.

Nestes casos, a indicação de retratamento deve considerar a gravidade da doença hepática. Nos pacientes sem fibrose avançada/cirrose, talvez seja mais prudente aguardar a chegada de novos esquemas terapêuticos. Nos casos em o que o retratamento for considerado importante pela gravidade do quadro, as alternativas são estender a duração do tratamento para 24 semanas e associar ribavirina. Nestes casos, a pesquisa de resistência pode ajudar na decisão, embora esta técnica ainda tenha limitações pela falta de padronização e de correlação entre os achados in vitro e in vivo.

É sempre fundamental checar a aderência do paciente ao tratamento fracassado, que pode ser responsável por casos de recidiva viral e falha de tratamento.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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