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Meu triste comentário do EASL 2017

25/04/2017

Com um número bem menor de participantes, entre 6.000 e 7.000, um 40% menos, quando em outros anos o número já foi superior aos 10.000 participantes. Fica a pergunta: O que está acontecendo?

Na minha interpretação ao olhar a lista de participantes por país observo que aqueles países que passaram a trabalhar com medicamentos genéricos praticamente não enviaram profissionais de saúde para serem capacitados nas últimas e melhores formas de cuidar dos infectados, um grave e inquietante problema para os pacientes desses países, pois ficarão cientificamente parados no tempo e sendo tratados por anos com aquilo que existe hoje e nada de novo será incorporado. Os que não respondam ao tratamento ou os que desenvolvam resistência viral não terão opções de novos tratamentos.

É mais que comprovado que fabricantes de genéricos não gastam dinheiro com pesquisas, inovação, ensaios clínicos, educação dos médicos e dos pacientes, capacitação de profissionais da saúde, marketing, visitadores médicos, congressos, publicações científicas, enfim, não gastam absolutamente em nada, tendo como único interesse copiar um medicamento e assim conseguir o maior lucro possível. Pobres os pacientes dos países que decidiram pelos genéricos!

Dos países de língua portuguesa e espanhola compareceram al EASL em Amsterdã:

- Argentina - 43 participantes.
- Brasil - 69 participantes. (Lembro que em alguns anos eram 250)
- Chile - 7 participantes.
- Colômbia - 4 participantes.
- Espanha - 245 participantes.
- México - 25 participantes.
- Panamá - 1 participante.
- Paraguai - 1 participante.
- Peru - 5 participantes.
- Portugal - 75 participantes.
- Puerto Rico - 3 participantes.
- República Dominicana - 1 participante.
- Uruguai - 9 participantes.
- Venezuela - 2 participantes,

Com menor número de participantes, por culpa dos genéricos, aconteceu menos discussão científica, menos trocas de experiências e consequentemente sentiremos nos próximos anos um menor interesse das indústrias farmacêuticas em colocar dinheiro na pesquisa de novas drogas. Todos vamos perder, a ciência, os médicos e os pacientes.

Lamentável.

Área de Expositores

Neste ano a área de expositores contou com 55 stands da indústria farmacêutica, fabricantes de equipamentos, diagnósticos e editoras cientificas, além de 9 sociedades médicas e duas associações de pacientes, ELPA, representando 26 países da Europa e, a nossa World Hepatitis Alliance.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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