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Apresentações no "XXIV CONGRESSO BRASILEIRO DE HEPATOLOGIA"

16/10/2017

Apesar de ter sido gentilmente convidado pela SBH para participar do XXIV CONGRESSO BRASILEIRO DE HEPATOLOGIA, motivos pessoais me impediram de comparecer. Recebi agora da organização do congresso os textos dos Poster's publicados, dos quais selecionei os que considerei mais relevantes e faço um breve resumo das conclusões dos autores de cada trabalho.

1 - A taxa de resposta virológica sustentada (cura) em pacientes cirróticos compensados nunca antes tratados foi de 100% e, nós não respondedores a um tratamento anterior foi de 92,5%, todos tratados com os novos medicamentos orais livres de interferon.
(Poster TL-4673 - Érika Jordânia de Souza, Daniella Almeida Fernandes Azevedo, Bárbara Dondoni Reis Surjus, Mariana Derminio Donadel, Márcia Maria Amêndola Pires, Alessandra Mendonça de Almeida Maciel, Carlos Eduardo Brandão-Mello)



2 - Diabetes está associada a doença hepática mais avançada em portadores do vírus da hepatite C. O diabetes foi o fator associado com graus mais avançados de fibrose hepática, sugerindo que é importante o diagnóstico e tratamento da infecção pelo HCV entre diabéticos, prevenindo a progressão para cirrose hepática.
(Poster PO-4386 - Mariane de Amarante Souza, Ana Paula Fernandes, Iris Maria Costa Ribeiro, Ana Leatrice Oliveira Sampaio, Alessandra Porto Macedo, Arnaldo de Jesus Dominici, Rogério Soares Castro, Adalgisa de Souza Paiva Ferreira)



3 - Numa população de indivíduos assintomáticos praticantes de atividade física a frequência de esteatose hepática (gordura no fígado) foi significativamente mais elevada em sedentários. Esses também apresentavam maiores índices de resistência à insulina e maior percentual de gordura corporal. Os dados sugerem que a prática de atividade física pode ter relevante papel tanto no tratamento como na prevenção da resistência à insulina e da esteatose hepática, mesmo considerando o consumo moderado de bebidas alcoólicas entre os indivíduos ativos.
(Poster PO-4329 - Helma Pinchemel Cotrim, Carla Hilário Daltro, Antonio Ricardo Andrade, Ana Cristina Siqueira, Crimério Santos Jr, Adriano Oliveira, Raquel Rocha)



4 - Avaliação da cura da hepatite C em coinfectados HIV-HCV tratados com os medicamentos orais em ambulatório de hepatologia mostra que alcançaram a cura da hepatite C independente do genótipo, carga viral da hepatite C, grau de fibrose e tratamento prévio. Os pacientes coinfectados que alcançaram a cura apresentaram melhora clínica e bioquímica.
(Poster PO-4564 - Beatriz Ofrante Inácio, Márcia Maria Amendola Pires, Mariana Dermínio Donadel, Bárbara Dondoni Reis Surjus, Carlos Eduardo Brandão-Mello)



5 - Comparação dos métodos não invasivos de avaliação de fibrose hepática APRI e FIB4 em pacientes com hepatite B e hepatite C conclui que o FIB4 apresentou melhores resultados que o APRI para identificar graus mais avançados de fibrose hepática, tanto na hepatite B, quanto na hepatite C, sendo o padrão ouro comparativo empregado no estudo o FibroScan®.
(Poster PO-4193 - Paula Cenira Senger, Ana Beatriz Rodrigues Romansini, Brenda de Aguiar Burack, Carolina Hirai, Diogo Borba Schulz, Larissa Cavalli de Oliveira, Daphne Benatti Gonçalves Morsoleto, Claudia Alexandra Pontes Ivantes, Alcindo Pissaia Junior)



6 - Marcadores não invasivos no diagnóstico de fibrose em obesos graves com esteato-hepatite não-alcoólica encontrou que em obesos graves com esteato-hepatite não-alcoólica todos os marcadores não invasivos, com destaque para o FIB4, apresentavam elevada especificidade e valor preditivo positivo para diagnóstico de fibrose, mesmo nos graus I e II. A acurácia, sensibilidade e valor preditivo negativo foram baixos para todos os marcadores. Os resultados sugerem que esses marcadores podem ser úteis para o diagnóstico pré-operatório de fibrose em obesos com DHGNA/NASH, desde que sejam interpretados com critério.
(Poster TL-4743 - Carla Daltro, Helma P Cotrim, Erivaldo Alves, Sabrina Figueiredo, Cláudia Daltro, Antonio Ricardo Andrade, Raquel Rocha, Luiz Antonio Freitas)



7 - Desempenho da elastografia hepática/esplênica por Real-time 2D-shear wave no diagnóstico de varizes de esôfago em pacientes com cirrose hepática mostrou que a medida da rigidez hepática/esplênica por Real-time 2-D apresentou um bom desempenho na avaliação não invasiva de varizes de esôfago em pacientes cirróticos e pode representar um método potencialmente útil na prática clínica na investigação e sobretudo na exclusão de varizes de esôfago.
(Poster TL-4822 - Rodrigo Pereira Luz, Ubiratan Cassano Santos, Melina Almeida Dias, Cristiane Alves Villela Nogueira, Renata de Mello Perez)



8 - Poster PO-4417 Comparação de métodos não invasivos para predição de fibrose hepática em pacientes diabéticos com esteatose acompanhados em um hospital terciário mostrou que os índices FIB-4 e NFS foram os que melhor se correlacionaram com a elastografia para predição de ausência e presença de fibrose hepática avançada, em diabéticos com esteatose, podendo representar importante ferramenta de avaliação de risco nesta população.
(Poster PO-4417 - Marília Novaes Ferreira, Andrea Dória Batista, Joelma Carvalho Santos, Norma Arteiro Filgueira, Ana Carolina Thé, Patrícia Sampaio Gadelha, Ana Lúcia Coutinho Domingues, Edmundo Pessoa de Almeida Lopes Neto)

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Apresentações no XXIV CONGRESSO BRASILEIRO DE HEPATOLOGIA - Recife - Pernambuco - Outubro de 2017.


Carlos Varaldo
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