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Egito diz que em 2020 acabam com o com o vírus da hepatite C

09/10/2016



O governo do Egito em declarações à imprensa, declara que recebeu com alívio e esperança o primeiro convênio entre seu Governo e a empresa Gilead, farmacêutica com a patente do fármaco que demonstrou maior eficácia no tratamento desta enfermidade em 2014. Egito é o país com maior prevalência da Hepatite C do mundo, onde um de cada dez egípcios entre 15 e 60 anos está infectado e mais de 40.000 morrem ao ano como consequência da enfermidade.

Na imprensa o Governo promete que para 2020 não veremos neste país nem um solo paciente mais com Hepatite C, mais de 800.000 egípcios teriam recebido tratamento contra a enfermidade, que afeta a mais de 15 milhões de egípcios. Porém a Organização Mundial da Saúde se mostrou mais real em julho, quando falou em 200.000 os egípcios atendidos nos 12 meses anteriores.

Milhares de pessoas continuam na lista de espera, pendentes de receber o tratamento de sofosbuvir que o Egito distribui gratuitamente em uma trintena de hospitais públicos e que paga a Gilead, empresa farmacêutica proprietária da patente, 1% de seu valor.

Como medida de segurança para controlar a venda do fármaco no mercado negro, os pacientes são obrigados a abrir o medicamento em presença dos profissionais da saúde, tomar o primeiro comprimido aí mesmo e trazer de novo as embalagens vazias antes de receber a seguinte caixa.

A epidemia egípcia se remonta aos anos 70, quando as agulhas -insuficientemente esterilizadas- utilizadas em uma campanha contra a esquistossomose passaram de braço em braço.

No mundo, mais de 400 milhões de pessoas estão infectadas com Hepatite B ou C, mais de 10 vezes o número de pessoas vivendo com o HIV, segundo dados da OMS. Este organismo estima que 1,45 milhões de pessoas morreram como fruto desta enfermidade a cada ano.

MEUS COMENTÁRIOS

Porque será que em geral quando um governo informa números de pacientes tratados a quantidade é sempre maior que a realidade, pois considero ser o número da Organização Mundial da Saúde é muito mais confiável.

No Egito é estimado que existam oito milhões de infectados com hepatite C, assim, para cumprir o anunciado de acabar com a enfermidade até 2020 seria necessário tratar 2,5 milhões de pacientes a cada ano, o que é impossível já que existem pouco mais de 30 centros de tratamento no país.

O plano recomendado pela Organização Mundial da Saúde é para acabar com a enfermidade no mundo em 2030, sendo esta uma meta mais realista de ser alcançada.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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