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Fabricantes dos medicamentos para hepatite C começam a apresentar perdas

06/03/2017

As previsões de venda dos novos medicamentos para tratamento da hepatite C não estão se confirmando e o número de novos pacientes a tratar está diminuindo, afetando o faturamento dos fabricantes.

Nos países que já trataram os pacientes com fibrose moderada (F2) e os de fibrose avançada (F3 e F4) o número de novos pacientes a tratar está caindo drasticamente e, o número de pacientes com fibrose zero ou F1 é um percentual pequeno no total dos infectados já diagnosticados.

Ainda está semana a empresa Merck informou ao mercado que está assumindo um prejuízo de 2,9 bilhões de dólares com a compra do medicamento "uprifosbuvir" pelo qual tinha pago a empresa Idenix 3,9 bilhões de dólares, um ativo que diante de novos medicamentos de outras empresas é avaliado atualmente em somente 240 milhões de dólares.

A empresa Gilead foi forçada a reduzir as previsões de venda em face da redução do número de pacientes. As previsões do Harvoni(R) caíram drasticamente em 2016 e o seu novo medicamento Epclusa(R), deve tomar parte desse mercado, mas diante da concorrência da Abbvie e da Merck a Gilead foi obrigada a reduzir o preço para não perder a liderança.

Existem 17 projetos de medicamentos para tratamento da hepatite C arquivados ou em fase 3 das pesquisas, alguns deles já apontando para genótipos diferentes do genótipo 1 ou avançando para tratamentos de menor duração. Até o final do ano dois medicamentos pangenótipos deverão estar aprovados pelo FDA, o glecaprevir / pibrentasvir da Abbvie anteriormente conhecido como ABT-493 / ABT-530 - e o triple da Gilead com sofosbuvir, velpatasvir e voxilaprevir, acirrando ainda mais a concorrência. As previsões do mercado é que esses dois estarão entre os cinco mais vendidos nos próximos anos.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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