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Negando tratamentos para hepatite C no Brasil

30/08/2017

No Brasil uma razão atual para a impossibilidade de iniciar o tratamento da hepatite C é a falta de medicamentos no ministério da saúde.

Para evitar desabastecimento a compra deveria ter sido assinada com as empresas em abril ou mais tardar em maio, mas somente foi anunciada pelo ministro da saúde na entrevista coletiva pelo Dia Mundial da Hepatite em 27 de julho, mas extraoficialmente se comenta que ainda não foi efetivada.

Como consequência disso não somente a promessa de incluir no protocolo os infectados com fibrose F2, como milhares com fibrose F3 e cirrose (F4) com indicação de tratamento já aprovados econtinuam aguardando pacientemente (até quando?) o recebimento dos medicamentos e, pior ainda, progredindo na sua doença.

O Brasil tem as ferramentas para curar e eliminar a hepatite C, tem um excelente Departamento ITS/HIV/Hepatites Virais, tem protocolos de tratamentos, tem oferta de testes rápidas no Brasil todo, tem uma rede de atendimento pelo SUS é, também, privada para atender a demanda de forma satisfatória, porém (e sempre tem algum "porém"), não tem estoque de medicamentos. Estamos chegando a setembro e no andar da carruagem será muito difícil atingir a promessa de tratar 35.000 infectados em 2017.

Apoio ao ministério não falta. As sociedades brasileiras de hepatologia e infectologia estão em campanha para diagnosticar a tratar todos os infectados, com qualquer dano hepático, as associações de pacientes colaboram divulgando e alertando a população sobre a importância da realização o teste da hepatite C e até a indústria colabora reduzindo os preços a cada nova compra.

Com tudo isso conclui-se que o controle e eliminação da hepatite C é viável em prazo relativamente curto no Brasil, mas se não existir compromisso e vontade política a eliminação da hepatite C irá levar mais tempo e muitos infectados estarão morrendo nesse interim.

A comunicação do ministério da saúde com a população é muito ruim. Nem sequer notícias positivas são divulgadas amplamente. Neste momento uma nota informativa já deveria ter sido escrita explicando o porquê até agora não foi feita a compra, não foi publicado o novo protocolo e porque não foram contemplados do com fibrose F2.

Devem existir problemas para ainda nada ter sido efetivado, mas se explicados a população, está de forma razoável aceita e até compreende, mas se continuam em silencio a sensação dos infectados é que foram enganados.

Custa muito uma nota informando a situação atual?

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com


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