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Controvérsias - O FUTURO DA HEPATITE C

22/10/2012

(Colocação de minhas observações pessoais consolidando aquilo que foi maioria ou consenso)


Painel: Rafael Esteban (Espanha) e Ulrich Spengler (Alemanha).
Moderadores: Jonathan Schapiro (Israel) e Jürgen Rockstroh (Alemanha).




- O ideal para erradicar a hepatite C seria a vacinação universal, mas como não existe uma vacina o caminho é diagnosticar de forma o mais rápida possível a maioria dos infectados com a realização de campanhas de testagem amplas.

- A dificuldade em se encontrar uma vacina é muito grande. O vírus possui diversos genótipos, subtipos e, pior ainda, o vírus é mutante.

- Quando existir uma vacina preventiva a quem vacinar? A vacinação universal não será recomendada e talvez somente os grupos de risco de se infectar é que receberiam uma vacina.

- Existem pesquisas de vacinas terapêuticas, isto é, vacinas para tratamento dos já infectados, mas é muito controverso se isso algum dia será alcançado.

- O tratamento da hepatite C é acessível nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, limitado nos países da Europa e pouco ou nada acessível na América Latina, África e países asiáticos.

- Na Europa existem diferenças entre os países em relação ao acesso ao tratamento. França já tratou aproximadamente 15% dos infectados, Alemanha 9%, Espanha 5%, Bélgica 4%, Inglaterra 3% e Itália 3%. (Minha observação fora das apresentações no congresso: No Brasil, dependendo da estimativa de infectados aproximadamente entre 1,8% e 3% dos infectados já receberam tratamento).

- Novos medicamentos são esperados para 2016/2017, mas os otimistas divergem e consideram que já estarão autorizados em 2014.

- É consenso geral que a possibilidade de cura é muito menor em pacientes com fibrose elevada ou cirrose. Vale então a pena aguardar pelos novos medicamentos, quando os pacientes apresentarão um maior dano hepático?

- É consenso que a cura (resposta sustentada) evita ou diminui de forma considerável a progressão para a cirrose.

MINHA CONCLUSÃO:

É mais que urgente diagnosticar todos os infectados o mais rápido possível, evitando assim nos depararmos com um futuro muito perto em que a maioria dos que necessitem tratamento já se encontre com cirrose e por isso tenham menor oportunidade de cura.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Observações pessoais no "2nd World Congress on Controversies in the Management of Viral Hepatitis (C-Hep)" - Berlim, Alemanha - 18, 19 e 20 de outubro de 2012.


Carlos Varaldo
www.hepato.com
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