GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
11/04/2005
ENTENDENDO (OU TENTADO ENTENDER) O SISTEMA IMUNE
O sistema imune desenvolve uma rede complexa de controles e equilíbrios que pode ser classificada em duas categorias: imunidade natural (inata) e adquirida (aprendida).
Todos os indivíduos nascem com imunidade inata. Os componentes do sistema imune que participam da imunidade inata (macrófagos, neutrófilos e complementos) reagem de forma similar frente a todas as substâncias estranhas, e a identificação dos antígenos não varia de indivíduo para indivíduo.
A imunidade adquirida é aprendida. Ao nascer, o sistema imune de um indivíduo ainda não enfrentou o mundo exterior nem começou a formar seus arquivos de memória. O sistema imune aprende a responder a cada novo antígeno que ele encontra. Portanto, a imunidade adquirida é específica contra os antígenos encontrados por um indivíduo durante a vida.
A função do sistema imune é defender o corpo contra invasores. Embora o sistema imune seja complexo, a sua estratégia básica é simples: reconhecer o inimigo, mobilizar forças e atacar. Compreender a anatomia e os componentes do sistema imune torna possível ver como essa estratégia funciona e como pode ajudar os infectados pelas hepatites.
As principais células do sistema imune são os leucócitos. Macrófagos, neutrófilos e linfócitos são todos tipos de leucócitos (glóbulos brancos). O sistema imune mantém seu próprio sistema de circulação (os vasos linfáticos), o qual permeia todos os órgãos do corpo, excetuando-se o cérebro. Os vasos linfáticos contêm um líquido pálido e espesso (linfa) formado por um líquido carregado de gordura e de leucócitos.
O sistema linfático é uma rede de linfócitos que filtra, ataca e destrói organismos nocivos que causam infecções. A linfa, um líquido rico em leucócitos, circula através dos vasos linfáticos. A linfa
ajuda a retornar a água, proteínas e outras substâncias dos tecidos do organismo para a corrente sangüínea.
Outros órgãos e tecidos do corpo como o timo, fígado, baço, apêndice, medula óssea e pequenos aglomerados de tecido linfático também fazem parte do sistema linfático. Essas estruturas também ajudam o corpo no combate às infecções.
São os chamados antígenos que estimulam a resposta imune. As bactérias, os vírus, as proteínas, os carboidratos, as células cancerosas e as toxinas podem atuar como antígenos.
Os macrófagos consistem em várias substâncias químicas e enzimas que são envolvidas por uma membrana.
Essas enzimas e substâncias químicas permitem ao macrófago destruir o invasor. Os macrófagos não são encontrados no sangue. Eles localizam-se estrategicamente onde os órgãos do corpo entram em contato com a corrente sangüínea ou com o mundo exterior. Por exemplo, os macrófagos são encontrados nos pulmões onde recebem o ar do exterior e nas células do fígado se conectando com os vasos sangüíneos. Células similares presentes no sangue são denominadas monócitos.
Os neutrófilos são grandes leucócitos. No entanto, ao contrário dos macrófagos, os neutrófilos circulam no sangue; eles necessitam de um estímulo específico para sair do sangue e entrar nos tecidos.
Os macrófagos e os neutrófilos atuam em conjunto. Os macrófagos iniciam uma resposta imune e enviam sinais para mobilizar os neutrófilos para que estes se juntem a eles na área com problema. Quando os neutrófilos chegam, eles destroem os invasores, digerindo-os.
Os linfócitos são as principais células do sistema linfático, são relativamente pequenos em comparação com os macrófagos e os neutrófilos. Ao contrário dos neutrófilos que vivem de 7 a 10 dias, os linfócitos podem viver durante anos ou mesmo décadas. A maioria dos linfócitos é enquadrada em três categorias principais:
- Os linfócitos B são derivados de uma célula tronco (célula-mãe) da medula óssea e amadurecem até transformarem-se em plasmócitos, os quais secretam anticorpos.
- Os linfócitos T são formados quando as células tronco migram da medula óssea até a glândula timo, onde eles se dividem e amadurecem. Os linfócitos T aprendem como diferenciar o que é próprio do organismo do que não o é no timo. Os linfócitos T maduros deixam o timo e entram no sistema linfático, onde eles atuam como parte do sistema imune de vigilância.
- As células assassinas naturais, discretamente maiores que os linfócitos T e B, são assim denominadas por matarem determinados micróbios e células cancerosas. O "natural" de seu nome indica que elas estão prontas para destruir uma variedade de células-alvo assim que são formadas, em vez de exigirem a maturação e o processo educativo que os linfócitos B e T necessitam.
Quando estimulados por um antígeno, os linfócitos B amadurecem até se transformarem em células produtoras de anticorpos. Anticorpos são proteínas que interagem com o antígeno que inicialmente estimula os linfócitos B. Os anticorpos também são denominados imunoglobulinas.
Cada molécula de anticorpo possui uma parte única que se liga a um antígeno específico e uma parte cuja estrutura determina a classe do anticorpo. Existem cinco classes de anticorpos: IgM, IgG, IgA, IgE e IgD.
- A IgM é o anticorpo produzido após a exposição inicial a um antígeno. Por exemplo, quando uma criança recebe sua primeira vacina contra o tétano, os anticorpos antitétano da classe IgM são produzidos 10 a 14 dias mais tarde (resposta de anticorpos primária). A IgM é abundante no sangue, mas normalmente não se encontra presente nos órgãos ou nos tecidos.
- A IgG, o tipo de anticorpo mais prevalente, é produzido após a exposição subseqüente a um antígeno. Por exemplo, após uma segunda vacina antitetânica (reforço), a criança produz anticorpos da classe IgG em 5 a 7 dias. A resposta de anticorpos secundária é mais rápida e mais abundante que a resposta primária. A IgG está presente tanto no sangue como nos tecidos. Trata-se do único anticorpo que é transferido através da placenta, da mãe para o feto. A IgG materna protege o feto e o recém nascido até que o sistema imune do bebê possa produzir seus próprios anticorpos.
- A IgA é o anticorpo que tem um papel importante na defesa do corpo contra a invasão de microrganismos através das superfícies revestidas por membrana mucosa (p.ex., nariz, olhos, pulmões e intestinos). A IgA é encontrada no sangue e em secreções como as do trato gastrointestinal, do nariz, dos olhos, dos pulmões e no leite materno.
- A IgE é o anticorpo que causa reações alérgicas agudas (imediatas). Neste aspecto, a IgE é a única classe de anticorpo que aparentemente faz mais mal que bem. Contudo, a IgE pode ser importante no combate às infecções parasitárias, como a esquistossomose.
- A IgD é um anticorpo presente em quantidades muito pequenas no sangue circulante. A sua
função não é totalmente conhecida.
As citocinas atuam como mensageiros do sistema imune. Essas substâncias são secretadas por células do sistema imune em resposta à estimulação. As citocinas amplificam (ou ajudam) alguns aspectos do sistema imune e inibem (ou suprimem) outros. Muitas citocinas já foram identificadas e a lista continua aumentando.
Algumas citocinas podem ser injetadas como tratamento de certas doenças. Por exemplo, o interferon alfa é eficaz no tratamento de certos cânceres, como a leucemia das células pilosas. Outra citocina, o interferon beta, pode ser útil no tratamento da esclerose múltipla. Uma terceira citocina, a interleucina-2, pode ser benéfica no tratamento do melanoma maligno e do câncer de rim, embora seu uso produza efeitos adversos. Uma outra citocina, o fator estimulador de colônias de granulócitos, o qual estimula a produção de neutrófilos, pode ser administrada em pacientes de câncer com contagens baixas de neutrófilos causadas pela quimioterapia ou no tratamento da hepatite C.
Algumas vezes, o sistema imune não funciona corretamente, identifica erroneamente os tecidos ou órgãos do corpo como se fossem estranhos e os ataca, resultando em uma reação auto-imune, tal qual acontece na hepatite auto-imune.
Os vírus das hepatites são organismos que devem entrar na célula para poder sobreviver. Certos linfócitos T reconhecem os fragmentos virais, e se ligam a essas moléculas. Quando a conexão se completa, um sinal desencadeia a ativação dos linfócitos T específicos, a maioria dos quais se transforma em células T assassinas. No entanto, ao contrário das células assassinas naturais, os linfócitos T assassinos destroem apenas as células infectadas pelo vírus específico que estimulou a sua ativação. Por exemplo, os linfócitos T assassinos ajudam a combater o vírus da gripe. A razão pela qual a maioria dos indivíduos necessita de 7 a 10 dias para recuperar-se de uma gripe este é o período de tempo necessário para a produção de células T assassinas especificamente projetadas para combater o vírus da gripe.
As células do sistema imune aprendem a diferenciar o que é próprio do organismo do que o que não o é no timo. Quando o sistema imune começa a desenvolver-se no feto, células tronco migram para o timo, onde dividem-se até se transformar em linfócitos T. Durante o desenvolvimento do timo, qualquer linfócito T que reaja frente às moléculas do complexo de histocompatibilidade principal do timo é eliminado. À qualquer linfócito T que tolere o complexo de histocompatibilidade principal do timo e aprenda a cooperar com células que apresentam moléculas exclusivas do complexo de histocompatibilidade principal do corpo é permitida a maturação e a sua saída do timo.
O resultado é que os linfócitos T maduros toleram as células próprias do corpo e podem cooperar com outras células do organismo quando solicitadas para defendê-lo. Se os linfócitos T não se tornarem tolerantes às moléculas do complexo de histocompatibilidade principal, eles podem atacar o corpo. No entanto, algumas vezes, os linfócitos T perdem a capacidade de diferenciar o que é próprio do corpo do que não o é, acarretando doenças auto-imunes como o lúpus eritematoso sistêmico (lúpus) ou a esclerose múltipla.
Vemos assim a importância do sistema imune nas doenças, entre elas as hepatites, tanto na defesa do organismo para evitar o ataque do vírus como no tratamento. Vemos também que o Interferon que é necessário ao tratamento e também produzido pelo nosso organismo, mas que para poder realizar o tratamento e necessária uma quantidade maior, daí a aplicação do mesmo.
Lamentavelmente a glândula do timo, fundamental na produção do interferon natural e dos linfócitos T de ataque aos vírus, de grande atividade na infância e adolescência vai se atrofiando com o passar dos anos, tornando o organismo mais vulnerável. Estamos preparando um artigo onde falaremos de novos medicamentos, como o Z A D A X I N (thymosin alpha 1) já em uso ou em fase de registro, os quais tentam compensar esta diminuição natural do sistema imune acontecida com a idade do individuo, o deixando melhor preparado a enfrentar a resistência natural ou a aumentar a resposta terapêutica aos tratamentos.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
Tel. 55.21 - 9973.6832 - Fax. 55.21 - 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
11/04/2005
ENTENDIENDO (O INTENTADO ENTENDER) El SISTEMA INMUNE
El sistema inmune desarrolla una red compleja de controles y equilibrios que puede ser clasificada en dos categorías: inmunidad natural (innata) y adquirida (aprendida).
Todos los individuos nacen con inmunidad innata. Los componentes del sistema inmune que participan de la inmunidad innata (macrófagos, neutroófilos y complementos) reaccionan de forma similar frente a todas las substancias extrañas, y la identificación de los antígenos no varia de individuo para individuo.
La inmunidad adquirida es aprendida. Al nacer, el sistema inmune de un individuo todavía no enfrentó el mundo exterior ni empezó a formar sus archivos de memoria. El sistema inmune aprende a responder a cada nuevo antígeno que él encuentra. Por tanto, la inmunidad adquirida es específica contra los antígenos encontrados por un individuo durante la vida.
La función del sistema inmune es defender el cuerpo contra invasores. Aunque el sistema inmune sea complejo, su estrategia básica es simple: reconocer el enemigo, movilizar fuerzas y atacar. Comprender la anatomía y los componentes del sistema inmune posibilita ver como esa estrategia funciona y como puede ayudar los infectados por las hepatitis.
Las principales células del sistema inmune son los leucocitos. Macrófagos, neutrófilos y linfocitos son tipos de leucocitos (glóbulos blancos). El sistema inmune mantiene su propio sistema de circulación (los vasos linfáticos), el cual abastece todos los órganos del cuerpo, exceptuándose el cerebro. Los vasos linfáticos contienen un líquido pálido y espeso (linfa) formado por un líquido cargado de grasa y de leucocitos.
El sistema linfático es una red de linfocitos que filtra, ataca y destruye organismos nocivos que causan infecciones. La linfa, un líquido rico en leucocitos, circula a través de los vasos linfáticos. La linfa
ayuda a retornar el agua, proteínas y otras substancias de los tejidos del organismo para la corriente sanguínea.
Otros órganos y tejidos del cuerpo como el timo, hígado, bazo, apéndice, medula ósea y pequeños aglomerados de tejido linfático también hacen parte del sistema linfático. Esas estructuras también ayudan el cuerpo en el combate a las infecciones.
Son los llamados antígenos que estimulan la respuesta inmune. Las bacterias, los virus, las proteínas, los carbohidratos, las células cancerosas y las toxinas pueden actuar como antígenos.
Los macrófagos consisten en varias substancias químicas y enzimas que son envueltas por una membrana.
Esas enzimas y substancias químicas permiten al macrófago destruir el invasor. Los macrófagos no son encontrados en la sangre. Se Localizan estratégicamente donde los órganos del cuerpo entran en contacto con la corriente sanguínea o con el mundo exterior. Por ejemplo, los macrófagos son encontrados en los pulmones donde reciben el aire del exterior y en las células del hígado se conectando con los vasos sanguíneos. Células similares presentes en la sangre son denominadas monocitos.
Los neutrófilos son grandes leucocitos. Sin embargo, al contrario de los macrófagos, los neutrófilos circulan en la sangre; necesitan un estímulo específico para salir de la sangre y entrar en los tejidos.
Los macrófagos y los neutrófilos actúan en conjunto. Los macrófagos empiezan la respuesta inmune y envían señales para movilizar los neutrófilos para que éstos se junten a ellos en el área con problema. Cuando los neutrófilos llegan, destruyen los invasores, digiriéndolos.
Los linfocitos son las principales células del sistema linfático, son relativamente pequeños en comparación con los macrófagos y los neutrófilos. Al contrario de los neutrófilos que viven de 7 a 10 días, los linfocitos pueden vivir durante años o mismo décadas. La mayoría de los linfocitos es encasillada en tres categorías principales:
- Los linfocitos B son derivados de una célula tronco (célula-madre) de la medula ósea y maduran hasta se transformar en plasmócitos, quiénes secretan anticuerpos.
- Los linfocitos T son formados cuando las células tronco pasan de la medula ósea hacia la glándula del timo, donde ellos se dividen y maduran. Los linfocitos T aprenden como diferenciar lo que es propio del organismo de lo que no lo es en el timo. Los linfocitos T maduros dejan el timo y entran en el sistema linfático, donde actúan como parte del sistema inmune de vigilancia.
- Las células asesinas naturales, discretamente mayores que los linfocitos T y B, son así denominadas por matar determinados microbios y células cancerosas. El "natural" de su nombre indica que ellas están prontas para destruir una variedad de células-blanco en cuanto son formadas, en vez de que exijan la maduración y el proceso educativo que los linfocitos B y T necesitan.
Cuando estimulados por un antígeno, los linfocitos B maduran hasta se transformar en células productoras de anticuerpos. Anticuerpos son proteínas que reaccionan con el antígeno que inicialmente estimula los linfocitos B. Los anticuerpos también son denominados inmunoglobulinas.
Cada molécula de anticuerpo posee una parte única que se mezcla a un antígeno específico y una parte cuya estructura determina la clase del anticuerpo. Existen cinco clases de anticuerpos: IgM, IgG, IgA, IgE y IgD.
- La IgM es el anticuerpo producido después de la exposición inicial a un antígeno. Por ejemplo, cuando un niño recibe su primera vacuna contra el tétano, los anticuerpos antitétano de la clase IgM son producidos 10 a 14 días más tarde (respuesta de anticuerpos primaria). La IgM es abundante en la sangre, pero normalmente no se encuentra presente en los órganos o en los tejidos.
- La IgG, es el tipo de anticuerpo más común, es producido después de la exposición a un antígeno. Por ejemplo, después de una segunda vacuna antitetánica (refuerzo), el niño produce anticuerpos de la clase IgG en 5 a 7 días. La respuesta de anticuerpos secundaria es más rápida y más abundante que la respuesta primaria. La IgG está presente tanto en la sangre como en los tejidos. Se trata del único anticuerpo que es transferido a través de la placenta, de la madre para el feto. La IgG materna protege el feto y el recién nacido hasta que el sistema inmune del bebé pueda producir sus propios anticuerpos.
- La IgA es el anticuerpo que tiene un papel importante en la defensa del cuerpo contra la invasión de microorganismos a través de las superficies revestidas por las membranas mucosas (p.ej., nariz, ojos, pulmones e intestinos). La IgA es encontrada en la sangre y en secreciones como las del tracto gastrointestinal, de la nariz, de los ojos, de los pulmones y en la leche materna.
- La IgE es el anticuerpo que causa reacciones alérgicas agudas (inmediatas). En este aspecto, la IgE es la única clase de anticuerpo que aparentemente hace más mal que bien. Sin embargo, la IgE puede ser importante en el combate a las infecciones parasitarias, como la esquistosomosis.
- La IgD es un anticuerpo presente en cantidades muy pequeñas en la sangre circulante. Su
función no es totalmente conocida.
Las citocinas actúan como mensajeros del sistema inmune. Esas substancias son secretadas por las células del sistema inmune en respuesta a una estimulación. Las citocinas amplifican (o ayudan) algunos aspectos del sistema inmune e inhiben (o suprimen) otros. Muchas citocinas ya fueron identificadas y la lista continúa aumentando.
Algunas citocinas pueden ser inyectadas para el tratamiento de ciertas enfermedades. Por ejemplo, el interferon alfa es eficaz en el tratamiento de ciertos cánceres, como la leucemia de las células pilosas. Otra citocina, el interferon beta, puede ser útil en el tratamiento de la esclerosis múltipla. Una tercera citocina, la interleucina-2, puede ser benéfica en el tratamiento del melanoma maligno y del cáncer de riñón, aunque su uso produzca efectos adversos. Otra citocina, el factor estimulador de colonias de granulócitos, el cual estimula la producción de neutrófilos, puede ser administrada en pacientes de cáncer con conteos bajos de neutrófilos causadas por la quimioterapia o en el tratamiento de la Hepatitis C.
Algunas veces, el sistema inmune no funciona correctamente, identifica erróneamente los tejidos u órganos del cuerpo como extraños y los ataca, resultando en una reacción auto-inmune, tal cual acontece en la Hepatitis auto-inmune.
Los virus de las hepatitis son organismos que deben entrar en la célula para poder sobrevivir. Ciertos linfocitos T reconocen los fragmentos víricos, y se ligan a esas moléculas. Cuando la conexión se completa, una señal se desencadena para la activación de los linfocitos T específicos, la mayoría de los cuales se transforma en células T asesinas. Sin embargo, al contrario de las células asesinas naturales, los linfocitos T asesinos destruyen apenas las células infectadas por el virus específico que estimuló su activación. Por ejemplo, los linfocitos T asesinos ayudan a combatir el virus de la gripe. La razón por la cual la mayoría de los individuos necesita 7 a 10 días para recuperarse de una gripe es por que éste es el período de tiempo necesario para la producción de células T asesinas específicamente proyectadas para combatir el virus de la gripe.
Las células del sistema inmune aprenden a diferenciar lo que es propio del organismo que qué no lo es en el timo. Cuando el sistema inmune empieza a desarrollarse en el feto, células tronco mudan para el timo, donde se dividen hasta se transformar en linfocitos T. Durante el desarrollo del timo, cualquier linfocito T que reaccione frente a las moléculas del complejo de histocompatibilidad principal del timo es eliminado. A cualquier linfocito T que tolere el complejo de histocompatibilidad principal del timo y aprenda a cooperar con células que presentan moléculas exclusivas del complejo de histocompatibilidad principal del cuerpo es permitida la maduración y su salida del timo.
El resultado es que los linfocitos T maduros toleran las células propias del cuerpo y pueden cooperar con otras células del organismo cuando solicitadas para defenderlo. Si los linfocitos T no se vuelven tolerantes a las moléculas del complejo de histocompatibilidad principal, pueden atacar el cuerpo. Sin embargo, algunas veces, los linfocitos T pierden la capacidad de diferenciar lo que es propio del cuerpo que no lo es, acarreando enfermedades auto-inmunes como el lupus eritematoso sistémico (lupus) o la esclerosis múltipla.
Vemos así la importancia del sistema inmune en las enfermedades, entre ellas la hepatitis, tanto en la defensa del organismo para evitar el ataque del virus como en el tratamiento. Vemos también que el Interferon que es necesario al tratamiento es también producido por nuestro organismo, pero que para poder realizar el tratamiento es necesaria una cantidad mayor, de allí la aplicación del mismo.
Lamentablemente la glándula del timo, fundamental en la producción del interferon natural y de los linfocitos T de ataque a los virus, de gran actividad en la infancia y adolescencia va se atrofiando a lo largo de los años, tornando el organismo más vulnerable. Estamos preparando un artículo donde hablaremos de nuevos medicamentos, como el Z A D A X I N (thymosin Alpha 1) ya en uso o en fase de registro, medicamentos que intentan compensar esta disminución natural del sistema inmune acontecida con la edad de la persona, dejándolo mejor preparado a enfrentar la resistencia natural o a aumentar la respuesta terapéutica a los tratamientos.