GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
17/04/2005
Financiamento das ONGs que lutam pelas hepatites
Em outras oportunidades falei sobre o perigo que representa o financiamento dos grupos e associações de pacientes quando realizado pelo governo ou pelos fabricantes de medicamentos.
Em relação ao governo, a chamada "cooperação" quando realizada de forma mensal e continua acaba se transformando em "cooptação" e, quando se discorda das diretrizes, os convênios são cancelados, muitas vezes acabando com a ONG que tinha montado uma estrutura para atender uma área em que o governo não consegue atuar.
Em relação aos fabricantes de medicamentos, estes também oferecem cooperação, mas as ONGs são estimuladas a incentivar os pacientes a exigir determinada marca de medicamentos, inclusive mediante ações judiciais e a não comentar ou divulgar sobre problemas no tratamento ou efeitos colaterais. Advogados, apresentados como "gratuitos" são colocados a disposição das ONGs, pagos pelo fabricante, para que sejam abertas ações judiciais para conseguir o medicamento do fabricante. Pode ser até interessante, mas e totalmente antiético e imoral.
Afortunadamente na luta pelas hepatites, diferentemente de outras patologias, a expressiva maioria dos grupos e associações decidiu se manter independente, não aceitando aceitar ou compactuar com procedimentos deste tipo, solicitando, quando necessário, ajuda para ações especificas, como a impressão de um folheto, a realização de uma reunião, alguma passagem para um palestrante ou coisas do gênero, consideradas sem relação de continuidade e sempre de pouco valor.
Assim, as ONGs que lutam pelas hepatites objetivam o "controle social" fazendo simplesmente que quem ocupa um cargo no governo cumpra a Constituição Federal, garantindo o direito a saúde, independente do partido político que se encontrar no poder.
Represálias não faltam. Algumas ONGs são consideradas "malas" pelos vendedores de medicamentos e, a estas tudo e negado. Uma ONG do sul do país solicitou a um fabricante uma passagem para eu dar palestra no mês de maio, a qual foi negada por que esta ONG não se subjugou às propostas do fabricante. Não tive a menor duvida, liguei para seu concorrente, expliquei a situação e o mesmo vai financiar a passagem. Podemos não ter recursos, mas temos moral e iniciativa.
As ONGs independentes lamentam profundamente a forma de atuar desta empresa farmacêutica. Uma multinacional que quer impor praticas desleais ao povo brasileiro e inconcebível
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
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e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
17/04/2005
Financiación de las ONGs que luchan por las hepatitis
En otras oportunidades hablé sobre el peligro que representa la financiación de los grupos y asociaciones de pacientes cuando realizado por el gobierno o por los fabricantes de medicamentos.
Con relación al gobierno, la llamada "cooperación" cuando realizada de forma mensual y continúa acaba se transformando en "captación" y, cuando se discuerda de las directrices, los convenios son cancelados, muchas veces acabando con la ONG que había montado una estructura para atender una área en la que el gobierno no consigue actuar.
Con relación a los fabricantes de medicamentos, éstos también ofrecen cooperación, pero las ONGs son estimuladas a incentivar los pacientes a exigir determinada marca de medicamentos, incluso mediante acciones judiciales y todavía a no comentar o divulgar sobre problemas en el tratamiento o efectos secundarios. Abogados, presentados como "gratuitos" son colocados la disposición de las ONGs, pagos por el fabricante, para que sean abiertas acciones judiciales para conseguir el medicamento del gobierno, pero solo puede ser el de su fabricación. Puede ser hasta interesante, pero es totalmente sin ética e inmoral.
Venturosamente en la lucha por las hepatitis en el Brasil, diferentemente de otras patologías, la expresiva mayoría de los grupos y asociaciones decidió se mantener independiente, no aceptando procedimientos de este tipo, pidiendo, cuando necesario, ayuda para acciones especificas, como la impresión de un folleto, la realización de una reunión, algún pasaje para un conferencista o cosas del género, consideradas sin relación de continuidad y siempre de poco valor.
Así, las ONGs que luchan por las hepatitis objetivan el "control social" haciendo simplemente que quien ocupa un cargo en el gobierno cumpla la Constitución Federal, garantizando el derecho a la salud, independiente del partido político que se encuentre en el poder.
Represalias no faltan. Algunas ONGs son consideradas "problemáticas" por los vendedores de medicamentos y a éstas todo es negado. Una ONG del sur del país pidió a un fabricante un pasaje para dar una conferencia en el mes de mayo, la cual fue negada por qué esta ONG no se subyugó a las propuestas del fabricante. No tuve a menor duda, llamé para su concurrente, expliqué la situación y el mismo va a financiar el pasaje. Podemos no tener recursos, pero tenemos moral e iniciativa.
Las ONGs independientes lamentan profundamente la forma de actuar de esta empresa farmacéutica. Una multinacional que quiere imponer prácticas desleales al pueblo brasileño es totalmente inadmisible.