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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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25/04/2005

Comentários sobre o 40° Congresso anual da Associação Européia para o Estudo do Fígado (European Association for the Study of the Liver, EASL)


Foi realizado em Paris entre os dias 13 e 16 de abril de 2005 a 40ª edição do congresso anual da Associação Européia para o Estudo do Fígado (European Association for the Study of the Liver, EASL) sendo o major já realizado, chegando a reunir 4.500 participantes.

Durante este congresso foram apresentados uma série de anúncios importantes referentes aos conhecimentos sobre as enfermidades hepáticas e seu tratamento. Como já é tradicional selecionamos os principais em relação a nosso trabalho de divulgação, os quais estamos lendo e traduzindo aqueles mais significantes e nas próximas semanas estaremos os enviando com os costumeiros comentários. Aqueles que demonstrem muito mais marketing que realidade científica serão descartados ou criticados tal qual já o realizamos com um deles na semana passada. Uma das funções dos grupos de pacientes é a de denunciar qualquer abuso por quem quer que seja.

A prevalência das infecções provocadas pelos vírus das hepatite B e C é mais importante do que se acreditou durante muito tempo. A prevalência da hepatite C está na ordem de 1% no Oeste e no Norte da Europa, e alcança entre 2% e 3% no Sul, particularmente na Itália e Grécia, alcançando taxas superiores na Europa do Leste. Aproximadamente 20% dos portadores dos vírus evoluem para a cirrose, e em este ponto a enfermidade é irreversível, já que só se pode diminuir a velocidade da sua evolução. Se o infectado é detectado antes da cirrose é possível se evitar o aparecimento da mesma, salvando sua vida. Mas a maioria dos governos não demonstra interesse em realizar campanhas de detecção.

Durante estes últimos anos, o número de novas infecções provocadas por estes vírus diminuiu principalmente em função da vacina contra a hepatite B e às medidas de prevenção para evitar a transmissão dos dois vírus, principalmente pela sua detecção entre os doadores de sangue. Não obstante, como a maioria das infecções aconteceu nas décadas dos 70 e 80 e como os efeitos da enfermidade aparecem depois de vários anos à incidência das conseqüências se encontra em aumento, com um pico na freqüência de câncer de fígado previsto para daqui a dez anos.

O congresso também contribuiu com novos dados epidemiológicos sobre outra categoria de hepatite em alto grau nos países industrializados, a esteatohepatite não alcoólica (non alcoholic steatohepatitis, NASH) , enfermidade relacionada com a má alimentação (comida rápida e gordurosa) e com a obesidade, o sobrepeso e o sedentarismo. O excesso de gordura no fígado ocasiona uma esteatoses inicial, passando para uma esteatohepatite, que evolui em 15% dos casos para uma cirrose, podendo chegar a originar o câncer no fígado. Um estudo realizado na Itália, cujos resultados se divulgaram durante o congresso, mostrou a extensão desta doença, com freqüência subestimada e em crescimento constante em todo o mundo. Cada ano, as lesões pre-NASH aparecem em 2 milhões de pessoas na Itália, sobre uma população de 56 milhões de habitantes. Cada ano se contabilizam de 200.000 a 400.000 casos de esteatohepatite não alcoólica e de 110.000 a 140.000 cirroses originadas por esta doença.

Os riscos cardiovasculares e diabéticos relacionados com o desequilíbrio alimentar são bem conhecidos, mas é necessário conscientizar-se sobre o fato que a epidemia de sobrepeso, sedentarismo e de obesidade que também são conhecidas dos médicos levam a um aumento do número de doenças graves no fígado. É necessário que os programas de saúde pública atentem para o problema.

Em relação às hepatites os resultados divulgados durante o congresso confirmam o avanço conseguido no tratamento nos últimos anos e apresentam novas drogas para um futuro muito próximo.v As novas e prometedoras moléculas antivirais estão presentes no ensaio clínico contra o vírus da hepatite B, que nenhum tratamento da atualidade é capaz de eliminar. Um ensaio clínico em fase II do fármaco pradefovir demonstrou sua boa tolerância e já apresentou indicações de sua eficácia. Outro ensaio clínico em fase II pôs em evidência que o medicamento reduzia durante mais tempo a carga viral que a Lamivudine, o tratamento padrão atual. Um seguimento de quatro anos demonstrou que uma monoterapia do Adefovir Dipivoxil apresenta quatro vezes menos resistência ao vírus da hepatite B que uma monoterapia com Lamivudina, com respeito à qual aparecia uma resistência em 70% dos pacientes em quatro anos.

Os resultados obtidos com moléculas possíveis de vir a substituir o atual tratamento da hepatite C, em relação à Ribavirina que é utilizada em combinação com o interferon, e que provoca anemia, divulgaram-se pela primeira vez durante o congresso. Um ensaio clínico em fase II mostra que a Viramidina possui a mesma eficácia antiviral que a Ribavirina e com menos efeitos secundários. A Valopicitabine, combinada com o interferon peguilado demonstrou uma boa atividade contra a hepatite C do genótipo 1, que é particularmente difícil de curar. Igualmente, pela primeira vez se divulgaram resultados relativamente completos do estudo COPILOT, que já leva dois anos em execução e que permitiu desmontar a crença que o interferon peguilado é capaz de atrasar a chegada das complicações originadas pela cirrose, sobretudo a hipertensão portal, um assunto ainda controverso.

Os ensaios clínicos preliminares, realizados com animais, de vacinas terapêuticas para combater a hepatite B e C mostram resultados prometedores.

Também o diagnóstico progride, posto que as apresentações realizadas durante o congresso confirmam o interesse nas novas técnicas de ultra-sonografia, que permitem, graças a um melhor contraste das imagens, identificarem a presença de pequenas lesões cancerígenas no fígado. Em relação a métodos bioquímicos que possam substituir a biópsia isto já é uma realidade na maioria das situações.

Ao final do congresso da EASL a comissão organizadora colocou quatro recomendações ao público e aos responsáveis pela saúde publica:

1 - Detectar e prevenir as hepatites B e C, no caso da hepatite B por meio da vacinação da população;

2 - Detectar precocemente os cânceres de fígado;

3 - Tratar os infectados que apresentem um quadro de progressão preocupante;

4 - Realizar programas para lutar contra o sobrepeso e a obesidade
.

Estas quatro recomendações podem parecer óbvias, mas se os governos e os responsáveis pela saúde pública não as executarem poderão ser responsabilizados por omissão na função do poder.

Cabe aos médicos e à sociedade civil se organizar e divulgar os quatro pontos citados e denunciar publicamente se os governantes de seu país estão sendo omissos em relação ao problema das hepatites.

Sabedores do grave problema que isto representa não podem ser coniventes com a irresponsabilidade do estado, não podemos fazer parte, nos calando, de um verdadeiro genocídio anunciado, realizado por parte dos políticos e funcionários públicos.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
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25/04/2005

Comentarios sobre el 40° Congreso anual de la Asociación Europea para el Estudio del Hígado (European Association for the Study of the Liver, EASL)


Fue realizado en Paris entre los días 13 y 16 de abril de 2005 la 40ª edición del congreso anual de la Asociación Europea para el Estudio del Hígado (European Association for the Study of the Liver, EASL) siendo el mayor ya realizado llegando a reunir 4.500 participantes.

Durante este congreso una serie de anuncios importantes referentes a los conocimientos sobre las enfermedades hepáticas y su tratamiento fueron presentados. Como ya es tradicional seleccionamos los principales en relación a nuestro trabajo de divulgación, los cuales estamos leyendo y traduciendo las mas significantes y en las próximas semanas iremos enviando los comentarios. Aquellos que demuestren mas marketing que realidad científica serán descartados o criticados tal cual ya lo realizamos con una de ellos en la semana pasada. Una de las funciones de los grupos de pacientes es la de denunciar cualquier abuso por quien quiera que sea.

La prevalencia de las infecciones provocadas por los virus de la hepatitis B y C es más importante de lo que se creyó durante mucho tiempo. La prevalencia del la hepatitis C está en el orden del 1% en el Oeste y en el Norte de Europa, y alcanza entre un 2% y un 3% en el Sur, particularmente en Italia y Grecia, hasta alcanzar tasas incluso superiores en la Europa del Este. Aproximadamente un 20% de los portadores de los virus evolucionan hacia la constitución de una cirrosis, y en este punto la enfermedad es irreversible, ya que sólo se puede retrasar su evolución. Si el infectado es detectado antes de la cirrosis es posible se evitar el aparecimiento de la misma, salvando su vida. Pero la mayoría de los gobiernos no demuestran interese en realizar campañas de detección.

Durante estos últimos años, el número de nuevas infecciones provocadas por estos virus ha disminuido, gracias sobretodo a la vacuna contra la hepatitis B y a las medidas de prevención para evitar la transmisión de los dos virus, principalmente su detección entre los donantes de sangre. No obstante, como la mayoría de las infecciones sucedieron en las décadas de los 70 y 80 y como los efectos de la enfermedad aparecen después de varios años la incidencia de las consecuencias está en aumento, con un pico en la frecuencia de cáncer de hígado previsto para dentro de diez años.

El congreso también aportó nuevos datos epidemiológicos sobre otra categoría de hepatitis en emergencia en los países industrializados, la esteatohepatitis no alcohólica (non alcoholic steatohepatitis, NASH), enfermedad relacionada con la mala alimentación (comida basura) y con la obesidad, el sobrepeso y el sedentarismo. El exceso de grasa en el hígado ocasiona una esteatohepatitis, que evoluciona en un 15% de los casos hacia una cirrosis, susceptible de ser el origen de cánceres. Un estudio realizado en Italia, cuyos resultados se divulgaron durante el congreso, subrayó la extensión de esta enfermedad, con frecuencia subestimada y en crecimiento constante en todo el mundo. Cada año, las lesiones pre-NASH aparecen en 2 millones de personas en Italia, sobre una población de 56 millones de habitantes. Cada año se contabilizan de 200.000 a 400.000 casos de esteatohepatitis no alcohólica y de 110.000 a 140.000 cirrosis originadas por esta enfermedad.

Los riesgos cardiovasculares y diabéticos relacionados con el desequilibrio alimenticio son bien conocidos, pero es necesario concienciarse sobre el hecho que la epidemia de sobrepeso, sedentarismo y de obesidad que se conocen también conllevan un aumento del número de enfermedades graves de hígado. Es necesario que los programas de salud publica atenten para el problema.

En relación a las hepatitis los resultados divulgados durante el congreso confirman el avance conseguido en el tratamiento.

Las nuevas y prometedoras moléculas antivirales están presentes en el ensayo clínico contra el virus de la hepatitis B, que ningún tratamiento de la actualidad es capaz de eliminar. Un ensayo clínico en fase II del fármaco pradefovir demostró su buena tolerancia y ya ha presentado indicaciones de su eficacia. Otro ensayo clínico en fase II ha puesto en evidencia que el fármaco reducía durante más tiempo la carga viral que el fármaco Lamivudine, el tratamiento estándar actual. Un seguimiento de cuatro años ha demostrado que una monoterapia de Adefovir Dipivoxil comporta cuatro veces menos resistencia del virus de la hepatitis B que una monoterapia de Lamivudina, con respecto a la cual aparecía una resistencia en un 70% de los pacientes en cuatro años.

Los resultados obtenidos con moléculas susceptibles de sustituir el tratamiento actual de la hepatitis C, en relación a la Ribavirina que es utilizada en combinación con el interferón, que provoca anemias, se han divulgado por primera vez durante el congreso. Un ensayo clínico en fase II muestra que la Viramidina posee la misma eficacia antiviral que la Ribavirina y con menos efectos secundarios. La Valopicitabine, combinada con el interferón pegilado demostró una buena actividad contra la hepatitis C del genotipo 1, que es particularmente difícil de curar. Igualmente, por primera vez se divulgaron resultados relativamente completos del estudio COPILOT, que ya lleva dos años en ejecución y que ha permitido desmontar la creencia que el interferón pegilado es capaz de retrasar la llegada de las complicaciones originadas por la cirrosis, sobretodo la hipertensión portal, un asunto todavía discutido y con diferentes opiniones.

Los ensayos clínicos preliminares, realizados con animales, de vacunas terapéuticas para combatir la hepatitis B y C han aportado resultados prometedores.

También el diagnóstico progresa, puesto que las presentaciones realizadas durante el congreso confirman el interés de las nuevas técnicas de ecografía, que permiten, gracias a un mejor contraste de las imágenes, identificar la presencia de pequeñas lesiones cancerígenas en el hígado. En relación a métodos bioquímicos que puedan sustituir a biopsia esto ya es una realidad en la mayoría de las situaciones.

Al final del congreso la EASL dirigieron cuatro recomendaciones al público y a los responsables por la salud publica:

1 - Detectar y prevenir las hepatitis B y C, en el caso de la hepatitis B por medio de la vacunación de la población;

2 - Detectar precozmente los canceres de hígado;

3 - Tratar los infectados que presenten un cuadro de progresión preocupante;

4 - Luchar contra el sobrepeso y la obesidad
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Estas cuatro recomendaciones pueden parecer obvias, pero si los gobiernos y los responsables por la salud pública no las ejecutaren podrán ser responsabilizados por omisión en la función del poder.

Cabe a los médicos y a la sociedad civil se organizar y divulgar los cuatro puntos citados y denunciar públicamente si los gobernantes de su país están siendo omisos en relación al problema de las hepatitis.

Sabedores del grave problema que se avecina no podemos ser conniventes con la irresponsabilidad del estado, no podemos participar de un verdadero genocidio por parte de políticos e funcionarios públicos.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 22.4.2005