GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
07/06/2005
Comentários do VIII Simpósio Internacional em Hepatite - Salvador - Bahia
Participei durante três dias do Simpósio Internacional em Hepatites realizado entre dois e quatro de junho em Salvador, Bahia, conjuntamente a 1ª Reunião Monotemática sobre NASH da SBH e aos cursos sobre diagnostico laboratorial e sobre atualização terapêutica. A seguir, um breve resumo, por temas, daquilo que considero mais importante para os infectados.
NASH - ESTEATOSES - GORDURA NO FÍGADO
A preocupação com as conseqüências, até então desconhecidas e/ou menosprezadas, em relação a esteatose (depósitos de gordura no fígado) e de tal importância que o primeiro dia foi totalmente dedicado ao assunto.
Foram apresentados estudos sobre a alta incidência de fígados com esteatoses encontrados nos trabalhadores do pólo petroquímico, demonstrando que o meio ambiente, nestes casos os vapores tóxicos, prejudicam o órgão, um alerta para todos aqueles que profissionalmente estão expostos a diversos vapores tóxicos, agrotóxicos, etc.
Até poucos anos atrás se acreditava que a esteatoses não alcoólica era uma doença metabólica que somente atingia mulheres obesas na época da menopausa, porem, na ultima década se observa uma verdadeira epidemia de depósitos de gordura no fígado, atingindo a população em geral, homens, jovens, etc., e, já se conhece, que não se trata de uma doença benigna e sim de um grave problema de saúde, levando o individuo a uma possível cirrose.
A palavra `esteatose` significa `fígado gorduroso`isto é, um fígado com depósitos de gordura. Se não combatida a causa ela poderá se transformar numa esteato hepatite (não produzida por uso abusivo de bebidas alcoólicas) que em inglês e conhecida pela sigla NASH. Com o avanço da formação de gordura a circulação sangüínea no fígado e prejudicada podendo levar o individuo ao cirroses e câncer de fígado.
Diabéticos, hipertensos e obesos sabem desenvolver esteatoses com maior facilidade. Em diabéticos tipo 2 a cirroses causada pela esteatoses já representa a segunda causa de mortes. Mas a esteatoses não se somente uma doença causada por distúrbios metabólicos, não possuindo uma característica epidemiológica única. Já a associação da esteatoses com qualquer doença metabólica e uma fator estimulante para a aceleração do dano ao fígado.
Podemos desenhar a historia da progressão da esteatoses em quatro graus diferentes:
1 - Esteatoses pura (depósitos de gordura no fígado sem alterações de nenhuma espécie);
2 - Esteatoses acompanhada de inflamação do fígado ou de aumento das transaminases;
3 - Esteatoses mostrando `balonizaçao`` (observada na biopsia do fígado na forma de células gordurosas dentro de `balões`. Neste ponto já e considerada uma esteato hepatites - NASH);
4 - Esteatoses com `balonizaçao` junto a inflamação do fígado e a formação de fibroses.
Os graus 1 e 2 são estágios mais estáveis e serão provavelmente benignos se controlados. Já os estágios 3 e 4 podem se transformar numa cirrose rapidamente se não tratados.
Um exame de imagem, como a ultra-sonografia pode mostrar a presencia da esteatoses, porem, para se ter certeza e avaliar o seu grau será necessária a realização de uma biopsia. Devemos recordar que a qualidade da biopsia será responsável pela qualidade do laudo a ser feito pelo patologista. A amostra deve ser representativa, com um tamanho mínimo de 1,5 a 2 centímetros e um diâmetro de mais de 1 milímetro, representando mais de 10 espaços portas.
Não existem medicamentos específicos para o tratamento da esteatoses. A principal medida e um regime alimentício balanceado, equilibrado, com poucas gorduras e de baixas calorias acompanhado de um programa rotineiro de atividades físicas, principalmente as aeróbicas. É necessário 'queimar' um numero maior de calorias diárias de aquelas que são ingeridas. Alguns anti-oxidantes poderão ser receitados pelo médico para evitar a produção de radicais livres originados pela oxidação da gordura depositada no fígado.
Segundo recomendação do consenso americano publicado pelo NIH os fatores prejudiciais para o avanço da esteatoses ou do NASH são os seguintes:
- Obesidade central (barriga pronunciada);
- Hipertensão (pressão arterial elevada);
- Hipertriglicemia;
- Colesterol HDL em níveis abaixo do normal, e
- Hiperglicemia (Níveis altos de glicose ou diabetes).
Em países da Europa já se observa que entre 10 e 24% da população apresenta esteatoses e que 30% destes apresentam transaminases elevadas, sendo o NASH a principal causa de doença do fígado nos países industrializados, já superando os problemas causados pelas hepatites B e C.
HEPATITE B
A hepatite B recebeu maior destaque que a hepatite C. Isto é devido a enxurrada de novos medicamentos e conhecimentos em relação a hepatite B. Já aprovados em diversos países, a hepatite B passa a ser tratada com o Interferon Peguilado alfa 2-a, com o Adefovir e com o Entecavir, oferecendo uma serie de opções de tratamento e re-tratamento para a grande maioria dos casos.
HEPATITE C
Na hepatite C foram apresentados estudos mostrando resultados obtidos com o re-tratamento ou nas terapias de manutenção de pacientes não respondedores.
A resposta ao re-tratamento de pacientes previamente tratados com interferon convencional e ribavirina lamentavelmente se mostra pobre, com baixos índices de se conseguir a resposta sustentada. Alguns estudos mostram uma resposta entre 6 e 18%, conforme o genótipo ou em casos de não-respondedores ou de recividantes.
O estudo EPIC-3 realizado em pacientes previamente tratados com interferon convencional mostra que quando re-tratados os não respondedores (aqueles que nunca conseguiram negativar no tratamento com o interferon convencional) a possibilidade de sucesso e de somente 14%, porem, quando são re-tratados os recividantes (aqueles que conseguiram negativar durante o tratamento e depois o vírus retornou) as possibilidades de sucesso passa a ser de 41%, se recomendando então o re-tratamento para os replicantes. No genótipo 1 a resposta foi em 14% dos re-tratados e nos genótipos 2 e 3 de 56%.
Pacientes re-tratados com dano hepático elevada (F4) obtiveram uma resposta de 15% e aqueles com fibroses media ou moderada (F2 e F3) conseguiram uma resposta de 26%.
Para os indivíduos que não responderam ao tratamento quando foi utilizado o interferon peguilado e a ribavirina não se aconselha um novo re-tratamento, devido às baixas possibilidades de sucesso. Nestes pacientes, quando apresentam um dano hepático elevado (F3 ou F4) estão sendo realizados estudos de 'manutenção' com o uso prolongado, em baixas doses, de interferon ou de ribavirina (somente com um dos dois).
É observado que um alto percentual dos pacientes nesta terapia de manutenção consegue baixar as transaminases e diminuir a inflamação, porem, não se observam alterações, nem na carga viral nem no grau de fibroses, mas os estudos mais longos mostram uma melhora do estado geral do fígado em 47% dos pacientes.
Em relação a epidemiologia na hepatite C foi constatado que o numero de casos agudos (recentes) esta diminuindo o que mostra que as principais fontes de contaminação estão controladas, ao contrario do que esta acontecendo com as outras hepatites. Porem e estimado que o numero de mortes causadas pela hepatite C esta aumentando rapidamente e deverá triplicar nos próximos anos, se colocando assim como o maior problema de saúde publica do mundo.
COMENTÁRIOS FINAIS:
Foram ainda apresentados estudos sobre hepatite auto-imune, tratamento das hepatites B e C em crianças, reposição hormonal nas hepatites e câncer no fígado, entre outros.
Participaram nas apresentações cientificas os Dres. Raymundo Paraná, Helma Cotrim, Edna Strauss, Edison Parise, Stanislas Pol (França), Leila Pereira, Ângelo Mattos, Stephen Caldwell (USA), Deborah Crespo, Thomas Porto da Cruz, Zilton Andrade, Luiz Freitas, Venâncio Alves, Ana Siqueira, Margarida Brito, José Luiz Fernandez (Argentina), Jorge Segadas, João Eduardo, Viviane Mello, Luiz Costa Lira, Gilson Andrade, Mitermayer Reis, Mendes Correia, Gerusa Figueiredo, Fernando Gonzáles, Stanislas Pol (França) Teresa Nascimento, Paulo Bitencourt, Deborah, Crespo, João LuizHhauer, Mario Pessoa, Jorge Segadas, Liana Codes, Paulo Amaral, Jorge Bastos, Philipe Merle (França), Marcelo Costa, Helio Braga, João Galizzi, Ricardo Pernambuco, Pablo Lapuerta, Hugo Cheinquer, Simone Cunha, Zilton Andrade, Cirley Lobato, Victorino Spinelli, Rita Franca, Gilda Porta, Waldir Amorin, Ângelo Mattos, Delvone Almeida, Dominique Muzzillo e, Antonio Toledo.
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
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e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
07/06/2005
Comentarios del VIII Simposio Internacional en Hepatitis - Salvador - Brasil
Participé durante tres días del Simposio Internacional en Hepatitis realizado entre los días 2 y 4 de junio en Salvador, Bahia, conjuntamente a la 1ª Reunión Monotemática sobre NASH da SBH y a los cursos sobre diagnostico laboratorial y sobre actualización terapéutica. A continuación, un breve resumen, por temas, de aquello que considero más importante para los infectados.
NASH - ESTEATOSIS - GRASA EN EL HÍGADO
La preocupación con las consecuencias, hasta entonces desconocidas e/o menospreciadas, con relación a la esteatosis (depósitos de grasa en el hígado) es de tal importancia que el primer día fue totalmente dedicado al asunto.
Fueron presentados estudios sobre la alta incidencia de hígados con esteatosis encontrados en los trabajadores de la industria petroquímica, demostrando que el medio ambiente, en estos casos los vapores tóxicos, perjudican el órgano, un alerta para todos aquéllos que profesionalmente están expuestos a diversos vapores tóxicos, agro tóxicos, etc.
Hasta pocos años atrás se creía que la esteatosis no alcohólica era una enfermedad metabólica que solamente alcanzaba mujeres obesas en la época de la menopausia, pero, en la ultima década se observa una verdadera epidemia de depósitos de grasa en el hígado, alcanzando la población en general, hombres, jóvenes, etc., y, ya se conoce, que no se trata de una enfermedad benigna y sí de un grave problema de salud, llevando el individuo a un posible cirrosis.
La palabra `esteatosis' significa `hígado graso` esto es, un hígado con depósitos de grasa. Si no combatida la causa ella podrá se transformar en una esteato hepatitis (no producida por uso abusivo de bebidas alcohólicas) que en inglés es conocida por la sigla NASH. Con el avance de la formación de grasa la circulación sangüínea en el hígado es perjudicada pudiendo llevar la persona al cirrosis y cáncer de hígado.
Diabéticos, hipertensos y obesos saben desarrollar esteatosis con mayor facilidad. En diabéticos tipo 2 la cirrosis causada por la esteatosis ya representa la segunda causa de muertes. Pero la esteatosis no es solamente una enfermedad causada por disturbios metabólicos, no poseyendo una característica epidemiológica única. Ya la asociación de la esteatosis con cualquier enfermedad metabólica es un factor estimulante para la aceleración del daño al hígado.
Podemos diseñar a historia de la progresión de la esteatosis en cuatro grados diferentes:
1 - Esteatosis pura (depósitos de grasa en el hígado sin alteraciones de ninguna especie);
2 - Esteatosis acompañada de inflamación del hígado o de aumento de las transaminasas;
3 - Esteatosis mostrando `balonización`` (observada en la biopsia del hígado en la forma de células grasas dentro de `balones`. En este punto ya es considerada una esteato hepatitis - NASH);
4 - Esteatosis con `balonización` junto a inflamación del hígado y la formación de fibrosis.
Los grados 1 y 2 son estadios más estables y serán probablemente benignos si controlados. Ya los estadios 3 y 4 pueden se transformar en un cirrosis rápidamente si no tratados.
Un examen de imagen, como la ecografía puede mostrar la presencia de la esteatosis, pero, para se tener certeza y evaluar su grado será necesaria la realización de una biopsia. Debemos recordar que la calidad de la biopsia será responsable por la calidad del laudo a ser hecho por el patólogo. La muestra debe ser representativa, con un tamaño mínimo de 1,5 a 2 centímetros y un diámetro de más de 1 milímetro, representando más de 10 espacios puertas.
No existen medicamentos específicos para el tratamiento de la esteatosis. La principal medida es un régimen alimenticio balanceado, equilibrado, con pocas grasas y de bajas calorías acompañado de un programa rutinario de actividades físicas, principalmente las aeróbicas. Es necesario 'quemar' un numero mayor de calorías diarias de las que son ingeridas. Algunos anti-oxidantes podrán ser recetados por el médico para evitar la producción de radicales libres originados por la oxidación de la grasa depositada en el hígado.
Según recomendación del consenso americano publicado por el NIH los factores prejudiciales para el avance de la esteatosis o del NASH son los siguientes:
- Obesidad central (barriga pronunciada);
- Hipertensión (presión arterial elevada);
- Hipertriglicemia;
- Colesterol HDL en niveles abajo del normal, y
- Hiperglicemia (Niveles altos de glucosa o diabetes).
En países de Europa ya se observa que entre 10 y 24% de la población presenta esteatosis y que 30% de éstos presentan transaminasas elevadas, siendo el NASH la principal causa de enfermedad del hígado en los países industrializados, ya superando los problemas causados por las hepatitis B y C.
Hepatitis B
La hepatitis B recibió mayor destaque que la hepatitis C. Esto es debido a la profusión de nuevos medicamentos y conocimientos con relación a la hepatitis B. Ya aprobados en diversos países, la hepatitis B pasa a ser tratada con el Interferón Pegilado alfa 2-a, con el Adefovir y con el Entecavir, ofreciendo una serie de opciones de tratamiento y de re-tratamiento para la gran mayoría de los casos.
Hepatitis C
En la hepatitis C fueron presentados estudios mostrando resultados obtenidos con el re-tratamiento o en las terapias de manutención de pacientes no respondedores.
La respuesta al re-tratamiento de pacientes previamente tratados con interferón convencional y Ribavirina lamentablemente se muestra pobre, con bajos índices de conseguirse la respuesta sostenida. Algunos estudios muestran una respuesta entre 6 y 18%, conforme el genotipo o en casos de no respondedores o de recividantes.
El estudio EPIC-3 realizado en pacientes previamente tratados con interferón convencional muestra que cuando son re-tratados los no respondedores (aquéllos que nunca lograron negativar en el tratamiento con el interferón convencional) la posibilidad de suceso es de solamente 14%, pero, cuando son re-tratados los recividantes (aquéllos que lograron negativar durante el tratamiento y después el virus retornó) las posibilidades de suceso pasa a ser del 41%, se recomendando entonces el re-tratamiento para los replicantes. En el genotipo 1 la respuesta fue en un 14% de los re-tratados y en los genotipos 2 y 3 del 56%.
Pacientes re-tratados con daño hepático elevado (F4) obtuvieron una respuesta del 15% y aquéllos con fibrosis medía o moderada (F2 y F3) consiguieron una respuesta del 26%.
Para los individuos que no respondieron al tratamiento cuando fue utilizado el interferón pegilado y la Ribavirina no se aconseja un nuevo re-tratamiento, debido a las bajas posibilidades de suceso. En estos pacientes, cuando presentan un daño hepático elevado (F3 ó F4) están siendo realizados estudios de 'manutención' con el uso prolongado, en bajas dosis, de interferon o de Ribavirina (solamente con uno de los dos).
Es observado que un alto porcentual de los pacientes en esta terapia de manutención consigue bajar las transaminasas y disminuir la inflamación, pero, no se observan alteraciones, ni en la carga viral ni en el grado de fibrosis, pero los estudios más largos muestran una mejora del estado general del hígado en un 47% de los pacientes.
Con relación la epidemiología en la Hepatitis C fue constatado que lo numero de casos agudos (recientes) ésta apocando lo que muestra que las principales fuentes de contaminación están controladas, a lo contrario que ésta aconteciendo con las otras hepatitis. Ponen y estimado que lo numero de muertes causadas por la Hepatitis C ésta aumentando rápidamente y deberá triplicar en los próximos años, si colocando así como el mayor problema de salud publica del mundo.
COMENTARIOS FINALES:
Fueron aún presentados estudios sobre la hepatitis auto-inmune, tratamiento de las hepatitis B y C en niños, reposición hormonal en las hepatitis y cáncer en el hígado, entre otros.
Participaron en las presentaciones científicas los Dres. Raymundo Paraná, Helma Cotrim, Edna Strauss, Edison Parise, Stanislas Pol (França), Leila Pereira, Ângelo Mattos, Stephen Caldwell (USA), Deborah Crespo, Thomas Porto da Cruz, Zilton Andrade, Luiz Freitas, Venâncio Alves, Ana Siqueira, Margarida Brito, José Luiz Fernandez (Argentina), Jorge Segadas, João Eduardo, Viviane Mello, Luiz Costa Lira, Gilson Andrade, Mitermayer Reis, Mendes Correia, Gerusa Figueiredo, Fernando Gonzáles, Stanislas Pol (França) Teresa Nascimento, Paulo Bitencourt, Deborah, Crespo, João LuizHhauer, Mario Pessoa, Jorge Segadas, Liana Codes, Paulo Amaral, Jorge Bastos, Philipe Merle (França), Marcelo Costa, Helio Braga, João Galizzi, Ricardo Pernambuco, Pablo Lapuerta, Hugo Cheinquer, Simone Cunha, Zilton Andrade, Cirley Lobato, Victorino Spinelli, Rita Franca, Gilda Porta, Waldir Amorin, Ângelo Mattos, Delvone Almeida, Dominique Muzzillo e, Antonio Toledo.