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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

03/10/2005


Seleccionando quem deve ser testado para hepatite C

A urgente necessidade de detectar os infectados pela hepatite C


A hepatite C atinge 3% da população mundial. No Brasil os dados preliminares do inquérito domiciliar mostram que a previsão para o país feita pela Organização Mundial da Saúde serão confirmados e o resultado final deverá mostrar uma prevalência entre 2 e 2,5% da população (entre 3,6 e 4,5 milhões de brasileiros infectados).

É necessário disponibilizar imediatamente a realização de testes de detecção de forma fácil e accessível (inclusive para hepatite B) porem não é necessário se realizar testes indiscriminadamente, em toda a população, devendo se convocar aqueles grupos onde a prevalencia e maior.

Não falamos em "grupos de risco", pois grupos de risco são aqueles onde a possibilidade de contagio existe atualmente. Estamos falando em "grupos de prevalência", isto é, naqueles grupos onde as infecções aconteceram no passado e existe um maior índice de indivíduos doentes. É nestes grupos que a testagem deve ser feita.

Por exemplo, alguns estudos realizados em pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993 mostram que a possibilidade de estar infectado pode chegar a 20% nestes indivíduos. Este grupo sem duvida deveria ser convocado de forma urgente e imediata, até pelo correio já que existem os prontuários (os hospitais e o governo sabem quem recebeu sangue) ou ainda por ampla campanha nos meios de comunicação. Não convocar os transfundidos, que são os que apresentam uma progressão mais acelerada do dano no fígado tratasse de uma omissão imperdoável pelos gestores da saúde pública de qualquer país.

Um estudo publicado na revista Archives of Internal Medicine (2005;165:2013-2018) pesquisou 72 artigos sobre fatores de risco demográfico, social e clinico publicados em diversas revistas cientificas e comparou os dados apresentados em dois grupos de pacientes. Um grupo era composto por 222 pacientes infectados pela hepatite C atendidos em serviços de hepatologia e um outro, de 207 atendidos na clinica geral e supostamente não infectados com a hepatite C.

Realizado o teste de detecção a hepatite C foi encontrada e três (1,5%) dos pacientes atendidos na clinica geral. Estes três pacientes foram incorporados ao grupo de 222 portadores e então foram estudados para tentar averiguar que fatores poderiam ter contribuído para acontecer a infecção.

Após o estudo multivariado dos 72 estudos publicados os pesquisadores decidiram selecionar sete prováveis fatores para identificar quem deveria ser testados na população em geral, selecionando então o sexo com uma prostituta ou com usuários de drogas injetáveis, exposição a sangue (ter recebido transfusão) ou recebido derivados de sangue, recusa em realizar uma doação de sangue ou recusa a realizar um teste para comprar um seguro de vida (este estudo foi feito nos Estados Unidos onde o seguro de vida pode obrigar o cliente a realizar diversos testes para avaliar o valor da apólice), ser usuário de drogas de qualquer tipo ou estar infectado com a hepatite B.

Foi então utilizado um formulário com estas questões e atribuído 1 ponto a cada um destes fatores os quais poderiam significar possibilidade do individuo estar infectado com a hepatite C e dependendo do resultado mostraria a conveniência da realização do teste de detecção.

Nos Estados Unidos a hepatite C atinge 2% da população. Baseado neste valor foi observado que naqueles indivíduos que apresentavam somente um dos fatores avaliados, a infecção foi encontrada em 2% deles, praticamente o mesmo da população em geral. Mas quando eram encontrados dois dos fatores avaliados a probabilidade de o individuo estar infectado já era de 10%. É se os fatores encontrados eram quatro ou mais, o individuo testado apresentava mais de 50% de possibilidades de estar infectado com a hepatite C.

MEU COMENTÁRIO:

Este tipo de abordagem de quem deveria ser testado e um instrumento que poderia ajudar muito nos serviços de atendimento primário, como postos de saúde ou hospitais para determinar quem deve ser testado para detectar a hepatite C.

Pessoalmente entendo que os fatores de risco de infecção não podem ser utilizados de forma igual em todos os casos e que em cada região ou país os fatores devem ser estabelecidos em função dos hábitos e traços culturais.

Um outro formulário, bem mais completo também foi aplicado, mas como não temos assinatura desta publicação não tivemos acesso ao artigo completo. O custo de um artigo avulso supera os 30 dólares.

Fonte:
Arch Intern Med. 2005;165:2013-2018 - Minhhuyen T. Nguyen, MD; Steven K. Herrine, MD; Christine A. Laine, MD, MPH; Karen Ruth, MS; David S. Weinberg, MD, MSc - Chase Cancer Center e Thomas Jefferson University, Philadelphia, Estados Unidos


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



Aprenda tudo sobre as hepatites em www.hepato.com




GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
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03/10/2005

Seleccionando quien debe realizar la prueba para detectar la hepatitis C

La urgente necesidad de detectar los infectados por la hepatitis C


La hepatitis C alcanza 3% de la población mundial. En Brasil los datos preliminares del estudio domiciliar en ejecución muestran que la previsión para el país hecha por la Organización Mundial de la Salud serán confirmados y el resultado final deberá mostrar una incidencia entre 2 y 2,5% de la población (entre 3,6 y 4,5 millones de brasileños infectados).

Es necesario liberar inmediatamente la realización de pruebas de detección de forma fácil y accesible (incluso para la hepatitis B) pero no es necesario se realizar pruebas indiscriminadamente, en todo la población, debiendo se convocar aquellos grupos donde la prevalencia es mayor.

No hablamos en "grupos de riesgo", pues grupos de riesgo son aquéllos donde la posibilidad de contagio existe actualmente. Estamos hablando en "grupos de prevalencia", esto es, en aquellos grupos donde las infecciones acontecieron en el pasado y existe un mayor índice de individuos enfermos. Es en estos grupos que las pruebas de detección deben ser realizadas.

Por ejemplo, algunos estudios realizados en personas que recibieron transfusión de sangre antes de 1993 en el Brasil muestran que la posibilidad de estar infectado puede llegar a 20% en estos individuos. Este grupo sin duda debería ser llamado de forma urgente e inmediata, hasta por el correo ya que existen los prontuarios (los hospitales y el gobierno saben quien recibió sangre) o aún por amplia campaña en medios de comunicación. No convocar los transfundidos, que son los que presentan una progresión más acelerada del daño en el hígado tratase de una omisión imperdonable por los gestores de la salud pública de cualquier país.

Un estudio publicado en la revista Archives of Internal Medicine (2005;165:2013-2018) investigó 72 artículos sobre factores de riesgo demográfico, social y clínico publicados en diversas revistas científicas y comparó los datos presentados en dos grupos de pacientes. Un grupo era compuesto por 222 pacientes infectados por la hepatitis C atendidos en servicios de hepatología y otro, de 207 atendidos en la clínica general y supuestamente no infectados con la hepatitis C.

Realizada la prueba de detección la hepatitis C fue encontrada en tres (1,5%) de los pacientes atendidos en la clínica general. Éstos tres pacientes fueron incorporados al grupo de 222 portadores y entonces fueron estudiados para intentar averiguar que factores podrían haber contribuido para acontecer la infección.

Después del estudio multivariado de los 72 estudios publicados los pesquisidores decidieron seleccionar siete probables factores para identificar quien debía ser testado en la población en general, seleccionando entonces el sexo con una prostituta o con usuarios de drogas inyectables, exposición a la sangre (haber recibido transfusión) o recibido derivados de sangre, recusa en realizar una donación de sangre o recusa a realizar una prueba para comprar un seguro de vida (este estudio fue hecho en Estados Unidos donde la empresa de seguros de vida puede obligar el cliente a realizar diversas pruebas para evaluar el valor de la póliza), ser usuario de drogas de cualquier tipo o estar infectado con la hepatitis B.

Fue entonces utilizado un formulario con estas cuestiones y atribuido 1 punto a cada uno de estos factores los cuales podrían significar posibilidad del individuo estar infectado con la hepatitis C y dependiendo del resultado mostraría la conveniencia de la realización de la prueba de detección.

En Estados Unidos la hepatitis C alcanza 2% de la población. Basado en este valor fue observado que en aquellos individuos que presentaban solamente uno de los factores evaluados, la infección fue encontrada en un 2% de ellos, prácticamente el mismo valor que en la población en general. Pero cuando eran encontrados dos de los factores evaluados la probabilidad del individuo estar infectado ya era del 10%. Y si los factores encontrados eran cuatro o más, el individuo testado presentaba más del 50% de posibilidades de estar infectado con la hepatitis C.

MI COMENTARIO:

Este tipo de abordaje de quien debería ser testado es un instrumento que podría ayudar mucho en los servicios de servicio primario, como puestos de salud o hospitales para determinar quien debe ser testado para la hepatitis C.

Personalmente entiendo qué los factores de riesgo de infección no pueden ser utilizados de forma igual en todos los casos y que en cada región o país los factores deben ser establecidos en función de los hábitos y trazos culturales.

Un otro formulario, bien más completo también fue aplicado, pero como no tenemos signatura de esta publicación no tuvimos acceso al artículo completo. El costo de un artículo individual supera los 30 dólares.

Fuente:
Arch Intern Med. 2005;165:2013-2018 - Minhhuyen T. Nguyen, MD; Steven K. Herrine, MD; Christine A. Laine, MD, MPH; Karen Ruth, MS; David S. Weinberg, MD, MSc - Chase Cancer Center e Thomas Jefferson University, Philadelphia, Estados Unidos


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 1.10.2005