GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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21/08/2005
Endoscopia digestiva pode ser risco para hepatite C
Por: Fernanda Marques
A endoscopia digestiva pode ser um fator de risco para a transmissão do vírus da hepatite C (HCV). É o que sugere uma pesquisa realizada pela biomédica Thaís Tibery Espir, aluna de mestrado do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz. Foram estudados cerca de 250 indivíduos que procuraram o Instituto Estadual de Hematologia (Hemorio), no Rio de Janeiro, com a intenção de doar sangue. Thaís verificou que existe uma tendência de transmissão do HCV por endoscopia digestiva, embora ainda seja cedo para afirmar que essa transmissão ocorra realmente. De acordo com o estudo, o risco de estar infectado pelo HCV seria três vezes maior entre os indivíduos que foram submetidos a uma endoscopia digestiva.
Esse resultado preliminar foi apresentado no 1° Simpósio Pan-americano de Vigilância Sanitária e publicado na Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. Sob a orientação do médico Luiz Amorim, chefe do Serviço de Hemoterapia do Hemorio, e do pesquisador Cláudio de Moraes Andrade, do INCQS, Thaís já teve seu trabalho aprovado por uma banca prévia. A biomédica, que trabalha no Hemorio, defendeu sua dissertação de mestrado no início deste mês.
A endoscopia é um procedimento no qual o endoscópio, aparelho constituído por um tubo acoplado a lentes e a um sistema de iluminação, explora visualmente o interior do organismo. No caso da endoscopia digestiva, como o próprio nome já diz, o aparelho é usado para examinar o aparelho digestivo.
Eventuais escoriações no tubo digestivo, já existentes ou provocadas pela passagem do endoscópio, liberam secreções e sangue - fluidos que podem conter o HCV e contaminar o equipamento. Segundo a hipótese de Thaís, quando uma pessoa infectada pelo vírus se submete a uma endoscopia digestiva e, depois, o endoscópio não é higienizado de forma adequada, o próximo paciente a fazer o exame corre o risco de contrair o HCV.
Os dados coletados até agora sustentam essa hipótese de Thaís. Dos 253 indivíduos estudados, 54 eram portadores do HCV e 199 não estavam infectados. Entre os portadores, 25,9% haviam se submetido a uma endoscopia digestiva antes do diagnóstico da infecção pelo HCV. Entre os não-portadores, apenas 11,6% já tinham feito esse tipo de exame. A prevalência do HCV foi maior nos indivíduos com antecedentes de endoscopia digestiva, em comparação com os que nunca passaram pelo procedimento. "E a diferença foi estatisticamente significativa", frisa Thaís.
Antes que um indivíduo se torne doador, verifica-se se ele é portador de alguma doença transmissível pelo sangue. Uma pessoa infectada pelo HCV não pode doar sangue. "Desde 1993, o teste do HCV é rotina nos bancos de sangue. Logo, a transmissão do vírus por transfusão diminuiu, mas os casos associados a outras possíveis fontes de risco para infecção - relação sexual com vários parceiros sem uso de preservativo, seringas compartilhadas entre usuários de drogas e instrumentos usados em cirurgias, tatuagens e piercings - continuaram aumentando", afirma Thaís.
Para identificar as formas de transmissão do HCV, Thaís solicitou aos participantes do estudo que respondessem a um questionário. "Alguns dos portadores do HCV não se encaixavam em nenhum dos grupos de risco conhecidos, mas tinham feito endoscopia digestiva", argumenta a biomédica.
Thaís visitou cinco serviços públicos que oferecem endoscopia digestiva. Por ocasião da pesquisa, nenhum deles havia recebido vistoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apenas um dos serviços tinha um procedimento operacional padrão para a limpeza e a desinfecção do endoscópio.
Não há vacina contra o HCV e o tratamento da doença tem um custo elevado. "As pessoas têm que se prevenir e, para isso, precisam conhecer as formas como a hepatite C é transmitida", ressalta Thaís. "As pessoas não devem temer a endoscopia digestiva. O exame tem que ser feito caso necessário. O problema é que ele virou moda e passou a ser solicitado mesmo quando dispensável", opina. No doutorado, Thaís pretende acompanhar pacientes antes e depois da endoscopia digestiva, para determinar a taxa de conversão de soronegativos em soropositivos para o HCV.
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21/08/2005
Endoscopia digestiva puede ser riesgo para hepatitis C
Por: Fernanda Marques
A endoscopia digestiva puede ser un factor de riesgo para la transmisión del virus de la hepatitis C (HCV). Es lo que sugiere una pesquisa realizada por la biomédica Thaís Tibery Espir, alumna de master del Instituto Nacional de Control de Calidad en Salud (INCQS) de la Fiocruz. Fueron estudiados cerca de 250 individuos que procuraron el Instituto Estadual de Hematología (Hemorio), en Rio de Janeiro, con la intención de donar sangre. Thaís verificó que existe una tendencia de transmisión del HCV por endoscopia digestiva, aunque todavía sea temprano para afirmar que esa transmisión ocurra realmente. De acuerdo con el estudio, el riesgo de estar infectado por el HCV sería tres veces mayor entre los individuos que fueron sometidos a una endoscopia digestiva.
Ese resultado preliminar fue presentado en el 1° Simposio Panamericano de Vigilancia Sanitaria y publicado en la Revista Brasileña de Hematología y Hemoterapia. Bajo la orientación del médico Luiz Amorim, jefe del Servicio de Hemoterapia del Hemorio, y del pesquisidor Cláudio de Moraes Andrade, del INCQS, Thaís ya tuvo su trabajo aprobado por una banca previa. La biomédica, que trabaja en el Hemorio, defendió su disertación de diplomación en el inicio de este mes.
La endoscopia es un procedimiento en el cual el endoscopio, aparato constituido por un tubo acoplado a lentes y a una luz, explora visualmente el interior del organismo. En el caso de la endoscopia digestiva, como el propio nombre ya dice, el aparato es usado para examinar el aparato digestivo.
Eventuales excoriaciones en el tubo digestivo, ya existentes o provocadas por el pasaje del endoscopio, liberan secreciones y sangre - fluidos que pueden contener el HCV y contaminar el equipo. Según la hipótesis de Thaís, cuando una persona infectada por el virus se somete a una endoscopia digestiva y, después, el endoscopio no es higienizado de forma adecuada, el próximo paciente a hacer el examen corre el riesgo de contraer el HCV.
Los datos colectados hasta ahora sostienen esa hipótesis de Thaís. De los 253 individuos estudiados, 54 eran portadores del HCV y 199 no estaban infectados. Entre los portadores, 25,9% habían se sometido a una endoscopia digestiva antes del diagnóstico de la infección por el HCV. Entre los no portadores, apenas 11,6% ya habían hecho ese tipo de examen. La superioridad del HCV fue mayor en los individuos con antecedentes de endoscopia digestiva, en comparación con los que nunca pasaron por el procedimiento. "Y la diferencia fue estadísticamente significativa", frisa Thaís.
Antes que un individuo se vuelva donador, se verifica si él es portador de alguna enfermedad transmisible por la sangre. Una persona infectada por el HCV no puede donar sangre. "De 1993, la prueba del HCV es rutina en los bancos de sangre. Luego, la transmisión del virus por transfusión disminuyó, pero los casos asociados a otras posibles fuentes de riesgo para infección - relación sexual con varios compañeros sin uso de preservativo, jeringas compartidas entre usuarios de drogas e instrumentos usados en cirugías, tatuajes y piercings - continuaron aumentando", afirma Thaís.
Para identificar las formas de transmisión del HCV, Thaís pidió a los participantes del estudio que respondiesen a un cuestionario. "Algunos de los portadores del HCV no se encajaban en ninguno de los grupos de riesgo conocidos, pero habían hecho endoscopia digestiva", argumenta la biomédica.
Thaís visitó cinco servicios públicos que ofrecen endoscopia digestiva. Por ocasión de la pesquisa, ninguno de ellos había recibido inspección de la Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria (Anvisa). Apenas un de los servicios tenía un procedimiento padrón de calidad para la limpieza y la desinfección del endoscopio.
No hay vacuna contra el HCV y el tratamiento de la enfermedad tiene un costo elevado. "Las personas tienen que precaverse y, para eso, necesitan conocer las formas como la hepatitis C es transmitida", resalta Thaís. "Las personas no deben temer la endoscopia digestiva. El examen tiene que ser hecho caso necesario. El problema es que él es actualmente una moda y pasó a ser pedido mismo cuando dispensable", opina. En el doctorado, Thaís pretende acompañar pacientes antes y después de la endoscopia digestiva, para determinar la tasa de conversión de soronegativos en soropositivos para el HCV.