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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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23/04/2004

Tratamento da hepatite C nas pessoas idosas


A maior prevalência da hepatite C é encontrada em pessoas com idades entre 40 e 65 anos. Isto significa, que de acordo com os parâmetros para tratamento atuais, muitos deles estarão impossibilitados de receber tratamento já que poderão ser considerados pacientes fora do protocolo de tratamento.

É possível comparar o corpo humano com um carro. Um carro bem cuidado, com boa manutenção, com revisões periódicas, vai permanecer em melhores condições que o carro de um proprietário descuidado. O mesmo acontece com o corpo humano. A medida que chegam os anos alguns problemas começam a surgir, entre eles problemas de visão, de pele, gastrintestinais, do sistema imune, no coração, incômodos musculares e de articulação, o cérebro mais devagar, etc. etc.

Se a tudo isto somamos uma infecção com a hepatite C teremos mais um fator a diminuir a qualidade de vida do individuo, com sintomas que muita vezes confundem os médicos, já que a maioria deles podem ser confundidos com os sintomas de velhice. É necessário se estudar mais profundamente a relação entre hepatite C e velhice, com o qual poderão se realizar diagnósticos mais precisos e medidas terapêuticas mais eficazes.

Pouco se sabe sobre pessoas com hepatite C com mais de 65 anos. Um estudo realizado na Francia mostra que a doença se apresenta de forma mais severa porém com a característica de ter as transaminases em níveis mais baixos que nos pacientes jovens. Esta é mais uma das grandes incógnitas da doença.

O mesmo estudo mostra que é perfeitamente possível tratar pacientes com mais de 65 anos, dependendo do estado clínico de cada caso. Recomenda o uso de alternativas não invasivas para realização da biópsia nestes pacientes, usando uma comparação entre os diversos resultados de exames de sangue e a provável idade do paciente quando foi contaminado. Pacientes que se infectaram em idade jovem apresentam uma evolução mais lenta daqueles que tiveram o contato com o vírus após os 40 anos.

O atual protocolo de tratamento determina a idade máxima de 70 anos para poder receber os medicamentos. Realmente se somamos a longa listagem de efeitos colaterais com os problemas de uma pessoa já na terceira idade, nos deparamos com quadro realmente assustador, assim, muitos médicos são muito cautelosos e preferem não tratar estes pacientes, considerando que a qualidade de vida e o fator principal que deve ser considerado frente a expectativa de vida, tratando ou não.

Porem, como nos encontramos a poucos meses da revisão do texto do protocolo de tratamento pelo Ministério da Saúde, seria conveniente refletir sobre a necessidade de que seja o médico quem possa tomar a decisão sobre a conveniência, ou não, de tratar os pacientes, independente do fator "idade cronológica" e estudar cada caso em função do individuo, de forma individual.

É uma discussão que deveria ser considerada pelo comitê de médicos e pesquisadores que fazem parte do PNHV.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



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23/04/2004

Tratamiento de la hepatitis c en personas mayores


La mayor presencia de hepatitis C es encontrada en personas con edades entre 40 y 65 años. Esto significa, que de acuerdo con los parámetros para el tratamiento actual muchos de ellos estarán imposibilitados de recibir el tratamiento ya que podrán ser considerados pacientes fuera del protocolo de tratamiento.

Es posible comparar el cuerpo humano con un coche . Un coche bien cuidado, con buen mantenimiento, con revisiones periódicas, va permanecer en mejores condiciones que un coche con un propietario descuidado. Lo mismo ocurre con el cuerpo humano. A medida que pasan los años, comienzan a surgir algunos problemas, entre ellos problemas de visión, de piel, gastrointestinales, del sistema inmunológico, de corazón incómodos problemas musculares y de articulaciones, cerebro con actividad mas lenta, etc, etc.

Si a todo esto sumamos una infección con la hepatitis C tendremos un factor mas para disminuir la calidad de vida del individuo, con síntomas que muchas veces confunden a los médicos, ya que la mayoría de ellos pueden ser confundidos con síntomas de la edad.. Es necesario estudiar mas profundamente la relación entre hepatitis C y vejez, con lo cual podrán realizarse diagnósticos mas precisos y medidas terapéuticas mas eficaces.

Poco se sabe sobre personas con hepatitis C con mas de 65 años. Un estudio realizado en Francia muestra que la dolencia se muestra de forma mas severa y además con la característica de tener las transaminasas en niveles mas bajos que en los pacientes jóvenes. Esta es una mas de las grandes incógnitas de la dolencia.

El mismo estudio muestra que es perfectamente posible tratar pacientes con mas de 65 años, dependiendo del estado clínico de cada caso. Recomienda el uso de alternativas no agresivas para la realización de las biopsias en estos pacientes, usando una comparación entre los diversos resultados de exámenes de sangre y la probable edad del paciente cuando fue contaminado. Pacientes que se infectaron en edad joven presentan una evolución mas lenta que aquellos que tuvieron el contacto con el virus después de los 40 años.

El actual consenso de tratamiento determina la edad máxima de 70 años para poder recibir los medicamentos. Realmente se sumamos la larga lista de efectos colaterales con los problemas de una persona de la tercera edad, nos encontramos con un cuadro realmente asustador, así, muchos médicos son muy cautelosos y prefieren no tratar estos pacientes, considerando que la calidad de vida es el factor principal que debe ser considerado frente a la expectativa de vida, tratando o no.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo



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Last updated 28.5.2005