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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
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25/06/2006


Governo é condenado a indenizar por contagio com a hepatite C


A justiça da cidade de Rosário, Argentina, condenou à Municipalidade a pagar quase duzentos mil dólares a uma pessoa que ao receber uma transfusão de sangue no ano de 1991 em um hospital municipal contraiu Hepatite C. Assim resolveu uma sentença de Câmara que rechaçou o apelo de inconstitucionalidade e confirmou o resolvido pelo Tribunal Civil e Comercial.

O demandante relatou ante a justiça haver-se convertido em um doente crônico de hepatite C com uma incapacidade física da ordem de 60%, que o obriga a viver com permanentes cuidados e controles que o limitam na ordem trabalhista, psíquica e social. A juíza assinalou em sua extensa decisão que o hospital incorreu em "uma grosseira negligência, imprudência e imperícia" que expõe ao paciente à eventualidade de sofrer "cirrose" como até "a própria morte". Devido a que o fígado possui funções importantes como o combate às infecções que danificam o órgão e dão como resultado complicações de longo prazo e requerem tratamento de por vida.

No volumoso julgamento que acumulou ao redor de 2.500 folhas em cinco apensos, dá-se conta de que "o hospital não pôde identificar os dados pessoais dos doadores do sangue utilizado, como tampouco a marca das seringas e elementos utilizados na transfusão o que levou a inferir que não se usou material descartável". Deste modo se creditou nas atuações que não se efetuaram os estudos que permitissem a determinação de anticorpos relacionados ao vírus C, apesar de que ao momento do fato já se aplicava no país o chamado método "Elisa" para detecção do sangue infectado.

Embora a demanda original ascendesse a aproximadamente setenta mil dólares, os quinze anos transcorridos desde que se iniciou a reclamação elevam o montante final a uma cifra que segundo os cálculos de atualização que se pratiquem poderiam subir a duzentos e cinqüenta mil dólares.

O Tribunal de Alçada que ratificou a condenação de primeira instancia considerou que ao haver-se esgotado o tempo que outorga a lei para que a condenada recorra a Corte Suprema, a sentença passou a ser coisa julgada.

O fato ocorreu em 10 de julho de 1991, quando Bernardo Juan López foi atropelado em sua motocicleta por um automóvel. Transladado de urgência ao HECA lhe praticaram várias transfusões de sangue, depois do qual se agravou ainda mais e foi derivado um hospital particular, onde também lhe praticaram transfusões sangüíneas. Entretanto, no transcurso do juízo o demandante desistiu da reclamação contra esse hospital.

Cabe destacar que a Lei estabelece a não indenização por contagio em transfusão sangüínea do HCV (Vírus da Hepatite C) com antecedência ao ano de 1989, quando o vírus ainda não estava isolado e, portanto se consideram casos de força maior. O HCV foi identificado entre finais de 1988 e princípios de 1989; até então, a doença era conhecida como "hepatite não A não B".

Ao quantificar os danos, a Justiça ponderou a idade do autor que ao momento do contágio tinha 28 anos, assim como sua condição de ser homem e casado, com todas as conotações da doença em seu caráter de chefe de família, no que refere às possibilidades de contágio a seus familiares. Do mesmo modo, a dois anos do fato o autor deveu abandonar seus estudos universitários de ciências econômicas, o que foi atribuído na perícia médica ao "estado maníaco por desequilíbrio emocional e sintomas dissociados para enfrentar a realidade".

MEU COMENTÁRIO:


É muito importante o resultado desta sentença, pois mostra que os afetados pela hepatite C devem procurar a justiça para cobrar seus direitos quando por negligência e omissão das autoridades perderam sua saúde.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






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25/06/2006


Gobierno es condenado a indemnizar por contagio con la hepatitis C


La justicia de la ciudad de Rosario, Argentina, condenó a la Municipalidad a pagar casi doscientos mil dólares a una persona que al recibir una transfusión de sangre en el año de 1991 en un hospital municipal contrajo Hepatitis C. Así lo resolvió un fallo de cámara que rechazó el planteo de inconstitucionalidad y confirmó lo resuelto por el Juzgado en lo Civil y Comercial.

El demandante acreditó ante la justicia haberse convertido en un enfermo crónico de Hepatitis C con una discapacidad física del orden del 60%, que lo obliga a vivir con permanentes cuidados y controles que lo limitan en el orden laboral, psíquico y social. La jueza señaló en su extenso fallo que el prestador incurrió en "una grosera negligencia, imprudencia e impericia" que expone al paciente a la eventualidad de sufrir "cirrosis" como hasta "la propia muerte. Debido a que el hígado posee funciones importantes como el combate a las infecciones que dañan el órgano y dan como resultado complicaciones de largo plazo y requieren tratamiento de por vida.

En el voluminoso juicio que acumuló alrededor de 2.500 fojas en cinco cuerpos, se da cuenta de que "el prestador no pudo determinar los datos personales de los dadores de la sangre utilizada, como tampoco la marca de las jeringas y elementos utilizados en la transfusión lo que llevó a inferir que no se usó material descartable". Asimismo se acreditó en las actuaciones que no se efectuaron los estudios que permitieran la determinación de anticuerpos relacionados al virus C, a pesar de que al momento del hecho ya se aplicaba en el país el llamado método "Elisa".

Si bien la demanda original ascendía a alrededor de setenta mil dólares, valor que luego fue parcialmente reducido, los quince años transcurridos desde que se inició el reclamo elevan el monto final a una cifra que según los cálculos de actualización que se practiquen podrían ascender a doscientos e cincuenta mil dólares.

El Tribunal de Alzada que ratificó la condena de primera consideró que al haberse agotado el tiempo que otorga la ley para que la condenada recurra en queja a la Corte Suprema, el fallo pasó a ser cosa juzgada.

El hecho ocurrió el 10 de julio de 1991, cuando Bernardo Juan López fue atropellado en su motocicleta por un automóvil. Trasladado de urgencia al HECA se le practicaron varias transfusiones de sangre, tras lo cual se agravó aún más y fue derivado un hospital particular, donde también le practicaron transfusiones sanguíneas. Sin embargo, en el transcurso del juicio el demandante desistió del reclamo contra ese hospital.

Cabe destacar que la Ley establece la no indemnización por contagio transfusional del HCV (Virus de la Hepatitis C) sólo con anterioridad a 1989, cuando el virus aún no estaba aislado, y por lo tanto se consideran casos de fuerza mayor. El HCV fue identificado entre finales de 1988 y principios de 1989; hasta entonces, la enfermedad era conocida como "hepatitis no A no B".

Al cuantificar los daños, la Justicia ponderó la edad del actor que al momento del contagio tenía 28 años, así como su condición de varón y casado, con todas las connotaciones de la enfermedad en su carácter de jefe de familia, en lo que refiere a las posibilidades de contagio a sus descendencias. Asimismo, a dos años del hecho el actor debió abandonar sus estudios universitarios de ciencias económicas, lo que fue atribuido en la pericia médica al "estado maníaco por desequilibrio y síntomas disociados para enfrentar la realidad".

MI COMENTARIO:


Es muy importante el resultado de esta sentencia, pues muestra que los afectados por la hepatitis C deben procurar la justicia para cobrar sus derechos cuando por negligencia y omisión de las autoridades perdieron su salud.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 24.6.2006