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Estudo mostra ser o álcool o mais forte acelerador de progressão do dano ao fígado em infectados com hepatite C - EASL 2015

01/06/2015

Estudo francês, o maior já realizado no mundo, comprova que infectados com hepatite C que abusam de bebidas alcoólicas possuem um risco maior de hospitalização e morte por problemas no fígado.

Uma analise no total das 28.953.755 hospitalizações acontecidas em França entre os anos de 2008 e 2012, encontrou que aconteceram 1.506.453 mortes. No total de pacientes 112.146 (0,39%) estava infectada com hepatite C, 705.259 (2,44%) foram internados por transtornos ocasionados pelo abuso do álcool, e no cruzamento das informações foi constatado que 23.351 pacientes apresentam as duas doenças (hepatite C e abuso de álcool), isso mostra que 20,8% dos infectados com hepatite C abusavam das bebidas alcoólicas. O estudo procurou determinar em que medida o álcool pode contribuir para um mau prognóstico da hepatite C.

A analise dos dados mostra que o abuso de álcool é seis vezes superior entre infectados com hepatite C que na população em geral e, ainda, que diversas comorbidades, como a co-infecção HIV/HCV, doença renal crônica ou câncer de fígado foram encontradas em proporção 2,4 vezes maior que na população em geral.

O estudo analisou ainda o efeito de comorbidades graves para a necessidade de hospitalização por eventos relacionados com o fígado, como cirrose, câncer de fígado e estágio final da doença hepática, bem como as condições não relacionadas, tais como HIV/AIDS, doença renal crônica e síndrome metabólica.

De todos os eventos relacionados com o fígado em pessoas com hepatite C, 46% ocorreram em infectados que abusavam do consumo de bebidas alcoólicas, também, em cerca de um terço das pessoas com pelo menos uma das comorbidades graves. Em infectados com hepatite C que não faziam uso de bebidas alcoólicas os eventos relacionados ao fígado era de somente 14%.

Entre os infectados com hepatite C que haviam parado de beber ou que tinham permanecido abstinentes aconteceu uma redução de 33% no risco de morte, enquanto que na população em geral a abstinência reduziu o risco de morte em 25%.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
The confounding role of severe comorbidities and alcohol use disorders on prognosis in chronic hepatitis C virus infection: an analysis of the 2008-2012 French national hospital discharge database. 2015 - M Schwarzinger, S Thiébaut, V Mallet, and J Rehm. - EASL 2015 - Abstract G16


Carlos Varaldo
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