009_biopsia_port

Cirrose - Biópsia percutânea ou por vídeo laparoscopia?

14/05/2007

Um estudo publicado no Journal of Clinical Gastroenterology comparou que tipo de biópsia é mais conveniente de ser realizada em pacientes com cirrose. Estudos retrospectivos apresentados em congressos informavam que a biópsia percutânea poderia não detectar a cirrose em até 30% dos casos. Outros estudos afirmam que a vídeo laparoscopia resulta mais sensível que a biópsia por via percutânea para a detecção desta forma avançada de fibroses do fígado.

Neste estudo investigadores da Alemanha compararam, de maneira prospectiva, a sensibilidade diagnóstica e a taxa de complicações com ambas as modalidades invasivas para o estudo do fígado em 857 pacientes: em 415 mediante uma biópsia hepática percutânea e nos restantes, com uma vídeo laparoscopia.

A utilização do grau histológico (Escala Ishak) como único parâmetro permitiu diagnosticar cirrose em 22,3% das biópsias percutâneas e em 26% das vídeos laparoscopias. Ao combinar o aspecto macroscópico com a anatomia patológica das amostras, os autores observaram que a vides laparoscopia permitiu diagnosticar uma taxa mais elevada de cirrose em comparação com a biópsia percutânea, diferença que resultou significativa do ponto de vista estatístico. Por meio da vídeo laparoscopia foi encontrada cirrose em 33,8% e, por meio da biópsia percutânea a cirrose foi detectada em 22,3% dos pacientes.

Além da maior sensibilidade diagnóstica, o procedimento videolaparoscópico foi associado com uma menor taxa de complicações menores. Complicações severas durante o procedimento da biópsia aconteceram em 1% das biópsias percutâneas e em 0,2% das biópsias por vídeo laparoscopia.

Concluem os autores do estudo que a vídeo laparoscopia apresenta um perfil de segurança aceitável para a avaliação da cirrose, a qual se caracteriza pela alteração da estrutura do fígado, com presença de fibroses e formação de nódulos de regeneração.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Journal of Clinical Gastroenterology. 41(1):103-110, January 2007. Denzer, Ulrike MD; Arnoldy, Andrea MD; Kanzler, Stefan MD; Galle, Peter R. MD; Dienes, Hans P. MD; Lohse, Ansgar W. MD


Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com


IMPORTANTE: Os artigos se encontram em ordem cronológica. O avanço do conhecimento nas pesquisas pode tornar obsoleta qualquer colocação em poucos meses. Encontrando colocações diversas que possam ser consideradas controversas sempre considerar a informação mais atual, com data de publicação mais recente.
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
Aviso legal: As informações deste texto são meramente informativas e não podem ser consideradas nem utilizadas como indicação medica.
É permitida a utilização das informações contidas nesta mensagem desde que citada a fonte: WWW.HEPATO.COM
O Grupo Otimismo é afiliado da AIGA - ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO