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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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06/06/2011
Testes não invasivos podem evitar a biopsia em número considerável de pacientes com doenças hepáticas
A Hepatology on-line de 25 de maio publica um editorial comentando um estudo que será publicado na revista impressa de junho sobre a biopsia do fígado e os métodos não invasivos para se conhecer o estado do fígado. O estudo foi realizado nos Estados Unidos, mas o interessante é que permite realizar comparações com a realidade encontrada em outros países para ver como se encontra o nível e as ações no enfrentamento das hepatites.
O primeiro item que chama a atenção e serve como comparação é que nos Estados Unidos os estudos epidemiológicos indicam que a cada ano 150.000 indivíduos são diagnosticados com hepatite crônica. No Brasil o número de pessoas infectadas com as hepatites B e C é similar ao número de infectados nos Estados Unidos, aproximadamente cinco milhões, mas a cada ano somente conseguimos diagnosticar aproximadamente 30.000 infectados, um número muito alem do mínimo que seria necessário, um número que deveria nos envergonhar perante a Organização Mundial da Saúde.
Nos Estados Unidos aproximadamente 20% dos diagnosticados com hepatite crônica já apresentam cirrose. Quantos no Brasil apresentam cirrose no momento do diagnóstico é um dado desconhecido, mas se o diagnostico é deficiente podemos suspeitar que por ser tardio os casos de cirrose podem ser maiores que 20%.
O editorial continua explicando que pessoas diagnosticadas com doenças do fígado são normalmente submetidas à biopsia do fígado para determinar o grau de comprometimento da função hepática. A biopsia continua sendo o "padrão-ouro" para determinar a atividade do fígado e o estagio de fibrose. No entanto, esse procedimento tem limitações entre as quais se incluem o risco de dor ou sangramento, laudo impreciso por erro de amostragem e variabilidade na interpretação da biopsia por parte do patologista.
Com o aumento da disponibilidade de testes não invasivos o uso da biopsia está em declínio. Os médicos agora têm alternativas que podem ser consideradas e que se utilizadas combinando testes de sangue com testes de imagem ou de elastografia podem evitar que um número considerável de pacientes sejam submetidos ao procedimento invasivo da biopsia.
O Fibrotest é um teste de sangue que atua como um indicador indireto. Estudos confirmam que é altamente confiável para diagnosticar pacientes com cirrose (F4) em pacientes com hepatite C. Estudos adicionais estão em andamento para analisar a viabilidade na hepatite B, na hepatite por álcool e na esteatose.
Técnicas de imagem com ultra-som baseados em elastografia transitória (Fibroscan) ou na elastografia por ressonância magnética conseguem medir a rigidez do fígado. O Fibroscan consegue diagnosticar com 90% de segurança a cirrose (F4), mas somente apresenta uma segurança entre 70% e 80% quando a fibrose se encontra em F2 ou F3. A elastografia por ressonância magnética apresenta uma segurança de 85% nas fases F2 e F3, mas é um procedimento caro. Atualmente a elastografia por ressonância magnética é aprovado para uso nos Estados Unidos.
A biopsia segue sendo necessária quando existe duvida sobre o diagnóstico, quando existem outras doenças ou condições, como a co-infecção com HIV/AIDS, co-infecção com hepatite B e hepatite C, superexposição da cirrose biliar com a hepatite auto-imune, esteatose (gordura no fígado) e nos transtornos hereditários como casos de hemacromatose e doença de Wilson, entre outros.
Resumindo, podemos afirmar que paulatinamente métodos não invasivos estarão substituindo parte significante das biopsias de fígado. A biopsia ainda será necessária em muitos casos e continuará a ser solicitada pelos médicos sempre que for necessária para um diagnostico correto.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Noninvasive Assessment of Liver Fibrosis - Editorial - Doris Nguyen and Jayant A. Talwalkar. Hepatology; Published Online: May 25, 2011 (DOI: 10.1002/hep.24401); Print Issue Date: June 2011.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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pessoas estarão morrendo por culpa das hepatites B ou C no mundo!
personas estarán muriendo por culpa de las hepatitis B o C en el mundo!
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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!
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06/06/2011
Pruebas no invasivas pueden evitar la biopsia en número considerable de pacientes con enfermedades hepáticas
La Hepatology on-line de 25 de mayo publica un editorial comentando un estudio que será publicado en la revista impresa de junio sobre la biopsia del hígado y los métodos no invasivos para conocerse el estado del hígado. El estudio fue realizado en Estados Unidos, pero lo interesante es que permite realizar comparaciones con la realidad encontrada en otros países para ver como se encuentra el nivel y las acciones en el enfrentamiento de las hepatitis.
El primer ítem que llama la atención y sirve como comparación es que en Estados Unidos los estudios epidemiológicos indican que a cada año 150.000 individuos son diagnosticados con hepatitis crónica. En Brasil el número de personas infectadas con las hepatitis B y C es similar al número de infectados en Estados Unidos, aproximadamente cinco millones, pero a cada año solamente logramos diagnosticar aproximadamente 30.000 infectados, un número muy por debajo del mínimo que sería necesario, un número que debería nos avergonzar en la Organización Mundial de la Salud.
En Estados Unidos aproximadamente 20% de los diagnosticados con hepatitis crónica ya presentan cirrosis. Cuántos en Brasil presentan cirrosis en el momento del diagnóstico es un dato desconocido, pero si el diagnostico es deficiente podemos sospechar que por ser tardío los casos de cirrosis pueden ser mayores que 20%.
El editorial continúa explicando que personas diagnosticadas con enfermedades del hígado son normalmente sometidas a la biopsia del hígado para determinar el grado de comprometimiento de la función hepática. La biopsia continúa siendo el "padrón-oro" para determinar la actividad del hígado y el estadio de fibrosis. Sin embargo, ese procedimiento tiene limitaciones entre las cuales se incluyen el riesgo de dolor o de hemorragias, laudo impreciso por error de muestreo y variabilidad en la interpretación de la biopsia por parte del patólogo.
Con el aumento de la disponibilidad de pruebas no invasivas el uso de la biopsia está en declinación. Los médicos ahora tienen alternativas que pueden ser consideradas y que si utilizadas combinando pruebas de sangre con pruebas de imagen o de elastografia pueden evitar que un número considerable de pacientes sean sometidos al procedimiento invasivo de la biopsia.
El Fibrotest es una prueba de sangre que actúa como un indicador indirecto. Estudios confirman que es altamente confiable para diagnosticar pacientes con cirrosis (F4) en pacientes con hepatitis C. Estudios adicionales están siendo realizados para analizar la viabilidad en la hepatitis B, en la hepatitis por alcohol y en la esteatosis.
Técnicas de imagen con ultrasonido basado en elastografia transitoria (Fibroscan) o en la elastografia por resonancia magnética logran medir la rigidez del hígado. El Fibroscan consigue diagnosticar con 90% de seguridad la cirrosis (F4), pero solamente presenta una seguridad entre 70% y 80% cuando la fibrosis se encuentra en F2 ó F3. La elastografia por resonancia magnética presenta una seguridad del 85% en las fases F2 y F3, pero es un procedimiento caro. Actualmente la elastografia por resonancia magnética es aprobada para uso en Estados Unidos.
La biopsia sigue siendo necesaria cuando existe duda sobre el diagnóstico, cuando existen otras enfermedades o condiciones, como la co-infección con HIV/SIDA, co-infección con hepatitis B y hepatitis C, súper exposición de la cirrosis biliar con la hepatitis auto-inmune, esteatosis (grasa en el hígado) y en los trastornos hereditarios como casos de hemacromatosis y enfermedad de Wilson, entre otros.
Resumiendo, podemos afirmar que paulatinamente métodos no invasivos estarán sustituyendo parte significante de las biopsias de hígado. La biopsia aún será necesaria en muchos casos y continuará a ser solicitada por los médicos siempre que sea necesaria para un diagnostico correcto.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Noninvasive Assessment of Liver Fibrosis - Editorial - Doris Nguyen and Jayant A. Talwalkar. Hepatology; Published Online: May 25, 2011 (DOI: 10.1002/hep.24401); Print Issue Date: June 2011.
Carlos Varaldo
Carlos Varaldo Grupo Optimismo. Carlos Varaldo y el Grupo Optimismo declaran que no tienen relaciones económicas relevantes con eventuales patrocinadores de las diversas actividades.
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