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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel.: (21) 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

11/02/2008


Controvérsias nos métodos de biopsia não invasiva


A biopsia de fígado por meio de punção ou vídeolaparoscopia não e um procedimento ao que os pacientes gostam de se submeter. É um procedimento invasivo, desconfortável e que apresenta alguns riscos. Mas por enquanto e considerado o melhor dos exames para se avaliar corretamente o estado do fígado ao conseguir avaliar o grau de fibrose, cirrose e, de atividade necro-inflamatória entre outras observações possíveis. Pesquisadores do mundo inteiro estão estudando métodos não invasivos que possam substituir a biopsia cirúrgica na maioria dos casos.



ESTUDO 1


Estudo publicado em Hepatology deste mês apresenta resultados de um método não invasivo utilizado na Europa, o qual apresenta resultados com boa precisão em pacientes com esteatoses (gordura no fígado) não causada pelo abuso de bebidas alcoólicas.

O método que foi estudado e avaliado no Reino Unido e conhecido como "European Liver Fibrosis - ELF' o qual foi modificado na sua base de calculo alterando algumas variáveis, como a idade do paciente, a massa corporal, a presença de diabetes, o nível de glicose em jejum, a quantidade de plaquetas, a relação entre as transaminases AST/ALT e o nível de albumina.

As modificações foram testadas em 196 pacientes que apresentavam depósitos de gordura no fígado (esteatose não alcoólica) para se avaliar se o grau de fibrose era severo, moderado o nenhuma fibrose. Ao se comparar estatisticamente a curva AUC (forma estatística para comparar a confiabilidade dos resultados) pelo ELF original e o ELF modificado foi verificado que nos casos de fibroses severa a curva AUC aumentava de 90 para 98. Na fibrose moderada a curva AUC melhorava de 82 para 93 e nos casos que não apresentavam fibroses a curva AUC apresento uma melhora de 76 para 84.

Os pesquisadores concluem que se aplicando o método modificado "European Liver Fibrosis - ELF' poderiam ser evitadas até 80% das biopsias nos pacientes que sofrem de esteatoses não alcoólica.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
IN Guha, J Parkes, P Roderick, and others. Non-invasive markers of fibrosis in non-alcoholic fatty liver disease: validating the European Liver Fibrosis panel and exploring simple markers. Hepatology 47(2): 455 - 460. February 2008.




ESTUDO 2


Outra pesquisa estudou a segurança nos resultados ao se utilizar a elastografia/fibroscan para o diagnostico de cirroses em pacientes com hepatite aguda.

O estudo foi realizado na Alemanha com 20 pacientes que apresentavam hepatite aguda (Hepatite aguda e quando a infecção aconteceu recentemente. Após seis meses da infecção a hepatite passa a ser denominada de infecção "crônica")

Os resultados do Fibroscan diagnosticaram cirroses em 15 dos 20 pacientes que realizaram o teste. Porém, nenhum destes pacientes apresentava qualquer sinal de cirrose quando submetidos a um exame físico (apalpar o fígado), ou quando realizado um ultra-som ou sequer quando realizada uma biopsia.

Os pesquisadores alertam que o Fibroscan em pacientes com quadro agudo de hepatites superestima o grau real de fibrose e pode de forma errada sugerir a presencia de um quadro cirrótico. Sugerem que a dureza do fígado detectada pelo Fibroscan pode estar relacionada com a inflamação dos hepatócitos, provável colestase ou a infiltração nas células do fígado.

Concluem que o resultado do Fibroscan em pacientes com hepatite aguda deve ser interpretado com precaução e resultados elevados de dureza do fígado podem não coincidir com a presença de um quadro cirrótico.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
A Sagir, A Erhardt, M Schmitt, and others. Transient elastography is unreliable for detection of cirrhosis in patients with acute liver damage. Hepatology 47(2): 592 - 595. February 2008



MEU COMENTÁRIO:

No Estudo 1 é necessário atentar para o fato que este estudo não incluía pacientes com dano hepático ocasionado pelas hepatites B ou C. Não podemos avaliar se será possível aplicar o método nestes grupos de pacientes.

No Estudo 2 o resultado deve servir como alerta para os cuidados que devem ser tomados na interpretação dos resultados do Fibroscan. Sempre será conveniente se avaliar conjuntamente com outros exames realizados no paciente.

As publicações destes estudos oferecem novas informações para melhor compreender os resultados por métodos não invasivos para diagnosticar o estado do fígado. Estudos adicionais serão necessários para melhor compreender os métodos e, algum dia pode ser que se apliquem como ferramentas diagnosticas seguras. Por enquanto somente a biopsia pode ser considerada como o padrão ouro na avaliação do resultado.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
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11/02/2008


Controversias en los métodos de biopsia no invasora


A biopsia de hígado por medio de punción o vídeo laparoscopia no es un procedimiento al que los pacientes le gustan someterse. Es un procedimiento invasor, incómodo y que presenta algunos riesgos. Pero por ahora es considerado el mejor de los exámenes para evaluarse correctamente el estado del hígado al conseguir evaluar el grado de fibrosis, cirrosis y, de actividad necro-inflamatoria entre otras observaciones posibles. Investigadores del mundo entero están estudiando métodos no invasores que puedan sustituir la biopsia quirúrgica en la mayoría de los casos.



ESTUDIO 1


Estudio publicado en Hepatology de este mes presenta resultados de un método no invasor utilizado en Europa, el cual presenta resultados con buena precisión en pacientes con esteatosis (grasa en el hígado) no causada por el abuso de bebidas alcohólicas.

El método que fue estudiado y evaluado en el Reino Unido es conocido como "European Liver Fibrosis - ELF' el cual fue modificado en su base de calculo alterando algunas variables, como la edad del paciente, la masa corporal, la presencia de diabetes, el nivel de glucosa en ayuno, la cantidad de plaquetas, la relación entre las transaminasas AST/ALT y el nivel de albúmina.

Las modificaciones fueron testadas en 196 pacientes que presentaban depósitos de grasa en el hígado (esteatosis no alcohólica) para se evaluar si el grado de fibrosis era severo, moderado o ninguna fibrosis. Al se comparar estadísticamente la curva AUC (forma estadística para confrontar la confiabilidad de los resultados) por el ELF original y el ELF modificado fue verificado que en los casos de fibrosis severa la curva AUC aumentaba de 90 para 98. En la fibrosis moderada la curva AUC mejoraba de 82 para 93 y en los casos que no presentaban fibrosis la curva AUC presento una mejora de 76 para 84.

Los investigadores concluyen que aplicándose el método modificado "European Liver Fibrosis - ELF' podrían ser evitadas hasta 80% de las biopsias en los pacientes que sufren de esteatosis no alcohólica.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
IN Guha, J Parkes, P Roderick, and others. Non-invasive markers of fibrosis in non-alcoholic fatty liver disease: validating the European Liver Fibrosis panel and exploring simple markers. Hepatology 47(2): 455 - 460. February 2008.




ESTUDIO 2


Otra investigación estudió la seguridad en los resultados al se utilizar la elastografia/fibroscan para el diagnostico de cirrosis en pacientes con hepatitis aguda.

El estudio fue realizado en Alemania con 20 pacientes que presentaban hepatitis aguda (Hepatitis aguda es cuando la infección aconteció recientemente. Después de seis meses de la infección la hepatitis pasa a ser denominada de infección "crónica")

Los resultados del Fibroscan diagnosticaron cirrosis en 15 de los 20 pacientes que realizaron la prueba. Sin embargo, ninguno de estos pacientes presentaba cualquier señal de cirrosis cuando sometidos a un examen físico (palpar el hígado), o cuando realizado un ultrasonido o siquiera cuando realizada una biopsia.

Los investigadores alertan que el Fibroscan en pacientes con cuadro agudo de hepatitis sobrestima el grado real de fibrosis y puede de forma errada sugerir la presencia de un cuadro cirrótico. Sugieren que la dureza del hígado detectada por el Fibroscan puede estar relacionada con la inflamación de los hepatocitos, probable colestase o a infiltración en las células del hígado.

Concluyen que el resultado del Fibroscan en pacientes con hepatitis aguda debe ser interpretado con precaución y resultados elevados de dureza del hígado pueden no coincidir con la presencia de un cuadro cirrótico.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
A Sagir, A Erhardt, M Schmitt, and others. Transient elastography is unreliable for detection of cirrhosis in patients with acute liver damage. Hepatology 47(2): 592 - 595. February 2008.



MI COMENTARIO:

En el Estudio 1 es necesario atentar para el hecho que este estudio no incluía pacientes con daño hepático ocasionado por las hepatitis B o C. No podemos evaluar si será posible aplicar el método en estos grupos de pacientes.

En el Estudio 2 el resultado debe servir como alerta para los cuidados que deben ser tomados en la interpretación de los resultados del Fibroscan. Siempre será conveniente se evaluar conjuntamente con otros exámenes realizados en el paciente.

Las publicaciones de estos estudios ofrecen nuevas informaciones para mejor comprender los resultados por métodos no invasores para diagnosticar el estado del hígado. Estudios adicionales serán necesarios para mejor comprender los métodos y, algún día puede ser que se apliquen como herramientas diagnosticas seguras. Por ahora solamente la biopsia puede ser considerada como el padrón oro en la evaluación del resultado.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 9.2.2008