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Obesidade e hepatite C um risco fatal de câncer no fígado

09/01/2012

Estudo da conceituada Clínica Mayo dos Estados Unidos comprova que pessoas obesas que estão infectadas pelo vírus da hepatite C podem estar com risco elevado de desenvolver câncer de fígado fatal num período compreendido entre 20 a 30 anos após acontecida a infecção com a hepatite C.

O Dr. Tay Kim, responsável pelo estudo alerta sobre a importância de realizar o teste das hepatites nas pessoas obesas para ajudar a identificar a doença nos estágios iniciais. O tratamento da hepatite C e um programa de redução de peso pode evitar o aparecimento do câncer.

O diagnostico do câncer no fígado na fase inicial é perfeitamente tratável, mas se diagnosticado em fase avançada à estimativa de vida é no máximo entre 10 e 12 anos de sobrevida.

Os casos de carcinoma hepatocelular (câncer no fígado) triplicaram nos Estados Unidos nas últimas três décadas. "Nós estamos vendo agora pacientes com câncer com idades entre 50 e 60 anos que contraíram hepatite C há 30 anos e nem sequer sabem que foram infectados ", observou o Dr. Kim.

O estudo encontrou que a incidência de câncer de fígado na população dos Estados Unidos é de 6,9 casos a cada 100.000 mil habitantes. Também encontrou uma mudança na origem do câncer, o qual duas décadas atrás era causado pelo abuso de bebidas alcoólicas, mas atualmente a principal causa de desenvolvimento de câncer é a hepatite C, em especial em pessoas acima do peso ideal.

Os depósitos de gordura no fígado (esteatose) em indivíduos não infectados com hepatites B ou C também é motivo de alerta, pois já representam 11% dos casos de câncer no fígado. "É uma pequena percentagem de casos em geral. Mas, com a epidemia de obesidade em todo o país, acreditamos que as taxas de câncer de fígado podem aumentar drasticamente no futuro previsível ", diz o Dr. Kim.

O estudo foi publicado na edição de janeiro da Mayo Clinic Proceedings. (ANI)

MEU COMENTÁRIO:

Não canso de falar e repetir que manter o peso ideal é uma excelente medicação para diminuir a progressão do dano ao fígado e ter maior possibilidade de cura com o tratamento.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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