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Os novos medicamentos para hepatite C não incidem na aparição e/ou reaparecimento do câncer no fígado

25/02/2017

Uma equipe do Hospital do Valme (Espanha) constatou em um estudo multicêntrico que os medicamentos para tratamento da hepatite C de última geração não incidem na aparição e/ou reaparecimento do câncer hepático. Estes resultados freiam o alarme que se gerou faz seis meses, no âmbito internacional, como resultado de dois estudos que advertiam do risco de desenvolvimento do câncer no fígado com o uso dos novos medicamentos para tratamento da hepatite C. Neste estudo dirigido do Hospital do Valme pelo doutor Nicolás Merchante participaram 32 hospitais da Espanha e seus resultados se apresentaram recentemente na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (Seattle, EUA), um encontro científico reconhecido como o foro de maior relevância na VIH/AIDS.

O objetivo do estudo é "esclarecer a controvérsia sobre o possível incremento de risco de câncer hepático com o uso dos novos medicamentos (antivirais de ação direta) para tratamento da hepatite C", explicaram. A necessidade de confirmar ou descartar este possível risco motivou o início do estudo no Hospital do Valme. Os pesquisadores do hospital sevilhano analisaram os dados de mais de 1.300 pacientes cirróticos que obtiveram a cura após receber os novos tratamentos. "Entre os resultados se comprova que o risco de desenvolver câncer de fígado não aumentou nos últimos anos com o uso dos novos medicamentos, e inclusive a incidência diminuiu", explicou o doutor Merchante. Em concreto, a investigação constatou uma diminuição de câncer, entre 1% e 11%, com respeito ao uso dos medicamentos anteriormente utilizados (Interferon).

Os tratamentos de última geração para tratamento da hepatite C obtêm a cura de 95% dos casos. Em opinião do Nicolás Merchante, o dado mais relevante do estudo é chegar à conclusão de que "não se está produzindo um aumento da incidência do câncer hepático com o uso dos novos medicamentos para a hepatite". Fontes oficiais do Hospital do Valme explicaram ontem, através de um comunicado, que "dada a controvérsia que se gerou anteriormente sobre este tema, o presente estudo teve uma notável repercussão internacional dado os resultados apoiados na evidência científica". O seguimento dos pacientes que se beneficiaram dos medicamentos de última geração, segundo este estudo, "remarca a importância de manter uma vigilância estreita dos pacientes cirróticos, embora tenham alcançado a cura", acrescenta o especialista.

Na área hospitalar do hospital do Valme durante o último ano em torno de 200 pacientes cirróticos receberam os novos tratamentos e, na maioria dos casos (95%), resultaram curados da hepatite C.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Reportagem publicada no "Diário de Sevilla" na quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017 - http://www.diariodesevilla.es/sevilla/avances-Val-hepatite-chegam-EEUU_0_1111389470.hTML


Carlos Varaldo
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