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16/01/2012


Preocupante! - Casos de câncer de fígado dobram em 10 anos


Enquanto diminuem os casos de câncer de pulmão, mama e próstata aumentam os casos de câncer de fígado, rim, pâncreas e tiroides.

A pesquisa, publicada em "A Cancer Journal for Clinician" analisou as mortes causadas por câncer nos Estados Unidos entre os anos de 1999 e 2008 encontrando que em 1998 eram registradas 2,3 mortes a cada 1000.000 habitantes, passando para 1,2 mortes a cada 100.000 habitantes em 2008. A redução das mortes por câncer se deve a redução em 40% das mortes por câncer de pulmão e 34% das mortes por câncer de mama.

Mas o mesmo estudo alerta para o aumento alarmante do número de mortes causadas por outros canceres.

A hepatite C foi identificada como a causa principal de câncer no fígado, em especial nas pessoas com idade entre 55 e 64 anos, consequência do envelhecimento de pessoas infectadas nas décadas de 70 e 80 e que agora estão chegando, pela progressão natural da doença ao momento em que o risco de câncer se manifesta.

Outras causas de câncer de fígado nos Estados Unidos são o consumo excessivo de bebidas alcoólicas (em diminuição no número de casos) e a obesidade, onde os casos de câncer estão aumentando.

As taxas de sobrevivência após o diagnostico do câncer de fígado estão aumentando. Entre 1992 e 1995 eram de 12,5% após cinco anos do diagnostico, passando para uma sobrevivência de 26,9% quando o câncer foi diagnosticado entre 2000 e 2007. A tendência para uma maior sobrevivência após o diagnostico pode ser atribuída ao impacto da vigilância entre os grupos de alto risco e a melhores resultados associados com o transplante de fígado e a ressecção precoce dos tumores quando o diagnostico acontece nas fases iniciais do câncer.

A hepatite B é altamente cancerígena, mas campanhas de vacinação estão logrando diminuir o número de novos infectados com o qual devem diminuir os problemas, um panorama alentador. Além disso, atualmente existem medicamentos que conseguem controlar efetivamente a hepatite B reduzindo a possibilidade de evoluir para o câncer.

Para diminuir a possibilidade de desenvolver câncer campanhas para evitar o uso de bebidas alcoólicas, o fumo e manter um corpo saudável, dentro do peso e, praticando atividades físicas deveriam ser implementadas entre os indivíduos diagnosticados com as hepatites B e C.

Pessoas com alto risco de desenvolver câncer, como os indivíduos com cirrose ou elevada fibrose causada pelas hepatites B e C deveriam ser rastreados a cada seis meses através de ultra-som, embora a eficácia desse exame não seja 100% segura.

MEUS COMENTÁRIOS

O aumento do número de câncer entre os infectados com hepatite é consequência direta da falta de políticas de detecção.

Se nos Estados Unidos, onde aproximadamente a metade dos infectados já foi diagnosticado, onde mais de oitocentos mil infectados com hepatite C já receberam tratamento (de um total de 3,5 milhões de infectados) imaginemos o que pode estar acontecendo em países onde mais de 90% dos infectados ainda não foram diagnosticados e não sabem que estão evoluindo para a cirrose, o câncer e a morte, imaginem quais serão as verdadeiras taxas de mortes causadas pelo câncer de fígado em tais países.

Os que vivemos o dia a dia sabemos muito bem que quando alguém morre de cirrose ou câncer de fígado não se faz uma autópsia completa e, no atestado de óbito em geral é colocado que morreu por infecção generalizada, ou tristemente colocam que foi por cirrose alcoólica. Até colocam isso em pessoas que nunca colocaram um copo na boca, mas por ser o mais fácil e perante a falta crônica de recursos nos hospitais públicos é assim mesmo que sucede, maquiando as estatísticas.

Ou todos os países responsáveis com a saúde da população, Brasil inclusive, iniciam uma campanha agressiva de diagnósticos para as hepatites B e C, ou o custo social será trágico. Um a cada quatro infectados com as hepatites B e C se não diagnosticado morre em média aos 56 anos de idade. A perda é de 17 anos de vida.

A revista "A Cancer Journal for Clinicians" abriu o artigo completo, podendo ser encontrado em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.3322/caac.20141/full

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Cancers with increasing incidence trends in the United States: 1999 through 2008 - Edgar P. Simard, Elizabeth M. Ward, Rebecca Siegel, Ahmedin Jemal - Article first published online: 4 JAN 2012 - A Cancer Journal for Clinicians (2012); doi: 10.3322/caac.20141


Carlos Varaldo



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16/01/2012


¡Preocupante! - Casos de cáncer de hígado doblan en 10 años


Mientras disminuyen los casos de cáncer de pulmón, mama y próstata aumentan los casos de cáncer de hígado, riñón, páncreas y tiroides.

La pesquisa, publicada en "A Cancer Journal for Clinician" analizó las muertes causadas por cáncer en Estados Unidos entre los años de 1999 y 2008 encontrando que en 1998 eran registradas 2,3 muertes a cada 1000.000 habitantes, pasando para 1,2 muertes a cada 100.000 habitantes en 2008. La reducción de las muertes por cáncer se debe a la reducción en un 40% de las muertes por cáncer de pulmón y 34% de las muertes por cáncer de mama.

Pero el mismo estudio alerta para un aumento alarmante del número de muertes causadas por otros canceres.

La hepatitis C fue identificada como la causa principal de cáncer en el hígado, en especial en las personas con edad entre 55 y 64 años, consecuencia del envejecimiento de personas infectadas en las décadas de 70 y 80 y que ahora están llegando, por la progresión natural de la enfermedad al momento en el que el riesgo de cáncer se manifiesta.

Otras causas de cáncer de hígado en Estados Unidos son el consumo excesivo de bebidas alcohólicas (en disminución en el número de casos) y la obesidad, donde los casos de cáncer están aumentando.

Las tasas de supervivencia después del diagnostico del cáncer de hígado están aumentando. Entre 1992 y 1995 eran del 12,5% después de cinco años del diagnostico, pasando para una supervivencia del 26,9% cuando el cáncer fue diagnosticado entre 2000 y 2007. La tendencia para una mayor supervivencia después del diagnostico puede ser atribuida al impacto de la vigilancia entre los grupos de alto riesgo y a mejores resultados asociados con el trasplante de hígado y la resección precoz de los tumores cuando el diagnostico acontece en las fases iniciales del cáncer.

La hepatitis B es altamente cancerígena, pero campañas de vacunación están logrando disminuir el número de nuevos infectados con o cual deben disminuir los problemas, un panorama alentador. Además, actualmente existen medicamentos que consiguen controlar efectivamente la hepatitis B reduciendo la posibilidad de evolucionar para el cáncer.

Para disminuir la posibilidad de desarrollar cáncer campañas para evitar el uso de bebidas alcohólicas, el tabaco y mantener un cuerpo saludable, dentro del peso y, practicando actividades físicas deberían ser implementadas entre los individuos diagnosticados con las hepatitis B y C.

Personas con alto riesgo de desarrollar cáncer, como los individuos con cirrosis o elevada fibrosis causada por las hepatitis B y C deberían ser rastreados a cada seis meses a través de ultrasonido, aunque la eficacia de ese examen no sea 100% segura.

MIS COMENTARIOS

El aumento del número de cáncer entre los infectados con hepatitis es consecuencia directa de la falta de políticas de detección.

Si en Estados Unidos, donde aproximadamente la mitad de los infectados ya fue diagnosticado, donde más de ochocientos mil infectados con hepatitis C ya recibieron tratamiento (de un total de 3,5 millones de infectados) imaginemos lo que puede estar aconteciendo en países donde más del 90% de los infectados aún no fueron diagnosticados y no saben que están evolucionando para la cirrosis, el cáncer y la muerte, imaginen cuales serán las verdaderas tasas de muertes causadas por el cáncer de hígado en tales países.

Los que vivimos el día a día sabemos muy bien que cuando alguien muere de cirrosis o cáncer de hígado no se hace una autopsia completa y, en el atestado de óbito en general es colocado que murió por infección generalizada, o tristemente colocan que fue por cirrosis alcohólica. Hasta colocan eso en personas que nunca pusieron un vaso en la boca, pero por ser lo más fácil y delante la falta crónica de recursos en los hospitales públicos es así que sucede, maquillando las estadísticas.

O todos los países responsables con la salud de la población, Brasil incluso, inician una campaña agresiva de diagnósticos para las hepatitis B y C, o el costo social será trágico. Un a cada cuatro infectados con las hepatitis B y C se no diagnosticado muere en media a los 56 años de edad. La pérdida es de 17 años de vida.

La revista "A Cancer Journal for Clinicians" abrió o artículo completo, pudiendo ser encontrado en: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.3322/caac.20141/full

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Cancers with increasing incidence trends in the United States: 1999 through 2008 - Edgar P. Simard, Elizabeth M. Ward, Rebecca Siegel, Ahmedin Jemal - Article first published online: 4 JAN 2012 - A Cancer Journal for Clinicians (2012); doi: 10.3322/caac.20141


Carlos Varaldo



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Last updated 13.1.2012