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13/07/2009


NEXAVAR - Para o tratamento de câncer no fígado foi aprovado no Brasil


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) acaba de aprovar o uso do Nexavar@ (tosilato de sorafenibe - da Bayer Schering Pharma) para o tratamento do câncer de fígado. A aprovação foi baseada nos resultados de um estudo clínico mundial com mais de 600 pacientes com câncer de fígado avançado e que revelou um aumento de 44% da sobrevida, dando alguns meses de esperança aos que estão aguardando um transplante de fígado. O câncer de fígado é o quinto tipo de câncer mais freqüente no mundo e é a complicação mais grave da cirrose hepática. Até hoje, não havia opção de tratamento para os casos mais graves.

O medicamento de uso oral é uma terapia-alvo (age diretamente nas células doentes, preservando as sadias) aprovada em mais de 60 países para o tratamento de tumores renais. Após mais de 30 anos e centenas de estudos clínicos com outras drogas, o tosilato de sorafenibe é o primeiro tratamento a demonstrar resultados efetivos contra o câncer de fígado, o quinto tipo mais freqüente no mundo e a terceira causa de morte por câncer, levando a mais de 500 mil mortes por ano.

No Brasil, estima-se que sejam feitos entre 2 e 3 mil diagnósticos da doença por ano. Segundo especialistas, até hoje existiam poucas e ineficazes opções de tratamento sistêmico para este tipo de câncer, pois nenhuma droga apresentava benefícios comprovados para o seu controle. "Isso acontece porque cerca de 95% dos pacientes com câncer de fígado tem cirrose hepática concomitantemente e a quimioterapia convencional se tornava muito agressiva", afirma a gastroenterologista Luciana Kikuchi, Médica Assistente e Coordenadora do Ambulatório de Oncologia Hepática do Serviço de Gastroenterologia Clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A especialista explica que quando o paciente descobre a doença por causa de sintomas relacionados ao tumor, como dor e emagrecimento, geralmente o câncer de fígado já está em um estagio avançado. "Por isso recomendamos a todos os pacientes com cirrose hepática que realizem ultrassonografia de abdome pelo menos uma vez ao ano, pois desta forma o diagnóstico pode ser feito em uma fase precoce, quando há opções de tratamento curativo", completa.

Estudos com o tosilato de sorafenibe trazem nova esperança para pacientes e médicos. "É a primeira terapia que efetivamente demonstrou prolongar a sobrevida dos pacientes com carcinoma hepatocelular", afirma o hepatologista Fábio Marinho, médico do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco e do Hospital da Beneficência Portuguesa de Pernambuco. Os estudos também demonstram maior tolerabilidade e poucos efeitos adversos, o que contribui para a melhor qualidade de vida do paciente e facilidade de adesão ao tratamento. "A substância foi capaz de impedir a formação de novos vasos que alimentariam o tumor, além de inibir a sua proliferação", informa.

A aprovação da ANVISA foi baseada no SHARP (Sorafenib HCC Assessment Randomized Protocol), estudo clínico de fase III que envolveu 602 pacientes com carcinoma hepatocelular avançado (sem indicação para tratamento cirúrgico ou quimioembolização) de diversos centros de pesquisas mundiais, inclusive no Brasil. Os resultados, publicados na revista científica New England Journal of Medicine (NEJM), demonstraram que os pacientes tratados com o medicamento tiveram aumento da taxa de sobrevida global em 44%, quase três meses a mais do que naqueles que não receberam a substância (média de 10,7 meses versus 7,9 meses do grupo placebo). Além do Brasil, diversas agências regulatórias internacionais como o FDA (Food and Drug Administration), nos Estados Unidos, e o EMEA (European Medicines Agency), na Europa, também aprovaram o uso de Nexavar® para o tratamento do carcinoma hepatocelular.

Outro estudo clínico de fase III (Randomized Phase III Trial of Sorafenib versus Placebo in Asian Patients With Advanced Hepatocellular Carcinoma), também comprovou a eficácia da terapia-alvo em 226 pacientes da região Ásia-Pacífico. Os resultados demonstraram que o medicamento reduziu em 43% o risco de progressão do carcinoma hepatocelular e em 32% o risco de morte. A sobrevida global dos pacientes tratados com o tosilato de sorafenibe foi de 6,5 meses versus 4,2 meses para os que não receberam a substância. Este tipo de câncer é comum na região asiática devido à alta incidência de infecções por hepatite B crônica, doença que atinge 275 milhões de pessoas naquela área.

Incidência do câncer no fígado

O carcinoma hepatocelular é a complicação mais grave e freqüente dos portadores de cirrose, com uma prevalência de 5% nos pacientes assintomáticos e de 15 a 20% naqueles com descompensação da cirrose. Este é o quinto tipo de câncer mais prevalente no mundo, com 5,6% da incidência global. O câncer de fígado é três vezes mais freqüente no homem do que na mulher e a idade média dos pacientes é de 50 anos.

Principais sintomas

Mal-estar, dor abdominal, distensão abdominal, perda de apetite, anorexia, emagrecimento, icterícia (pele e olhos amarelados) e ascite (acúmulo anormal de líquido no abdome ou "barriga d'água").

Diagnóstico

Exames laboratoriais, ultrassonografias, tomografias, ressonância magnética, angiografias e outros.

Tratamento

Estima-se que apenas 20% a 30% dos pacientes com diagnóstico de câncer de fígado são candidatos à cirurgia ou transplante do órgão, considerados os procedimentos mais eficazes para a cura da doença. A ANVISA acaba de aprovar o uso do medicamento Nexavar® (tosilato de sorafenibe) para o tratamento do carcinoma hepatocelular que não pode ser ressecado, em pacientes que se encontram aguardando um transplante de fígado.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


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13/07/2009


NEXAVAR - Para el tratamiento de cáncer en el hígado fue aprobado en Brasil


La Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria de Brasil (ANVISA) acaba de aprobar el uso del Nexavar@ (tosilato de sorafenibe - de la Bayer Schering Pharma) para el tratamiento del cáncer de hígado. La aprobación fue fundada en los resultados de un estudio clínico mundial con más de 600 pacientes con cáncer de hígado avanzado y que reveló un aumento del 44% de la sobrevivencia, dando algunos meses de esperanza a los que se encuentran aguardando un transplante de hígado. El cáncer de hígado es el quinto tipo de cáncer más frecuente en el mundo y es la complicación más grave de la cirrosis hepática. Hasta hoy, no había opción de tratamiento para los casos más graves.

El medicamento de uso oral es una terapia-blanco (actúa directamente en las células enfermas, preservando las sanas) aprobada en más de 60 países para el tratamiento de tumores renales. Después más de 30 años y cientos de estudios clínicos con otras drogas, el tosilato de sorafenibe es el primer tratamiento a demostrar resultados efectivos contra el cáncer de hígado, el quinto tipo más frecuente en el mundo y la tercera causa de muerte por cáncer, llevando a más de 500 mil muertes por año.

En Brasil, estimase que sean realizados entre 2 y 3 mil diagnósticos de la enfermedad por año. Según especialistas, hasta hoy existían pocas e ineficaces opciones de tratamiento sistémico para este tipo de cáncer, pues ninguna droga presentaba beneficios comprobados para su control. "Eso acontece porque cerca del 95% de los pacientes con cáncer de hígado tiene cirrosis hepático concomitantemente y la quimioterapia convencional se volvía muy agresiva", afirma la gastroenteróloga Luciana Kikuchi, Médica Asistente y Coordinadora del Ambulatorio de Oncología Hepática del Servicio de Gastroenterología Clínica del Hospital de las Clínicas de la Facultad de Medicina de la USP.

La especialista explica que cuando el paciente descubre la enfermedad a causa de síntomas relacionados al tumor, como dolor y adelgazamiento, generalmente el cáncer de hígado ya está en un estadio avanzado. "Por eso recomendamos a todos los pacientes con cirrosis hepático que realicen ecografía de abdomen por lo menos una vez al año, pues de esta forma el diagnóstico puede ser realizado en una fase precoz, cuando hay opciones de tratamiento curativo", completa.

Estudios con el tosilato de sorafenibe traen nueva esperanza para pacientes y médicos. "Es la primera terapia que efectivamente demostró prolongar a sobrevivencia de los pacientes con carcinoma hepatocelular", afirma el Hepatologista Fabio Marino, médico del Hospital de las Clínicas de la Universidad Federal de Pernambuco y del Hospital de la Beneficencia Portuguesa de Pernambuco. Los estudios también demuestran mayor tolerabilidad y pocos efectos adversos, lo que contribuye para la mejor calidad de vida del paciente y facilidad de adhesión al tratamiento. "La substancia fue capaz de impedir la formación de nuevos vasos que alimentarían el tumor, allende inhibir su proliferación", informa.

La aprobación de la ANVISA fue basada en el Sharp (Sorafenib HCC Assessment Randomized Protocol), estudio clínico de fase III que involucró 602 pacientes con carcinoma hepatocelular avanzado (sin indicación para tratamiento quirúrgico o quimioembolización) de diversos centros de investigaciones mundiales, incluso en Brasil. Los resultados, publicados en la revista científica New England Journal of Medicine (NEJM), demostraron que los pacientes tratados con el medicamento tuvieron aumento de la tasa de sobrevivencia global en un 44%, casi tres meses a más que en aquéllos que no recibieron la substancia (media de 10,7 meses versus 7,9 meses del grupo placebo). Además de Brasil, diversas agencias regulatorias internacionales como el FDA (Food and Drug Administration), en Estados Unidos, y el EMEA (European Medicines Agency), en Europa, también aprobaron el uso de Nexavar® para el tratamiento del carcinoma hepatocelular.

Otro estudio clínico de fase III (Randomized Phase III Trial of Sorafenib versus Placebo in Asian Patients With Advanced Hepatocellular Carcinoma), también comprobó la eficacia de la terapia-blanco en 226 pacientes de la región Asia-Pacífico. Los resultados demostraron que el medicamento redujo en un 43% el riesgo de progresión del carcinoma hepatocelular y en un 32% el riesgo de muerte. La sobrevida global de los pacientes tratados con el tosilato de sorafenibe fue de 6,5 meses versus 4,2 meses para los que no recibieron la substancia. Este tipo de cáncer es común en la región asiática debido a la alta incidencia de infecciones por hepatitis B crónica, enfermedad que alcanza 275 millones de personas en aquella área.

Incidencia del cáncer en el hígado

El carcinoma hepatocelular es la complicación más grave y frecuente de los portadores de cirrosis, con una superioridad del 5% en los pacientes asintomáticos y de 15 a 20% en aquéllos con descompensación de la cirrosis. Éste es el quinto tipo de cáncer más prevalente en el mundo, con 5,6% de la incidencia global. El cáncer de hígado es tres veces más frecuente en el hombre que en la mujer y la edad media de los pacientes es de 50 años.

Principales síntomas

Malestar, dolor abdominal, distensión abdominal, pérdida de apetito, anorexia, adelgazamiento, ictericia (piel y ojos amarillentos) y ascitis (acumulación anormal de líquido en el abdomen o "barriga de agua").

Diagnóstico

Exámenes de laboratorio, ecografías, tomografías, resonancia magnética, angiografías y otros.

Tratamiento

Estimase que apenas 20% a 30% de los pacientes con diagnóstico de cáncer de hígado son candidatos a la cirugía o trasplante del órgano, considerados los procedimientos más eficaces para la cura de la enfermedad. La ANVISA acaba de aprobar el uso del medicamento Nexavar® (tosilato de sorafenibe) para el tratamiento del carcinoma hepatocelular no resecable, en pacientes que se encuentran aguardando un transplante de hígado.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo


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Last updated 10.7.2009