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Carga Viral Negativa é igual a Carga Viral Indetectável?

26/08/2013

Existem dois métodos de PCR, o quantitativo e o qualitativo para determinar a presença do vírus da hepatite C no organismo. No qualitativo o resultado e simplesmente dado como "positivo" ou "negativo", em alguns casos aparece como "indetectável".

No teste quantitativo o resultado quando positivo é expresso por um número que mostra a quantidade de unidades internacionais do vírus encontradas em 1 mililitro de sangue, o número do resultado é seguido de: IU/ml.

Mas todo teste PCR, seja o qualitativo ou o quantitativo necessita de uma quantidade mínima de unidades virais para conseguir detectar o vírus, é a chamada sensibilidade do teste.

Existem diferentes marcas comerciais de testes e cada uma delas apresenta uma sensibilidade diferente, valor esse que sempre deve constar no resultado do exame para que seja possível se conseguir fazer uma boa interpretação.

Entre os testes atualmente mais empregados existem testes com sensibilidade de 15 IU/ml e de 25 IU/ml.

Então, se a carga viral se encontra acima desses valores o resultado é "positivo", isto é, o vírus se encontra no organismo do paciente. Mas se o resultado é "negativo" ou "indetectável" não existe segurança para se afirmar que o paciente está curado da hepatite C, pois poderá existir entre uma unidade do vírus e o mínimo necessário para o teste o encontrar, que podem ser 15 ou 25 dependendo da sensibilidade do teste empregado.

É por esse motivo que ao finalizar o tratamento deve se aguardar seis meses para realizar uma carga viral para então confirmar o resultado do tratamento. Se o resultado após esses seis meses continua "negativo" ou "indetectável" então se considera que o paciente conseguiu a resposta sustentada, que é considerada a cura da hepatite C.

Devido a rápida replicação do vírus da hepatite C esses seis meses são mais que suficientes para, que caso um vírus, tenha ficado no organismo tenha condições suficientes para se multiplicar e for novamente detectado quando da realização da carga viral. Nesses casos o tratamento não conseguiu o sucesso esperado e o paciente recidivou, continuando infectado com o vírus da hepatite C.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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