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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

06/11/2006


Carga Viral abaixo de 400.000 é excelente prognostico de cura da hepatite C


A carga viral na hepatite C tem por função monitorar o tratamento (lamentavelmente alguns médicos ainda pensam erroneamente que ela serve para avaliar a gravidade da doença) servindo também, conforme novos estudos atestam, como um valor prognostico sobre a possibilidade de sucesso com o tratamento, para poder calcular a duração do tratamento e, ainda, calcular a possibilidade de recivida do vírus após o tratamento.

Até recentemente se estimava que o valor de 800.000 UI/ML era o limite para definir um paciente com carga viral alta ou baixa, conforme ele se estivesse abaixo ou acima deste valor. Novos estudos mostram que este não é um valor confiável para decidir sobre a decisão do tratamento e estimar a possibilidade de sucesso.

Estudo realizado na Alemanha e apresentado no ultimo sábado no 57° AASLD demonstra que a carga viral não somente pode mostrar a possibilidade de sucesso com o tratamento como também pode estimar antecipadamente qual será a possibilidade de recivida do vírus em determinado paciente.

No estudo foram incluídos 455 pacientes de 13 centros médicos da Alemanha, todos infectados com o genótipo 1 e que foram tratados com Pegasys 180 mcg por semana e 800 mg por dia de Ribavirina. 230 pacientes foram tratados por 48 semanas e 225 durante 72 semanas.

Os pacientes com carga viral antes do tratamento abaixo de 400.000 conseguiram uma resposta sustentada de 70% e os que apresentavam uma carga viral acima de 400.000 antes do tratamento conseguiram uma resposta sustentada de 46%.

Se fosse usado o criterio anterior para identificar pacientes com baixa ou alta carga viral se utilizando as 800.000 UI/ML os que se encontravam abaixo deste valor conseguiram 58% de resposta sustentada contra 45% dos que se encontravam acima dele.

Analisando os pacientes tratados por 72 semanas, o valor da carga viral de 400.000 UI/ML servia perfeitamente como valor prognostico já que 66% dos que se encontravam abaixo dela conseguiram a resposta sustentada contra 48% dos que se encontrava acima. Ao se utilizar o valor da carga viral de 800.000 UI/ML estes mesmos percentuais eram de 57% e de 48%.

Em relação ao numero de pacientes que recidivam o vírus após acabar o tratamento negativados as diferenças são ainda maiores. No grupo de 400.000 UI/ML tratado por 72 semanas a recidiva foi observada em 6% dos que se encontravam por baixo da carga viral e em 29% dos que se encontravam acima. Ao se considerar uma carga viral de 800.000 UI/ML como limite a recidiva era de 17% nos que estavam abaixo do valor e de 29% nos que estavam acima dele.

No grupo de 800.000 UI/ML tratado por 48 semanas a recidiva foi observada em 15% dos que se encontravam por baixo da carga viral e em 36% dos que se encontravam acima. Ao se considerar uma carga viral de 800.000 UI/ML como limite a recidiva era de 24% nos que estavam abaixo do valor e de 36% nos que estavam acima dele.

Concluem os autores que na carga viral o valor de 400.000 UI/ML possui um poder estatístico muito superior para prognosticar a possibilidade de cura de um paciente e, ainda, estimar a possibilidade de recidiva do vírus após um tratamento aparentemente bem sucedido nos pacientes infectados com o genótipo 1 do vírus da hepatite C.

MEU COMENTÁRIO:

É altamente desanimador e em muitos casos frustrante, causando profunda depressão, não conseguir a cura após um sofrido tratamento ou, ainda pior, quando após completar o tratamento negativado, o PCR dos seis meses após o tratamento aparece novamente com o vírus detectado.

O tratamento do genótipo 1 da hepatite C apresenta resultados medíocres e menos da metade dos tratados conseguem sucesso. Em geral o paciente entra no tratamento com pouca informação por parte do médico quanto a sua real possibilidade de cura. Não logrando a cura aparece a desilusão.

A importância deste estudo, ao qual pessoalmente bato palmas, conseguira informar ao paciente antes de iniciar o tratamento que sua possibilidade de cura será maior ou menor dependendo da carga viral que existir antes do inicio do tratamento. Ainda, finalizado o tratamento e estando negativo, ele poderá ser informado que ainda existe um determinado percentual de possibilidades de recidiva do vírus.

São dados que em nada irão mudar o resultado final, mas um paciente ciente da sua real possibilidade, informado corretamente, terá uma reação muito menos negativa caso não consiga a cura da doença, permanecendo então com um aspecto emocional em melhor estado.

O individuo que se encontra do outro lado da mesa do médico pode estar lá a procura da cura da hepatite C, mas o médico não deve enxergar só uma "caixinha" com vírus, ele deve ser suficientemente sensível para ver um ser humano integral, complexo, o qual, dependendo das expectativas e resultados passará a ter uma qualidade de vida melhorada ou piorada, conforme o resultado final. Neste sentido não é só o tratamento que deve ser estimado e sim a informação que será fornecida para preparar psicologicamente o paciente para um eventual fracasso do tratamento.

A informação é um dos melhores medicamentos que já foram inventados. Pena que muitas vezes ela não seja empregada!

Finalizando, a boa notícia desta pesquisa é que fica comprovado que a menor carga viral antes do tratamento a possibilidade de cura e muito superior, vemos então que quando chegarem ao mercado os inibidores de proteases, os quais têm a particularidade de baixar a carga viral a níveis próximos de zero, a resposta ao tratamento será infinitamente maior. Afortunadamente as pesquisas dos inibidores estão adiantadas e falta muito pouco para eles chegarem ao mercado.

Fonte:
T Berg, M von Wagner, H Hinrichsen, and others. Definition of a pre-treatment viral load cut-off for an optimized prediction of treatment outcome in patients with genotype 1 infection receiving either 48 or 72 weeks of peginterferon alfa-2a plus ribavirin. 57th AASLD. October 27-31, 2006. Boston, MA. Abstract 350.
Centros médicos partcipantes:
Charite, Berlin, Germany, Universitätskliniken des Saarlandes, Homburg, Germany; Christian-Albrecht-Universität, Kiel, Germany, Heinrich-Heine-Universität, Düsseldorf, Germany; Universitätsklinik Eppendorf, Hamburg, Germany; Universität zu Köln, Köln, Germany; Medizinische Universitätsklinik, Freiburg, Germany; Klinikum Grosshadern, München, Germany; Medizinische Universitätsklinik, Bochum, Germany; Universitätsklinik Heidelberg, Heidelberg, Germany; Klinikum der Universität Würzburg, Würzburg, Germany; Medizinische Einrichtung der Rh. Fr. Wilhelms Universität Bonn, Bonn, Germany; Roche Grenzach, Grenzach, Germany.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
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06/11/2006


Carga Viral abajo de 400.000 es excelente pronóstico de cura de la Hepatitis C


La carga viral en la Hepatitis C tiene por función monitorizar el tratamiento (lamentablemente algunos médicos todavía piensan erróneamente que ella sirve para evaluar la gravedad de la enfermedad) sirviendo también, conforme nuevos estudios testifican, como un valor pronostico sobre la posibilidad de suceso con el tratamiento, para poder calcular la duración del tratamiento y, aún, calcular la posibilidad de replicación del virus después del tratamiento.

Hasta recientemente se estimaba que el valor de 800.000 UI/ml era el límite para definir un paciente con carga viral alta o baja, conforme él estuviese abajo o arriba de este valor. Nuevos estudios muestran que éste no es un valor confiable para decidir sobre la decisión del tratamiento y estimar la posibilidad de suceso.

Estudio realizado en Alemania y presentado el ultimo sábado en el 57° AASLD demuestra que la carga viral no solamente puede mostrar la posibilidad de suceso con el tratamiento como también puede estimar anticipadamente cual será la posibilidad de replicación del virus en determinado paciente.

En el estudio fueron incluidos 455 pacientes de 13 centros médicos de Alemania, todos infectados con el genotipo 1 y que fueron tratados con Pegasys 180 mcg por semana y 800 mg por día de Ribavirina. 230 pacientes fueron tratados por 48 semanas y 225 durante 72 semanas.

Los pacientes con carga viral antes del tratamiento abajo de 400.000 consiguieron una respuesta sostenida del 70% y los que presentaban una carga viral arriba de 400.000 antes del tratamiento consiguieron una respuesta sostenida del 46%.

Si fuese usado el valor de referencia de 800.000 UI/ml para identificar pacientes con baja o alta carga viral los que se encontraban abajo de este valor consiguieron 58% de respuesta sostenida contra 45% de los que se encontraban arriba de él.

Analizando los pacientes tratados por 72 semanas, el valor de la carga viral de 400.000 UI/ml servía perfectamente como valor pronostico ya que 66% de los que se encontraban abajo de ella consiguieron la respuesta sostenida contra 48% de los que se encontraba arriba. Al se utilizar el valor de la carga viral de 800.000 UI/ml estos mismos porcentuales eran del 57% y del 48%.

Con relación al número de pacientes que replicaron el virus después de acabar el tratamiento negativados las diferencias son todavía mayores. En el grupo de 400.000 UI/ml tratado por 72 semanas la replicación fue observada en un 6% de los que se encontraban por bajo de la carga viral y en un 29% de los que se encontraban arriba. Al se considerar una carga viral de 800.000 UI/ml como límite la replicación era del 17% en los que estaban abajo del valor y del 29% en los que estaban arriba de él.

En el grupo de 800.000 UI/ml tratado por 48 semanas la replicación fue observada en un 15% de los que se encontraban por bajo de la carga viral y en un 36% de los que se encontraban arriba. Al se considerar una carga viral de 800.000 UI/ml como límite la replicación era del 24% en los que estaban abajo del valor y del 36% en los que estaban arriba de él.

Concluyen los autores que en la carga viral el valor de 400.000 UI/ml posee un poder estadístico muy superior para pronosticar la posibilidad de cura de un paciente y, aún, estimar la posibilidad de replicación del virus después de un tratamiento aparentemente bien sucedido en los pacientes infectados con el genotipo 1 del virus de la Hepatitis C.

MI COMENTARIO:

Es altamente frustrante, causando profunda depresión, no conseguir la cura después de un sufrido tratamiento o, aún peor, cuando después de completar el tratamiento negativado, el PCR de los seis meses después el tratamiento aparece nuevamente con el virus detectado.

El tratamiento del genotipo 1 de la Hepatitis C presenta resultados mediocres y menos de la mitad de los tratados consiguen suceso. En general el paciente entra en el tratamiento con poca información por parte del médico en cuanto su real posibilidad de cura. Al no conseguir la cura aparece la desilusión.

La importancia de este estudio, al cual personalmente aplaudo, es que se lograra informar al paciente antes de iniciar el tratamiento que su posibilidad de cura será mayor o menor dependiendo de la carga viral que existir antes del inicio del tratamiento. Aún, finalizado el tratamiento y estando negativo, podrá ser informado que todavía existe un determinado porcentual de posibilidades de replicación del virus.

Son datos que en nada irán a alterar el resultado final, pero un paciente conciente de su real posibilidad, informado correctamente, tendrá una reacción bien menos negativa caso no consiga la cura de la enfermedad, permaneciendo entonces con un aspecto emocional en mejor estado.

El individuo que se encuentra del otro lado de la mesa del médico puede estar allá a la busca de la cura de la Hepatitis C, pero el médico no debe ver solo una "cajita" con virus, debe ser suficientemente sensible para ver un ser humano integral, complejo, el cual, dependiendo de las expectativas y resultados pasará a tener una calidad de vida mejorada o desmejorada, conforme el resultado final. En este sentido no es solo el tratamiento que debe ser estimado y sí la información que será suministrada para preparar psicológicamente el paciente para un eventual fracaso del tratamiento.

La información es uno de los mejores medicamentos que ya fueron inventados. ¡Pena qué muchas veces ella no sea utilizada!

Finalizando, la buena noticia de esta pesquisa es que se queda comprobado que a menor carga viral antes del tratamiento la posibilidad de cura es superior, vemos entonces que cuando lleguen al mercado los inhibidores de proteasis, quiénes tienen la particularidad de bajar la carga viral a niveles próximos de cero, la respuesta al tratamiento será infinitamente mayor. Afortunadamente las pesquisas de los inhibidores están adelantadas y falta poco tiempo para ellos lleguen al mercado.

Fuente:
T Berg, M von Wagner, H Hinrichsen, and others. Definition of a pre-treatment viral load cut-off for an optimized prediction of treatment outcome in patients with genotype 1 infection receiving either 48 or 72 weeks of peginterferon alfa-2a plus ribavirin. 57th AASLD. October 27-31, 2006. Boston, MA. Abstract 350.
Centros médicos partcipantes:
Charite, Berlin, Germany, Universitätskliniken des Saarlandes, Homburg, Germany; Christian-Albrecht-Universität, Kiel, Germany, Heinrich-Heine-Universität, Düsseldorf, Germany; Universitätsklinik Eppendorf, Hamburg, Germany; Universität zu Köln, Köln, Germany; Medizinische Universitätsklinik, Freiburg, Germany; Klinikum Grosshadern, München, Germany; Medizinische Universitätsklinik, Bochum, Germany; Universitätsklinik Heidelberg, Heidelberg, Germany; Klinikum der Universität Würzburg, Würzburg, Germany; Medizinische Einrichtung der Rh. Fr. Wilhelms Universität Bonn, Bonn, Germany; Roche Grenzach, Grenzach, Germany.


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 4.11.2006