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21/09/2009


Pacientes com cirrose correm riscos ao dirigir veículos automotores


A revista Hepatology publica um estudo que demonstra que indivíduos com cirrose apresentam maior risco de sofrerem acidentes de transito ao dirigir veículos. O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade da Virginia e o Centro Médico McGuire, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores selecionaram 167 pacientes com cirroses que tivessem um diagnostico de "encefalopatia hepática mínima" no seu histórico. A idade media desses pacientes era de 53 anos e deveriam ter habilitação para dirigir veículos automotores há mais de 36 anos (mais ou menos 11 anos). Os motivos dessa seleção de idade e tempo de habilitação eram necessários para poder realizar comparações com motoristas em geral conforme estatísticas das autoridades de transito.

Para serem incluídos todos foram ainda submetidos a testes psicrométricos para avaliar a velocidade do processo mental, coordenação e atenção. Também foram realizados testes para medir alterações psicológicas. Somente os aprovados foram selecionados.

A "encefalopatia hepática mínima" e uma complicação neurocognitiva associada à cirrose. Segundo os pesquisadores até 80% dos pacientes cirróticos são diagnosticados com eventos de "encefalopatia hepática mínima" o que causa curtos períodos de comprometimentos momentâneos na atenção, inibição na resposta mental ou de movimentos e na velocidade de reação. Os pacientes com "encefalopatia hepática mínima" podem progredir e evoluir para quadros de encefalopatia hepática grave, chegando a estados de perda de funções, perda da consciência, tremores e até o coma, motivo pelo qual todo paciente cirrótico necessita acompanhamento permanente por parte de um profissional especializado.

Os resultados do estudo impressionam, pois entre os pacientes cirróticos que apresentam "encefalopatia hepática mínima" o percentual de envolvimentos em colisões chegou aos 16% ao ano, contra somente 4% do registrado na população como um todo.

Concluem os pesquisadores que os médicos devem alertar os pacientes cirróticos que apresentam um quadro de "encefalopatia hepática mínima" assim como a seus familiares, sobre uma maior possibilidade de acontecerem acidentes de transito ao dirigir veículos automotores.

MEU COMENTÁRIO:

O estudo é mais uma confirmação de quanto está errado o CONCEITO DE HEPATOPATIA GRAVE escrito pela Sociedade Brasileira de Hepatologia por solicitação do Programa Nacional de Hepatites Virais. Fica mais uma vez demonstrado que não é necessário chegar a um valor de MELD 15 (indicação para transplante de fígado), como consta no conceito, para o paciente ter uma serie de limitações na sua vida social e profissional.

É urgente a revisão do CONCEITO DE HEPATOPATIA GRAVE para não mais prejudicar a obtenção de benefícios a quem realmente merece. Por sorte os Tribunais estão dando ganho de causa a todos aqueles pacientes que se sentem prejudicados, obtendo a aposentadoria integral e a isenção do imposto de renda sobre os proventos da aposentadoria, benefícios esses previstos em lei.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
"Minimal Hepatic Encephalopathy is Associated with Motor Vehicle Crashes: The Reality Beyond the Driving Test," Jasmohan S Bajaj, Kia Saeian, Christine M Schubert, Muhammad Hafeezullah, Jose Franco, Rajiv R Varma, Douglas P Gibson, Raymond G Hoffmann, R Todd Stravitz, Douglas M Heuman, Richard K Sterling, Mitchell Shiffman, Allyne Topaz, Sherry Boyett, Debulon Bell, Arun J Sanyal.
Hepatology; Published Online: June 15, 2009 (DOI: 10.1002/hep.23128); Print Issue Date: October 2009. 122457374/abstract


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo


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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!



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21/09/2009


Pacientes con cirrosis corren riesgos al dirigir vehículos automotores


La revista Hepatology publica un estudio que demuestra que individuos con cirrosis presentan mayor riesgo de sufrir accidentes de transito al dirigir vehículos. El estudio fue realizado por investigadores de la Universidad de la Virginia y el Centro Médico McGuire, en Estados Unidos.

Los investigadores seleccionaron 167 pacientes con cirrosis que tuviesen un diagnostico de "encefalopatía hepática mínima" en su histórico. La edad medía de ésos pacientes era de 53 años y deberían tener habilitación para dirigir vehículos automotores hace más de 36 años (más o menos 11 años). Los motivos de esa selección de edad y tiempo de habilitación eran necesarios para poder realizar comparaciones con conductores en general conforme estadísticas de las autoridades de transito.

Para ser incluidos todos fueron aún sometidos a tests psicométricas para evaluar la velocidad del proceso mental, coordinación y atención. También fueron realizados tests para medir alteraciones psicológicas. Solamente los aprobados fueron seleccionados.

La "encefalopatía hepática mínima" es una complicación neurocognitiva asociada a la cirrosis. Según los investigadores hasta 80% de los pacientes cirróticos son diagnosticados con eventos de "encefalopatía hepática mínima" lo que causa cortos períodos de comprometimientos momentáneos en la atención, inhibición en la respuesta mental o de movimientos y en la velocidad de reacción. Los pacientes con "encefalopatía hepática mínima" pueden progresar y evolucionar para cuadros de encefalopatía hepática grave, llegando a estados de pérdida de funciones, pérdida de la conciencia, temblores y hasta el coma, motivo por el cual todo paciente cirrótico necesita acompañamiento permanente por parte de un profesional especializado.

Los resultados del estudio impresionan, pues entre los pacientes cirróticos que presentan "encefalopatía hepática mínima" el porcentual de envolvimientos en colisiones llegó a los 16% al año, contra solamente 4% del registrado en la población como un todo.

Concluyen los investigadores que los médicos deben alertar los pacientes cirróticos que presentan un cuadro de "encefalopatía hepática mínima" así como a sus familiares, sobre una mayor posibilidad de acontecer accidentes de transito al dirigir vehículos automotores.

MI COMENTARIO:

El estudio es más una confirmación de cuanto está equivocado el CONCEPTO DE HEPATOPATÍA GRAVE escrito por la Sociedad Brasileña de Hepatología por solicitación del Programa Nacional de Hepatitis Virales. Queda una vez más demostrado que no es necesario llegar a un valor de MELD 15 (indicación para trasplante de hígado), como consta en el concepto, para el paciente tener una serie de limitaciones en su vida social y profesional.

Es urgente la revisión del CONCEPTO DE HEPATOPATÍA GRAVE para no más perjudicar la obtención de beneficios a quienes realmente merece. Por suerte los Tribunales están dando gaño de causa a todos aquellos pacientes que se sienten perjudicados, obteniendo la jubilación integral y la exención del impuesto a los réditos sobre la jubilación, beneficios esos previstos en ley.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
"Minimal Hepatic Encephalopathy is Associated with Motor Vehicle Crashes: The Reality Beyond the Driving Test," Jasmohan S Bajaj, Kia Saeian, Christine M Schubert, Muhammad Hafeezullah, Jose Franco, Rajiv R Varma, Douglas P Gibson, Raymond G Hoffmann, R Todd Stravitz, Douglas M Heuman, Richard K Sterling, Mitchell Shiffman, Allyne Topaz, Sherry Boyett, Debulon Bell, Arun J Sanyal.
Hepatology; Published Online: June 15, 2009 (DOI: 10.1002/hep.23128); Print Issue Date: October 2009. 122457374/abstract


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo


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Last updated 20.9.2009