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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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21/02/2011


O tratamento da hepatite C em pacientes com cirrose


A progressão da cirrose em indivíduos infectados com hepatite C representa uma probabilidade de aceleração no risco de morte, resultando estrategicamente na possibilidade de tratamento imediato para tentar eliminar o vírus da hepatite C.

Objetivando fazer uma revisão sobre a segurança e eficácia do tratamento da hepatite C em pacientes cirróticos, pesquisadores da Itália e Grécia realizaram um meta-analise de estudos publicados nas principais publicações cientificas (PubMed, MEDLINE, EMBASE, e Cochrane) e diversas apresentações realizadas nos congressos "American Association for the Study of Liver Diseases", "European Association for the Study of the Liver", e o "Asian Pacific Association for the Study of the Liver".

Foram analisados artigos publicados entre os anos de 1990 e 2010, elegendo somente aqueles realizados de forma randomizada, prospectiva observacional, retrospectivo ou meta-analise e que incluíssem pacientes adultos infectados com hepatite C com cirrose comprovada. Um total de 45 trabalhos científicos foi selecionado para realizar a meta-analise.

No total dos trabalhos a taxa de resposta sustentada (cura da hepatite C) encontrada em infectados com cirrose compensada quando tratados com a combinação de interferon peguilado e ribavirina oscilava entre 10% e 44% para os infectados com os genótipos 1 ou 4 e entre 33% a 72% para os infectados com os genótipos 2 ou 3.

Já entre os pacientes com cirrose descompensada a resposta sustentada foi significativamente menor, ficando nos diversos estudos publicados entre 0% e 16% nos infectados com os genótipos 1 ou 4 e entre 44% e 57% nos infectados com os genótipos 2 ou 3.

Os pacientes com cirrose compensada que conseguiram a cura da hepatite C obtiveram uma redução significante na possibilidade de evoluir para a descompensação, diminuíram a possibilidade de câncer no fígado, diminuíram o risco de morte por causas relacionadas ao fígado e em caso de ser transplantados a recorrência da hepatite C após o transplante foi praticamente eliminada.

O tratamento da hepatite C na fase compensada da cirrose em termos de fármaco economia resulta mais rentável que se realizada em pacientes descompensados ou na estratégia de não realizar nenhum tratamento.

Os efeitos colaterais ou adversos no tratamento de cirróticos compensados foram os seguintes: 54% apresentaram dor de cabeça, 38% irritabilidade, 34% fadiga e 30% náusea. Entre os pacientes com cirrose descompensada os efeitos colaterais ou adversos foram os seguintes: 100% apresentaram anorexia (transtorno da alimentação), 59% fadiga, 53% neutropenia (baixa na imunidade) e 50% trombocitopenia (plaquetas baixas durante o tratamento).

Concluem os autores que o tratamento em pacientes cirróticos é menos eficaz que em pacientes que somente apresentam fibrose, mas que naqueles com cirrose que conseguiram eliminar o vírus a redução das complicações relacionadas ao fígado e a melhora na expectativa de vida é significante. Também alertam sobre avaliar os riscos e benefícios no tratamento de pacientes com cirrose descompensada, devido à alta taxa de efeitos colaterais e adversos que poderão acontecer.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
A review of the treatment of chronic hepatitis C virus infection in cirrhosis - Vezali E, Aghemo A, Colombo M. - Clinical Therapeutics - 2010 Dec;32(13):2117-38.


Carlos Varaldo



Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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21/02/2011


El tratamiento de la hepatitis C en pacientes con cirrosis


La progresión del cirrosis en individuos infectados con hepatitis C representa una probabilidad de aceleración en el riesgo de muerte, resultando estratégicamente en la posibilidad de tratamiento inmediato para intentar eliminar el virus de la hepatitis C.

Objetivando hacer una revisión sobre la seguridad y eficacia del tratamiento de la hepatitis C en pacientes cirróticos, investigadores de Italia y Grecia realizaron un meta-analice de estudios publicados en las principales publicaciones científicas (PubMed, MEDLINE, EMBASE, y Cochrane) y diversas presentaciones realizadas en los congresos "American Association for the Study of Liver Diseases", "European Association for the Study of the Liver", y el "Asian Pacific Association for the Study of the Liver".

Fueron analizados artículos publicados entre los años de 1990 y 2010, eligiendo solamente aquéllos realizados de forma randomizada, prospectiva observacional, retrospectivo o meta-analice y que incluyesen pacientes adultos infectados con hepatitis C con cirrosis comprobada. Un total de 45 trabajos científicos fue seleccionado para realizar la meta-analice.

En el total de los trabajos la tasa de respuesta sostenida (cura de la hepatitis C) encontrada en infectados con cirrosis compensado cuando tratados con la combinación de interferón pegilado y ribavirina oscilaba entre 10% y 44% para los infectados con los genotipos 1 ó 4 y entre 33% a 72% para los infectados con los genotipos 2 ó 3.

Ya entre los pacientes con cirrosis descompensada la respuesta sostenida fue significativamente menor, quedándose en los diversos estudios publicados entre 0% y 16% en los infectados con los genotipos 1 ó 4 y entre 44% y 57% en los infectados con los genotipos 2 ó 3.

Los pacientes con cirrosis compensado que consiguieron la cura de la hepatitis C lograron una reducción significante en la posibilidad de evolucionar para a descompensación, disminuyeron la posibilidad de cáncer en el hígado, disminuyeron el riesgo de muerte por causas relacionadas al hígado y en caso de ser trasplantados la recurrencia de la hepatitis C después del trasplante fue prácticamente eliminada.

El tratamiento de la hepatitis C en la fase compensada del cirrosis en relación a fármaco economía resulta más rentable que si realizada en pacientes descompensados o en la estrategia de no realizar ningún tratamiento.

Los efectos secundarios o adversos en el tratamiento de cirróticos compensados fueron los siguientes: 54% presentaron dolor de cabeza, 38% irritabilidad, 34% fatiga y 30% náusea. Entre los pacientes con cirrosis descompensada los efectos secundarios o adversos fueron los siguientes: 100% presentaron anorexia (trastorno de la alimentación), 59% fatiga, 53% neutropenia (baja en la inmunidad) y 50% trombocitopenia (plaquetas bajas durante el tratamiento).

Concluyen los autores que el tratamiento en pacientes cirróticos es menos eficaz que en pacientes que solamente presentan fibrosis, pero que en aquéllos con cirrosis que consiguieron eliminar el virus la reducción de las complicaciones relacionadas al hígado y la mejora en la expectativa de vida es significante. También alertan sobre evaluar los riesgos y beneficios en el tratamiento de pacientes con cirrosis descompensada, debido a la alta tasa de efectos secundarios y adversos que podrán acontecer.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
A review of the treatment of chronic hepatitis C virus infection in cirrhosis - Vezali E, Aghemo A, Colombo M. - Clinical Therapeutics - 2010 Dec;32(13):2117-38.


Carlos Varaldo



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Last updated 19.2.2011