GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
19/09/2005
Recomendações para o acompanhamento de grávidas infectadas com a hepatite C e a transmissão a criança
O Centro de Epidemiologia Pediátrica e Bioestatística do Instituto de Saúde Infantil, sediado em Londres, Inglaterra, realizou um estudo nas diversas publicações em revistas cientificas sobre a transmissão vertical da hepatite C, isto é, mães infectadas que podem transmitir o vírus a seus filhos, objetivando uma padronização das diretrizes e o gerenciamento clinico de mulheres grávidas infectadas com a hepatite C.
A revisão dos critérios foi realizada por especialistas da European Paediatric HCV Network (EPHN). Cada publicação foi avaliada de acordo ao nível de evidencia tentando se obter um consenso.
Embora existam vários fatores de risco na possível transmissão da hepatite C ao filho, nenhum destes pode ser modificado ou alterado na fase da gravidez. Na atualidade não existe nenhuma intervenção disponível para prevenir a transmissão vertical da hepatite C.
Concluem os autores que nenhum procedimento durante o pré-natal deve ser aplicado na gestante infectada. A possibilidade de infecção durante o parto apresenta o mesmo risco seja o parto realizado de forma natural ou por cesariana. A amamentação não deve ser proibida já que não existe comprovação de casos de transmissão da doença pela amamentação. Em mulheres co-infectadas com o HIV/AIDS e a hepatite C devem ser seguidas às recomendações existentes para o HIV.
MEUS COMENTÁRIOS:
Tal qual como a maioria dos estudos conhecidos, mais um conclui que a decisão de uma mãe infectada com a hepatite C engravidar e ter um filho e uma decisão pessoal. Isto porque a possibilidade da criança ser contaminada e pequena, em media de 5%. Em caso de mães co-infectadas com o HIV a possibilidade e muito superior, podendo chegar aos 25 ou 30%. (Atenção: Estes índices de contaminação são validos somente para hepatite C. Não confundir com a hepatite B onde a transmissão vertical e praticamente de 100%).
Deve se atentar ao fato que o teste de detecção na criança somente deve ser feito quando esta completar 18 meses de idade. Realizado antes disto existe uma alta probabilidade de se encontrar um resultado falso-positivo, já que estarão sendo detectados os anticorpos da mãe que ainda existem no organismo da criança.
A amamentação pode ser feita se tomando o cuidado de não existirem ferimentos nos mamilos.
Se um dos parceiros, seja o homem ou a mulher, estiver em tratamento com interferon e ribavirina, ou ainda não se ultrapassou um período superior aos seis meses do final do tratamento, devesse evitar totalmente a gravidez, pois pela ação dos medicamentos poderão acontecer deformações na formação do feto.
Pessoalmente acredito que o problema na hepatite C não é das crianças que eventualmente possam nascer infectadas, pois, quando estas precisem ser submetidas ao tratamento, já estarão na etapa da adolescência ou na fase adulta, daqui a 15 ou 20 anos, quando com certeza a hepatite C já será uma doença que terá medicamentos com resposta terapêutica total, com alta segurança no seu uso.
O problema na hepatite C são os atuais infectados, muitos dos quais já com danos significantes no fígado, para os quais a medicina somente oferece dois medicamentos, ainda com baixa resposta, em muitos casos com poucas possibilidades de cura e ainda com muitíssimos efeitos adversos e colaterais. Muitas vezes estes adultos é que não podem aguardar a chegada dos novos medicamentos em estudo.
Recomendo a toda mulher em idade fértil que discuta com seu médico sobre a gravidez e que coloquem a felicidade como um fator decisivo na eventual realização de um tratamento. Na maioria dos casos o médico vai concordar que é possível se aguardar dois ou três anos, ter a criança e somente depois realizar o tratamento.
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
Tel. 55.21 - 9973.6832 - Fax. 55.21 - 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
19/09/2005
Recomendaciones para el acompañamiento de embarazadas infectadas con la hepatitis C y la transmisión al niño
El Centro de Epidemiología Pediátrica y Bioestadística del Instituto de Salud Infantil, de Londres, Inglaterra, realizó un estudio en las diversas publicaciones en revistas científicas sobre la transmisión vertical de la hepatitis C, esto es, madres infectadas que pueden transmitir el virus a sus hijos, objetivando una estandarización de las directrices y el gerenciamiento clínico de mujeres embarazadas infectadas con la hepatitis C.
La revisión de los criterios fue realizada por especialistas de la European Paediatric HCV Network (EPHN). Cada publicación fue evaluada de acuerdo al nivel de evidencia intentando se obtener un consenso.
Aunque existan varios factores de riesgo en la posible transmisión de la hepatitis C al hijo, ninguno de éstos puede ser modificado o alterado en la fase del embarazo. En la actualidad no existe ninguna intervención disponible para prevenir la transmisión vertical de la hepatitis C.
Concluyen los autores que ningún procedimiento durante la fase prenatal debe ser aplicado en la madre infectada. La posibilidad de infección presenta el mismo riesgo con la realización del parto de forma natural o por cesariana. La lactancia no debe ser prohibida ya que no existe comprobación de casos de transmisión de la enfermedad por la lactancia. En mujeres co-infectadas con el HIV/SIDA y la hepatitis C deben ser seguidas a las recomendaciones existentes para el HIV.
MIS COMENTARIOS:
Tal cual como la mayoría de los estudios conocidos, la decisión de una madre infectada con la hepatitis C preñar y tener un hijo y una decisión personal. Esto porque la posibilidad del niño ser infectado es pequeña, en medía del 5%. En caso de madres co-infectadas con el HIV la posibilidad es muy superior, pudiendo llegar a los 25 ó 30%. (Atención: Estos índices de contaminación son validos solamente para hepatitis C. No confundir con la hepatitis B donde la transmisión vertical es prácticamente del 100%).
Debe se atentar al hecho que la prueba de detección en el niño solamente debe ser realizada cuando complete 18 meses de edad. Realizado antes de este tiempo existe una alta probabilidad de encontrarse un resultado falso-positivo, ya que estarán siendo detectados los anticuerpos de la madre que todavía existen en el organismo del niño.
La lactancia puede ser realizada se tomando el cuidado de no existan heridas en los pezones.
Si uno de los compañeros, sea el hombre o la mujer, se encuentra en tratamiento con interferón y ribavirina, o aún no se ultrapasó un período superior a los seis meses del final del tratamiento, es necesario evitar totalmente el embarazo, pues por la acción de los medicamentos podrán acontecer deformaciones en la formación del feto.
Personalmente creo que el problema en la hepatitis C no es de los niños que eventualmente puedan nacer infectados, pues, cuando estos necesiten ser sometidos al tratamiento ya estarán en la etapa de la adolescencia o en la fase adulta, de aquí a 15 ó 20 años, cuando con certeza la hepatitis C ya será una enfermedad que tendrá remedios con respuesta terapéutica total, con alta seguridad en su uso.
El problema en la hepatitis C son los actuales infectados, muchos de los cuales ya con daños significantes en el hígado, para quiénes la medicina solamente ofrece dos medicamentos, aún con baja respuesta, en muchos casos con pocas posibilidades de cura y aún con muchísimos efectos adversos y colaterales. Muchas veces estos adultos es que no pueden aguardar la llegada de los nuevos fármacos en estudio.
Recomiendo a todas las mujeres que discutan con sus médicos sobre el embarazo y que coloquen la felicidad como un factor decisivo en la eventual realización de un tratamiento. En la mayoría de los casos el médico va a concordar que es posible se aguardar dos o tres años, tener el niño y solamente después realizar el tratamiento.