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Experiência da vida real com os novos medicamentos para tratamento da hepatite C - EASL 2016

25/04/2016

Os chamados medicamentos de ação direta para tratamento da hepatite C de segunda geração, sofosbuvir, simeprevir, daclatasvir e ledipasvir foram estudados de forma retrospectiva para avaliar a eficácia e segurança.

O estudo realizado em um único centro da Alemanha incluiu 207 pacientes que foram tratados:

- 59 com sofosbuvir e ribavirina com ou sem interferon peguilado;

- 78 com sofosbuvir e daclatasvir, com ou sem ribavirina;

- 30 com sofosbuvir e simeprevir, com ou sem ribavirina;

- 40 com sofosbuvir e ledipasvir.

No total dos pacientes 115 eram não respondedores a um tratamento anterior com interferon peguilado. 28% infectados com genótipo 1-a; 42% com genótipo 1-b; 3% com genótipo 2; 20% com genótipo 3; 5% com genótipo 4 e 1% com genótipo 6. 37% dos pacientes tinham cirrose. 16 pacientes foram tratados após o transplante de fígado e 1 após o transplante renal.

No total dos pacientes 93 obtiveram a cura (indetectáveis na semana 12 após o tratamento). Por tratamento a resposta ao tratamento foi:

- 93% dos tratados com sofosbuvir e ribavirina com ou sem interferon peguilado obtiveram a cura;

- 93% dos tratados com sofosbuvir e daclatasvir, com ou sem ribavirina obtiveram a cura;

- 93% dos tratados com sofosbuvir e simeprevir, com ou sem ribavirina obtiveram a cura;

- 90% dos tratados com sofosbuvir e ledipasvir obtiveram a cura.

A cura foi obtida por 87% dos pacientes com cirrose e 92% dos não respondedores a um tratamento anterior com interferon peguilado. Nos pacientes transplantados de fígado a cura foi de 87%. Naqueles que antes do tratamento tinham plaquetas inferior a 100 a cura foi de 84%. Durante o tratamento 4 pacientes foram a óbito por causas não relacionadas aos medicamentos segundo os autores.

Concluem os autores que os novos medicamentos de ação direta livres de interferon para tratamento da hepatite C nas suas diversas combinações são altamente eficazes e seguros, porém são menos efetivos em pacientes com cirrose e especialmente naqueles pacientes com hipertensão portal e contagem de plaquetas abaixo de 100. Em relação à segurança informam que naqueles com cirrose avançada ainda são necessários estudos mais avançados.

MEU COMENTÁRIO

Os resultados são impressionantes, com cura de 93% dos pacientes em 12 semanas de tratamento e com mínimos efeitos colaterais. Hoje em dia a hepatite C dispõe de medicamentos altamente efetivos para seu tratamento.

Mostra ainda que o ideal é tratar precocemente já que ao se chegar a desenvolver cirrose a possibilidade de cura é menor.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
"REAL-LIFE"-EXPERIENCE WITH 2ND GENERATION DIRECT ACTING ANTIVIRAL (DAA) TREATMENT IN HCV PATIENTS (N=207) - Christoph R. Werner, Nisar Malek, Ulrich Lauer, Christoph Berg. - EASL 2016 - Abstract SAT-127


Carlos Varaldo
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