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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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13/11/2005
Mais um estudo comprova a CURA da hepatite C
A apresentação Abstract ID: 66232 do AASLD-2005 que esta acontecendo hoje nos Estados Unidos, mostra que a erradicação do vírus do organismo se dá de forma permanente em mais de 99% dos pacientes que após os seis meses de tratamento continuam indetectáveis (negativos).
Alguns pesquisadores mais céticos questionam se a resposta virológica sustentada, que significa estar indetectável (negativo) aos seis meses após o final do tratamento representa realmente a cura do paciente. Apresentam dois argumentos difíceis de responder, pois se tratam de assuntos muitos novos e que somente serão comprovados com o passar dos anos, com dados estatísticos.
Uma destas colocações é que ainda não existe um método de detecção de um único vírus (por enquanto o exame mais sensível somente consegue detectar mais de 6 UI/ML) e a outra incógnita e que muitos pacientes negativos no exame de sangue apresentam partículas virais no tecido hepático (no fígado). Fica então a dúvida se nestes casos o vírus não poderá se multiplicar a qualquer momento e voltar a ser detectado.
Este estudo, randomizado, fez o seguimento por um longo período de 896 pacientes que apresentaram resposta sustentada e que foram tratados com PEGASYS em vários países, seja em monoterapia (186 pacientes) ou combinado com a ribavirina (710 pacientes) e, considerados negativos ao se realizar o PCR usando o Cobas Amplicor de detecta acima de 50 UI/ml.
Na apresentação deste estudo 120 pacientes já completaram cinco anos de negativados e todos são acompanhados periodicamente com a realização do teste de detecção PCR pelo menos uma vez ao ano.
Dos 186 pacientes tratados em monoterapia com PEGASYS que apresentavam antes do tratamento transaminases elevadas (um outro fator que o estudo tentou estudar sobre a influencia futura na cura definitiva da doença), e foram acompanhados por um período médio de 4,4 anos, somente dois deles voltaram a apresentar um PCR positivo neste período médio.
Dos pacientes que receberam tratamento com PEGASYS e ribavirina, 551 deles apresentavam transaminases elevadas antes do tratamento, sendo que destes, após 3,5 anos de seguimento se observou que cinco deles voltaram a apresentar um resultado positivo no PCR. Dos 72 pacientes que antes do tratamento apresentavam transaminases em níveis normais, nenhum deles teve replicação viral num seguimento que já leva 2,2 anos.
De 87 pacientes co-infectados com o HIV/AIDS e HCV, que receberam a combinação de PEGASYS e ribavirina e que estão sendo acompanhados há 2,2 anos, até o momento nenhum deles apresentou algum resultado positivo.
Podemos assim concluir e afirmar que a CURA DA HEPATITE C existe, sendo permanente para mais de 99% daqueles que aos seis meses após o final do tratamento se encontram negativos ou indetectáveis.
AASLD-2005 - 11 até 14/11/2005 - Abstract ID: 66232
Autores: M. G. Swain, University of Calgary, Calgary, Canada, M. Lai, National Taiwan University Hospital, Taipei, Taiwan, M. L. Shiffman, VCU Medical Center, Richmond, VA, W. G. Cooksley, Royal Brisbane Hospital, Brisbane, Australia, A. Abergel, Hôpital Hotel Dieu, Clermont- Ferrand, France, A. Lin, Hoffmann-La Roche, Inc, Nutley, NJ, E. Connell, Hoffmann-LaRoche Inc., Nutley, NJ, M. Diago , Hospital General Universitario Valencia, Valencia, Spain