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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
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13/02/2006


Hepatite C - A resposta sustentada a longo termo nas diversas opções terapêuticas


A resposta sustentada, isto é, permanecer negativo após os seis meses do final do tratamento é considerado a cura da hepatite C, sendo que no total de pacientes tratados, incluindo aqui todos os genótipos, 56% deles conseguem esta almejada cura.

Por ser a hepatite C uma doença descoberta há somente 16 anos e tratada há menos de uma década, ainda existem poucos estudos que mostrem a sustentabilidade desta cura, principalmente nos pacientes tratados com o interferon peguilado, o ultimo dos medicamentos introduzido no tratamento.

O presente estudo selecionou 187 pacientes, todos apresentando resposta sustentada. A metade (50%) destes tinha curado do genótipo 1, 42% deles dos genótipos 2 e 3 e 8% do genótipo 4. Vinte por cento dos pacientes eram cirróticos.

No total, 12 pacientes tinham recebido tratamento com interferon alfa (convencional) em monoterapia (sem ribavirina). 73 tinham sido tratados com o interferon convencional combinado com a ribavirina e 102 pacientes tratados com o interferon peguilado combinado com a ribavirina

Todos os pacientes foram seguidos durante um período que variava de 12 a 172 meses após o tratamento (de 1 até 14 anos) acompanhado por diversos exames. Nenhum deles voltou a apresentar um resultado positivo no PCR.

O mais importante nos resultados mostrados e que em uma media de vários anos após o tratamento se confirma que a cura da hepatite C realmente existe, tanto na eliminação do vírus como, provavelmente o mais importante, evitar a progressão do dano ao fígado.

Durante o seguimento do estudo, três pacientes apresentaram um resultado PCR positivo, porém, num teste seguinte o resultado voltou a ser negativo, mostrando que muito provavelmente se tratou de um falso positivo.

As transaminases se mantiveram em valores normais em 90% deles e somente dois pacientes apresentaram alguma elevação no resultado da alfafetoproteina. A transaminase ALT/TGO era observada como um valor normal maximo de 45 U/L nos homens e 34 U/L nas mulheres, sendo que somente em 10% dos pacientes se observaram valores maiores, em alguns casos até 262 U/L. Seis desses apresentavam evidencias de doença não alcoólica, um fazia uso abusivo de bebidas alcoólicas, três apresentaram doenças colestaticas.

Em relação à elevação na alfafetoproteina em dois pacientes, a ultra-sonografia mostrou hepatomelagia. Em nenhum dos pacientes com resposta sustentada foi diagnosticado o aparecimento de carcinoma hepatocelular.

Todos os pacientes eram mono infectados, negativos em relação à hepatite B e HIV/AIDS e durante o estudo foram seguidos pelo menos uma vez por ano. 52% dos pacientes eram menores de 40 anos e 48 % acima dos 40. Do total 66 eram mulheres e 121 homens.

O resultado deste estudo confirma outros estudos anteriores demonstrando que a resposta sustentada e mantida de forma definitiva e que nestes pacientes se observa que 93% mantém de forma permanente inalteradas as transaminases, sempre dentro dos valores normais, assim como evita a progressão para o câncer no fígado ou a evolução para uma cirroses descompensada.

Destacam os pesquisadores que devido ao fato do interferon peguilado ser um medicamento recente ainda será necessário se aguardar alguns anos, para que as evidencias demonstradas pelo interferon convencional sejam comprovadas também pelo interferon peguilado.

Por enquanto somente um estudo de grande porte foi realizado (Swain M, Lai MY, Shiffman ML, et al. Durability of sustained virological response (SVR) after treatment with peginterferon alfa 2A (40 kD) (PEGASYS) alone or in combination with ribavirin (Copegus): results of an ongoing long-term follow-up study. Hepatology 2004; 40 (Suppl. 1): 400A; AASLD 2004, Abstract.) o qual fez o seguimento de 845 pacientes com resposta sustentada que utilizaram Pegasys num período de acompanhamento dos pacientes, entre 391 e 1076 dias foi observado que sete pacientes tiveram replicação do vírus (menos de 1%).

Entre os pesquisadores ainda existe muita discussão sobre a cura da hepatite C. Segundo o pensamento da infectologia nas doenças virais, para qualquer uma delas, não pode se empregar a palavra cura, pois cientificamente os anticorpos poderiam algum dia vir a se reativar. Esta reativação poderia ser causada por uma deficiência do sistema imunológico, pela perda imunológica de uma doença como AIDS ou um tratamento quimioterapico, pelo uso de imunossupressores após um transplante ou por uma grave subnutrição, então, opinam estes cientistas que qualquer vírus, até o conhecido sapinho da infância, uma gripe de 20 anos atrás ou, o que for, poderia vir a se manifestar, a replicar.

Pessoalmente acho isto muito bom como informação cientifica, mas um desastre na acepção real da palavra cura no que se refere ao entendimento pelo paciente, pela população em geral, pelo que é entendido pela palavra cura.

Para o paciente estar curado significa que o vírus não ataca mais seu organismo, não destrói os tecidos e órgãos, não ocasiona problemas futuros. Isto é o que podemos chamar de cura clinica. O estado clínico do individuo não apresenta mais problemas nem complicações. É isto é o que interessa a qualquer individuo, saber que o problema foi colocado "a escanteio", que o organismo soube o controlar e que nenhuma manifestação da doença se faz presente. O paciente pode então afirmar "estou curado".

Agora, se daqui a 10, 20 ou 30 anos, sem ter falecido antes por velhice, o destino nos premia com uma doença que nos faça perder o sistema imune e então permite que varias doenças por vírus, das quais estávamos curados, voltem a nos afetar,........ bom, então nesse momento vamos tomar as medidas que sejam necessárias para superar mais este desafio. Mas isto pode acontecer com que percentual de pessoas? Quantas pessoas você conhece que perderam o sistema de defesa do organismo?

Então, por se tratar de uma ínfima possibilidade, por ser uma coisa muito pouco comum, não podemos utilizar isto para nefastamente falar que as doenças por vírus, como é a hepatite C, são doenças incuráveis. Quando um paciente escuta isto de um médico qual será sua reação? Para que vai fazer o tratamento se não existe cura? Será que o médico esta sendo correto ao comunicar desta forma, assustando, tirando a esperança do paciente? Será que não seria melhor fazer uma explicação sobre as diferenças entre a cura clinica (a que realmente interessa ao paciente) e os conceitos da virologia?

O resultado deste estudo, em que alguns pacientes foram acompanhados por 12 anos e que ninguém, no total, teve replicação viral ou apresentou piora no estado do fígado, demonstra claramente que um tratamento bem sucedido é a verdadeira solução do problema. Sem lugar de duvidas, isto é a cura da doença.

É se ainda fica alguma duvida podemos então citar um estudo realizado num grupo de pacientes muito mais complicados, os co-infectados com HIV/AIDS e hepatite C, os quais apresentam uma evolução mais desfavoravel nos danos ao fígado. Já em 2004 a revista Antivir Ther 2004; 9: 987-92 num estudo realizado por Soriano V, Maida I, Nunez M, et al. com o nome de Long-term follow-up of HIV-infectedpatients with chronic hepatitis C vírus infection treated with interferon-based therapies fez o seguimento de 77 pacientes durante 58 meses após se obter a resposta sustentada seis meses após o tratamento da hepatite C sem observar nenhuma replicação, ou elevação das transaminases e nenhum aparecimento de câncer.

Para todos aqueles que conseguiram negativar a noticia e excelente. Para aquela metade dos tratados que por enquanto não conseguiram sucesso a esperança não pode ser perdida, os inibidores de proteases estarão no mercado durante 2008 e a chance de cura então será muito grande.

O presente artigo contem comentários próprios e dados científicos das seguintes fontes:

Aliment Pharmacol Ther 23, 507-511 - 2006 - Journal compilation Blackwell Publishing Ltd - doi:10.1111/j.1365-2036.2006.02785.x - E. FORMANN, P. STEINDL-MUNDA, H. HOFER, W. JESSNER, U. BERGHOLZ, C. GURGUTA & P. FERENCI

Antivir Ther 2004; 9: 987-92 - Soriano V, Maida I, Nunez M, et al. com o nome de Long-term follow-up of HIV-infectedpatients with chronic hepatitis C vírus infection treated with interferon-based therapies

Hepatology 2004; 40 (Suppl. 1): 400A; AASLD 2004, Abstract.) Swain M, Lai MY, Shiffman ML, et al. Durability of sustained virological response (SVR) after treatment with peginterferon alfa 2A (40 kD) (PEGASYS) alone or in combination with ribavirin (Copegus): results of an ongoing long-term follow-up study.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
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13/02/2006


Hepatitis C - La respuesta sostenida a largo plazo en las diversas opciones terapéuticas


La respuesta sostenida, esto es, permanecer negativo después los seis meses del final del tratamiento es considerada la cura de la hepatitis C, siendo que en el total de pacientes tratados, incluyendo aquí todos los genotipos, 56% de ellos consiguen esta anhelada cura.

Por ser la hepatitis C una enfermedad descubierta hace solamente 16 años y tratada hace menos de una década, todavía existen pocos estudios que muestren a efectividad de esta cura, principalmente en los pacientes tratados con el interferón peguilado, el ultimo de los medicamentos introducido en el tratamiento.

El presente estudio seleccionó 187 pacientes, todos presentando respuesta sostenida. La mitad (50%) de éstos había curado del genotipo 1, 42% de ellos de los genotipos 2 y 3 y 8% del genotipo 4. Un veinte por ciento de los pacientes eran cirróticos.

En el total, 12 pacientes habían recibido tratamiento con interferón alfa (convencional) en monoterapia (sin ribavirina). 73 habían sido tratados con el interferón convencional combinado con la ribavirina y 102 pacientes tratados con el interferón peguilado combinado con la ribavirina

Todos los pacientes fueron seguidos durante un período que variaba de 12 a 172 meses después el tratamiento (de 1 hasta 14 años) y acompañados por diverso exámenes. Ninguno de ellos volvió a presentar un resultado positivo en el PCR.

Lo más importante en los resultados mostrados es que en una medía de varios años después del tratamiento se confirma que la cura de la hepatitis C realmente existe, tanto en la eliminación del virus como, probablemente lo más importante, evitar la progresión del daño al hígado.

Durante el seguimiento del estudio, tres pacientes presentaron un resultado PCR positivo, sin embargo, en una prueba siguiente el resultado volvió a ser negativo, mostrando que muy probablemente se trató de un falso positivo.

Las transaminasas se mantuvieron en valores normales en un 90% de ellos y solamente dos pacientes presentaron alguna elevación en el resultado de la alfafetoproteina. La transaminasa ALT/TGO era observada como un valor normal maximo de 45 U/L en los hombres y 34 U/L en las mujeres, siendo que solamente en un 10% de los pacientes se observaron valores mayores, en algunos casos hasta de 262 U/L. Seis de ellos presentaban evidencias de enfermedad no alcohólica, uno hacía uso abusivo de bebidas alcohólicas, tres presentaron enfermedades colestaticas.

Con relación a la elevación en la alfafetoproteina en dos pacientes, la ecografía mostró hepatomelagia. En ninguno de los pacientes con respuesta sostenida fue diagnosticado el aparecimiento de carcinoma hepatocelular.

Todos los pacientes eran mono infectados, negativos con relación a la hepatitis B y HIV/SIDA y durante el estudio fueron seguidos por lo menos una vez por año. 52% de los pacientes eran menores de 40 años y 48 % arriba de los 40. Del total 66 eran mujeres y 121 hombres.

El resultado de este estudio confirma otros estudios anteriores demostrando que la respuesta sostenida es mantenida de forma definitiva y que en estos pacientes se observa que 93% mantiene de forma permanente inalteradas las transaminasas, siempre dentro de los valores normales, así como evita la progresión para el cáncer en el hígado o la evolución para un cirrosis descompensada.

Destacan los pesquisidores que debido al hecho del interferón peguilado ser un medicamento reciente todavía será necesario se aguarda algunos años, para que las evidencias demostradas por el interferón convencional sean comprobadas también por el interferón peguilado.

Por el momento solamente un estudio de gran porte fue realizado (Swain M, Lai MY, Shiffman ML, et Al. Durability of sustained virological response (SVR) after treatment with peginterferon alfa 2A (40 kD) (PEGASYS) alone or in combination with ribavirin (Copegus): results of an ongoing long-term follow-up study. Hepatology 2004; 40 (Suppl. 1): 400A; AASLD 2004, Abstract.) el cual hizo el seguimiento de 845 pacientes con respuesta sostenida que utilizaron Pegasys en un período de acompañamiento de los pacientes, entre 391 y 1076 días fue observado que siete pacientes tuvieron replicación del virus (menos del 1%).

Entre los pesquisidores todavía existe mucha discusión sobre la cura de la hepatitis C. Según el pensamiento de la infectología en las enfermedades víricas, para cualquiera de ellas, no puede se emplear la palabra cura, pues científicamente los anticuerpos podrían algún día llegar a se reactivar. Esta reactivación podría ser causada por una deficiencia del sistema inmunológico, por la pérdida inmunológica de una enfermedad como SIDA o un tratamiento quimioterapico, por el uso de medicamentos imunosupresores después de un trasplante o por una grave sub nutrición, entonces, opinan estos científicos que cualquier virus, hasta las conocidas aftas de la infancia, una gripe de 20 años atrás o, lo que sea, podría venir a se manifestar, a replicar.

Personalmente pienso esto como una buena como información científica, pero un desastre en la acepción real de la palabra cura en lo que se refiere al entendimiento por el paciente, por la población en general, de lo que es entendido por la palabra cura.

Para el paciente estar curado significa que el virus no ataca más su organismo, no destruye los tejidos y órganos, no ocasiona problemas futuros. Esto es lo que podemos llamar de cura clínica. El estado clínico del individuo no presenta más problemas ni complicaciones. Esto es lo que interesa a cualquier individuo, saber que el problema fue colocado "fuera del campo de juego", que el organismo supo lo controlar y que ninguna manifestación de la enfermedad se hace presente. El paciente puede entonces afirmar "estoy curado".

Ahora, si de aquí a 10, 20 ó 30 años, sin tener fallecido antes por vejez, el destino nos premia con una enfermedad que nos haga perder el sistema inmune y entonces permite que varias enfermedades por virus, de las cuales estábamos curados, vuelvan a afectarnos,........ bien, entonces en ese momento vamos a tomar las medidas que sean necesarias para superar más este desafío. ¿Pero esto puede acontecer con qué porcentual de personas? ¿Cuántas personas usted conoce qué perdieron el sistema de defensa del organismo?

Entonces, por se tratar de una ínfima posibilidad, por ser una cosa muy poco común, no podemos utilizar esto para nefastamente hablar que las enfermedades por virus, como es la hepatitis C, son enfermedades incurables. ¿Cuándo un paciente escucha esto de un médico cuál será su reacción? ¿Para que vamos realizar el tratamiento si no existe cura? ¿Será qué el médico ésta siendo correcto al comunicar de esta forma, asustando, tirando la esperanza del paciente? ¿Será qué no sería mejor realizar una explicación sobre las diferencias entre la cura clínica (la qué realmente interesa al paciente) y los conceptos de la virologia?

El resultado de este estudio, en que algunos pacientes fueron acompañados por 12 años y que ninguno de los pacientes tuvo replicación viral o presentó empeoramiento en el estado del hígado, demuestra claramente que un tratamiento bien sucedido es la verdadera solución del problema. Sin lugar de dudas, esto es la cura de la enfermedad.

Y si todavía se queda alguna duda podemos entonces citar un estudio realizado en un grupo de pacientes mucho más complicados, los co-infectados con HIV/SIDA y hepatitis C, quiénes presentan una evolución menos favorable en los daños al hígado. Ya en 2004 la revista Antivir Ther 2004; 9: 987-92 en un estudio realizado por Soriano V, Maida I, Nunez M, et Al. con el nombre de Long-term follow-up of HIV-infectedpatients with chronic hepatitis C virus infection treated with interferón-based therapies hizo el seguimiento de 77 pacientes durante 58 meses después de se obtener la respuesta sostenida seis meses después el tratamiento de la hepatitis C sin observar ninguna replicación, o elevación de las transaminasas y ningún aparecimiento de cáncer.

Para todos aquéllos que consiguieron negativar la noticia es excelente. Para aquélla mitad de los tratados que por el momento no consiguieron suceso, la esperanza no puede ser perdida, los inhibidores de proteasis estarán en el mercado muy probablemente durante 2008 y la posibilidad de cura entonces será muy grande.

El presente artículo contiene comentarios propios y datos científicos de las siguientes fuentes:

Aliment Pharmacol Ther 23, 507-511 - 2006 - Journal compilation Blackwell Publishing Ltd - doi:10.1111/j.1365-2036.2006.02785.x - E. FORMANN, P. STEINDL-MUNDA, H. HOFER, W. JESSNER, U. BERGHOLZ, C. GURGUTA & P. FERENCI

Antivir Ther 2004; 9: 987-92 - Soriano V, Maida I, Nunez M, et al. com o nome de Long-term follow-up of HIV-infectedpatients with chronic hepatitis C vírus infection treated with interferon-based therapies

Hepatology 2004; 40 (Suppl. 1): 400A; AASLD 2004, Abstract.) Swain M, Lai MY, Shiffman ML, et al. Durability of sustained virological response (SVR) after treatment with peginterferon alfa 2A (40 kD) (PEGASYS) alone or in combination with ribavirin (Copegus): results of an ongoing long-term follow-up study.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 13.2.2006