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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel.: (21) 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

28/05/2007


Existe a cura na hepatite B?


Nestes dias de comemoração na hepatite C quando a ciência comprovou que a cura e possível, foi muito oportuna a discussão sobre a cura na hepatite B que aconteceu durante o XI Workshop de Hepatites Virais de Pernambuco, realizado semana passada em Porto Galinhas.

A discussão sobre se também pode ser possível se falar em ``cura`` na hepatite B foi acalorada, emocionante, com pontos de vista diferentes em cada situação especifica do estagio da doença. Afortunadamente estive presente nesta discussão que envolveu grandes autoridades no acompanhamento e tratamento da hepatite B.

Existem muitas diferenças entre as hepatites B e C, assim, as evidencias cientificas de uma hepatite não podem ser generalizadas para as outras hepatites. E bom lembrar que as hepatites virais são ocasionadas por vírus totalmente diferentes, com formas de transmissão, progressão, conseqüências e tratamento totalmente diferentes. Podemos afirmar que são doenças diferentes que somente possuem em comum a característica de atacar o fígado. Os pesquisadores convencionaram que cada nova hepatite ocasionada por vírus e com característica de ser transmitida pelo sangue seria identificada por uma letra.

Assim, ao se falar das hepatites A, B, C, D, E, G ou F, cada uma delas tem suas próprias características especificas, não podendo se aplicar o conhecimento de uma delas nas outras hepatites.

HEPATITE B - TRANSMISSÃO E VACINAÇÃO

A hepatite B foi a segunda hepatite viral descoberta e, apesar do tempo transcorrido ainda existem muitas lagunas no seu conhecimento e na sua forma de atuar no organismo.

Em relação ao contagio a situação e muito estranha. Uma criança nascida de mãe contaminada ou se a criança se infecta nos primeiros anos de vida vai ser um doente crônico, nenhuma criança consegue a cura espontânea nos primeiros seis meses apos o contagio. Um adolescente já apresenta uma melhor reação e entre 20 e 40% deles conseguem a eliminação espontânea do vírus. Quando o contagio acontece em um adulto, entre 90 e 95% ficam livres da doença de forma espontânea.

Vemos então que todas as crianças ficarão doentes crônicos, que entre 60 e 80% dos adolescentes ficarão doentes e que somente entre 5 e 10% dos adultos ficarão doentes apos o contagio. E por esse motivo que toda criança deve obrigatoriamente ser vacinada nas primeiras horas apos o parto, já que se ela nascer contaminada a vacina quando administrada combinada com imunoglobulina atua de forma terapêutica, curando a doença.

A hepatite B e transmitida por sangue de uma pessoa infectada ou pela relação sexual. A transmissão sexual e 100 vezes mais fácil de acontecer que a transmissão sexual da AIDS.

A vacina e altamente eficaz se encontrando disponível gratuitamente para pessoas ate 19 anos de vida em qualquer posto de saúde (no Brasil), porem, a cobertura vacinal deixa muito a desejar. Poucos jovens completam as três doses da vacina, necessárias para adquirir a imunidade. Faltam campanhas de incentivo a vacinação e falta um seguimento de quem tomou a primeira dose, para lembrá-lo das seguintes.

HEPATITE B - FASES DA DOENÇA

Um individuo infectado com a hepatite B pode se encontrar na fase aguda, na fase crônica sem replicação viral, na fase crônica com replicação, pode ter uma infecção oculta, pode ter eliminado o vírus de forma espontânea ou pode ter eliminado o vírus mediante tratamento antiviral.

Cada uma dessas fases vai precisar de um acompanhamento diferente. E importante destacar que somente médicos experientes saberão identificar e tratar cada caso especifico.

Existem diversos exames de sangue para identificar cada fase, mas o mais importante e o HBV DNA, comumente chamado de carga viral para hepatite B. Lamentavelmente o SUS não disponibiliza este exame no sistema publico do Brasil.

Na hepatite B a carga viral, tal qual na AIDS, e de extrema importância para se avaliar a gravidade da doença. Sem o acompanhamento da carga viral e impossível se determinar a real necessidade de tratamento e o seu acompanhamento, já que somente com exames de carga viral será possível se saber se o vírus esta criando resistência aos medicamentos.

A CURA DA HEPATITE B


Resumidamente, no final da discussão sobre se poderia se falar em cura na hepatite B, os participantes na sua maioria concordam que no caso de eliminação espontânea do vírus na fase aguda, isto e, nos seis primeiros meses apos o contagio, poderia, sim, se falar em cura da hepatite B.

Já nos casos em que a doença, passados seis meses do contagio, permanece no organismo, tornando-se crônica, por mais que existam níveis indetectáveis de vírus, seja por tratamento ou por reação do próprio organismo, não e conveniente, por enquanto, se afirmar que existe a cura. Ainda e pequeno o conhecimento de como funciona a chamada fase oculta e por quais motivos ela pode ocasionar ``flares`` (exarcebacões) com o reaparecimento do vírus, em alguns casos com altas cargas virais. Pacientes com doença crônica devem permanecer com acompanhamento medico permanente.

COMENTÁRIO FINAL

Fica aqui um apelo geral, para médicos, pacientes, sociedades medicas, gestores públicos, políticos, etc., para que todos se mobilizem no sentido de sensibilizar o ministério da saúde a disponibilizar o exame de carga viral para hepatite B, o HBV DNA e para atualizar de forma urgente o jurássico protocolo de tratamento, disponibilizando os novos medicamentos já autorizados para comercialização. E ilógico que doentes com recursos possam comprar o medicamento nas farmácias e negar esses tratamentos a quem depende do SUS.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Discussão no XI Workshop de Hepatites Virais de Pernambuco.


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
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28/05/2007


¿Existe la cura en la hepatitis B?


En estos días de conmemoración en la hepatitis C cuando la ciencia comprobó que la cura es posible, fue muy oportuna la discusión sobre la cura en la hepatitis B que aconteció durante el XI Workshop de Hepatitis Virales de Pernambuco, Brasil, realizado semana pasada.

La discusión sobre si también puede ser posible se hablar en ``cura`` en la hepatitis B fue enardecida, emocionante, con puntos de vista diferentes en cada situación especifica del estadio de la enfermedad. Venturosamente estuve presente en esta discusión que envolvió grandes autoridades en el seguimiento y tratamiento de la hepatitis B.

Existen muchas diferencias entre las hepatitis B y C, así, las evidencias científicas de una hepatitis no pueden ser generalizadas para las otras hepatitis. Es oportuno recordar que las hepatitis virales son ocasionadas por virus totalmente diferentes, con formas de transmisión, progresión, consecuencias y tratamiento totalmente diferentes. Podemos afirmar que son enfermedades diferentes que solamente poseen en común la característica de atacar el hígado. Los investigadores acordaron que cada nueva hepatitis ocasionada por virus y con característica de ser transmitida por la sangre sería identificada por una letra.

Así, al se hablar de las hepatitis A, B, C, D, E, G o F, cada una de ellas tiene sus propias características especificas, no pudiendo se aplicar el conocimiento de una de ellas en las otras hepatitis.

HEPATITIS B - TRANSMISIÓN Y VACUNACIÓN

La hepatitis B fue la segunda hepatitis viral descubierta y, a pesar del tiempo transcurrido todavía existen muchas lagunas en su conocimiento y en su forma de actuar en el organismo.

Con relación al contagio la situación es muy extraña. Un niño nacido de madre contaminada o si el niño se infecta en los primeros años de vida será un enfermo crónico, ningún niño logra la cura espontánea en los primeros seis meses después al contagio. Un adolescente ya presenta una mejor reacción y entre 20 y 40% de ellos consiguen la eliminación espontánea del virus. Cuando el contagio acontece en un adulto, entre 90 y 95% quedan libres de la enfermedad de forma espontánea.

Vemos entonces que todos los niños quedaran enfermos crónicos, que entre 60 y 80% de los adolescentes permanecerán enfermos y que solamente entre 5 y 10% de los adultos quedaran enfermos después del contagio. Es por ese motivo que todos los niños deben obligatoriamente ser vacunados en las primeras horas después el parto, ya que si nacer infectado la vacuna cuando es administrada combinada con inmunoglobulina actúa de forma terapéutica, curando la enfermedad.

La hepatitis B es transmitida por sangre de una persona infectada o por la relación sexual. La transmisión sexual es 100 veces más fácil de acontecer que la transmisión sexual del SIDA.

La vacuna es altamente eficaz se encontrando disponible gratuitamente para personas anude 19 años de vida en la mayoría de los países, pero, la cobertura deja mucho a desear. Pocos jóvenes completan las tres dosis de la vacuna, necesarias para adquirir la inmunidad. Faltan campañas de incentivo a la vacunación y falta un seguimiento de quien tomó la primera dosis, para recordarlo de las siguientes.

HEPATITIS B - FASES DE LA ENFERMEDAD

Un individuo infectado con hepatitis B puede se encontrar en la fase aguda, en la fase crónica sin replicación viral, en la fase crónica con replicación, puede tener una infección oculta, puede haber eliminado el virus de forma espontánea o puede haber eliminado el virus mediante tratamiento antiviral.

Cada una de esas fases va necesitar de un seguimiento diferente. Es importante destacar que solamente médicos experimentados sabrán identificar y tratar cada caso específico.

Existen diversos exámenes de sangre para identificar cada fase, pero el más importante es el HBV DNA, comúnmente llamado de carga viral para hepatitis B.

En la hepatitis B la carga viral, tal cual en el SIDA, es de extrema importancia para evaluarse la gravedad de la enfermedad. Sin el acompañamiento de la carga viral es imposible se determinar la real necesidad de tratamiento y su control, ya que solamente con exámenes de carga viral será posible se saber si el virus ésta creando resistencia a los medicamentos.

LA CURA DE LA HEPATITIS B

Resumidamente, al final de la discusión sobre si ya podemos hablar en cura en la hepatitis B, los participantes en su mayoría concuerdan que en el caso de eliminación espontánea del virus en la fase aguda, esto es, en los seis primeros meses después del contagio, podría, sí, se hablar en cura de la hepatitis B.

Ya en los casos en los que la enfermedad, pasados seis meses del contagio, permanece en el organismo, volviéndose crónica, por más que existan niveles no detectables del virus, sea por tratamiento o por reacción del propio organismo, no es conveniente, por ahora, se afirmar que existe la cura. Todavía es pequeño el conocimiento de como funciona la llamada fase oculta y por cuales motivos ella puede ocasionar ``flares`` (aumentos explosivos) con la reaparición del virus, en algunos casos con altas cargas virales. Pacientes con enfermedad crónica deben permanecer con seguimiento medico permanente.

COMENTARIO FINAL

Queda aquí un apelo general, para médicos, pacientes, sociedades medicas, gestores públicos, políticos, etc., para que todos se movilicen en el sentido de sensibilizar a todos los gobiernos para fornecer gratuitamente el examen de carga viral para hepatitis B, el HBV ADN y para actualizar de forma urgente los protocolos de tratamiento, incluyendo los nuevos medicamentos ya autorizados para comercialización en la mayoría de los países. Es ilógico que enfermos con recursos puedan comprar el medicamento en las farmacias y negar esos tratamientos a quien depende del servicio público.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Discusión en el XI Workshop de Hepatitis Virales de Pernambuco, Brasil.


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 26.5.2007