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Fernanda - Argentina



Em fevereiro de 2005 fico sabendo por casualidade, por um exame de rotina que sou portadora do HCV, nesse momento tinha 38 anos, procure um hepatologista, fizeram-me mais análises como ser o genótipo, sou 1a, a biópsia hepática que resultou atividade inflamatória A1 (leve) e fibroses F1 (leve).

Comecei o tratamento com o Pegasys alfa 1a e Ribavirina em junho do mesmo ano, a 7ma. semana o Dr. me suspendeu o tratamento por neutropenia e leucopenia severo, hiper e em seguida hipotiroidismo, mas negativei.

Ao ano seguinte voltou o vírus e tentei recomeçar o tratamento, mas a 4ta. semana outra vez foi suspenso pelos mesmos motivos anteriores, mais depressão.

Voltei para negativar por um pouco mais de dois anos, com controles cada três meses de transaminases, mas em 2008 fiz uma carga viral e outra vez estava o vírus, não sabia o que fazer, fiquei muito mal, não queria voltar a estar tão mal.

Então fui a ver o chefe de hepatologia do Hospital de Clínicas de Buenos Aires, o Dr. Jorge Daruich (o melhor médico que conheci em minha vida) e me explicou as desvantagens de não voltar a tentar FAZER o tratamento já que ele opinava que o pouco que tinha feito era como se não tivesse feito nada, fez-me fazer muitos exames antes de começar o tratamento em janeiro de 2009, foram 48 semanas muito duras, já que, é obvio tive neutropenia e leucopenia severo, acrescentada a anemia severa, controlando todas as semanas com análise de sangue para saber as dose das drogas, também se adicionou o hipotiroidismo, mas esta vez controlado por um endocrinologista e a parte psiquiátrica controlada por uma psicóloga e uma psiquiatra, que receitaram antidepressivos.

Quero recalcar que é muito importante em este tipo de tratamento estar bem de animo, fazer terapia paralela ao tratamento do HCV, caso contrario se faz muito difícil. Em 24 de dezembro o terminei com muito bons resultados NEGATIVO, agora já passaram 3 meses da final e estou cada dia melhor, solo me falta me recuperar da anemia que vai muito devagar.

Deus queira que nunca mais volte o vírus, mas lhes quero dizer às pessoas que o têm que começar que o façam, sempre há esperança e as drogas cada vez são melhores, terá que tentá-lo e sempre digo o mesmo COM O ESPIRITO E ANIMO PARA ACIMA, isso ajuda muitíssimo!!!!

Obrigado Carlos por nos deixar contar nossa experiência e oxalá se possa fazer o livro porque não há melhor coisa que os próprios protagonistas contem nossas experiências.

Um abraço enorme

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com


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