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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - RJ - Brasil Telefones: Rio de Janeiro (xx21) 4063.4567 - São Paulo (xx11) 3522.3154 (das 11.00 às 15.00 horas) e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
Uma história comum: descobrindo a hepatite C
Marco Cesário, funcionário público, nunca poderia suspeitar que
após doar sangue em 1994, receberia uma carta do hospital
informando que seu sangue estava contaminado com hepatite C.
A experiência dele não é incomum e nunca teria descoberto se não fosse a doação de sangue. O seu médico, na época, disse para ele não se preocupar, pois ele não apresentava os sintomas característicos de uma hepatite. O resultado do teste deveria ter sido provocado pela presença de anticorpos.
Passados 4 anos, em uma reunião social encontrou um médico
hepatologista e comentou o caso, e foi convidado a fazer uma
serie de exames de função hepática no Hospital
da UFRJ.
Os resultados dos exames indicaram uma alta taxa de vírus circulando
no sangue e um dano hepático com fibrose já formada no fígado,
evidenciando um rápido avanço para uma cirrose
.
O diagnóstico equivocado do primário médico ainda
é muito freqüente entre os profissionais de saúde, já
que a grande maioria ainda desconhece a hepatite C. Formados antes do descobrimento
da doença, não sabem diagnosticá-la nem tem suas suspeitas
levantadas por alguns poucos sintomas relacionados ao estado físico
do paciente que a mesma pode causar (a hepatite C é assintomática).
Durante estes anos, Marco Cesário continuou com a sua rotina normal de vida,
bebendo a suas cervejas diariamente o que seguramente
acelerou o seu dano hepático. Como a maioria dos portadores,
ele nunca sentiu nenhum sintoma ou mal-estar.
Após 18 meses de tratamento com uma combinação
de 2 medicamentos, o Interferon e a Ribavirina, M.C. conseguiu
negativar o vírus na circulação sangüínea
e, atualmente, realiza testes periódicos para monitorar uma eventual
recidiva.
Durante o tratamento sofreu graves efeitos colaterais, com um quadro de grande cansaço semelhante a um forte estado febril, perdeu parte dos cabelos e, por falta de apetite, perdeu 12 quilos.
O custo do tratamento esgotou toda a sua poupança e o produto da venda de um pequeno imóvel, pois eram necessários R$1.600,00 por mês para a compra dos medicamentos.
Da mesma forma que Marco Cesário, a maioria dos brasileiros continua desconhecendo a hepatite C, e o principal culpado disto é o Governo que não realiza campanhas preventivas.
De certa forma o Governo tem medo, pois após 1992 ele deveria
ter realizado um controle estrito dos bancos de sangue, o qual foi neglicenciado
até recentemente. Qualquer um dos infectados após 1992 por
ter recebido sangue ou derivados
contaminados poderá processar o Governo e solicitar indenizações.
Foi comum nos bancos de sangue a prática de não realizar exames a cada doação mas juntar pequenas porções de várias amostras para realizar um único teste. Se negativo, liberavam-se todos os lotes. Mas em algums casos, a amostra podia ficar tão diluída que o resultado final era mascarado . Isto aconteceu, ainda neste ano, no Instituto de Hemoderivados de Pernambuco, em escândalo amplamente noticiado.
Hoje no Brasil estima-se em 3% a população infetada, ou seja, mais de 4.5 milhões d pessoas. Isto representa 4 vezes mais infetados com hepatite C que com AIDS.
Verifica-se que os casos de mortes por AIDS estão caindo e os
casos de mortes por hepatite C estão subindo rapidamente,
pois a maioria dos infetados nos últimos anos encontra-se na
faixa dos 40 à 50 anos (a maioria contaminados nas décadas
de
70 e 80) e à probabilidade de contrair cirroses ou câncer
de fígado para 20 a 25 dentre cada 100 contaminados, 20 ou 30 anos
após o contagio inicial.
Os governos europeus e dos Estados Unidos estão muito preocupados com o problema da hepatite C. O único tratamento disponível só produz resultados positivos em 30% dos portadores e não existe a curto ou médio prazo a esperança da descoberta uma vacina, devido a transformação permanente do vírus.
Assim, a melhor terapia ainda é a divulgação de campanhas preventivas. Tentando iniciar um trabalho de pressão ao Governo e de divulgação da doença, similar ao feito pelos portadores de AIDS, desde o mês de Abril estão sendo formados Grupos de Apoio.
O primeiro foi montado no Rio de Janeiro e já existem gestões
para a formação de novos grupos em diversos estados.
No Rio de Janeiro, o Governo Estadual está dando maior atenção
ao problema que do que o Governo Federal.
Existem no Estado 16 médicos altamente especializados, reunidos
no Clube do Fígado, espécie de clube que busca a troca de
informações científicas que recentemente iniciou cursos
latu-senso para a formação de novos profissionais. Este grupo
tem colaborado gratuitamente nas reuniões do Grupo
Otimismo.
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil Teléfonos: Rio de Janeiro (005521) 4063.4567 - São Paulo (005511) 3522.3154 (de 11.00 a las 15.00 horas) e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |