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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
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04/09/2006


Pobres pacientes!


PRIMEIRO EXEMPLO


Estudo realizado nos Estados Unidos por uma equipe comandada pelo Dr. J.K. Lim (M1236. Digestive Disease Week 2005. May 14-18, 2005) no qual foram entrevistados 251 médicos residentes de atenção primaria de oito centros médicos revelou dados alarmantes sobre o conhecimento da hepatite C.

Os resultados mostram que somente 36,7% dos médicos tinham solicitado a realização de um PCR para confirmar um resultado ANTI-HCV positivo; que somente 36,7% dos médicos tinham solicitado o exame de genotipagem para os pacientes com PCR positivo; que 61,4% deles aconselharam pacientes com hepatite C a aplicar a vacina da hepatite A e, somente 36,7% recomendaram a vacinação contra a hepatite B.

Ainda, somente 59,8% dos pacientes com antecedentes de ter recebido uma transfusão de sangue receberam a indicação de testar a hepatite C e somente 26,7% de pacientes que informavam utilizar cocaína inalada receberam a indicação de realizar a testagem.

O mais preocupante dos resultados e que 20,3% dos médicos residentes informaram que eles tinham vacinado seus pacientes contra a hepatite C (vacina esta que não existe).

Concluindo, os pesquisadores alertam sobre o baixo nível de conhecimento dos médicos residentes em relação à hepatite C.

Considero o resultado desta pesquisa muito importante devendo servir de alerta aos responsáveis pela saúde da população já que a maioria dos infectados com a hepatite C ainda não foram diagnosticados sendo que para que isso possa acontecer será necessário que os médicos de atenção primaria tenham uma melhor formação e conhecimento em relação à doença.


SEGUNDO EXEMPLO

Um outro estudo pesquisou o impacto positivo que a divulgação da doença e dos conhecimentos da hepatite C poderá ter na atenção aos infectados pela doença quando atendidos por um médico de atenção primaria. O estudo foi realizado por uma equipe coordenada pelo Dr. A. Daniel e apresentada como pôster no DDW-2006 (abstract T1048 - “The Positive Impact of a Multi-Faceted Educational Intervention on Physician Knowledge and the Actual Practice of Primary Care Physicians Regarding Hepatitis C).

O resultado também foi alarmante. Somente 1% dos pacientes que procuram um posto de atenção primaria (postos de saúde) tinha sido perguntado sobre a possibilidade de o paciente fazer parte de uma população com risco de estar infectado com a hepatite C, como o fato de ter recebido transfusão, usar drogas injetáveis, etc. e, que somente 16% dos testes de detecção solicitados tinham como base qualquer um dos fatores de risco de infecção.

Também foi constatado que uma elevada proporção deles desconhecia os fatores de risco de transmissão, os testes necessários para diagnosticar a hepatite C e a eficácia do tratamento. 62% dos médicos não tinha sequer solicitado um único teste de detecção nos últimos 12 meses e somente 56% informaram ter solicitado a testagem a pacientes de alto risco. Somente 42% dos médicos de atenção primaria tinham conhecimento da eficácia do tratamento.

Na pratica profissional foi observado que somente 0,4% dos pacientes foram perguntados sobre possíveis fatores de risco. Em 0,1% dos pacientes foi reconhecido algum fator de risco e no total de atendimentos o teste de detecção da hepatite C somente foi solicitado a 0,1% dos pacientes atendidos.

A partir desta constatação foi aplicado em 30 destes médicos um trabalho com duração de oito semanas se utilizando material educativo, gráficos, mensagens de correio eletrônico semanais, duas palestras informativas e a publicação de artigos em duas revistas medicas. Um outro grupo de médico, utilizado como grupo controle não recebeu nenhuma informação durante o mesmo período.

Na entrevista previa foi constatado que os médicos de atenção primaria não tinham a devida confiança profissional para diagnosticar ou aconselhar (menos ainda tratar) pacientes de hepatite C. Ao final das oito semanas foi aplicado o mesmo questionário anterior sendo constatado uma melhora em relação ao conhecimento dos médicos em relação a identificar fatores de risco de infecção. Foi observado que a confiança profissional tinha aumentado na relação com os pacientes e que a qualidade da informação fornecida era adequada.

Durante o período das oito semanas do estudo o numero de diagnósticos foi cinco vezes superior. Após as oito semanas 80% dos médicos realizavam o teste de detecção, contra 0,1% antes do treinamento.

Concluem os autores que em oito semanas de educação e informação sobre a hepatite C os médicos residentes de atenção primaria conseguem modificar sua conduta perante os pacientes melhorando a pratica profissional.


MEU COMENTÁRIO:

Os dois estudos acima foram realizados nos Estados Unidos e mostram que num país onde a medicina e avançada o desconhecimento dos médicos de atenção primaria em relação à hepatite C e praticamente total. Nem sequer podemos imaginar o que acontece nos países do chamado terceiro mundo, onde os governos escondem e censuram toda e qualquer informação sobre a hepatite C.

O resultado ao comparar estes dois estudos nos leva a conclusão que sociedades médicas, associações de pacientes e fabricantes de medicamentos devem centrar a divulgação de informações nos médicos de atenção primaria, os fornecendo de informações sobre a doença e sobre a necessidade de solicitar o teste de detecção a todos aqueles que podem ser considerados num dos grupos de risco de infecção com a hepatite C.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
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04/09/2006


¡Pobres pacientes!


EJEMPLO NÚMERO 1

Estudio realizado en Estados Unidos por un equipo comandado por el Dr. J.K. Lim (M1236. Digestive Disease Week 2005. May 14-18, 2005) en el cual fueron entrevistados 251 médicos residentes de atención primaria de ocho centros médicos reveló datos alarmantes sobre el conocimiento de la Hepatitis C.

Los resultados muestran que solamente 36,7% de los médicos habían pedido la realización de un PCR para confirmar un resultado ANTI-HCV positivo; que solamente 36,7% de los médicos habían solicitado el examen de genotipo para los pacientes con PCR positivo; que 61,4% de ellos aconsejaron pacientes con Hepatitis C para aplicar la vacuna de la Hepatitis A y solamente 36,7% recomendaron la vacunación contra la Hepatitis B.

Todavía, solamente 59,8% de los pacientes con antecedentes de haber recibido una transfusión de sangre recibieron la indicación de testar la Hepatitis C, que solamente 26,7% de pacientes que informaban utilizar cocaína inhalada recibieron la indicación de realizar la detección.

Lo más preocupante de los resultados es que 20,3% de los médicos residentes informaron que ellos habían vacunado sus pacientes contra la Hepatitis C (vacuna ésta que no existe). Concluyendo, los pesquisidores alertan sobre el bajo nivel de conocimiento de los médicos residentes con relación a Hepatitis C.

Considero el resultado de esta pesquisa muy importante y debe servir de alerta a los responsables por la salud de la población ya que la mayoría de los infectados con la Hepatitis C aún no fueron diagnosticados y que para que eso pueda acontecer es necesario que los médicos de atención primaria tengan una mejor formación y conocimiento con relación a la enfermedad.


EJEMPLO NÚMERO 2

Un otro estudio investigó el impacto positivo que la divulgación de la enfermedad y de los conocimientos de la Hepatitis C podrá tener en la atención a los infectados por la enfermedad cuando atendidos por un médico de atención primaria. El estudio fue realizado por un equipo coordenado por el Dr. A Daniel y presentada como póster en el DDW-2006.

El resultado también fue alarmante. Solamente 1% de los pacientes que procuran un centro de atención primaria habían sido preguntados sobre la posibilidad del paciente hacer parte de una población con riesgo de estar infectado con la Hepatitis C, como ser, el hecho de haber recibido transfusión, usar drogas inyectables, etc. y, que solamente 16% de los tests de detección solicitados tenían como base cualquiera uno de los factores de riesgo de infección.

También fue constatado que una elevada proporción de ellos desconocía los factores de riesgo de transmisión, las pruebas necesarias para diagnosticar la Hepatitis C y la eficacia del tratamiento. 62% de los médicos no habían solicitado una única prueba de detección en los últimos 12 meses y solamente 56% informaron haber solicitado la detección a pacientes de alto riesgo. Solamente 42% de los médicos de atención primaria tenían conocimiento de la eficacia del tratamiento.

En la práctica profesional fue observado que solamente 0,4% de los pacientes fueron preguntados sobre posibles factores de riesgo. En un 0,1% de los pacientes fue reconocido algún factor de riesgo y en el total de servicios la prueba de detección de la Hepatitis C solamente fue solicitada a 0,1% de los pacientes atendidos.

Desde esta constatación fue aplicado en 30 de estos médicos un trabajo con duración de ocho semanas se utilizando material educativo, gráficos, mensajes de correo electrónico semanales, dos exposiciones informativas y la publicación de artículos en dos revistas medicas. Un otro grupo de médicos utilizado como grupo control no recibió ninguna información durante el mismo período.

En la entrevista inicial fue constatado que los médicos de atención primaria no tenían la debida confianza profesional para diagnosticar o aconsejar (menos aún tratar) pacientes de Hepatitis C. Al final de las ocho semanas fue aplicado el mismo cuestionario anterior siendo constatada una mejora con relación al conocimiento de los médicos con relación a identificar factores de riesgo de infección. Fue observado que la confianza profesional había aumentado en la relación con los pacientes y que la calidad de la información suministrada era adecuada.

Durante el período de las ocho semanas del estudio el número de diagnósticos fue cinco veces superior. Después a ocho semanas 80% de los médicos realizaban la prueba de detección, contra 0,1% antes del entrenamiento.

Concluyen los autores que en ocho semanas de educación e información sobre la Hepatitis C los médicos residentes de atención primaria consiguen modificar su conducta frente los pacientes mejorando la práctica profesional.


MI COMENTARIO:

Los dos estudios arriba fueron realizados en Estados Unidos y muestran que en un país donde la medicina es avanzada el desconocimiento de los médicos de atención primaria sobre la hepatitis C es prácticamente total. Ni siquiera podemos imaginar qué pasa en los países del llamado tercer mundo, donde los gobiernos esconden y censuran toda y cualquier información sobre la Hepatitis C.

El resultado al comparar éstos dos estudios nos lleva a la conclusión que sociedades médicas, asociaciones de pacientes y fabricantes de medicamentos deben centrar la divulgación de informaciones en los médicos de atención primaria, suministrando informaciones sobre la enfermedad y sobre la necesidad de solicitar la prueba de detección a todos aquéllos que pueden ser considerados en uno de los grupos de riesgo de infección por la hepatitis C.

Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 3.9.2006