CONVIVENDO COM A HEPATITE C
Segunda Edição
Manual da convivencia

A CURA DA HEPATITE C
Manual do paciente em tratamento

Para informações sobre os livros, aperte aqui

O conteúdo desta página e extraído dos livros "Convivendo com a Hepatite C" e "A Cura da Hepatite C" - Proibida sua reprodução total ou parcial sem autorização expressa do autor, Carlos Varaldo



Diagnóstico



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Pesquisa sobre o impacto do diagnóstico da hepatite C na qualidade de vida - Aperte aqui



GUIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA - Secretaria de Vigilância em Saúde - SVS - MS



CASOS NOTIFICADOS NO BRASIL - Secretaria de Vigilância em Saúde - SVS - MS



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Como pode ser diagnosticada

Considerações gerais


A hepatite C pode ser detectada de cinco a doze semanas após o contágio mediante um simples exame de sangue (Anti-HCV), hoje obrigatório, nas doações de sangue, na maioria dos países.

Na maioria dos casos, não é observada nenhuma alteração física no doente. No máximo, alguns pacientes apresentam o que parece ser uma simples gripe com sintomas de fadiga, principalmente nas pernas, possíveis náuseas e dor abdominal. Em casos isolados, aparecem sinais de icterícia na pele ou no branco dos olhos, desaparecendo a coloração amarela ao cabo de algumas semanas.

Em mais de 80% dos infectados, a infecção aguda prolonga-se por mais de seis meses, transformando-se em doença crônica. Após um resultado positivo de exame Anti-HCV, deve-se confirmá-lo, de preferência por outro método de resposta mais precisa, geralmente o PCR-RNA ou o RIBA.

Posteriormente, o médico vai solicitar diferentes exames de transaminases e da função hepática. É muito importante que o último PCR-RNA, antes de iniciar o tratamento, seja feito na modalidade quantitativa para se dispor de uma futura referência na variação dos níveis, durante o tratamento.

Confirmada a atividade do vírus no sangue pelo PCR, o paciente será submetido a exames para verificar a possibilidade de iniciar o tratamento com Interferon e Ribavirina. O último e importante passo será uma biópsia do fígado para determinar o dano até o momento e o grau de fibrose ou cirrose já existentes. Se confirmado, o início do tratamento deve se dar com um teste para determinar o genótipo do vírus. Este teste determina a duração do tratamento.

O exame do abdômen pode revelar um aumento ou uma diminuição do volume do fígado. Uma pessoa com hepatite pode sentir maior sensibilidade na parte superior direita do abdômen.

A tomografia e a ultra-sonografia podem ser usadas para avaliar o tamanho e a densidade do fígado.

Porém, a biópsia será sempre necessária para determinar o verdadeiro estado do órgão. Os sinais característicos da hepatite não são visíveis e só são detectados nos exames de sangue específicos.

Os testes são de dois tipos: testes das funções do fígado que determinam o nível das enzimas hepáticas e outras substâncias no sangue, e testes que determinam os antígenos da hepatite C, seus anticorpos e matéria genética.

Quais são os médicos especializados em hepatite C ?


É muito importante achar um médico que esteja familiarizado com esta doença. Os sintomas de hepatite podem ser similares aos de outras doenças (doenças auto-imunes, câncer, síndrome de fadiga crônica, lúpus, artrites etc.). Se você tiver outra doença que não é diagnosticada corretamente, pode estar perdendo tempo que seria empregado em tratamentos que poderiam ser efetivos para você. Ainda é relativamente difícil encontrar um médico com experiência, diagnosticando e tratando hepatite C.

Um hepatologista é um especialista no tratamento das doenças do fígado e seria sua melhor escolha. Um gastroenterologista é um especialista, principalmente, no aparelho digestivo. Um infectologista é especialista em infecções em geral e na reação do sistema de defesa do organismo. Ao procurar um médico de uma das especialidades acima, verifique se ele se especializou em hepatologia e realizou cursos sobre o tratamento da hepatite C.

Se houver um grupo de apoio de hepatite na sua cidade, ele será uma fonte excelente de aconselhamento, identificando médicos e hospitais locais que podem estar familiarizados com a hepatite C. Se não há nenhum grupo de apoio ou médicos especializados em sua cidade, você deve procurar um especialista em outra cidade. Se o seu próprio médico de confiança não é especializado, você poderia juntar alguns artigos médicos em hepatite C e tratamentos da doença, e poderia encorajá-lo a estudá-los.

Quais os testes principais na hepatite C


1) - O teste de ELISA ou Anti-HCV descobre os anticorpos ao vírus.

2) - O teste de RIBA é confirmatório para HCV. Muito pouco usado atualmente no Brasil, usualmente se dá preferência ao teste PCR Qualitativo, que detecta o vírus no sangue.

3) - O PCR HCV-RNA, quantitativo, mede a quantidade de vírus que circula no fluxo de sangue de uma pessoa e, se qualitativo, indica a presença do vírus, sendo o qualitativo muito mais sensível do que o quantitativo.

Quanto tempo após a exposição é necessário para o Anti-HCV poder identificar o anticorpo ?


O Anti-HCV detecta o resultado positivo em 70% dos casos após três semanas da exposição ao vírus e, em 90% dos casos, até três meses após a exposição. Aguarde este tempo antes de realizar o teste ante uma suspeita de contato com sangue contaminado.

Quanto tempo após a exposição é necessário para o PCR identificar o vírus ?


Fazendo um teste PCR, é possível identificar o vírus da hepatite C duas semanas depois de a pessoa ser infectada com o vírus.

Fiz uma doação de sangue e deu positivo. Como posso confirmar o resultado ?


Contate um médico. Exames adicionais são necessários para confirmar o diagnóstico e verificar se existe dano hepático.

Qual é o próximo passo, se você tiver um teste de Anti-HCV positivo confirmado ?


Faça um exame chamado PCR-RNA na forma qualitativa e teste o nível das transaminases, principalmente a TGP (alanine aminotransferase) no sangue. Uma TGP elevada indica inflamação do fígado e deverá ser confirmada mais adiante, no mínimo quatro vezes. A avaliação deverá ser feita por médico especializado em hepatite C. Uma série de exames será necessária até se chegar a um resultado conclusivo sobre o estado geral da doença e a necessidade, ou não, de tratamento.

Testes hepáticos


Os exames das funções hepáticas determinam o nível das enzimas chamadas de transaminases, que processam os aminoácidos no fígado. Quando o fígado está inflamado, estas enzimas contaminam o sangue. Níveis das transaminases TGO e TGP acima do normal indicam alguma atividade hepática.

Em pessoas na fase aguda da doença, as transaminases baixam na medida em que o fígado se recupera. Nos casos de hepatite C crônica, as transaminases podem flutuar ou permanecer constantemente elevadas. Como o fígado exerce uma função primordial no processamento de muitas substâncias, alterações no seu funcionamento podem ser detectadas mediante diversos exames sangüíneos

. Níveis elevados de bilirrubina e de fosfatasse alcalina, em geral, indicam algum dano hepático, assim como um baixo nível de albumina serológica (proteína do sangue). Níveis altos e constantes de protombina, processo responsável pela coagulação, também podem ser um sinal de dano hepático severo.

O vírus da hepatite C produz antígenos e anticorpos facilmente detectáveis em um exame Anti-HCV, após três meses do contágio. Testes recentemente desenvolvidos examinam diretamente a matéria genética do vírus da hepatite (DNA ou RNA), em vez de buscar os antígenos e anticorpos, usando a reação da polimerase em cadeia (PCR) e do setor DNA (BDNA), sendo este mesmo exame usado para determinar a carga viral. Uma seqüência de resultados positivos de vírus detectáveis significa que o mesmo se reproduz ativamente. O exame de PCR possui um alto índice de eficácia, permitindo detectar o vírus pouco tempo após o contágio.

Pessoas com sintomas de neuropatia nas pernas (pernas pesadas), principalmente ao final do dia, ou que sentem um pequeno incômodo no quadrante superior direito do abdômen, devem ser encaminhadas imediatamente a testes de função hepática.

Os exames mais solicitados na hepatite C
(Resumo do livro)


O diagnóstico da hepatite C deve considerar uma combinação de fatores, que incluem o histórico do portador, o exame físico, uma série de exames de sangue e finalmente uma biópsia do fígado. Só um médico especialista em hepatite C pode fazer o diagnóstico de forma correta. Com médicos não-especialistas, tudo é uma questão de sorte, pois a maioria desconhece, ainda, a hepatite C.

- Transaminase TGP ou ALT ou SGPT ou GPT

TGP é uma enzima cuja produção se encontra mais concentrada, embora não exclusivamente, nas células do fígado.

- Transaminase TGO ou AST ou SGOT ou GOT

A TGO é normalmente encontrada em uma diversidade de tecidos, como o coração, músculos, rins e cérebro, inclusive no fígado.

- Transaminase GGT - GAMA GLUTAMIL TRANSFERASE OU TRANSPEPTIDASE

Igual à fosfatasse alcalina, é produzida nos dutos da bílis e pode apresentar-se elevada em pacientes com doenças nesses dutos..

- FOSFATASSE ALCALINA

Fosfatasse alcalina é uma enzima, ou mais precisamente uma família de enzimas relacionadas, produzida nos dutos da bílis, no intestino, rins, placenta e ossos.

- BILIRRUBINA

A bilirrubina é o produto da destruição de células vermelhas velhas do sangue, porém algumas outras fontes podem produzir um aumento deste índice. Na fase aguda das hepatites, a bilirrubina geralmente é elevada, passando a valores normais durante a fase crônica da doença e aumentando novamente os valores na instalação da cirrose.

- ALBUMINA

Albumina é a proteína principal da circulação sangüínea.

- TEMPO DE PROTROMBINA

Muitos fatores de coagulação do sangue são produzidos no fígado. Por isso, quando o dano hepático é elevado, a síntese dos fatores de coagulação apresenta-se diminuída.

- CONTAGEM DAS PLAQUETAS

Plaquetas são as menores células do sangue. Em algumas pessoas com doença no fígado, o baço é aumentado quando o fluxo de sangue pelo fígado é dificultado, isolando as plaquetas no baço, que cresce de tamanho.

Transaminases
(Resumo do livro)


Os exames mais solicitados aos portadores de hepatite C são as transaminases. Vamos tentar explicar, de forma simples, algumas dúvidas que a maioria dos portadores possuem em relação a estas enzimas.

É comum em pessoas com hepatite crônica do tipo C ter os níveis de transaminases subindo e baixando. Esta é uma das características da hepatite C e um fator que engana muitos médicos sem experiência na doença. Em portadores crônicos, devem ser feitos exames mensais durante um período de seis meses, para assim se obter uma média. Nos negativados, após o tratamento, é recomendável medir as transaminases, no mínimo, de três em três meses.

-O que são as Transaminases?

Um passo inicial para detectar problemas no fígado é um exame de sangue para determinar a presença de certas enzimas, comumente chamadas de transaminases. Debaixo de circunstâncias normais, estas enzimas residem dentro das células do fígado. Mas quando o fígado está com problemas, são derramadas no fluxo sanguíneo.

As transaminases incluem a aminotransferase de aspartate (AST ou SGOT ou TGO ou GOT) e a aminotransferase de alanine (ALT ou SGPT ou TGP ou GPT). Estas enzimas normalmente residem dentro das células do fígado. Se o fígado estiver com algum problema, as células as derramam na corrente sanguínea, elevando os níveis destas enzimas no sangue e sinalizando a existência do problema.

As transaminases catalisam reações químicas nas células, nas quais um grupo de amino é transferido de uma molécula doadora a uma molécula recipiente. Conseqüentemente, disto deriva o nome trans + aminases.

-O que são níveis normais de TGO e TGP?

A gama normal de valores para TGO é de 5 a 40 unidades por litro de soro (a parte líquida do sangue).

A gama normal de valores para TGP é de 7 a 56 unidades por litro de soro. Estes valores dependem do fabricante do teste. É necessário sempre verificar quais são os valores de referência para poder comparar os resultados. Tente, sempre que possível, fazer o exame no mesmo laboratório, o que facilita fazer uma média comparativa dos resultados.

-O que significa ter resultados de TGO e TGP elevados?

TGP e TGO são indicadores sensíveis de dano hepático em diferentes tipos de doenças. Mas deve ser enfatizado que ter níveis mais altos que o normal destas enzimas não indica, necessariamente, uma doença hepática estabelecida. Tais índices podem indicar algum problema, ou não. A interpretação dos níveis altos de TGO e TGP depende do quadro clínico em geral, e assim é melhor que isto seja determinado por médicos experimentados em hepatologia.

-Que doenças causam níveis de transaminases anormais?

São encontrados níveis mais altos de TGO e TGO em desordens que causam a morte de numerosas células (necrose hepática extensa). Isto acontece nas hepatites agudas A ou B, no dano pronunciado infligido por toxinas como o de uma overdose de paracetamol (TYLENOL), ou quando o fígado é privado de sangue fresco, que traz oxigênio e nutrientes. As transaminases, nestas situações, podem variar de dez vezes os limites superiores do normal para milhares de unidades por mililitro.

Moderadas elevações das transaminases são comuns?.

A causa mais comum de moderadas elevações destas enzimas é o fígado gorduroso (esteatose). A causa mais freqüente de fígado gorduroso é o abuso de álcool. Outras causas de fígado gorduroso incluem a diabete e a obesidade. A hepatite C também está se tornando uma causa importante de elevações das transaminases.

-Que medicamentos causam níveis de transaminases anormais?

Alguns medicamentos podem elevar as transaminases. Entre eles temos os que contêm os seguintes princípios ativos:

. medicamentos para alívio da dor como aspirina, acetaminofeno ou paracetamol, ibuprofeno, neproxeno, diclofenac e feenybutazone;

. medicamentos de anti-ataque apopléctico como fenytoina, ácido valpróico, carbamazepine e fenobarbital;

. antibióticos como as tetraciclinas, sulfonamides, isoniazide (INH), sulfametoxazole, trimetoprim, nitrofurantoin, etc.;

. drogas para o colesterol como as estatinas e niacina;

. drogas cardiovasculares como amiodarone, hidralazine, quinidine, etc.;

. antidepressivos do tipo de tricyclic.

Com anormalidades das transaminases, originadas por medicamentos, os valores voltam ao normal semanas ou meses depois de a medicação ser interrompida.

-Quais são as causas menos comuns de níveis de transaminases anormais?

Causas menos comuns de transaminases anormais incluem a hepatite B crônica, a hemocromatosis, a doença de Wilson e a hepatite auto-imune. A hepatite auto-imune é provocada pelos próprios anticorpos do corpo e sistemas de defesa que atacam o fígado. Raramente as transaminases anormais podem ser um sinal de câncer no fígado.

-Existem outras enzimas?

Alem da TGO e TGP, há outras enzimas que incluem a fosfatasse alcalina e a gama glutamil transaminases (GGT), as quais são testadas durante o tratamento da hepatite ou em pacientes com doenças mais avançadas.

É possível fazer a detecção precoce do carcinoma hepatocelular (câncer) em pacientes com hepatite C ?

O carcinoma hepatocelular é uma ocorrência não muito freqüente em pacientes com cirrose pelo vírus da hepatite C. Porem, faz-se necessária a monitoração desses pacientes com determinação dos níveis séricos de alfa-teto proteína e o uso da ultra-sonografia abdominal em períodos de quatro a seis meses. Icterícia

A icterícia (olhos e pele amarelos) pode aparecer ocasionalmente como um sintoma, mas é muito comum durante um ataque agudo. A icterícia é causada pela formação de pigmento de bílis, passado pelo fígado nos intestinos. Esta mesma formação de bílis pode causar intensa coceira.

Ascite ou barriga d' água

Acontecendo cirrose, a acumulação de fluido na cavidade abdominal, ou ascite, é relacionada à hipertensão portal, redução significativa de albumina de soro e retenção renal de sódio.

O volume de ascite abdominal em adultos com cirrose pode alcançar níveis muito altos, de dez a doze litros. O fluido da ascite pode acumular-se no escroto e na cavidade torácica, onde sua presença, combinada à pressão superior no diafragma do fluido abdominal, pode afetar a respiração severamente.

Com freqüência, o apetite fica reduzido pela distensão abdominal. Ascite é tratada diretamente pela remoção do fluido do abdômen através de um furo com uma agulha, para aliviar o desconforto e a respiração. Os pacientes devem fazer rigorosa dieta sem sal, e são receitados diuréticos. Se estas medidas não controlam a ascite volumosa, esta pode ser escoada interiormente, correndo um tubo na cavidade abdominal, debaixo da pele do tórax, na veia jugular.

Varizes internas

Às vezes acontece na cirrose. A hipertensão portal é a pressão aumentada na veia portal, tendo como resultado o bloqueio ao sangue no fígado. Normalmente, é causada pelos processos de cicatrização da cirrose. A pressão aumentada causa varizes, ou alongamento das veias que conduzem a veia portal. Quando as varizes ficam situadas em tecidos superficiais, podem se romper e sangrar.


22/07/2002

PREVALENCIA DA HEPATITE C EM GRUPOS DE RISCO DE INFECÇÃO

O CDC – Centro de Prevenção e Controle de doenças, órgão do governo dos Estados Unidos, publica em http://www.cdc.gov/ncidod/diseases/hepatitis/c_training/edu/1/epidem-prev-table1.htm um estudo sobre a prevalência da hepatite C.

No quadro e mostrado o total de infectados em cada grupo de risco (coluna em vermelho) onde podemos observar que 87% dos hemofílicos que receberam fatores sanguíneos antes de 1987 se encontram contaminados com a hepatite C, ou ainda, que 79% dos atuais usuários de drogas injetáveis também estão infetados, é, que 5% dos que tem taxas elevadas de transaminases, a causa é devida a hepatite C.

A segunda coluna mostra quanto representa o total de cada grupo no total da população, assim, podemos observar que o grupo de pessoas que tem taxas elevadas de transaminases e de 5% da população, e como nestes 15% tem hepatite C, numa simples operação matemática podemos calcular que este indicador representa 0,75% da população. Como o total de contaminados nos Estados Unidos e de 1,8%, podemos observar que as transaminases alteradas sendo este um excelente indicador na suspeita da contaminação, já que representa 40% dos infectados.

Lamentavelmente não existe um estudo deste tipo no Brasil, que muito ajudaria na estratégia de encontrar os portadores. O único dado que se dispõe e a prevalência nos bancos de sangue, de 0,78% no ano passado. É conveniente não comparar este dado (cinco vezes superior) com o encontrado nos Estados Unidos, de 0,16%, senão teremos um arrepio na espinha.

Acredito que a entrevista previa não seja tão efetiva no Brasil, e que ainda, muitos procurem os bancos de sangue, não com o objetivo de realizar uma doação, é sim, um exame de saúde. Comportamentos deste tipo deveriam ser catalogados como criminosos.

Estimativa da prevalência da Hepatite C nos Estados Unidos realizada pelo CDC – Centro de Prevenção e Controle de Doenças, do Governo Americano.

A primeira coluna, destacada em vermelho, mostra o percentual de contaminados pela hepatite C existente cada grupo especifico. 

A segunda coluna mostra quanto representa cada grupo no total da população. 

(Tradução do Grupo Otimismo)

Porcentagem de infectados em cada grupo especifico

Total de pessoas em cada grupo sobre o total da população dos Estados Unidos, em %

%

(media,%)

Hemofílicos tratados com fatores  antes de 1987

87 %

(74-90)

<0.01 %

Usuários de drogas injetáveis

  usuários atuais

79 %

(72-86)

0.5 %

  ex-usuários de drogas

ND*

- -

5 %

Pessoas com taxas de transaminases alteradas

15 %

(10-18)

5 %

Pacientes em hemodiálises

10 %

(0-64)

0.1 %

Pessoas com múltiplos parceiros  sexuais (quantidade na vida)

  Mais de 50

9 %

(6-16)

4 %

  Entre 10 e 49

3 %

(3-4)

22 %

  Entre 2 e 9

2 %

(1-2)

52 %

Pessoas com histórico de outras doenças sexualmente transmissíveis

6 %

(1-10)

17 %

Pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1990

6 %

(5-9)

6 %

Crianças infetadas durante o parto

5 %

(0-25)

0.1 %

Homossexuais masculinos

4 %

(2-18)

5 %

Prevalência na população em geral

1.8 %

(1.5-2.3)

100 %

Profissionais da medicina

1 %

(1-2)

9 %

Mulheres  grávidas

1 %

- -

1.5 %

Pessoal das forças armadas

0.3 %

(0.2-0.4)

0.5 %

Prevalência nas doações voluntárias de sangue

0.16 %

- -

5 %

*ND: Não disponível






Last updated 22.11.2004
Contatos: hepato@hepato.com