O conteúdo desta página e extraído dos livros "Convivendo com a Hepatite C" e "A Cura da Hepatite C" - Proibida sua reprodução total ou parcial sem autorização expressa do autor, Carlos Varaldo
Comidas e bebidas
O
que posso fazer em relação a
minha nutrição ? Dieta da linha invisível
do organismo
Não
há uma dieta específica, igual para todos, que possa ser recomendada para o
portador de hepatite C, já que cada organismo metaboliza os alimentos de forma
diferente e que o eventual dano hepático pode ter alterado algumas das quase
2.000 funções realizadas pelo fígado. Isto não quer dizer que modificar sua
dieta não terá nenhum efeito.
Um nutricionista poderá ajudar a compor uma dieta indicada para seu
organismo, porém é o seu próprio corpo que vai determinar quais alimentos são
mais bem aceitos e metabolizados. Escute as respostas, os avisos e os alertas
que o corpo lhe envia, e você conseguirá organizar sua dieta personalizada,
individual, exclusiva para seu organismo; aquilo que acostumo chamar de Dieta da linha invisível do
organismo.
É muito fácil conseguir elaborar sua dieta, ideal observando a reação do
corpo, os seus sinais, após cada refeição. Se você se sentir sonolento, com o
corpo pesado ou com dor de cabeça, é um sinal de alerta para seu corpo, que está
informando que algum dos alimentos ingeridos na última refeição não é indicado
para o seu metabolismo. Seu corpo está sentindo dificuldade de digeri-lo,
sobrecarregando assim o seu fígado.
Então, será necessário identificar, entre todos os alimentos ingeridos na
última refeição, qual deles não é bom para nosso organismo. Para isto, nos próximos dias,
deveremos experimentar, um a um, separadamente, cada alimento ingerido, até
encontrar aquele que vai desencadear aquela mesma reação no nosso
organismo.
Bom, agora já estamos sabendo que este alimento não é bem aceito no nosso
corpo e com certeza o nosso organismo vai agradecer se o eliminamos da dieta ou
pelo menos diminuirmos a quantidade ou freqüência com que o
ingerimos.
Assim, após alguns meses observando seu próprio organismo, você mesmo
terá conseguido realizar uma lista de alimentos inconvenientes para sua dieta, o
que significa que o seu cardápio passará a ser o ideal para seu organismo.
Porém, siga o sábio conselho de escrever num papel os alimentos que nos causam
problemas, senão, com certeza, você vai repetir muitas vezes os mesmos
erros.
Ao final de vários meses, você vai sentir seu organismo mais leve, livre,
com maior energia e disposição física, pois só estará ingerindo alimentos que
seu corpo processa e aceita com facilidade. Isto vai gerar menos radicais livres
e conseqüentemente menos inflamação em todos os órgãos, músculos e tecidos,
propiciando um beneficio fantástico.
A nutrição e o fígado estão relacionados de muitas maneiras. Tudo o que
comemos, respiramos e absorvemos, inclusive por nossa pele, deve ser refinado e
desintoxicado pelo fígado. Assim, uma nutrição e dieta especiais podem ajudar a
manter o fígado saudável. Comidas amargas são úteis e estimulam o processo
digestivo, além de ajudarem o fígado. Saladas que contêm folhas amargas como
dente-de-leão, endívias ou chicória, comidas 10-15 minutos antes das refeições,
são receitas européias usadas há muito tempo para ajudar o fígado. Em Taiwan,
uma dieta rica em legumes é recomendada para se ter um risco baixo de câncer em
pessoas com hepatite C.
Sucos vegetais minoram freqüentemente as inflamações. Os sucos de
cenouras, pepino, aipo e salsa são usados tradicionalmente pela cultura popular
em limpeza do fígado. Qual a melhor dieta durante o
tratamento?
Uma boa
nutrição proveniente de uma dieta balanceada pode ajudar a regenerar as células
danificadas do fígado. Ainda não estão definidos quais fatores aceleram ou
retardam a velocidade de recuperação do dano hepático, porém certamente a
alimentação é um fator fundamental e a dieta certa é um processo importante
nesta recuperação.
A dieta deve ser individual para cada caso, tentando sempre manter o seu
estilo de vida. Consiste basicamente em uma alimentação balanceada, livre de
álcool e de cigarros, baixa em gorduras e com carboidratos suficientes para
prover as calorias necessárias ao organismo, sem exageros. Deve-se ter muita
atenção com alimentos que aumentem a quantidade de ferro, pois pessoas com
hepatite C não o processam totalmente, acumulando-o no fígado e prejudicando a
ação do Interferon, seja o natural produzido, pelo organismo, ou o injetado. No
entanto, não podemos ser radicais, eliminando totalmente o ferro da nossa
alimentação, já que se trata de um elemento fundamental para o organismo.
Alimentos com alto teor de ferro, como o patê de fígado, cereais
fortificados, feijão preto, espinafre e carnes vermelhas devem ser ingeridos com
moderação. Evite cozinhar em panelas de ferro. Controle a ingestão de alimentos
gordurosos para não provocar depósitos de gordura no fígado. Os depósitos de
gordura forçam o desempenho e a atividade do fígado, que reage inflamando-se.
Mantenha o peso ideal para a sua altura e faça um programa de exercícios
rotineiro. A caminhada é uma excelente opção.
Diabéticos devem seguir a sua dieta de restrição de açúcares, observando
que uma dieta baixa em colesterol pode alterar a glicemia. É essencial o
paciente consultar sempre o seu médico antes de iniciar qualquer dieta ou um
programa de exercícios. É importante o consumo mínimo de proteínas para manter o
sistema muscular, porém sem exageros, principalmente, em pacientes com cirrose
estabelecida, nos quais o excesso de proteína pode causar desorientação e
confusão mental.
Pacientes com acúmulos de líquidos na barriga (a ascite, ou seja, a tradicional
barriga-d'água), ou inchaço nas pernas, devem controlar o sal na comida. Cada
grama de sal ingerido resulta na acumulação de 200 ml de líquido nestes
pacientes. Substitua-o por condimentos ou suco de limão. Evite alimentos
industrializados ou enlatados. Qual é
a relação entre a dieta e o tratamento
Está
comprovado que uma dieta alimentar equilibrada pode ser um fator preponderante
para diminuir os efeitos colaterais dos medicamentos, pois tudo o que comemos
deve passar pelo fígado para ser metabolizado. Uma das recomendações para quem
se encontra em tratamento da hepatite C é manter uma dieta alimentar saudável,
ingerindo alimentos de baixa caloria e evitando totalmente o álcool e o cigarro.
Uma dieta alimentar com mais carboidratos pode ajudar, pois ofereceria as
calorias necessárias e, ao mesmo tempo, manteria o peso. É normal que o
tratamento possa fazer com que as pessoas percam o apetite. Portanto, seria
conveniente fazer várias pequenas refeições ao longo do dia. Descanso adequado e
exercícios podem fazer com que os pacientes de hepatite C sintam-se ainda
melhor. A importância de ter o peso
ideal
Vários
estudos apresentados nos últimos congressos mostram que pessoas magras ou que se
encontram acima do seu peso normal apresentam uma resposta muito superior ao
tratamento. O excesso de peso
passou a ser um fator prognóstico negativo sobre o sucesso do tratamento. Então, para aqueles que se encontram com
alguns quilos em excesso, é extremamente importante, antes de iniciar o
tratamento, tentar alcançar o peso ideal.
Pessoas acima do peso, além de uma menor resposta ao tratamento têm
maiores possibilidades de criar depósitos de gordura no fígado, chamados de
esteatoses, e nestes casos a função hepática fica prejudicada, a inflamação
aumenta, as transaminases são mais elevadas e, conseqüentemente, o avanço do
dano hepático é acelerado.
Porém, um regime alimentar deve ser feito de forma lenta, com controle do
médico ou de um nutricionista. A
perda acelerada de peso fará com que a gordura perdida na massa muscular se
deposite no fígado, acelerando o processo da esteatose. Cuidado!
O melhor dos regimes, inclusive o único tratamento para tratar da
esteatose, é ingerir uma quantidade de calorias inferior à necessidade
diária. Isto é, se o nosso
organismo, devido a nossa atividade diária, consome 2.000 calorias, o ideal
seria uma dieta que forneça 10% a menos, isto é, somente 1.800
calorias.
Como é mais fácil conseguir queimar calorias do que reduzir a
alimentação, o ideal é realizar uma alimentação em menores quantidades de
calorias junto a um programa rotineiro de exercícios físicos, que aumente a
nossa atividade física.
Qual
a melhor alimentação ?
Uma boa
nutrição proveniente de uma dieta balanceada pode ajudar a regenerar as células
danificadas do fígado. A grande maioria dos infectados com hepatite C pode vir a
desenvolver cirrose num período que vai dos 10 aos 30 anos após a infecção.
Ainda não está definido que fatores aceleram ou retardam a velocidade no
desenvolvimento do dano hepático, porém certamente a alimentação é um fator
fundamental e a dieta certa é um processo importante para o controle do avanço
da doença.
A dieta deve ser individual para cada caso, tentando sempre manter seu
estilo de vida. Consiste basicamente em uma alimentação balanceada, livre de
álcool, drogas ou cigarros, baixa em gorduras e com carboidratos suficientes
para prover as calorias necessárias ao organismo. Deve-se ter muita atenção com
alimentos que aumentem a quantidade de ferro, pois pessoas com hepatite C não o
processam totalmente, acumulando-o no fígado e prejudicando a ação do
Interferon, seja o natural produzido, pelo organismo, ou o existente nas
multivitaminas.
Alimentos com alto teor de ferro, como o patê de fígado, cereais
fortificados, feijão preto, espinafre e carnes vermelhas devem ser ingeridos com
moderação. Evite cozinhar em panelas de ferro. Controle a ingestão de alimentos
gordurosos para não provocar depósitos de gordura no fígado. Os depósitos de
gordura forçam o desempenho e a atividade do fígado, o qual reage com a
inflamação do órgão. Mantenha o peso ideal para a sua altura e faça um programa
de exercícios rotineiro. A caminhada é uma excelente opção.
Diabéticos devem seguir a sua dieta restrita em açúcares, observando que
uma dieta baixa em colesterol pode alterar a glicemia. É essencial o paciente
consultar sempre o seu médico antes de iniciar qualquer dieta ou um programa de
exercícios. É importante o consumo mínimo de proteínas para manter o sistema
muscular, porém sem exageros, principalmente, em pacientes com cirrose
estabelecida, nos quais o excesso de proteína pode causar desorientação e
confusão mental.
Pacientes com acúmulos de líquidos na barriga (tradicional
barriga-d'água), ou inchaço nas pernas, devem controlar o sal nas comidas. Cada
grama de sal ingerido resulta na acumulação de 200 ml. de líquido nestes
pacientes. Substitua por condimentos ou suco de limão. Evite alimentos
industrializados ou enlatados. A
importância de manter o peso ideal
Vários
estudos apresentados nos últimos congressos mostram que a esteatose (gordura no
fígado) apressa a progressão de dano hepático nos portadores de hepatite C. A esteatose, também chamada de fígado
gorduroso, pode acontecer por vários motivos, sendo que o excesso de peso
(obesidade) e o consumo de álcool são os mais importantes. A vida sedentária e a alimentação
inadequada são um dos maiores culpados pelo crescimento dos casos de
obesidade.
A gordura depositada no fígado, facilmente detectável no exame de
ultra-som, prejudica o funcionamento do órgão e aumenta as transaminases. Este aumento das transaminases acelera a
progressão do dano hepático, levando a uma mais rápida fibrose ou cirrose. É recomendável para todos os portadores
tentar se manter dentro de seu peso ideal, eliminando os quilogramas a mais que
eventualmente possam existir. É uma
forma simples de ajudar o nosso fígado. Que comidas devo evitar ?
AMENDOINS:
Alguns
amendoins contêm aflatoxinas, um fungo que aumenta a probabilidade de
câncer. MOLUSCOS CRUS:
Podem
ser perigosos, por causa das bactérias, comer ostras cruas ou moluscos crus,
mais ainda para pessoas com hepatite C. Evite ou cuide para que o molusco que
você come esteja bem cozido. GORDURAS
SATURADAS:
É
geralmente melhor consumir o mínimo de gorduras. Muitas pessoas reclamam de dor
na área do fígado depois de comer comidas gordurosas. Se você comer gorduras
saturadas, o fígado terá mais trabalho do que o normal para neutralizar os
efeitos prejudiciais. Leia e reflita: por que para os portadores de hepatite C
é melhor não beber álcool Conforme
um estudo feito no Servicio d'Hepatologie, Hospital Beaujon, Clichy, França, há
uma relação íntima e uma possível interação da hepatite C com o
álcool. Foram
observadas interações entre o álcool e a hepatite C em vários níveis, inclusive
a epidemiologia, a virologia (incluindo a carga viral), a histologia (o efeito
na severidade de lesões ), a carcinogênese (o papel do álcool na ocorrência do
carcinoma hepatocelular), e o
efeito nas manifestações
extra-hepáticas ou a severidade da infecção da hepatite C.
No nível
epidemiológico, um predomínio alto de infecção da hepatite C foi encontrado nos
pacientes com doenças do fígado produzidas pelo álcool (de 14 a 37%), que também
se caracterizou por uma proporção alta de repetição ou replicação viral, como
foi revelado pelo PCR presente em mais de 90% dos pacientes do estudo. E mais, o
predomínio de anticorpos detectados pelo Anti-HCV aumentou
proporcionalmente a severidade das
lesões mais graves. Análises virológicas baseadas na determinação do
nível de HCV-ARN (PCR) mostrou variações influenciadas pela dieta, e uma relação
clara com o consumo de álcool. A
nível histológico, o papel do
álcool pode ser avaliado ou por
meio do desenvolvimento de fibroses ou pela determinação da incidência de
cirrose. Um
estudo no efeito do álcool, comparando pessoas que bebiam menos ou mais que 40
gramas por dia e comparando a progressão do dano histológico das lesões mais
graves confirmou um aumento mais
rápido na fibrose, dobrando a incidência de cirrose em pacientes que admitem o
consumo de álcool maior que 40
gramas por dia. O papel
do álcool na ocorrência de carcinoma
hepatocelular nos pacientes com
cirrose devido à infecção
pelo vírus C foi estudado extensivamente com resultados polêmicos. Um recente estudo
realizado na Itália mostrou que o risco relativo de câncer nos pacientes com
infecção de hepatite C e o consumo de álcool dobram a possibilidade de
desenvolvimento de câncer. Finalmente,
o consumo de álcool aumenta a evolução das doenças dermatológicas associadas à
hepatite C. Todos os argumentos
citados devem ser usados para
aconselhar os portadores de
hepatite C a não consumirem álcool, mesmo sem ter em conta o grau da lesão
hepática. Porém, o efeito da ingestão ocasional de quantidades pequenas de
álcool não foi demonstrado e, por conseqüência, um gole ocasional é permitido,
em alguns casos, por certos médicos. Ferro e a hepatite C
O fígado
é um órgão muito importante na manutenção do metabolismo do ferro, uma vez que
lhe cabe armazenar este metal no nosso organismo. Em média, a dieta diária de um
americano contém cerca de 10 a 20 mg de ferro. Cerca de 10% desta quantidade é
absorvido, o restante é mantido para as necessidades diárias do organismo que
são de 1 a 2 mg/dia. Os
pacientes com hepatite C, algumas vezes, apresentam um aumento na concentração
de ferro, e o excesso desta substância pode ser muito perigoso para o fígado.
Alguns estudos nos mostram que índices muito altos de ferro reduzem a capacidade
de resposta dos pacientes de hepatite C ao Interferon. Portanto, os pacientes
com hepatite C com índices de ferro muito altos ou que estão com cirrose devem
evitar a ingestão de ferro.
Selecione as comidas ricas em ferro e reduza sua ingestão na dieta
alimentar, entre elas as carnes vermelhas, não cozinhe em panelas de ferro, não
coma em excesso cereais ricos em ferro. A gordura e a hepatite C
As
pessoas com excesso de peso freqüentemente têm anormalidades relacionadas ao
fígado. Podem ter desde depósitos de gordura no fígado - que são chamados de
esteatoses - até inflamações destes depósitos - chamadas esteatohepatites.
Parece que, em pacientes com excesso de peso que futuramente perdem este
excesso, a possibilidade de aparecerem anormalidades no fígado é maior.
Portanto, os pacientes com hepatite C devem manter seu peso na média. Para os
que são obesos, é recomendada uma dieta baixa em gorduras, além de exercícios.
Os pacientes com hepatite C diabéticos devem restringir sua ingestão de
açúcar. Os pacientes com hipoglicemia devem seguir uma dieta baixa em
colesterol. Todos os pacientes com hepatite C, antes de iniciarem um programa de
exercícios, devem consultar seus médicos. A proteína e a hepatite
C
A
ingestão da quantidade de proteína adequada é importante para manter a massa
muscular e auxilia o sistema de recuperação. A ingestão de proteína deve estar
de acordo com o peso da pessoa e com a sua condição médica. Em geral,
recomenda-se a ingestão de 1.0 a 1.5 gramas de proteína por quilo da pessoa, por
dia, para que a regeneração das células do fígado ocorra nos pacientes que não
têm cirrose. Um
número pequeno, mas significativo, de pacientes com cirrose pode vir a contrair
uma doença chamada encefalopatia. As pessoas com esta doença apresentam sinais
de desorientação e confusão mental. As causas da encefalopatia não são
totalmente conhecidas. Enquanto alguns experts não acreditam que exista uma
ligação entre a dieta alimentar diária e a encefalopatia, outros acreditam que
uma redução drástica da proteína animal e a adoção de uma dieta vegetariana
possa melhorar o estado mental. O sal e a hepatite C
Um
estágio avançado da cirrose pode levar a um acúmulo anormal de fluido no
abdômen, que é chamado de ascite. Os pacientes com hepatite C que estejam com
ascite devem manter uma dieta baixa em sal. Quanto menos sal ingerido, menor
quantidade de fluido produzido. O sal ingerido deve ser de 1.000 mg. por dia.
Isto significa que, ao comprar sua comida, você terá de ler todas as informações
sobre os alimentos. Por exemplo, 30 gramas
de cereal tem 350 mg. de sódio, 30 gramas de queijo parmesão ralado tem
528 mg. de sódio, uma xícara de sopa de frango tem 1,108 mg. de sódio e uma
colher de sopa de sal tem 2.325 mg. de sódio.
Evite as comidas chamada fast
foods (comidas rápidas) porque geralmente têm muito sódio. Carnes,
especialmente as vermelhas, podem ter grande quantidade de sal incorporada
durante a preparação. Assim, a ingestão de carnes deve ser dramaticamente
reduzida. Considere a possibilidade de uma dieta vegetariana. Os pacientes com
hepatite C que não têm ascite também devem reduzir as quantidades de sal
ingerido, porém sem restrições tão severas. Remédios
não são comida, mas....
Como as
comidas e bebidas, os remédios também passam pelo fígado para serem
metabolizados. Pessoas com hepatite C crônica devem ter muito cuidado ao tomarem
remédios, mesmo aqueles permitidos e vendidos sem receita médica. Leia
atentamente a bula antes de tomar qualquer medicamento e pergunte ao seu médico
se você pode ingerir o remédio sem problemas. Nutrição e
cirrose
Pessoas com cirrose experimentam freqüente perda de apetite, náusea,
vomito e diminuição de peso. Adultos com cirrose necessitam de uma dieta
balanceada rica em proteínas, provendo de 2 000 a 3 000 calorias por dia para
permitir uma regeneração das células. Porém, muita proteína resultará num
aumento de amônia no sangue; pouca proteína pode reduzir a regeneração do
fígado. Os médicos têm de prescrever a quantidade correta de proteínas,
cuidadosamente, para uma pessoa com cirrose. O médico pode usar dois
medicamentos (lactulose e neomicim) para controlar os níveis de amônia no
sangue.
Pessoas
com cirrose sofrem freqüentemente de acúmulo de fluido no abdômen (ascite) ou
uma inchação dos pés, pernas, ou parte das costas (edema). Ambas as condições
são o resultado da hipertensão portal (aumento da pressão nas veias que entram
no fígado). O sódio (sal) estimula a retenção de água no corpo. Os pacientes com
retenção de fluidos devem eliminar o sal. Em geral, aconselha-se a redução da
proteína de carne, que é a proteína mais tóxica ao cérebro, por proteína
vegetal, em casos de cirrose. Dieta
para pacientes cirróticos
Os
pacientes com cirroses e sintomas de ascite (barriga de água) devem suprimir o
sal na comida. Para melhorar o
sabor, utilize condimentos naturais – os preparados à venda no comércio podem
conter sal como conservante. Utilize manteiga ou margarina sem sal. Coma legumes
crus ou cozidos em água ou ao vapor, sem sal.
Os pacientes com cirrose avançada, já com sintomas de encefalopatia,
devem eliminar a ingestão de carnes de qualquer espécie, vermelha ou branca,
substituindo esta fonte de proteína pela carne de soja. Estes pacientes também devem eliminar a
ingestão de ovos e trocar o açúcar refinado por endulcorantes. Alimentos
recomendados:
- azeite de oliva extra-virgem;
- cereal integral;
- frutas;
- frutas secas;
- massas de farinha integral sem recheio;
- óleos vegetais de primeira pressão;
- peixes, de preferência de águas frias;
- verduras e legumes. Alimentos
proibidos:
- amendoim, pistaches, amêndoas, salgadinhos, etc.;
- cereais matinais, chips, batatas fritas, purê de batatas em
pó;
- comprimidos efervescentes para digestão ou resfriados, bicarbonato de
sódio e outros medicamentos que
possam conter sal;
- condimentos como o sal, maionese industrializada, mostarda, azeitonas,
molhos de tomate preparados ou extrato de tomate;
- frios, salsichas, patê de fígado, carne seca, frutos do mar, como
crustáceos, moluscos, ovas de peixe;
- legumes em conserva, chucrute ou qualquer alimento preparado, enlatado
ou congelado;
- margarina ou manteiga com sal;
- massas recheadas, como raviólis, canelones ou lasanhas;
- queijos duros de qualquer tipo ou os de massa mole como o Camembert ou
o requeijão;
- todos os tipos de pão ou biscoitos que contenham
sal. As proteínas
Um número pequeno, mas significativo, de pacientes com cirrose pode vir a
contrair uma doença chamada encefalopatia. As pessoas com esta doença apresentam
sinais de desorientação e confusão mental. As causas da encefalopatia não são
totalmente conhecidas. Enquanto alguns especialistas não acreditam que exista
uma ligação entre a dieta alimentar diária e a encefalopatia, outros acreditam
que uma redução drástica da proteína animal e a adoção de uma dieta vegetariana
possam melhorar o estado mental. A esteatose
não-alcoólica - NASH
Lembre-se
deste nome, NASH, que significa a
abreviatura, em inglês, de Esteato
Hepatite Não-Alcoólica. Muito vai se falar desta nova doença que já está se
propagando rapidamente na população.
Ela não é transmissível, sendo adquirida por motivos ainda não muito bem
compreendidos, que podem ser a alimentação inadequada, o sedentarismo ou, muito
possivelmente, derivada da quantidade de agrotóxicos, conservantes, corantes e
aditivos que ingerimos hoje em dia ao consumir, praticamente, qualquer
alimento. É provável que nosso
organismo não esteja preparado para metabolizar estes alimentos, novos na dieta,
e que isto provoque os depósitos de gordura no fígado.
É muito freqüente serem encontrados indivíduos com depósitos de gordura
no fígado, principalmente mulheres na fase da menopausa. Acontece também em
mulheres obesas de meia-idade com diabetes e hipertrigliceridemia (excesso de
gordura no sangue). Porém, esta doença também está acontecendo em indivíduos com
peso normal, sem outras doenças associadas, podendo ainda afetar os homens, e já
está sendo encontrada até em adolescentes.
A presença de gordura no fígado pode causar um aumento do órgão e
resultar em piora da inflamação e elevações nos níveis das transaminases. Isto
pode confundir a interpretação de resultados e a diagnose. Estudos controlados
precisam ser feitos para determinar se a adição desta doença pode piorar ou
alterar os diagnósticos em pacientes com hepatite C.
Aconselha-se a pacientes com hepatite C que mantenham um peso normal.
Para pessoas que estão acima do peso, é crucial começar uma rotina de exercícios
prudente e uma dieta de baixo teor de gordura, bem equilibrada. Os pacientes
diabéticos devem seguir a dieta sem açúcar. Uma dieta baixa em colesterol deve
ser seguida pelos pacientes com hipertrigliceridemia. A
nutrição e a depressão durante o
tratamento
Durante
o tratamento da hepatite C, são muitos os fatores que podem afetar o estado
mental. Entre estes, podemos mencionar os efeitos colaterais do Interferon e da
Ribavirina, a alimentação, o estado
espiritual, os fatores psicológicos, as condições sociais e ambientais, e o
estado nutricional do portador.
A depressão tem de ser tratada pelo médico que trata a hepatite C e se
necessário conjuntamente com um psicólogo. Porém, há pequenas coisas que
podem ajudar a diminuir ou combater a depressão, como uma alimentação correta que contemple a suplementação de
nutrientes, dos quais, reconhecidamente, carecem as pessoas
depressivas.
Deficiências de nutrientes como folato (acido fólico), tiamina (vitamina
B1), niacina (encontrada na vitamina B3), piridoxina (encontrada na vitamina B6)
e cobalamina (vitamina B12) são associadas a sintomas como a irritabilidade, a
confusão mental, falta de concentração, falta de vontade e
depressão.
O consumo de alimentos que contém estas vitaminas previne suas
deficiências e pode ajudar a reduzir a intensidade dos sintomas. Entre os alimentos que podem ajudar a
manter níveis elevados destes nutrientes temos os que
contém - TIAMINA (vitamina B1), como a carne de porco, o gérmen de trigo, os
peixes, as aves, como o frango e os ovos; - NIACINA (encontrada na vitamina B3),
como a carne vermelha, carnes brancas e peixe; - PIRIDOXINA (encontrada na vitamina B6),
como a carne vermelha, nas aves e nos peixes gordurosos como o salmão ou
atum;
- COBALAMINA (vitamina B12),
como as carnes vermelhas e nas brancas.
O fígado destes animais é uma boa fonte;
- FOLATO (acido fólico),
encontrado no gérmen de trigo e na levedura de cerveja.
Pode parecer contraditório recomendar comer carnes vermelhas ou patê de
fígado, porém, devemos lembrar que não podemos deixar de nos alimentar, e que
deve sempre ser seguida uma alimentação balanceada. Pequenas porções de todos os alimentos
são necessárias para suprir as necessidades de vitaminas e minerais do
organismo. Não podemos ser
radicais!
Existindo um metabolismo anormal do açúcar, podem ocorrer hipoglicemia e
sintomas associados, como crises
nervosas, desesperação, irritabilidade, tudo seguido de uma etapa de cansaço e
sonolência. Ocorre ainda que, ao se
metabolizar o açúcar refinado, são utilizadas as poucas reservas que restam ao
paciente carente destas vitaminas.
A cafeína pode causar irritabilidade, ansiedade, insônia e fadiga.
Existem alguns alimentos que podem causar alergia ou maior sensitividade
em algumas pessoas. Estes efeitos de alergia e sensitividade incluem sonolência,
falta de concentração, insônia e alguns outros. Dieta para pacientes
com ascite
Os
pacientes com cirrose e sintomas de ascite (barriga d’água) devem suprimir o sal
na comida. Para melhorar o sabor,
utilize condimentos, de preferência os
naturais, já que os preparados à venda no comércio podem conter sal como
conservante. Utilize manteiga ou margarina sem sal. Coma legumes crus ou cozidos
em água ou ao vapor, sem sal. Alimentos proibidos:
- Queijos duros de qualquer tipo ou os de massa mole como o Camembert ou o
Requeijão.
- Frios, salsichas, patê de fígado, carne seca e frutos do mar como crustáceos,
moluscos, ovas de peixe etc.
- Massas recheadas, como raviólis, canelões ou
lasanhas.
- Margarina ou manteiga com sal.
- Todos os tipos de pão ou biscoitos que contenham
sal.
- Cereais matinais, chips, batatas fritas, purê de batatas em
pó.
- Legumes em conserva, chucrute ou qualquer alimento preparado, vendido
enlatado ou congelado.
- Amendoim, pistaches, amêndoas, salgadinhos etc.
- Água mineral com ou sem gás que contenha mais de 10 mg de sódio por
litro.
- Condimentos como o sal, maionese industrializada, mostarda, azeitonas,
molhos de tomate preparados ou extrato de
tomate.
- Comprimidos efervescentes para digestão ou resfriados, bicarbonato de sódio e
outros medicamentos
que possam conter
sal. |
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