28/05/2007
INFORMAÇÕES RÁPIDAS PARA COMUNICADORES SOBRE AS HEPATITES B e C
É importante que os jornalistas conheçam o "lado oculto" da epidemia das hepatites B e C.
As seguintes são informações rápidas para conhecimento de jornalistas que realizam matérias sobre saúde, em especial as hepatites B e C, informações oficiais com citação das suas respectivas fontes.
Mais de 350 milhões de pessoas no mundo estão infectados de forma crônica com a hepatite B e mais de 170 milhões com a hepatite C, representando quase 10% da população mundial. (Registro Epidemiológico, nº 49, 10 de dezembro de 1999 da Organização Mundial da Saúde - OMS).
INFECTADOS NO BRASIL COM AS HEPATITES B e C
O número de infectados com hepatite C segundo Organização Mundial da Saúde - OMS, a taxa de prevalencia da hepatite C no Brasil e de 2,6% da população (4,6 milhões de indivíduos). (Fonte: Estimativas da OMS - Organização Mundial da Saúde, publicadas em 21/01/2000, Weekly Epidemiological Record, N° 3,2000,75, página 18). O governo brasileiro fala em três milhões, mas o Inquérito Domiciliar que foi iniciado e deve acabar no final de 2008 confirmará a estimativa da OMS conforme os dados prévios já obtidos.
O número de infectados com hepatite B crônica e de dois milhões, número aceito pelo governo federal e idêntico ao informado pela OMS.
Assim o total de infectados com as hepatites B e C e de cinco milhões segundo o governo brasileiro e superior aos seis milhões segundo a OMS.
TRATAMENTOS NO SUS - COMPARAÇÃO COM A AIDS
Existem no Brasil 600.000 infectados com o HIV. O número de infectados com as hepatites B e C e dez vezes superior, chegando aos seis milhões. Um em cada trinta brasileiros está infectado com uma das duas hepatites segundo a OMS.
Em 2006 180.000 pacientes HIV positivos estavam recebendo tratamento para AIDS, representando aproximadamente um em tratamento a cada três infectados com HIV/AIDS. Em 2006 o SUS ofereceu tratamento para as hepatites B e C a aproximadamente 12.000 pacientes, o que representa que somente 1 a cada 500 infectados recebeu tratamento para hepatite. (Fonte dos dados: Ministério da Saúde - DATASUS -
http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sia/cnv/pauf.def )
Em 2006, segundo a coordenadora do Programa Nacional de hepatites, em depoimento na Câmara de Deputados no dia 15/05/2007, em 2007 o SUS somente poderá oferecer 11.000 tratamentos para hepatite C e menos de 2.000 para hepatite B. Um aumento insignificante.
Em 2006 o governo gastou 1.1 bilhões de reais em medicamento para tratamento da AIDS e mais de 200 milhões em campanhas. Em relação às hepatites foram gastos 200 milhões em medicamentos e absolutamente nada foi destinado a campanhas para as hepatites.
O orçamento do Programa de AIDS para 2007 e de 1,2 bilhões. O orçamento para o Programa de Hepatites é de 9 milhões de reais (ambos não incluem os medicamentos).
Podemos resumir a situação falando que a epidemia das hepatites B e C e dez vezes superior a de AIDS, mas recebe recursos infinitamente menores do governo.
Infinitos alertas, desde 1992 em editorial da Folha de São Paulo ou no Senado Federal em 1996 demonstram que o governo sabia, mas nada fez. ( disponível em
www.hepato.com/pnhv/aa_pnhv.html ).
Dezenas de promessas realizadas desde 1999 pelo Ministério da Saúde nunca foram cumpridas (disponível em
www.hepato.com/p_geral/promessas_20060410.html )
DETECÇÃO E DIAGNOSTICO
A falta de ações por parte do governo e comprovada com as informações oficiais da Secretaria de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde a qual informa que em 2005 somente 7.998 casos de hepatite C foram notificados. Na hepatite B o número de casos notificados em 2005 foi de 9.523. Isto significa que somente 0,03% dos infectados foram diagnosticados em 2005. Continuando sem alertar sobre a necessidade do teste serão necessários 330 anos para diagnosticar os atuais infectados. É necessário mudar este quadro. (Fonte dos dados: Ministério da Saúde - Casos Notificados no Brasil - Secretaria de Vigilância em Saúde - Vigilância Epidemiológica - Série histórica de óbitos e casos de Doenças de Notificação Compulsória no Brasil (1980 - 2005) -
http://portal.saude.gov.br/portal/svs/area.cfm?id_area=451)
Um simples e barato exame de sangue específico, que detecta os anticorpos é necessário para se detectar a infecção e se determinar a capacidade de um individuo ser um transmissor da doença. O hemograma não mostra a infecção. Todos os planos de saúde dão cobertura.
TRATAMENTOS
Existem diversos tratamentos para a hepatite B, mas tal qual a AIDS eles são de longa duração e não conseguem a cura da doença. Conseguem o controle e evitam a progressão do dano ao fígado.
O tratamento da hepatite C consegue a cura definitiva de aproximadamente 60% dos tratados.
PROGRESSÃO DA DOENÇA EM INDIVÍDUOS NÃO TRATADOS
A progressão da doença pode levar décadas e a sua velocidade e determinada por vários fatores, entre eles a idade do paciente na época da infecção, o tempo de infecção, a sua idade atual e a capacidade de defesa de seu sistema imune.
O transplante de fígado é indicado como única medida para evitar o óbito quando a função do fígado se encontra altamente comprometida, num ponto irrecuperável.
A idade média no total das mortes por culpa da hepatite C se situa em 56 anos mostrando que a não detecção da doença e a falta de tratamento diminui em 15 anos a vida dos infectados no Brasil ao se considerar que a expectativa de vida do brasileiro segundo dados do IBGE e de 71 anos.
AS DIFERENÇAS ENTRE AS HEPATITES B e C
A hepatite B e transmitida principalmente por contato sexual, por contato com sangue contaminado ou durante o nascimento, da mãe para a criança. A hepatite C e transmitida por sangue contaminada e raramente acontece a transmissão sexual.
As hepatites B e C não são transmitidas pela água, alimentos ou contato casual.
A hepatite B possui vacina preventiva, altamente efetiva. Não existe vacina para a hepatite C.
TRANSMISSÃO E NOVOS CASOS
A hepatite B por ser uma doença de transmissão sexual (até 100 vezes mais facilmente que a AIDS) continua se expandido em todo o mundo, inclusive no Brasil. É irônico, pois existe vacina para sua prevenção.
A hepatite C apresenta uma taxa muito baixa de novos casos, já que ela e transmitida quase que exclusivamente pelo sangue contaminado. Na hepatite C a maioria das infecções aconteceu antes de 1993 quando ainda a doença não era conhecida e não existiam testes. A partir de 1993 todo o sangue de transfusões passa a ser testado e as velhas seringas de vidro são substituídas por seringas e agulhas descartáveis. Por esse motivo a maioria das pessoas com hepatite C são indivíduos com mais de quarenta anos, infectados na década de 70 e 80.
O grave perigo da hepatite C e que a progressão para a cirrose ou o câncer no fígado acontece em 25% dos infectados após 23 anos da infecção. Como resultado nos próximos 10 anos um milhão de infectados poderão perder sua vida por culpa da hepatite C se não forem diagnosticados o mais rápido possível. Vemos aqui a importância de campanhas alertando para a necessidade de realização do teste.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil
Tel. (55.21) - 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
28/05/2007
INFORMACIONES RÁPIDAS PARA COMUNICADORES SOBRE LAS HEPATITIS B y C
Es importante que los periodistas conozcan el "lado oculto" de la epidemia de las hepatitis B y C.
Las siguientes son informaciones rápidas para conocimiento de periodistas que realizan materias sobre salud, en especial las hepatitis B y C.
Más de 350 millones de personas en el mundo están infectados de forma crónica con la hepatitis B y más de 170 millones con a Hepatitis C, representando casi 10% de la población mundial. (Registro Epidemiológico, nº 49, el 10 de diciembre de 1999 de la Organización Mundial de la Salud - OMS).
INFECTADOS EN BRASIL CON LAS HEPATITIS B y C
El número de infectados con hepatitis C según Organización Mundial de la Salud - OMS, la tasa de incidencia de la hepatitis C en Brasil es del 2,6% de la población (4,6 millones de individuos). (Fuente: Estimativas de la OMS - Organización Mundial de la Salud, publicadas el 21/01/2000, Weekly Epidemiological Record, N° 3,2000,75, página 18). El gobierno brasileño habla en tres millones, pero el Estudio Domiciliar que fue iniciado y debe acabar al final de 2008 confirmará la estimativa de la OMS conforme los datos previos ya obtenidos.
El número de infectados con hepatitis B crónica es de dos millones, número acepto por el gobierno federal es idéntico al informado por la OMS.
Así el total de infectados con las hepatitis B y C en Brasil es de cinco millones según el gobierno brasileño y superior a los seis millones según la OMS.
TRATAMIENTOS EN EL SISTEMA PUBLICO- COMPARACIÓN CON El SIDA
Existen en Brasil 600.000 infectados con el HIV. El número de infectados con las hepatitis B y C es diez veces superior, llegando a los seis millones. Uno en cada treinta brasileños está infectado con una de las dos hepatitis según la OMS.
En 2006, 180.000 pacientes HIV positivos estaban recibiendo tratamiento para SIDA, representando aproximadamente que uno se encuentra en tratamiento para cada tres infectados con HIV/SIDA, siendo considerado el mejor programa de SIDA del mundo. Pero en 2006 el gobierno brasileño ofreció tratamiento para las hepatitis B y C a aproximadamente 12.000 pacientes, lo que representa que solamente 1 a cada 500 infectados recibió tratamiento para hepatitis. (Fuente de los datos: Ministerio de la Salud - DATASUS -
http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sia/cnv/pauf.def )
)
Según la coordinadora del Programa Nacional de Hepatitis, en declaración en la Cámara de Diputados en el día 15/05/2007, en 2007 el SUS solamente podrá ofrecer 11.000 tratamientos para Hepatitis C y menos de 2.000 para Hepatitis B. Un número insignificante.
En 2006 el gobierno gastó 600 millones de dólares en medicamento para tratamiento del SIDA y más de 100 millones en campañas. Con relación a las hepatitis fueron gastos 100 millones en medicamentos y absolutamente nada fue destinado a campañas para las hepatitis.
El presupuesto del Programa de SIDA para 2007 es de 600 millones. El presupuesto para el Programa de Hepatitis es de 4 millones de dólares (ambos no incluyen los medicamentos).
Podemos resumir la situación diciendo que la epidemia de las hepatitis B y C es diez veces superior a la de SIDA, pero recibe recursos infinitamente menores del gobierno.
Infinitos alertas, desde 1992 en editorial del Diario de San Paulo o en el Senado Federal en 1996 demuestran que el gobierno sabía, pero nada hizo.( disponible en
www.hepato.com/pnhv/aa_pnhv.html ).
Decenas de promesas realizadas desde 1999 por el Ministerio de la Salud nunca fueron cumplidas .( disponible en
www.hepato.com/p_geral/promessas_20060410.html )
DETECCIÓN Y DIAGNOSTICO
La falta de acciones por parte del gobierno es comprobada con las informaciones oficiales de la Secretaría de Vigilancia Epidemiológica del Ministerio de la Salud la cual informa que en 2005 solamente 7.998 casos de hepatitis C fueron notificados. En la hepatitis B el número de casos notificados en 2005 fue de 9.523. Esto significa que solamente 0,03% de los infectados fueron diagnosticados en 2005. Continuando sin alertar sobre la necesidad de la prueba serán necesarios 330 años para diagnosticar los actuales infectados. Es necesario alterar este cuadro. (Fuente de los datos: Ministerio de la Salud - Casos Notificados en Brasil - Secretaría de Vigilancia en Salud - Vigilancia Epidemiológica - Serie histórica de óbitos y casos de Enfermedades de Notificación Compulsoria en Brasil (1980 - 2005) -
http://portal.saude.gov.br/portal/svs/area.cfm?id_area=451)
)
Un simple y barato examen de sangre, que detecta los anticuerpos es necesario para detectarse la infección y determinarse la capacidad de un individuo ser un transmisor de la enfermedad. El hemograma no muestra la infección.
TRATAMIENTOS
Existen diversos tratamientos para la hepatitis B, pero tal cual el SIDA ellos son de larga duración y no consiguen la cura de la enfermedad. Consiguen el control y evitan la progresión del daño al hígado.
El tratamiento de la hepatitis C consigue la cura definitiva de aproximadamente 60% de los tratados.
PROGRESIÓN DE LA ENFERMEDAD EN INDIVIDUOS NO TRATADOS
La progresión de la enfermedad puede llevar décadas y su velocidad es determinada por varios factores, entre ellos la edad del paciente en la época de la infección, el tiempo de infección, su edad actual y la capacidad de defensa de su sistema inmune.
El trasplante de hígado es indicado como única medida para evitar el óbito cuando la función del hígado se encuentra altamente comprometida, en un punto irrecuperable.
La edad promedio en el total de las muertes por culpa de la hepatitis C se sitúa en 56 años mostrando que la no detección de la enfermedad y la falta de tratamiento disminuye en 15 años la vida de los infectados en Brasil al se considerar que la expectativa de vida del brasileño según dados del IBGE es de 71 años.
LAS DIFERENCIAS ENTRE LAS HEPATITIS B y C
La Hepatitis B es transmitida principalmente por contacto sexual, por contacto con sangre infectada o durante el nacimiento, de la madre para el niño. La hepatitis C es transmitida por sangre contaminada y raramente acontece la transmisión sexual.
Las hepatitis B y C no son transmitidas por el agua, alimentos o contacto casual.
La hepatitis B posee vacuna preventiva, altamente efectiva. No existe vacuna para la hepatitis C.
TRANSMISIÓN Y NUEVOS CASOS
La hepatitis B por ser una enfermedad de transmisión sexual (hasta 100 veces más fácilmente que el SIDA) continúa se expandido en todo el mundo. Es irónico, pues existe vacuna para su prevención.
La hepatitis C presenta una tasa muy baja de nuevos casos, ya que ella es transmitida casi exclusivamente por sangre infectado. En la hepatitis C la mayoría de las infecciones aconteció antes de 1993 cuando aún la enfermedad no era conocida y no existían pruebas. Desde 1993 toda la sangre de transfusiones pasa a ser testada y las viejas jeringas de vidrio son sustituidas por jeringas y agujas desechables. Por ese motivo la mayoría de las personas con hepatitis C son individuos con más de cuarenta años, infectados en la década de 70 y 80.
El grave peligro de la hepatitis C es que la progresión para el cirrosis o el cáncer en el hígado acontece en un 25% de los infectados después de 23 años de la infección. Como resultado en los próximos 10 años millones de infectados en todo el mundo podrán perder su vida por culpa de la hepatitis C si no son diagnosticados lo más rápido posible. Vemos aquí la importancia de campañas alertando para la necesidad de realización de la prueba.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo