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Existe relação entre a Hepatite C, a Esteatoses, o Diabetes ou o Distúrbio Metabólico?

06/04/2009

Vou realizar um "livre pensar" sobre quatro condições diferentes, a Hepatite C, a Esteatoses, o Diabetes e o Distúrbio Metabólico para os quais existem muitos estudos e pesquisas relacionando dois deles, mas nada ainda foi escrito sobre o conjunto dos quatro. Não pretendo escrever cientificamente nem fundamentado em alguma pesquisa, farei uma mistura de diversos estudos já publicados na literatura cientifica e deles tentarei chegar a uma interpretação pessoal.

É amplamente conhecido que a resistência a insulina e um indicador do desenvolvimento do diabete do tipo 2. Também e conhecido que indivíduos infectados com a hepatite C apresentam uma taxa maior de resistência à insulina que a população em geral. Como resultado disso os infectados com a hepatite C possui maior possibilidade de se tornarem diabéticos. Afortunadamente os que conseguem com o tratamento a cura da hepatite C voltam a ter a mesma possibilidade de desenvolver diabete que a população em geral, demonstrando a importância do tratamento para evitar complicações futuras com a doença.

Outros estudos demonstram que depósitos de gordura no fígado, condição chamada de esteatoses, é um fator de risco para o desenvolvimento do Distúrbio Metabólico e a Diabetes. Conforme um estudo realizado na Austrália a combinação de gordura no fígado com elevação da transaminase TGP/ALT acima de 40 UI/ml em 358 pacientes sem hepatite C, sem consumo de álcool, doença autoimune, etc., seguidos durante 11 anos, comprovou que 18,9% desses pacientes desenvolveu diabetes, contra somente 6.1% registrado em pacientes sem gordura no fígado. Uma probabilidade três vezes maior e, maior ainda nos indivíduos com grau de fibrose mais elevado.

Já em relação a apresentar Distúrbio Metabólico os pacientes com gordura no fígado com elevação da transaminase TGP/ALT acima de 40 UI/ml apresentaram 33,3% de possibilidade de desenvolver o sintoma, contra 22,6% dos que não possuíam gordura no fígado.

Este estudo foi realizado em pacientes sem hepatite C. Se pensamos no que pode acontecer com alguém infectado com hepatite C, que possui maior probabilidade de ter resistência a insulina e, ainda, apresenta gordura no fígado, acredito pessoalmente que as probabilidades de desenvolver Distúrbio Metabólico ou Diabetes serão ainda muito superiores.

Vemos então que não e necessário ser médico, pesquisador ou cientista para poder deduzir que existe, sim, certa relação entre essas quatro condições na saúde de um individuo e, que uma pode potencializar os danos causados por outra. Isto deve estar muito claro para cada infectado pela hepatite C o qual deve fazer sua parte para evitar subir degraus na escala de riscos.

Afortunadamente existem formas de curar ou controlar cada uma dessas quatro condições as quais podemos resumir rapidamente nos seguintes pontos:

1 - Tente conseguir curar a hepatite C quanto antes, sem deixar avançar o dano hepático a níveis de fibrose que irão acelerar o aparecimento do Distúrbio Metabólico e a Diabetes.

2 - Cuide da gordura no fígado. O tratamento depende de você, mantendo seu peso ideal, uma alimentação balanceada e praticando diariamente exercícios aeróbicos. Leia a seção ESTEATOSES da nossa página onde vai saber detalhadamente como você pode ajudar o médico a eliminar ou controlar a gordura no fígado. Evite as bebidas alcoólicas.

3 - Alem do médico que cuida seu fígado consulte também um endocrinologista.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
hepato@hepato.com


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