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Consequências da hepatite C - Doenças associadas
Hepatologia do Milênio 2017

13/07/2017

A infecção pela hepatite C pode causar distúrbios metabólicos e proliferação linfática. O diabetes tipo 2 é a comorbidade mais frequente podendo aumentar a mortalidade do indivíduo, e ainda, a presença do diabetes está associada à uma progressão mais acelerada na gravidade do dano no fígado.

Estudos demonstram que entre 38% e 76% dos infectados pela hepatite C desenvolverão pelo menos uma condição associada a distúrbios autoimunes ou metabólicos. Clinicamente, as doenças mais comuns que podem aparecer em uma pessoa com hepatite C incluem artrite reumatoide, líquen plano, crioglobulinemia mista, síndrome de Sjogren, doença da tireoide autoimune, diabetes tipo 2, glomerulonefrite, linfoma de células B e porfiria cutânea.

A CURA DA HEPATITE C CURA TODAS AS DOENÇAS E COMORBIDADES ASSOCIADAS?

Curar a hepatite C é importantíssimo, mas a cura da hepatite C significa eliminar o vírus quando então o fígado deixa de ser atacado pelo vírus, mas caso o paciente tenha desenvolvido algumas das doenças acima citadas, essa doença provavelmente continuará afetando a qualidade de vida e, portanto, após a cura chega o momento de passar a cuidar daquelas que porventura estejam presentes.

Entre os distúrbios metabólicos mais associados ao vírus da hepatite C está o acumulo de gordura no fígado o qual é um fator para o desenvolvimento do diabete tipo 2.

Então, vou comentar o que foi apresentado e discutido sobre EHNA (NASH) e DHGNA (NAFLD) durante o "Hepatologia do Milênio" que aconteceu semana passada em Salvador, Bahia, Brasil.

Na fase inicial a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica, DHGNA (NAFLD) a doença é caracterizada por acumulação excessiva de gordura em forma de triglicérides (esteatose) no fígado (histologicamente acima de 5% dos hepatócitos). A esteatose simples observada na DHGNA (NALFD) não provoca aumento da morbidade e mortalidade a curto prazo

Com o avanço e aumento da gordura depositada no fígado começam os danos com a inflamação dos hepatócitos quando então se chega a fase da Esteato Hepatite Não Alcoólica, EHNA (NASH). A progressão do acumulo de gordura aumenta drasticamente o risco de cirrose, insuficiência hepática, e câncer no fígado. A cirrose por EHNA (NASH) é a principal causa de indicação de transplante hepático em muitos países. Embora a morbilidade e a mortalidade por causa hepática estejam muito aumentadas nos pacientes com EHNA (NASH), a correlação é ainda maior com a morbilidade e mortalidade causada por doenças cardiovasculares.

Carlos Varaldo
www.hepato.com
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