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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
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27/03/2006
Manifestações extra-hepáticas na hepatite C
Crioglobulinemia em pacientes com hepatite C
Em países industrializados, a hepatite C é responsável por 20% dos casos de hepatite aguda, 70% dos casos de hepatite crônica, 40% dos casos de cirrose, 60% dos casos de câncer no fígado e 30% dos casos de transplante hepático.
A hepatite C está associada com várias manifestações extra-hepáticas, sendo em maior grau mecanismos auto-imunes ou linfoproliferativos. A manifestação extra-hepática mais conhecida, até o presente, é a crioglobulinemia mista (CM).
Um grande espectro de manifestações extra-hepáticas têm sido atribuídas a infecção pela hepatite C. A apresentação clínica em geral é sutil e a relação com a infecção viral ainda é controversa, sendo variável o prognóstico dos mesmos.
Dentre as manifestações sabidamente relacionadas com a hepatite C se destaca a crioglobulinemia, a glomerulonefrite, o linfoma, as manifestações cutâneas como liquen planus, vasculite cutânea e porfiria cutânea tarda.
A equipe de pesquisadores estudou de forma prospectiva e consecutiva 67 pacientes com hepatite C, provenientes do ambulatório do Serviço de Gastroenterologia do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), no período de março de 2002 a março de 2003.
Foram excluídos os pacientes com idade menor que 18 anos e maior que 70 anos, co-infectados com vírus HIV e/ou HBV, com cirrose descompensada, gestantes, pacientes com neoplasia e aqueles com tratamento prévio da hepatite C.
Todos foram avaliados quanto a presença de crioglobulinas, autoanticorpos e quanto a sintomas relacionados a crioglobulinemia. Os sintomas e sinais pesquisados para o diagnóstico de crioglobulinemia foram: presença de artrite, neuropatia, doença renal, lesões de pele (púrpura em especial), fenômeno de Raynaud, e síndrome sicca (olhos secos). No grupo estudado, 18 pacientes (27%) foram detectados com criolobulinas. A Crioglobulinemia faz com que imunoglobulinas precipitem em baixas temperaturas. O sintoma mais relatado pelos pacientes são dores nas juntas e articulações.
Foram solicitados os seguintes exames laboratoriais por ocasião da inclusão: RNA-VHC por técnica da reação em cadeia da polimerase (PCR) e genotipagem, crioglobulinas, fator reumatóide (FR), fator antinuclear (FAN), anticorpo anti-microssoma, anticorpo anti-tireoglobulina, marcadores sorológicos para vírus B (HBsAg, anti-HBs, anti-HBc), anti-HIV e aminotransferases (ALT, AST).
O fator reumatóide (FR) foi detectado em 23 pacientes (35%), FAN em 5 pacientes (7%), anticorpo anti-tireoglobulina em 5 (7%) e anticorpo anti-microssoma em 2 (3%).
Artralgia (dores persistentes nas juntas) foi relatada por 39% dos pacientes com crioglobulinas. No entanto, 28% com crioglobulinemia negativa também apresentavam esta manifestação.
Estudos anteriores indicam que entre 50 a 80% dos pacientes com Crioglubinemia são infectados com a hepatite C e que as crioglobulinas podem ser encontradas em mais de 50% dos pacientes com hepatite. Em estudo recente realizado no Brasil, a prevalência de crioglobulinemia em pacientes com hepatite C foi de 34,4%.
Neste estudo as crioglobulinas foram mais prevalentes na população feminina sem alcançar, no entanto, significância estatística, resultado semelhante ao estudo de Parise.
Em relação ao genótipo viral envolvido na crioglobulinemia associada ao vírus da hepatite C pode-se observar uma menor freqüência de genótipo 1 entre os pacientes com crioglobulinemia quando comparados com os demais.
O papel das crioglobulinas na evolução da doença hepática é motivo de estudos e recente meta-análise demonstrou uma forte associação entre cirrose e crioglobulinemia.
A artropatia (Artrose) é uma manifestação comum nos infectados com a hepatite C, afetando até 20% dos pacientes, mais comumente associada à crioglobulinemia. Deve ser distinguida das mialgias (dor muscular) e da fadiga.
O diagnóstico entre artrite associada a hepatite C com fator reumatóide positivo e "artrite reumatóide clássica" é difícil. Algumas manifestações clínicas e parâmetros laboratoriais podem auxiliar nesta distinção. Vários autores sugerem que a testagem da hepatite C deve fazer parte do diagnóstico diferencial em pacientes com artrite.
Em relação aos auto-anticorpos detectados em pacientes com hepatite C, sabe-se que a presença destes não parece influenciar a apresentação clínica ou o curso da doença. Além disso, não há diferenças entre gênero, severidade histológica da hepatite, ou resposta ao tratamento entre os pacientes com hepatite C com ou sem anticorpos.
Anticorpo antinuclear, anticorpo antimúsculo liso ou anticorpos anti-tireóide são detectados em 40 a 65% dos pacientes com hepatite C. Na maioria dos pacientes os auto-anticorpos têm pouco significado clínico.
Os pacientes com hepatite C e crioglobulinas apresentam sintomas clínicos relacionados com crioglobulinemia mista em 10 a 25% dos casos, mais comumente incluindo manifestações cutâneas e dores nas juntas.
No presente estudo, concluímos que a prevalência de crioglobulinemia mista em pacientes com infecção pelo vírus da hepatite C é elevada, porém a síndrome clínica é infreqüentemente detectada.
Fonte:
Andréa Ribeiro de Souza, Cristiane Valle Tovo, Angelo Alves de Mattos, Mara Lane Zardin, Silvia Chaves e Silva
Revista da AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul
Volume 49 No 3: 137 - 216 / Julho - Setembro 2005
BL ISSN 0102 - 2105
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
Tel. 55.21 - 9973.6832 - Fax. 55.21 - 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
27/03/2006
Manifestaciones extra-hepáticas en la hepatitis C
Crioglobulinemia en pacientes con hepatitis C
En países industrializados, la hepatitis C es responsable por 20% de los casos de hepatitis aguda, 70% de los casos de hepatitis crónica, 40% de los casos de cirrosis, 60% de los casos de cáncer en el hígado y 30% de los casos de trasplante hepático.
La hepatitis C está asociada con varias manifestaciones extra-hepáticas, siendo la mayor parte de ellos mecanismos auto inmunes o linfoproliferativos. La manifestación extra-hepática más conocida, hasta el momento, es a crioglobulinemia mixta (CM).
Un grande espectro de manifestaciones extra-hepáticas han sido atribuidas a la infección por la hepatitis C. La presentación clínica en general es sutil y la relación con la infección vírica aún es controversia, siendo variable el pronóstico de los mismos.
Entre las manifestaciones sabidamente relacionadas con la hepatitis C se destaca la crioglobulinemia, la glomerulonefrite, el linfoma, las manifestaciones cutáneas como liquen planus, vasculite cutánea y porfiria cutánea tardia.
El equipo de pesquisidores estudió de forma prospectiva y consecutiva 67 pacientes con hepatitis C, provenientes del ambulatorio del Servicio de Gastroenterologia del Hospital Nuestra Señora de la Concepción (HNSC), en el período de marzo de 2002 a marzo de 2003.
Fueron excluidos los pacientes con edad menor que 18 años y mayor que 70 años, co-infectados con virus HIV e/ou HBV, con cirrosis descompensada, embarazadas, pacientes con neoplasia y aquéllos con tratamiento previo de la hepatitis C.
Todos fueron evaluados en cuanto a la presencia de crioglobulinas, autoanticorpos y en cuanto a síntomas relacionados a la crioglobulinemia. Los síntomas y señales pesquisadas para el diagnóstico de crioglobulinemia fueron: presencia de artritis, neuropatía, enfermedad renal, lesiones de piel (púrpura en especial), fenómeno de Raynaud, y síndrome sicca (ojos secos). En el grupo estudiado, 18 pacientes (27%) fueron detectados con crioglobulinas. La Crioglobulinemia hace con que inmunoglobulinas precipiten en bajas temperaturas. El síntoma más relatado por los pacientes son dolores en las juntas y articulaciones.
Fueron solicitados las siguientes pruebas de laboratorio por ocasión de la inclusión: RNA-VHC por técnica de la reacción en cadena de la polimerase (PCR) y genotipaje, crioglobulinas, factor reumatoide (FR), factor antinuclear (FAN), anticuerpo anti-microsoma, anticuerpo anti-tireoglobulina, marcadores sorológicos para virus B (HBsAg, anti-HBs, anti-HBc), anti-HIV y aminotransferases (ALT, AST).
El factor reumatoide (FR) fue detectado en 23 pacientes (35%), FAN en 5 pacientes (7%), anticuerpo anti-tireoglobulina en 5 (7%) y anticuerpo anti-microsoma en 2 (3%).
Artralgia (dolores persistentes en las juntas) fue relatada por 39% de los pacientes con crioglobulinas. Sin embargo, 28% con crioglobulinemia negativa también presentaban esta manifestación.
Estudios anteriores indican que entre 50 a 80% de los pacientes con Crioglobulinemia son infectados con la hepatitis C y que las crioglobulinas pueden ser encontradas en más del 50% de los pacientes con hepatitis C. En estudio reciente realizado en Brasil, la superioridad de crioglobulinemia en pacientes con hepatitis C fue del 34,4%.
En este estudio las crioglobulinas fueron encontradas en mayor grado en la población femenina sin alcanzar, sin embargo, diferencia estadística, resultado semejante al estudio de Parise.
Con relación al genotipo viral involucrado en la crioglobulinemia asociada al virus de la hepatitis C se puede observar una menor frecuencia de genotipo 1 entre los pacientes con crioglobulinemia cuando comparados con los demás.
El papel de las crioglobulinas en la evolución de la enfermedad hepática es motivo de estudios y reciente meta-análisis demostró una fuerte asociación entre cirrosis y crioglobulinemia.
A artropatía (Artrosis) es una manifestación común en los infectados con la hepatitis C, afectando hasta 20% de los pacientes, más comúnmente asociada a la crioglobulinemia. Debe ser distinguida de las mialgias (dolor muscular) y de la fatiga.
El diagnóstico entre artritis asociada la hepatitis C con factor reumatoide positivo y "artritis reumatoide clásica" es difícil. Algunas manifestaciones clínicas y parámetros de laboratorio pueden auxiliar en esta distinción. Varios autores sugieren que la detección de la hepatitis C debe hacer parte del diagnóstico diferencial en pacientes con artritis.
Con relación a los auto-anticuerpos detectados en pacientes con hepatitis C, se sabe que la presencia de éstos no parece influenciar la presentación clínica o el curso de la enfermedad. Además, no hay diferencias entre género, severidad histológica de la hepatitis, o respuesta al tratamiento entre los pacientes con hepatitis C con o sin anticuerpos.
Anticuerpo antinuclear, anti-cuerpo anti-músculo liso o anti-cuerpos anti-tiroides son detectados en 40 a 65% de los pacientes con hepatitis C. En la mayoría de los pacientes los auto-anticuerpos tienen poco significado clínico.
Los pacientes con hepatitis C y crioglobulinas presentan síntomas clínicos relacionados con crioglobulinemia mixta en 10 a 25% de los casos, más comúnmente incluyendo manifestaciones cutáneas y dolores en las juntas.
En el presente estudio, concluimos que la superioridad de crioglobulinemia mixta en pacientes con infección por el virus de la hepatitis C es elevada, sin embargo el síndrome clínico es infrecuentemente detectada.
Fuente:
Andréa Ribeiro de Souza, Cristiane Valle Tovo, Angelo Alves de Mattos, Mara Lane Zardin, Silvia Chaves e Silva
Revista de la AMRIGS - Asociación Medica de Rio Grande do Sul
Volumen 49 No 3: 137 - 216 / Julio - Septiembre de 2005
BL ISSN 0102 - 2105
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo