25/09/2006
Fibromialgia
Os infectados com as hepatites, em especial as mulheres, sofrem muitas vezes de fibromialgia e fadiga constante, praticamente uma fadiga crônica. São duas condições que a pesar de serem reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde como doenças há exatamente 25 anos raramente são diagnosticadas pelos médicos.
A Fibromialgia apresenta alguns sintomas que se confundem com outras doenças. Entre os sintomas da fibromialgia temos a dor generalizada, fadiga, indisposição, distúrbios do sono, sensação de formigamento, ansiedade e depressão, porém, não existe nenhum teste ou exame que possa a identificar. Em geral o paciente que apresenta sintomas derivados da fibromialgia não e levado muito a serio por amigos ou familiares (e até por alguns médicos) achando que tudo não passa de "coisas" na sua cabeça.
Ainda não existe um tratamento próprio para a doença e geralmente os médicos tratam os sintomas que o paciente relata. Isto faz, em muitos casos, que o paciente que sofre de fibromialgia seja um paciente que toma uma variedade muito grande de medicamentos, o que pode vir a sobrecarregar o fígado já comprometido pelo vírus da hepatite.
A fibromialgia pode não ter tratamento, mas os pacientes podem aprender a conviver com a doença seguindo alguns conselhos básicos que a Sociedade Espanhola de fibromialgia ensina:
1) Aprenda a conviver com sua dor
Não há receitas nem pílulas mágicas para a fibromialgia e a dor crônica. Por isso, o primeiro passo para controlá-lo é assumir que a dor pode persistir para sempre e que, portanto vai formar parte de nossa vida. Quando se assume a dor, aprende-se a reconhecê-lo e aprender o que melhora ou piora, auxiliando a procurar soluções e de desfrutar da vida.
2) controle suas emoções
Muitas pessoas com esta doença desenvolvem sentimentos negativos que antes não apresentavam os tornando uma pessoa diferente. Os sentimentos negativos mais freqüentes nas pessoas com fibromialgia são aborrecimento e raiva, depressão, frustração, sensação de fracasso, culpa e vergonha. Deve aprender a controlá-los para que não se tornem crônicos e se convertam em um problema. Reconheça todo o positivo que lhe acontece na vida: a pesar da dor não é um incapacitado e pode fazer muitas mais coisas das que imagina.
3) Controle seu estresse
O estresse é, basicamente, a resposta do organismo quando confrontamos um perigo e nos preparamos para lutar ou para fugir. A melhor maneira de combater este estresse prejudicial é, em primeiro lugar, reconhecendo qual é a causa do nosso problema passando a evitar as situações que o favoreçam. Também é útil organizar e planejar nossas atividades diárias, e dedicar diariamente tempo para relaxar.
4) Evite a fadiga
Tão negativo é permanecer em inatividade, como realizar um número excessivo de tarefas. Não tente ser um ser perfeito; planeje suas obrigações, e elimine ou delegue aquelas que não sejam estritamente necessárias. Intercale períodos de descanso com os de atividade, e faça suas tarefas a um ritmo que você possa controlar.
5) Faça exercício
Possivelmente é o aspecto terapêutico mais importante para o tratamento da fibromialgia. O exercício não só mantém em forma os músculos e o sistema cardiovascular, mas ajuda a diminuir a dor, favorece o sono, melhora a sensação de fadiga e diminui a ansiedade e a depressão. Caminhar, correr, andar em bicicleta ou dançar, são exercícios aeróbicos que favorecem o controle da doença. Comece a realizar o exercício de uma forma suave e vá progressivamente incrementando sua intensidade e duração, até realizar o de 20 a 40 minutos, como mínimo 3 dias na semana. Ao princípio é possível que sua dor se incremente, mas progressivamente irá diminuindo.
6) Conviva com outras pessoas - Seja Sociável
Todos sabemos como alivia nossas preocupações conversar com os amigos e companheiros. Conte o que lhe acontece e como não pode fazer sempre as coisas que fazia antes, mas evite que a comunicação se centre continuamente em sua dor.
7) Proteja sua saúde
A depressão que pode conduzir a dor crônica determina que se abandonem os bons hábitos de saúde. O tabaco, nocivo para qualquer aspecto da saúde, é também um excitante do sistema nervoso que faz mais difícil o controle da dor. O mesmo acontece com a cafeína e o excesso de álcool, os quais podem interferir com os medicamentos. Vigie seu peso, e faça exercício para manter-se em forma.
8) Use medicamentos com precaução
Muitos dos sintomas da fibromialgia melhoram com medicação. Os analgésicos e antiinflamatorios, que tão eficazes resultam na dor aguda, não funcionam tão bem na dor crônica da fibromialgia, embora sejam úteis em muitos pacientes. Existem analgésicos mais potentes, denominados opiáceos, que podem ser empregados na fibromialgia, sempre que os recomende um médico especialista na doença. Outros medicamentos, como os anticonvulsivantes e os antidepressivos também podem diminuir a dor. Existem medicamentos que podem melhorar o sono, os transtornos psicológicos, as moléstias intestinais, etc., mas, o mais importante é que a pessoa que padece esta doença evite o automedicarse, e fique em mãos de um médico especialista no tratamento da dor crônica e no uso das medicações anteriormente mencionadas.
9) Utilize com precaução os tratamentos alternativos
Como com freqüência os medicamentos conseguem um resultado somente parcial, é habitual que muitos doentes procurem soluções nas terapias alternativas. Algumas destas terapias melhoram a dor e podem favorecer o controle de estresse, como o ioga, a acupuntura, massagem, técnicas orientais, homeopatia, etc.. A medicina alternativa pode ser cara, e não está regulada pelas sociedades médicas em alguns países. Por isso, deve-se recomendar ao paciente que consulte sempre com seu médico antes de começar qualquer terapia de medicina alternativa, já que algumas podem interferir com o tratamento padrão ou habitual. Desconfie se lhe prometem cura, se lhe recomendarem que abandone a terapia com remédios, ou se lhe dizem que o tratamento é um segredo e somente pode ser adquirido em "certos" fornecedores.
10) Seja constante
A paciência é uma virtude importante; conseguir resultados pode demorar algum tempo. Não coloque tudo a perder porque teve um "dia ruim". Embora tenha conseguido estabilizar sua doença, os "dias ruins" apareçam, você deve estar preparado para enfrentá-los. Nesses dias, saia de casa e relacione-se com outros, mantenha seus compromissos habituais e procure dedicar mais tempo para conseguir relaxar. Manter com regularidade os conselhos que lhe demos anteriormente é a melhor forma de seguir controlando sua doença.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°. 176.655 - RCPJ-RJ - Rio de Janeiro - Brasil
Tel. 55.21 - 9973.6832 - Fax. 55.21 - 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
25/09/2006
Fibromialgia
Los infectados con las hepatitis, en especial las mujeres, sufren muchas veces de fibromialgia y fatiga constante, prácticamente una fatiga crónica. Son dos condiciones que a pesar de ser reconocidas por la Organización Mundial de la Salud como enfermedades hace exactamente 25 años raramente son diagnosticadas por los médicos.
La Fibromialgia presenta algunos síntomas que se confunden con otras enfermedades. Entre los síntomas de la Fibromialgia tenemos el dolor generalizado, fatiga, indisposición, disturbios del sueño, sensación de hormigueo, ansiedad y depresión, sin embargo, no existe ninguna prueba o examen que pueda la identificar. En general el paciente que presenta síntomas derivados de la Fibromialgia no es llevado muy a serio por amigos o familiares (y hasta por algunos médicos) pensando que todo no pasa de "cosas" en su cabeza.
Aún no existe un tratamiento propio para la enfermedad y generalmente los médicos tratan los síntomas que el paciente relata. Esto hace, en muchos casos, que el paciente que sufre de Fibromialgia sea un paciente que toma una variedad muy grande de medicamentos, lo que puede venir a sobrecargar el hígado ya comprometido por el virus de la Hepatitis.
La Fibromialgia puede no tener tratamiento, pero los pacientes pueden aprender a convivir con la enfermedad siguiendo algunos consejos básicos que la Sociedad Española de Fibromialgia enseña:
1) Aprenda a convivir con su dolor
No hay recetas ni píldoras mágicas para la fibromialgia y el dolor crónico. Por ello, el primer paso para controlarlo es asumir que el dolor puede persistir para siempre y que, por tanto, en adelante, va a formar parte de nuestra vida. Cuando se asume el dolor, se aprende a reconocerlo y a saber lo que lo mejora o empeora, y estamos entonces en situación de buscar soluciones y de volver a disfrutar de la vida.
2) controle sus emociones
Muchas personas con esta enfermedad desarrollan sentimientos negativos que antes no presentaban y que les hacen convertirse en una persona diferente. Los sentimientos negativos más frecuentes en las personas con fibromialgia son enfado e ira, depresión, frustración, sensación de fracaso, culpa y vergüenza. Debe aprender a controlarlos para que no se cronifiquen y se conviertan en un problema añadido. Reconozca todo lo positivo que le sucede en la vida: a pesar del dolor no es un incapacitado y puede hacer muchas más cosas de las que piensa.
3) Controle su estrés
El estrés es, básicamente, la respuesta del organismo cuando afrontamos un peligro y nos preparamos para luchar o para huir. La mejor manera de combatir este estrés perjudicial es, en primer lugar, reconociendo cuál es la causa del nuestro, y evitando las situaciones que lo favorezcan. También es útil organizar y planificar nuestras actividades diarias, y dedicar diariamente tiempo a la relajación. Esta se practica siguiendo determinadas técnicas -como la respiración profunda o la relajación muscular- que pueden aprenderse con un corto entrenamiento.
4) Evite la fatiga
Tan negativo es permanecer en inactividad, como realizar un número excesivo de tareas. No intente ser un perfeccionista; planee sus obligaciones, y elimine o delegue aquellas que no sean estrictamente necesarias. Intercale periodos de descanso entre los de actividad, y haga sus tareas a un ritmo que usted pueda controlar.
5) Haga ejercicio
Posiblemente es el aspecto terapéutico más importante para el tratamiento de la fibromialgia. El ejercicio no sólo mantiene en forma los músculos y pone a punto el sistema cardiovascular, sino que disminuye el dolor, favorece el sueño, mejora la sensación de fatiga y disminuye la ansiedad y la depresión. Caminar, correr, andar en bicicleta o bailar, son ejercicios aeróbicos que favorecen el control de la enfermedad. Comience a realizar el ejercicio de una forma suave y vaya progresivamente incrementando su intensidad y duración, hasta realizarlo de 20 a 40 minutos, como mínimo 3 días a la semana. Al principio es posible que su dolor se incremente, pero progresivamente irá disminuyendo.
6) Relaciónese con los demás
Todos sabemos cómo alivia nuestras preocupaciones la conversación con los amigos y compañeros. Cuente a los demás lo que le pasa y cómo no puede hacer siempre las cosas que hacía antes, pero evite que la comunicación se centre continuamente en su dolor.
7) Proteja su salud
La depresión que puede acarrear el dolor crónico determina que se abandonen los buenos hábitos de salud. El tabaco, nocivo para cualquier aspecto de la salud, es también un excitante del sistema nervioso que hace más difícil el control del dolor. Lo mismo sucede con la cafeína y el exceso de alcohol, el cual puede además interferir con la medicación. Vigile su peso, y haga ejercicio para mantenerse en forma.
8) Use con precaución los medicamentos
Muchos de los síntomas de la fibromialgia mejoran con medicación. Los analgésicos y antiinflamatorios, que tan eficaces resultan en el dolor agudo, no funcionan tan bien en el dolor crónico de la fibromialgia, aunque son útiles en muchos pacientes. Existen analgésicos más potentes, denominados opiáceos, que pueden ser empleados en la fibromialgia, siempre que los recomiende un médico experto en su empleo. Otros fármacos, como los anticonvulsivantes y los antidepresivos también pueden disminuir el dolor. Existen medicamentos que pueden mejorar el sueño, los trastornos psicológicos, las molestias intestinales, etc. pero, lo más importante es que la persona que padece esta enfermedad evite el automedicarse, y se ponga en manos de un médico experto en el tratamiento del dolor crónico y en el uso de las medicaciones anteriormente mencionadas.
9) Use con precaución las medicinas alternativas
Como con frecuencia los medicamentos tienen un resultado solamente parcial, es habitual que muchos enfermos busquen soluciones en las terapias alternativas. Algunas de estas terapias mejoran el dolor y pueden favorecer el control de estrés, como el yoga, la acupuntura, quiropraxis, masaje, Tai-Chi, homeopatía… La medicina alternativa puede ser cara, y no está regulada por las guías médicas. Por ello, se debe recomendar al paciente que consulte siempre con su médico antes de comenzar cualquier terapia de medicina alternativa, ya que algunas pueden interferir con el tratamiento estándar o habitual. Desconfíe si le prometen curación, si le recomiendan que abandone la terapia con medicinas, o si le dicen que el tratamiento es un secreto y solo puede ser administrado por ciertos proveedores.
10) Sea constante
La paciencia es una virtud importante; conseguir resultados puede tardar algún tiempo. No lo eche todo a perder porque tenga un "día malo". Aunque haya conseguido estabilizar su enfermedad, los "días malos" inevitablemente aparecerán y debe estar preparado para afrontarlos. En esos días, salga de casa y relaciónese con los demás, mantenga sus compromisos habituales y procure dedicar más tiempo a relajarse. Mantener con regularidad los consejos que le hemos dado anteriormente es la mejor forma de seguir controlando su enfermedad.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo