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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Tel.: (21) 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com

07/05/2007


Pernas "pesadas" na hepatite C - Neuropatia periférica


Um número considerável de portadores de hepatite C relata sentir um cansaço grande nas pernas, em geral reclamam que as pernas estão "pesadas". Neste artigo tentarei explicar o conhecimento atual desta condição extra-hepática, conhecida como "neuropatia periférica", que muito prejudica a qualidade de vida de um em cada seis infectados com a hepatite C.

A neuropatia periférica ataca os nervos das pernas e dos braços, sendo uma conseqüência comum nos diabéticos. Nos infectados com a hepatite C não se conhece ainda corretamente porque ela acontece. Até recentemente se acreditava que a neuropatia periférica estava associada ao aparecimento da crioglobulinemia derivada da infecção pelo vírus da hepatite C, porém estudos recentes contradizem esta afirmação.

Um estudo italiano realizado em sete centros médicos com 234 pacientes infectados com a hepatite C ainda virgens de tratamento, os quais não apresentavam quaisquer outras causas prováveis para a neuropatia periférica, como diabetes, consumo de álcool, insuficiência renal, avitaminose (carência de vitaminas), transtornos da tiróide, neoplasias (câncer) ou presença de agentes tóxicos.

A crioglobulinemia foi detectada em 29,3% dos pacientes do estudo. No total dos pacientes 15,3% foram diagnosticados com a neuropatia periférica (10,6% pelos sintomas e 4,7% na forma subclínica). A neuropatia periférica foi encontrada em 21% dos pacientes que apresentavam crioglobulinemia e em 13% dos que não apresentavam crioglobulinemia.

A associação de crioglobulinemia junto com a neuropatia periférica era encontrada nos pacientes de maior idade. Não foi encontrada nenhuma relação entre o nível da carga viral e a presencia da neuropatia periférica.

Os autores concluem que a neuropatia periférica em indivíduos infectados com a hepatite C e mais alta daquilo estimado até o presente momento, independente de o paciente sofrer de crioglobulinemia. Diversos estudos estimam que a neuropatia periférica seja encontrada entre 2,4 e 8% da população em geral. Os autores encontraram que entre os infectados com a hepatite C a neuropatia periférica afeta 15,3% dos pacientes.

Entre os sintomas mais freqüentes da neuropatia periférica (sentidos em pernas e braços com maior intensidade durante a noite) temos a sensação de dormência, formigamento, dor (sensação de "queimação" ou "descarga elétrica"), câimbras e, até falta de coordenação ou equilíbrio. Apresentar sintomas não é um sinal que a doença esteja em progressão. Em muitos casos ela se mantém estável.

O diagnostico e realizado em geral pelos sintomas físicos, mas em muitas pessoas a neuropatia periférica não apresenta sintomas, dificultando o diagnostico. O medico vai observar atentamente o pé do paciente procurando sinais específicos da doença, tais como lesões cutâneas, problemas de circulação e sensibilidade. Exames específicos, realizados por médicos neurologistas poderão ser solicitados para avaliar a extensão do dano existente nos nervos.

O tratamento da neuropatia periférica consiste no controle dos sintomas mediante a utilização de medicamentos específicos para cada sintoma. Tanto o tratamento como a evolução final dependem da causa desta. O tratamento alternativo mais utilizado e a acupuntura. Em alguns casos a fisioterapia reduz a intensidade dos espasmos ou da debilidade.

O tratamento da hepatite C com interferon demonstrou ser eficaz no tratamento da crioglobulinemia, mas no caso da neuropatia periférica os resultados são contraditórios, existindo casos em que o interferon piora o quadro, exacerbando os sintomas da neuropatia periférica preexistente ao tratamento da hepatite C.

Os pacientes devem prestar atenção especial a mudanças e sensações em pernas e pés. A perda de sensibilidade deve ser imediata comunicada ao medico. Podem acontecer ferimentos e chagas que passem despercebidos por culpa da perda de sensibilidade e assim se infeccionar.

Indivíduos com neuropatia periférica devem ajudar o organismo a manter a correta circulação sanguínea nas pernas. Para tal realizem caminhadas diárias, não cruze as pernas por períodos prolongados, duas ou três vezes por dia mantenha as pernas em um nível superior ao corpo (deitado coloque almofadas para levantar as pernas). Evite o cigarro e não ingira bebidas alcoólicas, estes são dois fatores que agravam o problema. Permanecer numa piscina alivia os sintomas. Se acordar de noite por ter sensação de frio nos pés, use medias ao dormir, não é romântico nem sexualmente erótico, mas é a única solução para não acordar durante o sono.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base, entre outras, a seguinte fonte:
Santoro, L. Prevalence and characteristics of peripheral neuropathy in hepatitis C population. J Neurosurg Psychiatry 2006;77:626-629


Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22
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07/05/2007


Piernas "pesadas" en la hepatitis C - Neuropatía periférica


Un número considerable de portadores de hepatitis C relata sentir un cansancio grande en las piernas, en general reclaman que las piernas están "pesadas". En este artículo intentaré explicar el conocimiento actual de esta condición extra-hepática, conocida como "Neuropatía periférica", que perjudica la calidad de vida de uno en cada seis infectados con la hepatitis C.

A neuropatía periférica ataca los nervios de las piernas y de los brazos, siendo una consecuencia común en los diabéticos. En los infectados con la hepatitis C no se conoce todavía de forma correcta porque ella acontece. Hasta recientemente se creía que la neuropatía periférica estaba asociada al aparecimiento de la crioglobulinemia derivada de la infección por el virus de la hepatitis C, sin embargo estudios recientes contradicen esta afirmación.

Un estudio italiano realizado en siete centros médicos con 234 pacientes infectados con hepatitis C, todos vírgenes de tratamiento, quiénes no presentaban cualesquiera otras causas probables para la neuropatía periférica, como diabetes, consumo de alcohol, insuficiencia renal, avitaminosis (carencia de vitaminas), trastornos de la tiroides, neoplasias (cáncer) o presencia de agentes tóxicos.

La crioglobulinemia fue detectada en un 29,3% de los pacientes del estudio. En el total de los pacientes 15,3% fueron diagnosticados con la neuropatía periférica (10,6% por los síntomas y 4,7% en la forma subclínica). La neuropatía periférica fue encontrada en un 21% de los pacientes que presentaban crioglobulinemia y en un 13% de los que no presentaban crioglobulinemia.

La asociación de crioglobulinemia junto con la neuropatía periférica era encontrada en los pacientes de mayor edad. No fue encontrada ninguna relación entre el nivel de la carga viral y la presencia de la neuropatía periférica.

Los autores concluyen que la neuropatía periférica en individuos infectados con hepatitis C es más alta de aquello estimado hasta el presente momento, independiente del paciente sufrir de crioglobulinemia. Diversos estudios estiman que la neuropatía periférica sea encontrada entre 2,4 y 8% de la población en general. Los autores encontraron que entre los infectados con hepatitis C la neuropatía periférica afecta 15,3% de los pacientes.

Entre los síntomas más frecuentes de la neuropatía periférica (sentidos en piernas y brazos con mayor intensidad durante la noche) tenemos la sensación de falta de sensibilidad, hormigueo, dolor (sensación de "quemazón" o "descarga eléctrica"), calambres y, hasta falta de coordinación o equilibrio. Presentar síntomas no es una señal que la enfermedad esté en progresión. En muchos casos ella se mantiene estable.

El diagnostico es realizado en general por los síntomas físicos, pero en muchas personas la neuropatía periférica no presenta síntomas, dificultando el diagnostico. El medico va a observar atentamente el pie del paciente procurando señales específicas de la enfermedad, tales como lesiones cutáneas, problemas de circulación y sensibilidad. Exámenes específicos, realizados por médicos neurólogos podrán ser solicitados para evaluar la extensión del daño existente en los nervios.

El tratamiento de la neuropatía periférica consiste en el control de los síntomas mediante la utilización de medicamentos específicos para cada síntoma. Tanto el tratamiento como la evolución final dependen de la causa de ésta. El tratamiento alternativo más utilizado es la acupuntura. En algunos casos la fisioterapia reduce la intensidad de los espasmos o de la debilidad.

El tratamiento de la hepatitis C con interferón demostró ser eficaz en el tratamiento de la crioglobulinemia, pero en el caso de la neuropatía periférica los resultados son contradictorios, existiendo casos en los que el interferón provoca un empeoramiento del cuadro, exacerbando los síntomas de la neuropatía periférica preexistente al tratamiento de la hepatitis C.

Los pacientes deben prestar atención especial a mudanzas y sensaciones en piernas y pies. La pérdida de sensibilidad debe ser comunicada inmediatamente al medico. Pueden acontecer heridas y llagas que pasen desapercibidos por culpa de la pérdida de sensibilidad y así se infeccionar.

Individuos con neuropatía periférica deben ayudar el organismo a mantener la correcta circulación sanguínea en las piernas. Para tal deben realizar caminatas diarias, no deben cruzar las piernas por períodos prolongados, dos o tres veces por día mantenga las piernas en un nivel superior al cuerpo (acostado ponga almohadas para levantar las piernas). Evite el cigarrillo y no ingiera bebidas alcohólicas, éstos son dos factores que agravan el problema. Permanecer en una pileta alivia los síntomas. Si despierta por la noche por tener sensación de frío en los pies, use medias al dormir, no es romántico ni sexualmente erótico, pero es la única solución para no despertar durante el sueño.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base, entre otras, la siguiente fuente:
Santoro, L. Prevalence and characteristics of peripheral neuropathy in hepatitis C population. J Neurosurg Psychiatry 2006;77:626-629


Carlos Varaldo
Grupo Optimismo







Last updated 6.5.2007