25/08/2008
A Eritropoetina é um medicamento seguro para controlar a anemia?
A anemia que acontece durante o tratamento da hepatite C e ocasionada pela ribavirina. Diferente da anemia tradicional a qual pode ser combatida com suplementos de ferro ou até com alimentos, o efeito adverso da ribavirina produz anemia hemolítica, para a qual somente existe uma forma de controle, que é com o medicamento eritropoetina, a qual estimula a produção de células vermelhas do sangue.
A manutenção da dosagem correta de ribavirina e muito importante para evitar a recidiva do vírus após o final do tratamento. Quando durante o tratamento o nível de hemoglobina e inferior a 10 g/l a recomendação e aumentar o nível com o uso da eritropoetina, evitando a diminuição da dosagem ou a interrupção da mesma.
Em 2006 surgiram suspeitas que o uso da eritropoetina pudesse aumentar o risco de complicações cardiovasculares, motivo pelo qual o Food and Drug Administration (FDA) emitiu uma advertência e, recentemente alertou sobre possível associação com crescimento de tumores em pacientes com certos tipos de câncer.
Pesquisadores de Canadá estudaram dados clínicos para analisar se realmente aumentam as possibilidades de eventos cardiovasculares, tromboses, cancêr e morte em pacientes que durante o tratamento da hepatite C fazem uso da eritropoetina.
O estudo, publicado em Clinical Infectious Diseases foi realizado na clinica de hepatites do hospital de Otawa entre outubro de 2003 e outubro de 2006 acompanhando 174 pacientes em tratamento da hepatite C com os seguintes resultados:
- A necessidade da utilização da eritropoetina se deu em pacientes de idade mais avançada, pacientes de menor peso, nível de hemoglobina baixo no inicio do tratamento e em geral em pacientes infectados com os genótipos 1 e 4;
- 88% dos pacientes que receberam eritropoetina alcançaram níveis de hemoglobina superiores a 11 g/l, podendo continuar o tratamento com a dosagem ideal de ribavirina;
- A resposta sustentada (cura da hepatite C) foi superior nos pacientes que receberam eritropoetina, sendo de 55% contra 45% dos que não utilizaram eritropoetina, uma diferença superior, mas estatisticamente pouco importante;
- Durante o tratamento ou no acompanhamento posterior, nenhum dos que receberam a eritropoetina experimentou problemas cardiovasculares, infartos, trombose ou embolia pulmonar;
- Eventos como derrame cerebral ou câncer não diferiam entre os que receberam eritropoetina, ou não;
- Os efeitos adversos durante o tratamento eram similares nos dois grupos.
Concluem os autores do estudo que a utilização da eritropoetina durante o tratamento da hepatite C não é associado a eventos cardiovasculares, cancêr, trombose ou morte.
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
CT Costiniuk, F Camacho, and CL Cooper. Erythropoiesis-stimulating agent use for anemia induced by interferon-ribavirin treatment in patients with hepatitis c virus infection is not associated with increased rates of cardiovascular disease, thrombosis, malignancy, or death. Clinical Infectious Diseases 47(2): 198-202. July 15, 2008.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
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25/08/2008
¿La Eritropoetina es un medicamento seguro para controlar la anemia?
La anemia que acontece durante el tratamiento de la hepatitis C es ocasionada por la ribavirina. Diferente de la anemia tradicional la cual puede ser combatida con suplementos de hierro o hasta con alimentos, el efecto adverso de la ribavirina produce anemia hemolítica, para la cual solamente existe una forma de control, que es con el medicamento eritropoetina, la cual estimula la producción de células rojas de la sangre.
La manutención de la dosis correcta de ribavirina es muy importante para evitar la recidiva del virus después del final del tratamiento. Cuando durante el tratamiento el nivel de hemoglobina es inferior a 10 g/l la recomendación es aumentar el nivel con el uso de la eritropoetina, evitando la disminución de la dosis o la interrupción de la misma.
En 2006 surgieron sospechas que el uso de la eritropoetina pudiese aumentar el riesgo de complicaciones cardiovasculares, motivo por el cual la Food and Drug Administration (FDA) emitió una advertencia y, recientemente alertó sobre posible asociación con crecimiento de tumores en pacientes con ciertos tipos de cáncer.
Investigadores de Canadá estudiaron datos clínicos para analizar si realmente aumentan las posibilidades de eventos cardiovasculares, trombosis, tumores y muerte en pacientes que durante el tratamiento de la hepatitis C hacen uso de la eritropoetina.
El estudio, publicado en Clinical Infectious Diseases fue realizado en la clínica de hepatitis del hospital de Ottawa entre octubre de 2003 y octubre de 2006 acompañando 174 pacientes en tratamiento de la hepatitis C con los siguientes resultados:
- La necesidad de la utilización de la eritropoetina se dio en pacientes de edad más avanzada, pacientes de menor peso, nivel de hemoglobina bajo al inicio del tratamiento y en general en pacientes infectados con los genotipos 1 y 4;
- 88% de los pacientes que recibieron eritropoetina alcanzaron niveles de hemoglobina superiores a 11 g/l, pudiendo continuar el tratamiento con la dosis ideal de ribavirina;
- La respuesta sostenida (cura de la hepatitis C) fue superior en los pacientes que recibieron eritropoetina, siendo del 55% contra 45% de los que no utilizaron eritropoetina, una diferencia superior, pero estadísticamente poco importante;
- Durante el tratamiento o en el acompañamiento posterior, ninguno de los que recibieron eritropoetina experimentó problemas cardiovasculares, infartos, trombosis o embolia pulmonar;
- Eventos como derrame cerebral o cáncer no diferían entre los que recibieron eritropoetina, o no;
- Los efectos adversos durante el tratamiento eran similares en los dos grupos.
Concluyen los autores del estudio que la utilización de la eritropoetina durante el tratamiento de la hepatitis C no es asociado a eventos cardiovasculares, cáncer, trombosis o muerte.
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
CT Costiniuk, F Camacho, and CL Cooper. Erythropoiesis-stimulating agent use for anemia induced by interferon-ribavirin treatment in patients with hepatitis c virus infection is not associated with increased rates of cardiovascular disease, thrombosis, malignancy, or death. Clinical Infectious Diseases 47(2): 198-202. July 15, 2008.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo