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OMS apresenta o primeiro relatório mundial das hepatites - EASL 2017

01/05/2017

De acordo com a Organização Mundial da Saúde - OMS - embora tenha havido progresso no enfrentamento global da hepatite, ainda há muito a ser feito para alcançar a erradicação até 2030.

O diretor do departamento de HIV e programa global de hepatite da OMS falou na conferência para os jornalistas que estamos na era da eliminação, mas ainda temos um longo caminho a percorrer, explicando que o relatório apresentado trata das hepatites B e C porque essas compreendem 96% da mortalidade por hepatite.

O relatório indica que existem 257 milhões de pessoas vivendo com hepatite B, 68% dos quais residem em África e em regiões do Pacífico Ocidental. Mostrou que as vacinações para hepatite B aumentaram acentuadamente e, em um nível global, 84% das crianças receberam a vacinação de três doses em 2015. O relatório afirma que a proporção de crianças menores de 5 anos com novas infecções caiu de 4,7% na era anterior a vacinação para 1,3% em 2015.

O relatório mostra que apenas 9% das 257 milhões de pessoas com hepatite B estão diagnosticadas e apenas 1,7 milhões estavam em tratamento em 2015.

Na hepatite C, o relatório mostra que há no mundo 71 milhões de pessoas infectadas com a hepatite C e ainda acontecem 1,75 milhões de novas infecções a cada ano, a maioria acontecendo nos países onde são utilizadas drogas injetáveis. Foi feito um apelo no relatório para o aumento de estratégias de redução de danos como distribuição de seringas e melhores testes e cuidados de saúde nesses países.

Na hepatite C, 20% dos 71 milhões também estão diagnosticados, mas apenas 1,1 milhões iniciaram tratamento em 2015, número que provavelmente tenha aumentado em 2016.

O número de mortes por hepatite continua a aumentar, com 1,34 milhões de mortes em 2015, mas somente uns 40 países possuem planos nacionais para a eliminação das hepatites B e C.

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Relatorio da OMS apresentado no EASL 2017


Carlos Varaldo
www.hepato.com
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