08/10/2007
Hepatites B e C em usuários do centro de testagem e aconselhamento (CTA) de Fortaleza - Ceará
(Trechos do estudo, publicado no Jornal brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis)
As hepatites virais são problemas de saúde pública importantes,
apresentando distribuição universal e magnitude variável de
região para região. No Brasil, pelo menos 15% da população já teve contato com
o vírus da hepatite B. Estima-se que os casos crônicos de hepatite
B e C representam 1% e 1,5% da população, respectivamente.
Essas doenças passaram a ser consideradas como de interesse
sanitário a partir de 1995, porém a real prevalência ainda é
desconhecida devido à falta de controle adequado das notificações.
Os dados disponíveis são dispersos e relacionados apenas
a alguns estados e municípios brasileiros.
No Brasil, a vigilância epidemiológica das hepatites virais
utiliza o sistema universal e passivo baseado na notificação compulsória
dos casos suspeitos de hepatite viral.
Todos os casos
suspeitos devem ser notificados, mesmo antes da confirmação
diagnóstica.
Em 2004, os indicadores epidemiológicos brasileiros apresentaram
13.582 casos de hepatite B e 10.952 de hepatite C. Já
no estado do Ceará, ocorreram, nesse mesmo ano, respectivamente,
132 e 57 casos de hepatite B e C. A microrregião de
Fortaleza tem os maiores índices de morbidade de hepatite B e C
do estado do Ceará. Verificou-se, nos últimos anos, em relação
a esses tipos de hepatites virais, um maior número de casos notificados
em todas as faixas etárias.
A rede assistencial de saúde para identificação e acompanhamento
dos casos de hepatites virais deve ser organizada levando
em consideração os princípios da Norma Operacional de
Assistência à Saúde que preconiza a hierarquização dos serviços
em três níveis de assistência: básica, secundária e terciária/
quaternária.
O nível de atenção básica compreende os Centros de Testagem
e Aconselhamento (CTA), as Unidades Básicas de Saúde e o Programa
Saúde da Família que têm como competências a promoção
da saúde, a prevenção, a triagem sorológica, os exames
confirmatórios e o acompanhamento de pacientes assintomáticos.
Vale ressaltar que nos níveis secundário e terciário, o atendimento
se dá nos centros de referência e ocorre com um maior
nível de complexidade.
MÉTODOS
Trata-se de uma pesquisa descritiva, de abordagem quantitativa,
que ocorreu no Centro de Testagem e Aconselhamento
(CTA), unidade vinculada à Secretaria de Saúde do Município
de Fortaleza-CE. Esta unidade tem por objetivo atender à população
para a realização das sorologias anti-HIV, VDRL e, mais
recentemente, incorporou os marcadores sorológicos para hepatites
B e C na rotina do CTA, por serem infecções cujas formas
de transmissão se assemelham à do HIV. O centro atende, em média, 250 pessoas por mês e a demanda pode ser espontânea ou referenciada.
Os testes sorológicos para hepatites solicitados neste nível de
assistência são: HBsAg e anti-HBc total, para hepatite B, e anti-
HCV para hepatite C. O HBsAg é o primeiro marcador que aparece
no curso da infecção pela hepatite B e está presente nas fases de
incubação, na fase aguda, no final da fase aguda ou na hepatite crônica;
o anti-HCV indica contato prévio com o vírus da hepatite C,
mas não define se recente ou tardio; o HBsAg e o anti-HCV são
testes de triagem, cuja necessidade de investigação mais apurada
faz-se necessária por meio de outros exames mais específicos, a fim
de identificar se a infecção está ou não em curso.
O universo da pesquisa foi de 1.063 formulários de usuários
que procuraram o CTA durante os meses de agosto a dezembro de
2005 para realizar a testagem sorológica para Vírus da
Imunodeficiência Humana, sífilis e que realizaram os exames para
Hepatites B e C. Vale salientar que todas as pessoas que fizeram o
anti-HIV aceitaram realizar as sorologias para hepatites B e C.
Observou-se que a maioria dos usuários que procura o CTA
é jovem, do sexo feminino e em idade reprodutiva. Esses achados
se justificam pelo fato de ser nessa faixa etária que as pessoas
tendem a ter a vida sexual mais ativa, o que conseqüentemente
favorece a exposição de risco para aquisição de doenças sexualmente
transmissíveis.
As mulheres representaram o maior quantitativo
de pessoas testadas, o que pode ser justificado pela inclusão
do teste do HIV no que se refere a gestantes, fato que
representou o terceiro motivo de procura por esse serviço.
Esse achado acarreta uma reflexão acerca da necessidade de
descentralização do teste anti-HIV para as Unidades Básicas de
Saúde, pois podem-se perder muitas oportunidades de testagem
de grávidas devido à necessidade de deslocamento das gestantes
para o CTA.
No que diz respeito à procura pelo serviço, a própria característica
do CTA já justifica esse grande percentual de pessoas que
o procuraram porque se expuseram a uma situação de risco
(46,4%), situação obviamente encontrada em outro estudo em
Porto Alegre.
Essa condição, porém, é auto-referida e quando somada às
pessoas que se encontravam na janela imunológica e com as que
apresentavam alguma DST, esse percentual sobe para 80,2%,
mostrando que a exposição à situação de risco é muito grande
entre usuários do CTA. Justifica-se a necessidade de se identificar
e trabalhar as condições de vulnerabilidade e risco específicas
dessa população, visando ao desenvolvimento de estratégias
de prevenção durante o aconselhamento, para conseguir a adesão
dessas pessoas às medidas preventivas.
Esse achado é confirmado quando se analisam os dados acerca
do uso do preservativo e constata-se que
somente 6,8% dos usuários
referiram usar o preservativo em todas as relações sexuais.
Apesar de os dados da ficha de investigação terem sido analisados
separadamente, as pessoas que vieram encaminhadas de
outro serviço de saúde e pessoas que se submeteram ao teste
devido ao pré-natal também foram analisadas. Por meio dessa
análise constatou-se que não existem registros de homens que
vieram referenciados de outros serviços. Esse fato causa estranheza
e merece melhor investigação, pois talvez tenha ocorrido
devido a um preenchimento incorreto da ficha.
Ainda não há
nenhum registro de pessoas que procuraram o CTA exclusivamente
para se submeterem aos exames das hepatites, com certeza
devido à precocidade do tempo dessa investigação
RESULTADOS
No CTA, geralmente, solicitam-se os marcadores sorológicos
para as hepatites B e C. Eventualmente, pode-se realizar o da hepatite
Delta. Isso ocorre devido à semelhança entre as formas de transmissão
dessas hepatites com o HIV e ao fato de apresentarem repercussões
mais graves, justificando dessa forma a busca ativa dessas
infecções no CTA. Pessoas que se expõem ao HIV também correm
o risco de adquirir o vírus das hepatites, especialmente B e C.
Observou-se que 18,2% dos usuários apresentaram
algumas das sorologias de HBsAg, anti-HBc total ou anti-HCV
positivas. Encontrou-se uma maior quantidade de indivíduos com
anti-HBc total reagente, ou seja, pessoas que têm anticorpos para
a hepatite B e que apresentaram a infecção no passado. Esse
percentual representou 30,6% dos usuários.
Em seguida, aparecem 10,8% de usuários com HBsAg
Reagente. O anti-HCV foi o marcador que apresentou menor
positividade, com somente 6,3% das pessoas acometidas.
No que diz respeito à co-infecção da hepatite B e C com a
sífilis e o HIV, concluiu que um total de 38,1% apresentavam os exames de HIV ou VDRL positivos juntamente
com algum marcador sorológico de hepatites B ou C. 18% dos
usuários do CTA apresentaram o exame de HIV e o HBsAg positivos. A
positividade do HBsAg e do VDRL foi de 14,5%.. O anti-HCV apresentou co-infecção com o HIV e a
sífilis em 10,8 e 9% dos indivíduos, respectivamente.
Em relação à ocorrência de outras doenças sexualmente
transmissíveis (DST), havia registro nos formulários das seguintes
DST no último ano: 47,2% haviam apresentado
HPV, 28,7% gonorréia, 17,2% Herpes Vírus tipo
2 e 6,9% sífilis. Essa informação é referida pelo usuário no
momento da entrevista, pois o CTA não realiza atendimento para
DST.
CONCLUSÃO
O estudo permitiu avaliar que a prevalência de hepatite B e
C nos usuários cadastrados no Centro de Testagem e
Aconselhamento (CTA) de Fortaleza-CE é significativa, uma vez
que a presença de hepatite B e C foi constatada em grande parte
da população analisada.
MEU COMENTÁRIO:
O estudo e um retrato fiel da dificuldade da realização do teste de detecção das hepatites pela população mais carente. As unidades de base (postos de saúde) e hospitais públicos que deveriam oferecer os testes, na maioria deles não é realizado, encaminhando os pacientes para o CTA, porém, este CTA como praticamente todos no Brasil tem uma capacidade de 250 testes por mês. O levantamento realizado pelas ONGs no ano passado constatou que a capacidade máxima de testagem das hepatites em todos os CTAs existentes no Brasil não chega aos 350.000 testes por ano, sendo que a metade deles (é este estudo confirma) e realizado como exame de pré natal em mulheres grávidas encaminhadas pelos médicos de família, que ante a falta de exames na rede municipal encaminham as pacientes para o CTA, desvirtuando totalmente a função para o qual foram criados.
É preocupante que nenhum homem procurou o CTA para realização especifica do teste das hepatites. Quando realizamos a pesquisa dos CTAs foi constatado que existe o estigma de ingressar num local onde tradicionalmente se realiza o teste da AIDS. Ante o temor de algum conhecido o encontrar a maioria desiste do teste das hepatites. É necessário reconhecer que o estigma ainda é muito forte na população em geral.
Somente considero errado neste estudo que seja
informado que as hepatites B e C se transmitem da mesma forma que o HIV/AIDS. Isto é valido para a hepatite B, mas a hepatite C não é considerada uma doença de transmissão sexual. A colocação cria desinformação e estigma nos portadores de hepatite C.
A pesquisa completa e encontrada em
http://www.uff.br/dst/revista18-3-2006.htm
Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
J bras Doenças Sex Transm 18(3): 161-167, 2006 - HEPATITIS B AND C IN USERS OF THE CENTER OF TESTING AND COUNSELING (CTA) IN FORTALEZA-CEARÁ - Maria AL Araújo, Ana Amélia R Sales, Maria Albertina R Diogenes3 Soares
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
 |
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA AL PORTADOR DE HEPATITIS
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 Rio de Janeiro - Brasil
Tel. (55.21) - 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com |
08/10/2007
Hepatitis B y C en usuarios del centro de detección y educación (CTA) de Fortaleza - Ceara - Brasil
(Trechos del estudio, publicado en el Diario brasileño de Enfermedades Sexualmente Transmisibles)
Las hepatitis virales son problemas de salud pública importantes,
presentando distribución universal y magnitud variable de
región para región. En Brasil, por lo menos 15% de la población ya tuvo contacto con
el virus de la hepatitis B. Estimase que los casos crónicos de hepatitis
B y C representan 1% y 1,5% de la población, respectivamente.
Esas enfermedades pasaron a ser consideradas como de interés
sanitario desde 1995, sin embargo la real superioridad todavía es
desconocida debido a la falta de control adecuado de las notificaciones.
Los datos disponibles son dispersos y relacionados apenas
a algunos estados y municipios brasileños.
En Brasil, la vigilancia epidemiológica de las hepatitis virales
utiliza el sistema universal y pasivo fundado en la notificación compulsoria
de los casos sospechosos de hepatitis viral.
Todos los casos
sospechosos deben ser notificados, mismo antes de la confirmación
diagnóstica.
En 2004, los indicadores epidemiológicos brasileños presentaron
13.582 casos de hepatitis B y 10.952 de hepatitis C. Ya
en el estado de Ceara, ocurrieron, en ese mismo año, respectivamente,
132 y 57 casos de hepatitis B y C. La región de
Fortaleza tiene los mayores índices de mórbidad de hepatitis B y C
del estado de Ceara. se verificó, en los últimos años, con relación
a esos tipos de hepatitis virales, un mayor número de casos notificados
en todas las fajas de edad.
La red asistencial de salud para identificación y acompañamiento
de los casos de hepatitis virales debe ser organizada llevando
en consideración los principios de la Norma Operacional de
Asistencia a la Salud que preconiza la estructura jerárquica de los servicios
en tres niveles de asistencia: básica, secundaria y terciaria /
cuaternaria.
El nivel de atención básica comprende los Centros de Detección
y Educación (CTA), las Unidades Básicas de Salud y el Programa de
Salud de la Familia que tiene como competencias la promoción
de la salud, la prevención, la realización de pruebas sorológicas, los exámenes
confirmatorios y el acompañamiento de pacientes asintomático.
Vale resaltar que en los niveles secundario y terciario, el servicio
se da en los centros de referencia y ocurre con un mayor
nivel de complejidad.
MÉTODOS
Se trata de una investigación descriptiva, de abordaje cuantitativo,
que ocurrió en el Centro de Detección y Educación
(CTA), unidad vinculada a la Secretaría de Salud del Municipio
de Fortaleza-CE. Esta unidad tiene por objetivo atender a la población
para la realización de las serologías anti-HIV, VDRL y, más
reciente, incorporó los marcadores sorológicos para hepatitis
B y C en la rutina del CTA, por ser infecciones cuyas formas
de transmisión se asemejan a la del HIV. El centro atiende, en media, 250 personas por mes y la demanda puede ser espontánea o referenciada.
Las pruebas sorológicos para hepatitis solicitados en este nivel de
asistencia son: HbsAg y anti-HBc total, para hepatitis B, y anti-
HCV para hepatitis C. El HbsAg es el primer marcador que aparece
en el curso de la infección por la hepatitis B y está presente en las fases de
incubación, en la fase aguda, al final de la fase aguda o en la hepatitis crónica;
el anti-HCV indica contacto previo con el virus de la hepatitis C,
pero no define si reciente o tardío; el HbsAg y el anti-HCV son
las pruebas iniciales, cuya necesidad de investigación más esmerada
se hace necesaria por medio de otros exámenes más específicos, a fin
de identificar si la infección está o no en curso.
El universo de la investigación fue de 1.063 planillas de usuarios
que procuraron el CTA durante los meses de agosto a diciembre de
2005 para realizar a detección sorológica para el virus de la
Inmunodeficiencia Humana, sífilis y que realizaron los exámenes para
Hepatitis B y C. Vale destacar que todas las personas que hicieron el
anti-HIV aceptaron realizar las serologías para hepatitis B y C.
Se observó que la mayoría de los usuarios que procura el CTA
es joven, del sexo femenino y en edad reproductiva. Esos hallazgos
se justifican por el hecho de ser en esa faja de edad que las personas
tienden a tener la vida sexual más activa, qué consecuentemente
favorece la exposición de riesgo para adquisición de enfermedades sexualmente
transmisibles.
Las mujeres representaron el mayor cuantitativo
de personas testadas, lo que puede ser justificado por la inclusión
de la prueba del HIV en lo que se refiere a gestantes, hecho que
representó el tercer motivo de procura por ese servicio.
Ese hallazgo acarrea una reflexión acerca de la necesidad de
descentralización de la prueba anti-HIV para las Unidades Básicas de
Salud, pues se pueden perder muchas oportunidades de detección
en embarazadas debido a la necesidad de desplazamiento de las gestantes
para el CTA.
En lo que concierne en la procura por el servicio, la propia característica
del CTA ya justifica ese gran porcentual de personas que
lo procuraron porque se expusieron a una situación de riesgo
(46,4%), situación obviamente encontrada en otro estudio en
Porto Alegre.
Esa condición, sin embargo, es auto-referida y cuando sumada a las
personas que se encontraban en la ventana inmunológica y con las que
presentaban alguna enfermedad sexualmente transmisible, ese porcentual sube para 80,2%,
mostrando que la exposición a la situación de riesgo es muy grande
entre usuarios del CTA. Se justifica la necesidad de se identificar
y trabajar las condiciones de vulnerabilidad y riesgo específicas
de esa población, visando al desarrollo de estrategias
de prevención durante la charla de educación, para conseguir la adhesión
de esas personas a las medidas preventivas.
Ese hallazgo es confirmado cuando se analizan los datos acerca
del uso del condón y se constata que
solamente 6,8% de los usuarios
declaran usar el preservativo en todas las relaciones sexuales.
A pesar de los datos de la ficha de investigación han sido analizados
separadamente, las personas que vinieron encaminadas de
otro servicio de salud y personas que se sometieron a la prueba
debido al prenatal también fueron analizadas. Por medio de esa
análisis se constató que no existen registros de hombres que
llegaron enviados de otros servicios. Ese hecho causa extrañeza
y merece mejor investigación, pues quizá haya ocurrido
debido a informaciones incorrectos en el formulario.
Todavía no hay
ningún registro de personas que procuraron el CTA exclusivamente
para se someter a los exámenes de las hepatitis.
RESULTADOS
En el CTA, generalmente, se piden los marcadores sorológicos
para las hepatitis B y C. Eventualmente, se puede realizar el de la hepatitis
Delta. Eso ocurre debido a la semejanza entre las formas de transmisión
de esas hepatitis con el HIV y al hecho de que presenten repercusiones
más graves, justificando de esa forma la busca activa de esas
infecciones en el CTA. Personas que se exponen al HIV también corren
el riesgo de adquirir el virus de las hepatitis, especialmente B y C.
Se observó que 18,2% de los usuarios presentaron
algunas de las serologías de HbsAg, anti-HBc total o anti-HCV
positivas. se encontró una mayor cantidad de individuos con
anti-HBc total reactivo, o sea, personas que tienen anticuerpos para
la hepatitis B y que presentaron la infección en el pasado. Ése
porcentual representó 30,6% de los usuarios.
Enseguida, aparecen 10,8% de usuarios con HbsAg
Reactivo. El anti-HCV fue el marcador que presentó menor
positividad, con solamente 6,3% de las personas infectadas.
En lo que concierne a la co-infección de la hepatitis B y C con la
sífilis y el HIV, concluyó que un total del 38,1% presentaban los exámenes de HIV o VDRL positivos juntamente
con algún marcador sorológico de hepatitis B o C. 18% de los
usuarios del CTA presentaron el examen de HIV y el HbsAg positivos. La
positividad del HbsAg y del VDRL fue del 14,5%. El anti-HCV presentó co-infección con el HIV y la
sífilis en 10,8 y 9% de los individuos, respectivamente.
Con relación a la ocurrencia de otras enfermedades sexualmente
transmisibles, había registro en los formularios de las siguientes
en el último año: 47,2% habían presentado
HPV, 28,7% gonorrea, 17,2% Herpes Virus tipo
2 y 6,9% sífilis. Esa información es referida por el usuario en el
momento de la entrevista, pues el CTA no realiza servicio para
esas enfermedades.
CONCLUSIÓN
El estudio permitió evaluar que la superioridad de hepatitis B y
C en los usuarios registrados en el Centro de Detección y
Educación (CTA) de Fortaleza-CE es significativa, una vez
que la presencia de hepatitis B y C fue constatada en gran parte
de la población analizada.
MI COMENTARIO:
El estudio es un retrato fiel de la dificultad de la realización de la prueba de detección de las hepatitis por la población más carente. Las unidades de base (puestos de salud) y hospitales públicos que deberían ofrecer los tests, en la mayoría de ellos no es realizado, encaminando los pacientes para el CTA, sin embargo, este CTA como prácticamente todos en Brasil tiene una capacidad de 250 exámenes por mes. El levantamiento realizado por las ONGs en el año pasado constató que la capacidad máxima de detección de las hepatitis en los CTA de todo Brasil no llega a los 350.000 tests por año, siendo que la mitad de ellos (y este estudio confirma) es realizado como examen de control del embarazo en mujeres encaminadas por los médicos de familia, que ante la falta de exámenes en la red municipal encaminan las pacientes para el CTA, desvirtuando totalmente la función para la cual fueron criados.
Es preocupante que ningún hombre procuró el CTA para realización específica de la prueba de las hepatitis. Cuando realizamos la investigación de los CTAs fue constatado que existe el estigma de ingresar en un local donde tradicionalmente se realiza la prueba del SIDA. Ante el temor de algún conocido lo encontrar la mayoría desiste de la prueba de las hepatitis. Es necesario reconocer que el estigma aún es muy fuerte en la población en general.
Solamente considero equivocado en el estudio que sea informado que las hepatitis B y C se transmiten de la misma forma que el HIV/SIDA. Esto es valido para la hepatitis B, pero la hepatitis C no es considerada una enfermedad de transmisión sexual. La colocación aumenta la desinformación y estigma en los portadores de hepatitis C
La investigación completa y encontrada en
http://www.uff.br/dst/revista18-3-2006.htm
Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
J bras Doenças Sex Transm 18(3): 161-167, 2006 - HEPATITIS B AND C IN USERS OF THE CENTER OF TESTING AND COUNSELING (CTA) IN FORTALEZA-CEARÁ - Maria AL Araújo, Ana Amélia R Sales, Maria Albertina R Diogenes3 Soares
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo