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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809
e-mail: hepato@hepato.com Internet: www.hepato.com
12/12/2005
Aumenta número de jovens com hepatite B e C
Isadora Camargos - Jornal Estado de Minas
Cerca de 4% dos brasileiros têm hepatite B ou C. Essa estimativa é resultado de um estudo nacional feito com 6 mil jovens, de 17 a 22 anos, alistados no Exército Brasileiro que constatou a presença do vírus da hepatite B em 2,6% dos pesquisados e, do tipo C, em 1,5%.
O médico responsável pela pesquisa, Antônio Toledo, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia (SMI), diz que não havia dados nacionais dessas doenças no país. O estudo foi apresentado no 14º Congresso Brasileiro de Infectologia, realizado em Belo Horizonte, com a participação de 2 mil médicos do Brasil e do exterior.
Toledo afirma que estudo indica aumento da incidência das hepatites B e C entre os jovens. A média nacional estimada pelo Ministério da Saúde para a hepatite B é de apenas 1% e, da C, 1,5%. "Trata-se do primeiro estudo de âmbito nacional. Até então, os estudos de prevalência das hepatites virais tinham características locorregionais e não permitiam definir a situação epidemiológica nacional", afirma o especialista.
Como o estudo foi realizado num universo particular de jovens, o índice sugere também um aumento geral da ocorrência da doença no Brasil, considerando que a faixa etária pesquisada, por ser de pessoas muito jovens, teoricamente, apresenta menor risco de infecção pelos vírus HBV e HCV. A região Nordeste do Brasil apresentou incidência da hepatite B maior do que o estimado pelo Ministério da Saúde, com média de 3,9%.
O Paraná é o estado com maior índice de hepatite B, com 5,9% de infectados entre os jovens pesquisados. Os dados do estudo mostram ainda um alto índice de ocorrência de hepatite C no Rio Grande do Sul (4,5%), que só não superou o encontrado em Rondônia (7,3%). "O índice registrado no Rio Grande do Sul é muito superior à média nacional, de 1,5%. Como o estado tem enfrentado o aumento dos casos de AIDS devido ao uso de drogas, isso nos permite sugerir que, provavelmente, haja mais hepatite C onde há maior freqüência do uso de drogas injetáveis", comenta Toledo.
Ainda segundo o especialista, depois do controle dos bancos de sangue, a partir de 1992, a transmissão do vírus C por transfusão passou a ser muito baixa ou nula. "A transmissão da hepatite C, hoje, se dá mais por compartilhamento de seringas no uso de drogas e em outras condições em que há uso de materiais cortantes", informa. Esse fato fez com que a doença, que afetava normalmente pessoas mais velhas, passasse a atingir também os mais jovens.
Para Toledo, o estudo mostra que a incidência das hepatites B e C na população brasileira, inclusive entre os jovens, é um problema real e que as autoridades de saúde e os especialistas devem estar atentos para a busca de soluções.
Nos postos de saúde, há vacinas gratuitas contra a hepatite B para menores de 19 anos. O médico diz que as hepatites B e C ainda recebem pouca atenção das autoridades. "Isso deve mudar para que possamos reverter o atual quadro das hepatites virais no Brasil. Apesar de o tratamento dessas doenças ser acessível a todos, enfrentamos alguns problemas, como a carência de disponibilidade de exames de confirmação de diagnósticos e também para avaliar o tratamento."
MEUS COMENTÁRIOS:
O Dr. Antonio Toledo foi o primeiro coordenador do Programa Nacional de hepatites Virais - PNHV e devemos a ele a estruturação do mesmo. O estudo em questão, fruto do projeto Sentinela, no qual jovens alistados no Exercito foram testados mostra resultados de arrepiar os cabelos.
Em relação à hepatite B vemos que a incidência da doença e muito superior a qualquer estimativa existente no Ministério da Saúde e, que a doença continua se expandido de forma alarmante. Projetando os 2,6% encontrados pelo Dr. Toledo teríamos quase cinco milhões de brasileiros com hepatite B, mostrando que a vacinação gratuita, disponível no SUS para jovens de até 19 anos e um tremendo fracasso já que não existem campanhas de vacinação efetivas e permanentes, menos ainda no seguimento destes jovens para que recebam a terceira e ultima doses seis meses após a primeira.
O resultado mostra que a hepatite B, uma doença sexualmente transmissível (DST) se encontra fora de controle e que a incidência entre os jovens, seja por drogas ou pelo sexo, dois fatores que deveriam ter diminuído mediante o trabalho de redução de danos do programa DST/AIDS não aconteceu. Pode isto ser considerado um fracasso do programa de redução de danos? Acredito que não, mas por outro lado deve ser revista a estratégia do programa já que o mesmo esta sendo um tremendo sucesso no controle da AIDS, mas esta falhando no controle da hepatite B, podendo assim manchar a imagem de um programa triunfador. Não podemos esquecer que o programa e de DST/AIDS e que todas as doenças DST devem ser compreendidas ao se avaliar o êxito do programa.
Em relação à hepatite C o fato de ter encontrado que 1,5% dos jovens estão infectados e alarmante. No mundo se observa que a idade media dos infectados esta aumentando, isto é, poucas novas infecções acontecem e os já infectados estão envelhecendo. Mas quando vemos jovens de 18 anos infectados, estes criados quando já existe controle de sangue, quando as seringas são todas descartáveis, podemos deduzir que no Brasil existe alguma outra forma de transmissão da doença.
Se estas infecções por hepatite C aconteceram também pelo uso de drogas, e aqui sugiro ao Dr. Toledo que tente pesquisar nestes indivíduos, vemos que mais que nunca é necessário reformular estratégias em relação à redução de danos e ampliar a sua forma de atuação, melhorando a forma de combate às doenças. Devemos evitar que para combater a AIDS se disseminem as hepatites B e C.
Sei que durante esta semana vou receber muitos e-mails, de redutores de danos, criticando este posicionamento, mas saibam todos que meu objetivo não e acabar com o programa, pelo contrario, meu objetivo e colocar o problema em discussão para aprimorar e melhorar o programa de redução de danos do Programa DST/AIDS.
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
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12/12/2005
Aumenta número de jóvenes con hepatitis B y C en Brasil
Isadora Camargos - Diario Estado de Minas - Brasil
Cerca del 4% de los brasileños tienen hepatitis B o C. Esa estimativa es resultado de un estudio nacional hecho con 6 mil jóvenes, de 17 a 22 años, alistados en el Ejército Brasileño que constató la presencia del virus de la hepatitis B en un 2,6% de los pesquisados y, del tipo C, en un 1,5%.
El médico responsable por la pesquisa, Antonio Toledo, presidente de la Sociedad Minera de Infectologia (SMI), dice que no había datos nacionales de esas enfermedades en el país. El estudio fue presentado en el 14º Congreso Brasileño de Insectología, realizado en Belo Horizonte, con la participación de 2 mil médicos de Brasil y del exterior.
Toledo afirma que estudio indica aumento de la incidencia de las hepatitis B y C entre los jóvenes. La media nacional estimada por el Ministerio de la Salud para la hepatitis B es de apenas 1% y, de la C, 1,5%. "se trata del primer estudio de ámbito nacional. Hasta entonces, los estudios de superioridad de las hepatitis víricas tenían características locorregionais y no permitían definir la situación epidemiológica nacional", afirma el especialista.
Como el estudio fue realizado en un universo particular de jóvenes, el índice sugiere también un aumento general de la ocurrencia de la enfermedad en Brasil, considerando que la faja de edad pesquisada, por ser de personas muy jóvenes, teóricamente, presenta menor riesgo de infección por los virus HBV y HCV. La región Nordeste de Brasil presentó incidencia de la hepatitis B mayor de lo que el estimado por el Ministerio de la Salud, con media del 3,9%.
El estado de Paraná es el estado con mayor índice de hepatitis B, con 5,9% de infectados entre los jóvenes pesquisados. Los datos del estudio muestran todavía un alto índice de ocurrencia de hepatitis C en el estado de Rio Grande do Sul (4,5%), que solo no superó el encontrado en el estado de Rondônia (7,3%). "El índice registrado en Rio Grande do Sul es muy superior a la media nacional, del 1,5%. Como el estado ha enfrentado el aumento de los casos de SIDA debido al uso de drogas, eso nos permite sugerir que, probablemente, haya más hepatitis C donde hay mayor frecuencia del uso de drogas inyectables", comenta Toledo.
Todavía segundo el especialista, después del control de los bancos de sangre, desde 1992, la transmisión del virus C por transfusión pasó a ser muy baja o nula. "La transmisión de la hepatitis C, hoy, se da más por compartimiento de jeringas en el uso de drogas y en otras condiciones en las que hay uso de materiales cortantes", informa. Ese hecho hizo con que la enfermedad, que afectaba normalmente personas más viejas, pasase a alcanzar también los más jóvenes.
Para Toledo, el estudio muestra que la incidencia de las hepatitis B y C en la población brasileña, incluso entre los jóvenes, es un problema real y que las autoridades de salud y los especialistas deben estar atentos para la busca de soluciones.
En los puestos de salud, hay vacunas gratuitas contra la hepatitis B para menores de 19 años. El médico dice que las hepatitis B y C todavía reciben poca atención de las autoridades. "Eso debe mudar para que podamos revertir el actual cuadro de las hepatitis víricas en Brasil. A pesar del tratamiento de esas enfermedades ser accesible a todos, enfrentamos algunos problemas, como la carencia de disponibilidad de exámenes de confirmación de diagnósticos y también para evaluar el tratamiento."
MIS COMENTARIOS:
El Dr. Antonio Toledo fue el primer coordinador del Programa Nacional de hepatitis Víricas - PNHV y debemos a él la estructuración del mismo. El estudio en cuestión, fruto del proyecto Centinela, en el cual jóvenes alistados en el Ejercito fueron testados muestra resultados de erizar los cabellos.
Con relación a la hepatitis B vemos que la incidencia de la enfermedad y muy superior a cualquier estimativa existente en el Ministerio de la Salud y, que la enfermedad continúa se expandido de forma alarmante. Proyectando los 2,6% encontrados por el Dr. Toledo tendríamos casi cinco millones de brasileños con hepatitis B, mostrando que la vacunación gratuita, disponible en el SUS para jóvenes de hasta 19 años es un tremendo fracaso ya que no existen campañas de vacunación efectivas y permanentes, menos aún en el seguimiento de estos jóvenes para que reciban la tercera y ultima dosis seis meses despues de la primera.
El resultado muestra que la hepatitis B, una enfermedad sexualmente transmisible (DST) se encuentra fuera de control y que la incidencia entre los jóvenes, sea por drogas o por el sexo, dos factores que deberían haber disminuido mediante el trabajo de reducción de daños del programa DST/AIDS no aconteció. ¿Puede esto ser considerado un fracaso del programa de reducción de daños? Creo que no, pero por otra parte debe ser revista la estrategia del programa ya que el mismo ésta siendo un tremendo suceso en el control del SIDA, pero ésta fallando en el control de la hepatitis B, pudiendo así manchar la imagen de un programa triunfador. No podemos olvidar que el programa es de DST/AIDS y que todas las enfermedades DST deben ser comprendidas al se evaluar el éxito del programa.
Con relación a la hepatitis C el hecho de haber encontrado que 1,5% de los jóvenes están infectados es alarmante. En el mundo se observa que la edad medía de los infectados ésta aumentando, esto es, pocas nuevas infecciones acontecen y los ya infectados están envejeciendo. Pero cuando vemos jóvenes de 18 años infectados, estos criados cuando ya existe control de sangre, cuando las jeringas son todas desechables, podemos deducir que en Brasil existe alguna otra forma de transmisión de la enfermedad.
Si estas infecciones por hepatitis C acontecieron también por el uso de drogas, y aquí sugiero al Dr. Toledo que intente pesquisar en estos individuos, vemos que más que nunca es necesario revisar las estrategias con relación a la reducción de daños y ampliar su forma de actuación, mejorando la forma de combate a las enfermedades. Debemos evitar que para combatir el SIDA se diseminen las hepatitis B y C.
Sé que durante esta semana voy a recibir muchos e-mails, de reductores de daños, criticando este posicionamiento, pero sepan todos que mi objetivo no es acabar con el programa, por lo contrario, mi objetivo es colocar el problema en discusión para apurar y mejorar el programa de reducción de daños del Programa DST/AIDS.
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo