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GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C
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09/01/2006
O custo criminoso da omissão governamental
O Jornal Folha de São de Paulo deste domingo apresenta uma reportagem sobre a contaminação da hepatite C entre ex-jogadores de futebol, os quais nas décadas de 70 e 80 compartilhavam agulhas ao se aplicar energéticos (glicose) durante os jogos.
A situação e amplamente conhecida e existem vários estudos científicos ao respeito que foram publicados nos últimos oito anos. Todos sabem da alta prevalencia neste grupo de ex-atletas. A comunidade cientifica sempre alertou para o problema. Lamentavelmente o governo federal até o momento ignorou o problema e não mexeu sequer uma palha para detectar estes infectados, sendo renegados ao fim da escala social. O curioso é que, se estes ex-jogadores de futebol fossem usuários de drogas ilícitas teriam a disposição todo um sistema de redução de danos, com Centros de Testagem e Acompanhamento a disposição, tratamento, etc.. Como se trata de pessoas que não usavam drogas ilícitas então são ignorados pelo poder público.
O mesmo acontece com os brasileiros que receberam transfusões de sangue. Diversos estudos publicados há vários anos mostram que de cada 100 indivíduos transfundidos antes de 1993, entre 19 e 20 estão infectados com a hepatite C. Toda a comunidade cientifica sabe deste grave problema e, mais uma vez, o governo faz de conta que não leu as publicações e continua omisso ao maior problema de saúde pública do Brasil, o que vai ocasionar a cirrose, o câncer e a morte de mais de hum milhão de cidadãos nos próximos 15 anos.
Mas o maquiavélico trabalho de ocultar informações, de desviar a atenção, continua sendo realizado dentro do ministério da saúde. O Programa Nacional de Hepatites, articulador deste crime, prefere falar em "prevenção da hepatite C" e praticamente nada faz em relação à "detecção da hepatite C" ignorando que as pessoas já estão infectadas e, que se não detectadas precocemente irão progredir na sua doença. Até os poucos recursos para realizar "convênios" com organizações da sociedade civil são todos dirigidos para ações de prevenção, tentando assim calar a boca das ONGs as cooptando com estes "cala boca". Cabe explicar que poucas novas infecções acontecem na atualidade. Os mais de quatro milhões de infectados se contaminaram no passado.
Finaliza a matéria do jornal colocando uma frase colada na parede do vestiário do clube que diz "Se Deus é por nós, quem será contra nós" Com as ações do governo para esconder da população a epidemia e com a falta de ações efetivas de detecção e tratamento, hoje os ex-jogadores de futebol descobrem resignados que os responsáveis pelo combate a hepatite C dentro do ministério da saúde são os que "estão contra nós".
Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
Publicado no Jornal Folha de São Paulo - Domingo 8 de janeiro de 2006
Guilherme Roseguini - Enviado especial a Criciúma (SC):
Seringas da morte
Mais de meio time que dividia agulhas nos anos 60 morre após desenvolver hepatite C e traz à tona problema que pode vitimar outros ex-atletas pelo Brasil
A ficha caiu durante um enterro. Dionísio Virtuoso percebeu que era a quarta vez em menos de dez anos que acompanhava o sepultamento de um ex-colega de equipe. Resolveu investigar.
A desconfiança do ex-goleiro do Próspera, clube de Criciúma (202 km de Florianópolis) que viveu um período de ouro nas décadas de 60 e 70, trouxe à tona um caso surpreendente dos subterrâneos do futebol. Sua busca mostrou que uma doença silenciosa e letal, fruto de prática comum nos vestiários esportivos, era a principal causa da seqüência de sete óbitos.
Virtuoso descobriu que seus companheiros falecidos tinham hepatite C, inflamação do fígado causada por contato com sangue infectado. Ficou surpreso. Era a mesma moléstia apontada nos exames que realizara em 2000.
Imediatamente, procurou médicos para saber se havia paralelo entre os casos. Encontrou o elo. "Naquela época, não havia essa história de seringas descartáveis. Nosso time tinha 14 jogadores, e todos tomavam injeções de vitaminas com as mesmas agulhas. Um de nós estava doente e passou para os outros", relata.
Hoje ele exibe uma carcomida foto do Próspera de 1967 para provar o poder mortífero da inflamação. Cinco atletas que disputaram aquele jogo -um duelo com o Metropol, outro time da cidade- estão entre os sete mortos. Os outros dois estavam contundidos na tarde daquela partida.
O número de óbitos listados pelo goleiro de 60 anos é confirmado pelo Atendimento Multidisciplinar Especializado, órgão da Secretaria Municipal de Saúde de Criciúma que faz acompanhamento de pacientes portadores de tuberculose, hepatite, Aids e lepra.
De acordo com Luiz Augusto Borba, médico que coordena o programa, os boleiros do Próspera não são os únicos vitimados pela hepatite C. "Essa troca de seringas era comum nos times de futebol da época. Tratamos hoje entre 15 e 20 pacientes de pelo menos seis times diferentes e temos encorajado ex-jogadores das décadas de 60 e 70 a fazerem exames de sangue", reporta o médico.
A doença evolui de forma lenta e pode demorar de 20 a 30 anos para se manifestar. João Galizzi Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, acredita que o número de vítimas em Criciúma não é surpreende.
"Já sabemos há tempos que o compartilhamento de agulhas era muito comum no passado, especialmente nas equipes amadoras. Muita gente deve estar contaminada e não sabe", diz o médico.
Sua teoria encontra respaldo na trajetória de Luiz Fraga, 63. Ele atuou na meio-campo do Próspera ao lado de Virtuoso -está, aliás, alinhado naquela foto de 1967. Há cinco anos, rumou para um hospital com o objetivo de doar sangue para a filha. Resultado: um teste identificou o vírus da hepatite C em seu corpo.
"Eu nunca havia sentido nada, mas fiz o tratamento. Hoje não posso beber muito, mas não sinto nenhum desconforto", relata.
A convite da Folha, Fraga (ou Sabará, como é conhecido) se juntou a Virtuoso para uma visita ao estádio do Próspera. Na peregrinação por vestiários, arquibancadas e gramado, lembranças fortuitas surgiram sobre o caso.
As injeções eram aplicadas por Romeu de Souza, massagista do time. Os jogadores pediam vitaminas ou glicose porque chegavam para treinar extenuados.
"Todos nós trabalhávamos nas carvoarias da cidade. Alguns atletas carregavam sacos de carvão antes do treino", diz Virtuoso.
Souza possuía três seringas de vidro. Após picar um jogador, depositava a agulha em um recipiente de aço com água quente. Acreditava que o procedimento livraria os atletas de contaminações. "Pelo jeito, ele estava totalmente errado", afirma Sabará.
As aplicações eram realizadas no canto de um vestiário hoje lúgubre, localizado na parte inferior da arquibancada principal.
No local, estão uma balança Filizola ("a mesma da nossa época", lembra Virtuoso) e um pequeno altar com imagem de Nossa Senhora Aparecida. De acordo com funcionários da agremiação, os atletas do elenco atual fazem naquele espaço a tradicional oração antes de entrarem em campo.
Na parede, um papel com a frase "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" chama a atenção de Sabará. "Olha só que coisa... E a gente tomava as injeções aqui."
No encerramento do pequeno tour, a reportagem questionou os ex-jogadores se pretendem processar o clube. A negação veio com veemência.
"Os tempos eram outros, o futebol era outro. Tudo foi uma fatalidade. Esta é a história de nossas vidas. O time nos deu coisas boas demais para lembrar. Não quero mais nada", sentencia Virtuoso.
Descobertas ocorreram por acaso
Sobreviventes de um elenco dizimado pela hepatite C, Dionísio Virtuoso e Luiz Fraga descobriram que eram portadores da doença após episódios inusitados.
O goleiro chegou ao diagnóstico em noitada de confusão. Embriagado, guiava seu carro pelas ruas de Criciúma quando bateu em outro veículo. A polícia apareceu. Virtuoso partiu para a briga.
"Acabei na delegacia e fiquei com muita vergonha. Naquela noite rezei um pai nosso, prometi parar de beber. Decidi fazer exames, e a hepatite apareceu", diz.
Sabará também conheceu a moléstia em 2000. Apesar da surpresa -havia feito exame apenas para saber se poderia doar sangue para a filha Alessandra, que seria submetida a uma operação no joelho-, já estava familiarizado com as minúcias da hepatite.
Motivo: seu irmão, Neri, também jogador do Próspera no mesmo período, havia detectado a doença em um exame de sangue.
"Só que ele não estava nem aí para o tratamento. Sabe como é, meu irmão gostava de beber, tomava todo o dia sua pinguinha."
Neri desenvolveu uma cirrose. Morreu em 2003. "Ele era craque e formou com o irmão a melhor meia-cancha da história do Próspera", recorda Virtuoso.
O saudosismo tem explicação. Nos anos 70, o Próspera duelou de igual para igual com as principais forças do futebol catarinense -em 1971, terminou o Estadual na terceira posição. Hoje o time luta para retornar à elite. (GR)
GRUPO OPTIMISMO DE AYUDA A PORTADORES DE HEPATITIS C
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09/01/2006
El costo criminoso de la omisión gubernamental
El Periódico Folha de Sao de Paulo de este domingo circula con un reportaje sobre la contaminación de la hepatitis C entre ex jugadores de fútbol, quiénes en las décadas de 70 y 80 compartían agujas al se aplicar energéticos (glucosa) durante las partidas.
La situación es ampliamente conocida y existen varios estudios científicos al respeto que fueron publicados en los últimos ocho años. Todos saben de la alta prevalencia en este grupo de ex atletas. La comunidad científica siempre alertó para el problema. Lamentablemente el gobierno federal hasta el momento ignoró el problema y no meció siquiera una paja para detectar éstos infectados, siendo renegados al fin de la escala social. Lo curioso es que, si estos ex jugadores de fútbol fuesen usuarios de drogas ilícitas tendrían a disposición todo un sistema de reducción de daños, con Centros de Detección y Acompañamiento, tratamiento, etc... Como se trata de personas que no usaban drogas ilícitas entonces son ignorados por el poder público.
Lo mismo pasa con los brasileños que recibieron transfusiones de sangre. Diversos estudios publicados hace varios años muestran que de cada 100 individuos transfundidos antes de 1993, entre 19 y 20 están infectados con la hepatitis C. Toda la comunidad científica sabe de este grave problema y, una vez más, el gobierno hace de cuenta que no leyó las publicaciones y continúa omiso al mayor problema de salud pública de Brasil, lo que va a ocasionar la cirrosis, el cáncer y la muerte de más de un millón de ciudadanos en los próximos 15 años.
Pero el maquiavélico trabajo de ocultar informaciones, de desviar la atención, continúa siendo realizado dentro del ministerio de la salud. El Programa Nacional de Hepatitis, articulador de este crimen, prefiere hablar en "prevención de la hepatitis C" y prácticamente nada hace con relación a la "detección de la hepatitis C" ignorando que las personas ya están infectadas y, que se no detectadas rápidamente irán a avanzar en su enfermedad. Hasta los pocos recursos para realizar "convenios" con organizaciones de la sociedad civil son todos dirigidos para acciones de prevención, tentando así callar la boca de las ONGs, cooptándolas con estos "calla boca". Cabe explicar que pocas nuevas infecciones acontecen en la actualidad. Los más de cuatro millones de infectados se contaminaron en las décadas anteriores.
Finaliza la materia del diario colocando una frase pegada en la pared del vestuario del club que dice "Si Dios es por nosotros, quien será contra nosotros" Con las acciones del gobierno para esconder de la población la epidemia y con la falta de acciones efectivas de detección y tratamiento, hoy los ex jugadores de fútbol descubren resignados que los responsables por el combate la hepatitis C dentro del ministerio de la salud son los que "están en contra de nosotros".
Carlos Varaldo
Grupo Optimismo
Publicado en el Diario Folha de São Paulo - Domingo 8 de enero de 2006
Guilherme Roseguini - Enviado especial a Criciúma (SC):
Jeringas de la muerte
Más de medio equipo que dividía agujas en los años 60 muere después de desarrollar hepatitis C y trae a evidencia un problema que puede victimar otros ex atletas del Brasil
La ficha cayó durante un entierro. Dionísio Virtuoso percibió qué era la cuarta vez en menos de diez años que acompañaba el entierro de un ex colega de equipo. Resolvió investigar.
La desconfianza del ex guardameta del Próspera, club de Criciúma (202 km de Florianópolis) que vivió un período de oro en las décadas de 60 y 70, trajo a la tona un caso sorprendente de los subterráneos del fútbol. Su busca mostró que una enfermedad silenciosa y letal, fruto de práctica común en los vestuarios deportivos, era la principal causa de la secuencia de siete óbitos.
Virtuoso descubrió que sus compañeros fallecidos tenían hepatitis C, inflamación del hígado causado por contacto con sangre infectada. Se quedó sorprendido. Era la misma molestia apuntada en los exámenes que realizara en 2000.
Inmediatamente, procuró médicos para saber si había paralelo entre los casos. Encontró el eslabón. "Por aquel entonces, no había esa historia de jeringas desechables. Nuestro equipo tenía 14 jugadores, y todos tomaban inyecciones de vitaminas con las mismas agujas. Uno de nosotros estaba enfermo y pasó para los otros", relata.
Hoy él exhibe una carcomida foto del Próspera de 1967 para probar el poder mortífero de la inflamación. Cinco atletas que disputaron aquél juego -un duelo con el Metropol, otro equipo de la ciudad- están entre los siete muertos. Los otros dos estaban contundidos en la tarde de aquella partida.
El número de óbitos listados por el guardameta de 60 años es confirmado por el Servicio Multidisciplinar Especializado, órgano de la Secretaría Municipal de Salud de Criciúma que hace acompañamiento de pacientes portadores de tisis, hepatitis, SIDA y lepra.
De acuerdo con Luiz Augusto Borba, médico que coordina el programa, los jugadores del Próspera no son los únicos victimados por la hepatitis C. "Ese cambio de jeringas era común en los equipos de fútbol de la época. Tratamos hoy entre 15 a 20 pacientes de por lo menos seis equipos diferentes y hemos alentado ex jugadores de las décadas de 60 y 70 a hacer exámenes de sangre", reporta el médico.
La enfermedad evoluciona de forma lenta y puede demorar de 20 a 30 años para manifestarse. João Galizzi Filho, presidente de la Sociedad Brasileña de Hepatología, cree que el número de víctimas en Criciúma no es sorprendente.
"Ya sabemos hace tiempos que el compartimiento de agujas era muy común en la pasado, especialmente en los equipos amadores. Mucha gente debe estar infectada y no sabe", dice el médico.v
Su teoría encuentra respaldo en la trayectoria de Luiz Fraga, 63. Actuó en el medio-campo del Próspera al lado de Virtuoso y está, además, en aquella foto de 1967. Hace cinco años, entro en un hospital con el objetivo de donar sangre para la hija. Resultado: una prueba identificó el virus de la hepatitis C en su cuerpo.
"Yo nunca había sentido nada, pero hice el tratamiento. Hoy no puedo beber mucho, pero no siento ningún desaliento", relata.
A pedido del diario, Fraga (o Sabará, como es conocido) se juntó a Virtuoso para una visita al estadio del Próspera. En la peregrinación por vestuarios, gradas y gramado, recuerdos fortuitos surgieron sobre el caso.
Las inyecciones eran aplicadas por Romeu de Souza, masajista del equipo. Los jugadores pedían vitaminas o glucosa porque llegaban para entrenar extenuados.
"Todos nosotros trabajábamos en las minas de la ciudad. Algunos atletas cargaban sacos de carbón antes del entrenamiento", dice Virtuoso.
Souza poseía tres jeringas de vidrio. Después de picar un jugador, depositaba la aguja en un recipiente de acero con agua caliente. Creía que el procedimiento evitaría las contaminaciones. "Por lo que sucedió, estaba totalmente equivocado", afirma Sabará.
Las aplicaciones eran realizadas en el rincón de un vestuario hoy lúgubre, localizado en la parte inferior del campo.
En el local, están una balanza ("la misma de nuestra época", recuerda Virtuoso) y un pequeño altar con imagen de Nuestra Señora Aparecida. De acuerdo con empleados de la agremiación, los atletas del elenco actual hacen en aquel espacio la tradicional oración antes de que entren en campo.
En la pared, un papel con la frase "¿Si Dios es por nosotros, quién será contra nosotros?" llama la atención de Sabará. "Mira solo que cosa... Y uno tomaba las inyecciones aquí."
En el cierre del pequeño tour, el reportaje cuestionó los ex jugadores se pretenden procesar el club. La negación vino con ardor.
"Los tiempos eran otros, el fútbol era otro. Todo fue una fatalidad. Ésta es la historia de nuestras vidas. El equipo nos dio cosas buenas demás para recordar. No quiero más nada", sentencia Virtuoso.
Hallazgos ocurrieron por acaso
Sobrevivientes de un elenco diezmado por la hepatitis C, Dionísio Virtuoso y Luiz Fraga descubrieron que eran portadores de la enfermedad después de episodios inusitados.
El guardameta llegó al diagnóstico en una noche de confusiones. Embriagado, guiaba su coche por las calles de Criciúma cuando choco en otro vehículo. La policía apareció. Virtuoso partió para la riña.
"Acabé en la comisaría y me quedé con mucha vergüenza. En aquella noche recé un padre nuestro, prometí parar de beber. Decidí hacer exámenes, y la hepatitis apareció", dice.
Sabará también conoció la molestia en 2000. A pesar de la sorpresa -había hecho examen apenas para saber se podría donar sangre para la hija Alessandra, que sería sometida a una operación en la rodilla-, ya estaba familiarizado con las minucias de la hepatitis.
Motivo: su hermano, Neri, también jugador del Próspera en el mismo período, había detectado la enfermedad en un examen de sangre.
"Solo que él no estaba ni ahí para el tratamiento. Sabe como es, a mi hermano le gustaba beber, tomaba todo el día su bebida."
Neri desarrolló una cirrosis. Murió en 2003. "Era muy buen jugador y formó con el hermano la mejor media-cancha de la historia del Próspera", recuerda Virtuoso.
Las añoranzas tienen explicaciones. En los años 70, el Próspera jugo de igual para igual con las principales fuerzas del fútbol catarinense -en 1971, terminó el Estadual en la tercera posición. Hoy el equipo lucha para regresar a la elite. (GR)