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29/05/2012


Hepatite B - O número de tratamentos aumentou 95% nos últimos três anos


É alentador observar que após da incorporação da hepatite B no Departamento DST/AIDS/ aconteceu um aumento de 95% no número de pacientes em tratamento da hepatite B no período de três anos.

Os dados mostram que Tenofovir e Entecavir são os medicamentos preferidos no tratamento, em uso por 65% dos pacientes. Chama a atenção que 2.375 pacientes, correspondendo a 24% dos tratamentos ainda estejam utilizando Lamivudina, mas os dados disponíveis não permitem diferenciar quantos deles fazem uso em monoterapia e quantos como resgate a resistência viral em combinação com outro medicamento.

A tabela a seguir mostra o consumo de medicamentos em 2010 e 2012, aceitando como se todos fossem tratados em monoterapia, isto é para cada frasco um paciente em tratamento. Não existem disponíveis dados que possam identificar quantos pacientes estão utilizando a Lamivudina combinada a outro medicamento como forma de resgate nos casos de resistência viral. Após identificação esses pacientes deverão ser retirados do total de tratamentos, diminuindo o total.

Medicamento 2010 (Consumo)) 2012 (Projeção) Variação
Adefovir

1.237

1.037

(-16%)

Entecavir (0,5 e 1 mg)

1.005

2.998

+198%

Tenofovir

1.513

3.496

+131%

Lamivudina Oral

344

500

+45%

Lamivudina 150

1.005

1.875

+86%


Total de pacientes recebendo tratamento com medicamentos orais: 5.104 pacientes em 2010 e previsão de atender 9.906 pacientes em 2012 (Considerando hipoteticamente todos os tratamentos em monoterapia).

Observação: Devido à falta de dados confiáveis sobre a utilização do interferon recombinante ou peguilado no tratamento da hepatite B não é possível realizar comparações ou projeções de pacientes em tratamento com tais medicamentos, mas é evidente que o número é pequeno. Estimo, por pura suposição, observando o consumo de interferon recombinante de 5 e 10 M/U que não chegará a 200 o número de pacientes que receberão tal tratamento em 2012.

MEUS COMENTÁRIOS SOBRE O AUMENTO NO NÚMERO DE TRATAMENTOS

A hepatite B é uma doença sexualmente transmissível, uma DST, assim o gerenciamento está sendo enfrentado corretamente pelo departamento do ministério da saúde que cuida das DSTs. A hepatite B até poderia ser chamada de "prima" da AIDS, não somente por possuir a mesma forma de contagio, mas principalmente pela similaridade do tratamento, praticamente igual que o da AIDS.

O fato de ser um tratamento muito similar ao da AIDS resultou ser fácil para os centros de tratamento de AIDS e em especial para os infectologistas, passar a atender os infectados com hepatite B. Deve ainda se considerar que o paciente em tratamento da hepatite B é um paciente relativamente tranquilo, que comparece ao médico a cada três meses para fazer uma avaliação e uma carga viral, e a cada seis meses uma ultrassonografia. Nessas consultas recebe a medicação para os próximos três meses, a qual geralmente é um comprimido diário que praticamente não causa efeitos colaterais.

Em resumo, o paciente de hepatite B é um paciente tranquilo que não ocupa muito tempo do médico. A infraestrutura já existente para tratar 200.000 infectados com AIDS absorveu facilmente os aproximadamente 10.000 infectados com hepatite B que estão em tratamento.

Nesses primeiros três anos da incorporação o aumento no número de tratamentos merece aplausos, mas um problema difícil de solucionar acontecerá se um maior número de infectados com hepatite B é diagnosticado. As estimativas de prevalência variam entre 1 e 2 milhões de brasileiros infectados cronicamente, o que corresponde a duas ou três vezes o número de infectados com HIV/AIDS.

Quando isso acontecer o problema da falta de infraestrutura de atendimento vai ficar evidente e não será fácil aumentar rapidamente a capacidade de atendimento, em parte porque poucos estudantes de medicina se interessam pela infectologia ou hepatologia.

De meu ponto de vista o problema da falta de interesse dos estudantes de medicina deriva do fato de um departamento do ministério da saúde que cuida de "todas" as DSTs ter colocado no seu nome em destaque uma delas, a AIDS e, agora incorporou a palavra hepatite. Mas porque as outras 11 DSTs cuidadas pelo departamento, que são o Cancro mole, Clamídia, Gonorreia, Condiloma acuminado (HPV), Doença Inflamatória Pélvica (DIP), Donovanose, Herpes, Infecção pelo Vírus T-linfotrópico humano (HTLV), Linfogranuloma venéreo, Sífilis e Tricomoníase continuam "escondidas" do pomposo nome? Não seria mais adequado tirar as palavras AIDS e Hepatite do atual nome e passar a ser chamado somente de "Departamento de DST"? Certamente seria muito mais democrático ao dar o mesmo destaque a todas as DST, sem menosprezar nenhuma delas.

Carlos Varaldo



Carlos Varaldo e o Grupo Otimismo declaram não possuir conflitos de interesse com eventuais patrocinadores das diversas atividades.
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La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!
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29/05/2012


Hepatitis B - El número de tratamientos aumentó 95% en los últimos tres años en Brasil


Es alentador observar que después de la incorporación de la hepatitis B en el Departamento ETS/SIDA/ aconteció un aumento del 95% en el número de pacientes en tratamiento de la hepatitis B en el período de tres años.

Los datos muestran que Tenofovir y Entecavir son los medicamentos preferidos en el tratamiento, en uso por 65% de los pacientes. Llama la atención que 2.375 pacientes, correspondiendo a 24% de los tratamientos aún estén utilizando Lamivudina, pero los datos disponibles no permiten diferenciar cuántos de ellos hacen uso en monoterapia y cuántos como rescate a la resistencia viral en combinación con otro medicamento.

La tabla a continuación muestra el consumo de medicamentos en 2010 y 2012, aceptando cual si todos fuesen tratados en monoterapia, esto es para cada frasco un paciente en tratamiento. No existen disponibles datos que puedan identificar cuántos pacientes están utilizando Lamivudina combinada a otro medicamento como forma de rescate en los casos de resistencia viral. Después de la identificación esos pacientes deberán ser retirados del total de tratamientos, disminuyendo el total.

Medicamento 2010 (Consumo)) 2012 (Projección) Variación
Adefovir

1.237

1.037

(-16%)

Entecavir (0,5 e 1 mg)

1.005

2.998

+198%

Tenofovir

1.513

3.496

+131%

Lamivudina Oral

344

500

+45%

Lamivudina 150

1.005

1.875

+86%


Total de pacientes recibiendo tratamiento con medicamentos orales: 5.104 pacientes en 2010 y previsión de atender 9.906 pacientes en 2012 (Considerando hipotéticamente todos los tratamientos en monoterapia).

Observación: Debido a la falta de datos confiables sobre la utilización del interferón recombinante o pegilado en el tratamiento de la hepatitis B no es posible realizar comparaciones o proyecciones de pacientes en tratamiento con tales medicamentos, pero es evidente que el número es pequeño. Estimo, por pura suposición, observando el consumo de interferón recombinante de 5 y 10 M/U que no llegará a 200 el número de pacientes que recibirán tal tratamiento en 2012.

MIS COMENTARIOS SOBRE EL AUMENTO EN EL NÚMERO DE TRATAMIENTOS

La hepatitis B es una enfermedad sexualmente transmisible, una ETS, así su manejo está siendo enfrentado correctamente por el departamento del ministerio de la salud que cuida de las ETS. La hepatitis B hasta podría ser llamada de "prima" del SIDA, no solamente por poseer la misma forma de contagio, pero principalmente por la igual del tratamiento, prácticamente igual que el del SIDA.

El hecho de ser un tratamiento muy similar al del SIDA resultó ser fácil para los centros de tratamiento de SIDA y en especial para los infectologos, pasar a atender los infectados con hepatitis B. Debe aún se considerar que el paciente en tratamiento de la hepatitis B es un paciente relativamente tranquilo, que comparece al médico a cada tres meses para hacer una evaluación y una carga viral, y a cada seis meses una ecografía. En esas consultas recibe la medicación para los próximos tres meses, la cual generalmente es una pastilla diaria que prácticamente no causa efectos secundarios.

En resumen, un paciente de hepatitis B es un paciente tranquilo que no ocupa mucho tiempo del médico. La infraestructura ya existente para tratar 200.000 infectados con SIDA absorbió fácilmente los aproximadamente 10.000 infectados con hepatitis B que están en tratamiento.

En ésos primeros tres años de la incorporación el aumento en el número de tratamientos merece aplausos, pero un problema difícil de solucionar acontecerá si un mayor número de infectados con hepatitis B es diagnosticado. Las estimativas de infectados varían entre 1 y 2 millones de brasileños infectados crónicamente, lo que corresponde a dos o tres veces o número de infectados con HIV/SIDA.

Cuando eso acontezca el problema de la falta de infraestructura de servicio va a se poner evidente y no será fácil aumentar rápidamente la capacidad de atendimiento, en parte porque pocos estudiantes de medicina se interesan por ser infectologos o hepatólogos.

De mi punto de vista e problema de la falta de interés de los estudiantes de medicina deriva del hecho de un departamento del ministerio de la salud que cuida a "todo las ETS haber colocado en su nombre en destaque una de ellas, el SIDA y, ahora incorporó la palabra hepatitis. Pero porque las otras 11 ETS cuidadas por el departamento, qué son el Cancro mole, Clamidia, Gonorrea, Condiloma acuminado (HPV), Enfermedad Inflamatoria Pélvica (DIP), Donovanose, Herpes, Infección por el Virus T-linfotrópico humano (HTLV), Linfogranuloma venéreo, Sífilis y Tricomoníase continúan "escondidas" del pomposo nombre? No sería más adecuado tirar las palabras SIDA y Hepatitis del actual nombre y pasar a ser llamado solamente de "Departamento de ETS"? Seguramente sería mucho más democrático al dar el mismo destaque a todas las ETS, sin menospreciar ninguna de ellas.

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:


Carlos Varaldo



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Last updated 2.6.2012