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GRUPO OTIMISMO DE APOIO AO PORTADOR DE HEPATITE
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03/09/2011


Estados Unidos revisa e atualiza a prevalência da hepatite C no país

Uma abordagem para ser copiada por todos os países


Na maioria dos países existem poucos estudos que possam mostrar a real prevalência da hepatite C. Em geral os estudos populacionais não abrangem todas as possíveis populações que possam ter contato com o vírus, deixando fora do resultado exatamente as populações com maior probabilidade de estarem infectadas.

É fato inclusive no Brasil com o inquérito domiciliar brasileiro, excelente do ponto de vista como iniciativa e competente no quadro de profissionais envolvidos, mas ao ser realizado somente nas capitais a realidade nas hepatites A e B são muito diferentes do que acontece a nível nacional. Isso porque na hepatite A as capitais possuem melhores condições de fornecimento de água e tratamento de esgotos que as periferias ou as pequenas cidades do interior já, no caso da hepatite B, a mesma é uma doença localizada em áreas como a Amazônia, sul do Espirito Santo, oeste de Paraná e Santa Catarina, regiões portuárias, etc., todas elas não incluídas no inquérito. Quando em Belo Horizonte não foram confirmados casos de hepatite B, a duvida fica ainda maior.

Voltando ao estudo publicado na Liver International de setembro com o resultado do estudo "National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES)" realizado nos Estados Unidos, os pesquisadores procuraram dados epidemiológicos publicados na MEDLINE, no departamento de estatísticas do Departamento de Justiça, nos sistemas dos Centros de Dados do Medicare e Medicaid e, no sistema prisional, com o objetivo de incluir no resultado apresentado no NHANES os dados referentes a encarcerados, populações sem teto, profissionais de enfermagem, pacientes internados, militares na ativa, pacientes em dialise, veteranos de guerra, profissionais de saúde e usuários de drogas.

Ao se considerar todas as populações com a mesma prevalência da população em geral conseguida na amostragem, a quantidade de infectados fica prejudicado. Por exemplo, se no Brasil se considera que 1,7% dos indivíduos HIV positivos estão com hepatite C, teremos no computo geral 10.000 com hepatite C, mas é amplamente conhecido que a co-infecção atinge entre 20 e 30% dos HIV positivos, assim, o número correto deveria ser de aproximadamente 150.000 infectados. Ao se realizar o mesmo cálculo com a população encarcerada, pacientes em dialise, e todos os outros grupos, fica evidente que o total da população com hepatite C é bem superior a quando a prevalência é calculada por sorteio geral.

O resultado nos Estados Unidos é surpreendente ao demonstrar que nestas populações, as quais não foram devidamente incluídas no calculo de prevalência obtida pelo "National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES)" se encontram 1,9 milhões de cidadãos dos Estados Unidos infectados com hepatite C, os quais devem ser acrescentados ao resultado do NHANES, sugerindo que na realidade da epidemia de hepatite C atinge um total de 5,2 milhões de pessoas.

O estudo é revelador, mostrando como um cálculo estatístico pode apresentar resultados distorcidos quando a seleção dos grupos a serem testados é realizado por sorteio e não por calculo proporcional das populações alvo em cada região ou país. No caso da prevalência obtida pelo NHANES, o resultado ficou 36% menor que a realidade encontrada pelos pesquisadores, todos eles renomeados e de competência reconhecida.

As instituições que realizaram o estudo são as seguintes:

- Department of Medicine, UCLA-Olive View Medical Center University of California at Los Angeles, Sylmar, CA, USA - Division of Gastroenterology and Hepatology and Center for the Study of Hepatitis C,

- Department of Medicine, Weill Cornell Medical College, Cornell University, New York, NY, USA - Department of Medicine,

- University of Cincinnati College of Medicine, Cincinnati, OH, USA - Department of Medicine,

- University of Miami School of Medicine, Miami, FL, USA - Department of Medicine and Surgery, David Geffen School of Medicine,

- University of California at Los Angeles, Los Angeles, CA, USA

Este artigo foi redigido com comentários e interpretação pessoal de seu autor, tomando como base a seguinte fonte:
Hepatitis C virus infection in USA: an estimate of true prevalence - Authors: Chak, Eric1; Talal, Andrew H.2; Sherman, Kenneth E.3; Schiff, Eugene R.4; Saab, Sammy - Liver International, Volume 31, Number 8, 1 September 2011 , pp. 1090-1101(12).
Department of Medicine, UCLA-Olive View Medical Center, University of California at Los Angeles, Sylmar, CA, USA - Division of Gastroenterology and Hepatology and Center for the Study of Hepatitis C, Department of Medicine, Weill Cornell Medical College, Cornell University, New York, NY, USA - Department of Medicine, University of Cincinnati College of Medicine, Cincinnati, OH, USA - Department of Medicine, University of Miami School of Medicine, Miami, FL, USA - Department of Medicine and Surgery, David Geffen School of Medicine, University of California at Los Angeles, Los Angeles, CA, USA


Carlos Varaldo



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A Organização Mundial da Saúde estima que 1,5 milhão de pessoas morrem a cada ano por culpa das hepatites B ou C. Uma morte a cada 20 segundos!
La Organización Mundial de la Salud estima que 1,5 millón de personas mueren a cada año por culpa de las hepatitis B o C. ¡Una muerte a cada 20 segundos!

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03/09/2011


Estados Unidos revisa y actualiza la prevalencia de la hepatitis C en el país

Un abordaje para ser copiada por todos los países


En la mayoría de los países existen pocos estudios que puedan mostrar la real prevalencia de la hepatitis C. En general los estudios populacionales no abarcan todas las posibles poblaciones que puedan tener contacto con el virus, dejando fuera del resultado exactamente las poblaciones con mayor probabilidad de que estén infectadas.

Es hecho incluso en Brasil con el estudio domiciliar brasileño, excelente del punto de vista como iniciativa y competente en el cuadro de profesionales participantes, pero al ser realizado solamente en las capitales la realidad en las hepatitis A y B son muy diferentes de lo que acontece a nivel nacional. Eso porque en la hepatitis A las capitales poseen mejores condiciones de suministro de agua y tratamiento de cloacas que las periferias o las pequeñas ciudades del interior ya, en el caso de la hepatitis B, la misma es una enfermedad localizada en áreas como la Amazonia, sur del Espirito Santo, oeste de Paraná y Santa Catarina, regiones portuarias, etc., todas ellas no incluidas en el estudio. Cuando en Belo Horizonte no fueron confirmados casos de hepatitis B, la duda se pone todavía mayor.

Volviendo al estudio publicado en la Liver International de septiembre con el resultado del estudio "National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES)" realizado en Estados Unidos, los investigadores buscaron datos epidemiológicos publicados en la MEDLINE, en el departamento de estadísticas del Departamento de Justicia, en los sistemas de los Centros de Datos del Medicare y Medicaid y, en el sistema de prisiones, con el objetivo de incluir en los resultados presentados en el NHANES los datos referentes a encarcelados, poblaciones sin techo, profesionales de enfermería, pacientes internados, militares en la activa, pacientes en diálisis, veteranos de guerra, profesionales de salud y usuarios de drogas.

Al se considerar todas las poblaciones con la misma prevalencia de la población en general conseguida en el muestreo, la cantidad de infectados queda perjudicada. Por ejemplo, si en Brasil se considera que 1,7% de los individuos HIV positivos están con hepatitis C, tendremos en el cómputo general 10.000 con hepatitis C, pero es ampliamente conocido que la co-infección alcanza entre 20 y 30% de los HIV positivos, así, el número correcto debería ser de aproximadamente 150.000 infectados. Al se realizar el mismo cálculo con la población encarcelada, pacientes en diálisis, y todos los otros grupos, se queda evidente que el total de la población con hepatitis C es bien superior a cuando la prevalencia es calculada por sorteo general.

El resultado en Estados Unidos es sorprendente al demostrar que en estas poblaciones, las cuales no fueron debidamente incluidas en lo cálculo de prevalencia obtenido por el "National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES)" se encuentran 1,9 millones de ciudadanos de Estados Unidos infectados con hepatitis C, los cuales deben ser sumados al resultado del NHANES, sugiriendo que en la realidad de la epidemia de hepatitis C alcanza un total de 5,2 millones de personas.

El estudio es revelador, mostrando como un cálculo estadístico puede presentar resultados distorsionados cuando la selección de los grupos a ser testados es realizada por sorteo y no por cálculo proporcional de las poblaciones foco en cada región o país. En el caso de la prevalencia obtenida por el NHANES, el resultado se quedó 36% menor que la realidad encontrada por los investigadores, todos ellos de reconocida capacidad.

Las instituciones que realizaron el estudio son las siguientes:

- Department of Medicine, UCLA-Olive View Medical Center University of California at Los Angeles, Sylmar, CA, USA - Division of Gastroenterology and Hepatology and Center for the Study of Hepatitis C,

- Department of Medicine, Weill Cornell Medical College, Cornell University, New York, NY, USA - Department of Medicine,

- University of Cincinnati College of Medicine, Cincinnati, OH, USA - Department of Medicine,

- University of Miami School of Medicine, Miami, FL, USA - Department of Medicine and Surgery, David Geffen School of Medicine,

- University of California at Los Angeles, Los Angeles, CA, USA

Este artículo fue redactado con comentarios e interpretación personal de su autor, tomando como base la siguiente fuente:
Hepatitis C virus infection in USA: an estimate of true prevalence - Authors: Chak, Eric1; Talal, Andrew H.2; Sherman, Kenneth E.3; Schiff, Eugene R.4; Saab, Sammy - Liver International, Volume 31, Number 8, 1 September 2011 , pp. 1090-1101(12).
Department of Medicine, UCLA-Olive View Medical Center, University of California at Los Angeles, Sylmar, CA, USA - Division of Gastroenterology and Hepatology and Center for the Study of Hepatitis C, Department of Medicine, Weill Cornell Medical College, Cornell University, New York, NY, USA - Department of Medicine, University of Cincinnati College of Medicine, Cincinnati, OH, USA - Department of Medicine, University of Miami School of Medicine, Miami, FL, USA - Department of Medicine and Surgery, David Geffen School of Medicine, University of California at Los Angeles, Los Angeles, CA, USA


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Last updated 2.9.2011